domingo, 7 de agosto de 2011

HAVANA, Cuba - Um caso de AMOR À PRIMEIRA vista:

O que fazer em Cuba
Aeroporto de Cidade do Panamá, em conexão para Havana
Eu nem lembro direito porque resolvemos visitar Cuba. Recordo apenas que foi um longo caminho até chegarmos lá. Desembarcamos em Havana em um fim da tarde, por volta das 16 horas, muitos anos atrás. 
O que fazer em Cuba
Aeroporto Internacional José Martí Habana, Cuba
O aeroporto, pequeno, estava meio confuso, com muitas pessoas para lá e para cá, parecendo desnorteadas. Os funcionários estavam todos de máscara (era época da gripe suína) o que deu um ar meio assustador ao local.
Um funcionário nos encaminhou para uma fila, para o controle de passaporte onde Léo e eu tivemos que ir separados. A menina que estava realizando os procedimentos no guichê para o qual eu fui encaminhada era séria e nem se deu ao trabalho de responder ao meu boa tarde. Ela tirou uma foto minha, checou o meu passaporte e me dispensou.  
Estava em Cuba! Abri a porta que me dava acesso ao país com ansiedade. Do outro lado estavam o raio X e a esteira para a restituição de bagagens.
Só havia uma esteira e era inclinada, meio esquisita. As bagagens foram chegando e as pessoas indo embora e nada de minha mala aparecer. Será que ela havia sido extraviada, pensei cada vez mais apreensiva. A esteira então parou de girar e minha mala não apareceu.
Busquei uma funcionária que foi muito simpática e prática e contei o que estava acontecendo: isto não é possível, me disse ela. Sua mala chegou com certeza!
Descrevi a dita cuja e lá fomos nós procurá-la. E não é que a senhora estava certa e a achamos?! Ela estava solitária em um canto próximo a esteira. O que acontece, segundo minha gentil salvadora, é que eles não deixam as bagagens circulando pela esteira, retirando-as antes de girarem mais uma vez.  Que alívio!
Na porta do aeroporto havia pessoas que praticamente arrancaram a bagagem de minhas mãos, esperando ganhar um trocado com isso. É preciso se posicionar com dureza, caso não queiramos o serviço. 
O que ver em Havana
Referências à Revolução Cubana estão para todos os lados em Havana
O que ver em Cuba
Referências à Revolução Cubana estão para todos os lados em Havana

O que ver em Havana Cuba
Referências à Revolução Cubana estão para todos os lados em Havana

O que ver em Havana, Cuba
Os carros em Havana nos levam ao passado
Um transfer nos esperava para levar-nos ao hotel. Apesar de já passar das 18 horas, o dia ainda estava claro. Era Junho. 

A cidade me causou impacto logo que a vi. Era como entrar em um dos muitos filmes que havia assistido: Morango e Chocolate, Suíte Havana, Habana Blues, Guantanamera... 
Os carros antigos, a atmosfera dos anos 50, os muros cheios de inscrições e outdoors sobre a Revolução, o pouco trânsito nas ruas, jardins bem cuidados, ruas arborizadas. Tudo tinha um tom misterioso para mim, diferente. Eu estava curiosa demais por Havana.
Eu tinha consciência, claro, que estávamos entrando em uma ditadura e que muitas pessoas morreram por ela e por causa dela, mas não consegui evitar o sentimento de romantismo que estava me invadindo naquele momento. Eu não tinha ideia de como nossos dias iriam se desenrolar naquele país, mas ali, dentro do ônibus, olhando Cuba pela primeira vez, eu fui possuída por uma única certeza: estava apaixonada!
Havia no transfer uma guia, que foi falando um pouco sobre a cidade: não havia violência e podíamos caminhar tranquilamente pelas ruas.
Nós, turistas, tínhamos um dinheiro específico: o CUC (peso convertible). Ela recomendou que ao receber troco em qualquer lugar, checássemos se era CUC e não peso cubano, pois não poderíamos utilizá-lo, uma vez que seu uso era permitido apenas à  população local.
Nós levamos euros para Cuba, pois o dólar era sobretaxado na ilha. Cartão? Não foi aceito em quase lugar nenhum.
À medida que o ônibus deslizava pelas ruas sem buracos de Havana, eu colei meu nariz no vidro, isolei as vozes dos inúmeros turistas que ali estavam, falando diversas línguas e pensei: estou pronta para desbravar Havana. Foi amor à primeira vista.