terça-feira, 13 de outubro de 2009

HAVANA em poucas PALAVRAS:


Fachada de um Paladar
  • Em Havana prefira comer nos Paladares: são restaurantes autorizados pelo governo cubano, que funcionam na casa dos moradores. É uma boa forma de entrar na casa dos locais e conhecer um pouco mais de sua cultura, de sua moradia e sua culinária. Opções: Nerei, Áries e Doña Blanquita.

  • Andar pelo Malecón, avenida que beira o mar, durante o pôr-do-sol. No verão o sol se deita por volta de 21:00. (eles também tem horário de verão e as estações do ano são inversas às do Brasil). Neste momento a brisa que vem do mar alivia a alta temperatura. Muitas pessoas caminham pelas ruas vindas do trabalho e das escolas. O céu fica de uma incrível tonalidade de vermelho. Muitas pessoas pescam e outras tomam banho na praia sem areia. É gostoso caminhar devagar e sem pressa, admirando o espetáculo da natureza.
  • Cuidado ao aceitar "favores" da população local (mesmo que seja uma aparente conversa informal. Charutos oferecidos na rua não tem garantia de qualidade), a não ser que esteja disposto a pagar. Como falta muita coisa na ilha os cubanos pedem de tudo: sabonete, caneta, balas e claro dinheiro. Não se assuste, se ao se recusar dar alguma coisa, eles resmuguem e falem mal de você. Siga seu caminho e não olhe para trás. Se resolver contribuir com alguma coisa prepare-se para receber o melhor deles que pode ser um agradecimento mais esfusiante ou um show de dança ou música. Faça sua escolha.

  • Se decidir ir nos meses de Junho e Julho leve apenas roupas muito leves. O calor é intenso, mesmo com a brisa que sopra do Malecón o dia todo. Hidrate-se e não estranhe o sabor da água engarrafada. Uma hora nos acostumamos. No entanto, banheiro é um problema na cidade. Não há públicos e nem sempre nos bares ou paladares há papel ou água. Vá com espírito de aventura.

  • Gran Theatro de Habana - vale um tour. Pouca gente visita, mas por cerca de R$6,00 (2 CUCs, moeda para turistas em Cuba), podemos conhecer o Teatro por dentro, incluindo o backstage, e ouvir histórias sobre o passado e presente do local, bem como os ilustres que frequentam e os que já passaram por lá. É possível chegar até a cadeira reservada ao Comandante do país. Até hoje o teatro é palco de grandes apresentações de ballet, dança flamenca e ópera.


  • No La Bodeguita del Medio, restaurante que era frequentado pelo escritor americano Hemingway, há a opção do prato do dia, mais em conta e sem perder a qualidade da boa comida do lugar. Enquanto espera pelo prato, é divertido ler as mensagens deixadas nas paredes por anônimos e famosos, e aproveitar para deixar registrada a sua passagem por ali.
  • Para tomar um sorvete na sorveteria Coppelia, que serviu de cenário para o filme Morango e Chocolate, entre e procure o quiosque para turistas, onde o CUC, a moeda usada pelos estrangeiros, é aceito. Ignore as sempre gigantescas filas, pois são para a população local apenas, por causa da diferença do dinheiro. Nesta fila compra-se com o peso cubano, que não temos acesso. Não fique, portanto, constrangido achando que está furando fila. Se tiver dúvidas, procure um segurança que fica na entrada da sorveteria. Ele irá te orientar, e se você pedir com jeitinho, ele pode permitir que você entre no espaço reservado aos cubanos para conhecer onde algumas cenas do filme foram rodadas.
  • Uma boa opção para conhecer Havana é caminhar. É uma cidade tranquila, plana, sem trânsito, quase sem violência. No entanto, o calor é intenso, o sol é muito forte e nem sempre há sombras, como na Plaza de La Revolución. Centro Habana, com seus casarões antigos, tem ruas sujas; por isso, o melhor é evitar dedos dos pés de fora. Consiga um mapa em seu hotel e caminhe.

  • Almoce ou jante no La Guarida. O cortiço serviu de locação para a maioria das cenas de Morango e Chocolate. Boa parte do cenário continua intacta e temos a sensação de estarmos entrando no filme. É mais caro que a maioria dos paladares, mas a comida é de excelente qualidade e o atendimento é diferenciado.
  • Shoppings definitivamente não são a cara de Havana. Galerias Paseo é o que mais se aproxima daquilo que conhecemos. Vale um passeio pela curiosidade e para almoçar no Jazz Café que fica nele: comida farta, que foge da tradicional comida criolla servida nos paladares e mais barato, além de privilegiada vista para o mar e ar-condicionado. Não é um lugar tipicamente turístico.
  • Real Fábrica de Tabacos - aqui pode-se ver o processo de fabricação do produto mais famoso de Cuba. Ao visitar, fique atento. A compra do bilhete para o tour é uma bagunça, as informações são desencontradas. Insista para adquirir o seu. Durante a visita os funcionários podem te oferecer charutos por um preço inferior. Não se arrisque se não quiser problemas.
  • Para ler: "Trilogia Suja de Havana", "Nosso GG em Havana", ambos de Pedro Juan Gutiérrez e "Ilhas da Corrente" - Ernest Hemingway.
  • Para ver: "Morango e Chocolate", "Habana Blues", "Suite Habana", "Guantanamera" e "O Velho e o Mar".