sábado, 13 de abril de 2013

Monserrate, Bogotá, Colômbia

Filas para comprar os bilhetes e para subir o cerro Montserrate
Subi o cerro Monserrate em um sábado. Queria um dia movimentado porque não tinha certeza se durante a semana era seguro, se havia policiamento. Havia fila para comprar e para subir, mas em nenhum dos dois momentos foi muito demorado e os processos são organizados. 

Escolhemos subir de funicular e descer de teleférico, mas se um dia voltasse lá faria o contrário. É que parece que todo mundo preferiu fazer da mesma forma que eu. No sentido inverso não havia fila nenhuma.

Os trilhos do funicular

O funicular visto do último vagão

A vista de Bogotá à medida que vamos subindo.
É uma subida bem íngreme que dura alguns minutos. Dá um friozinho na barriga, especialmente para pessoas como eu que tem medo de altura. Fomos no último vagão, o vagão de cima, perto do condutor. Este vagão te dá uma boa visão do que está vindo, da altura, do quanto estamos subindo.

No entanto eu sugiro, se conseguir, ir no primeiro vagão. Nele só há o vidro à sua frente, então nada atrapalha sua visão e você ainda verá surgir aos seus pés a cidade de Bogotá.

O jeito é respirar com calma, devagar e com cuidado. Não ande rápido.

Vista de Bogotá. A Plaza Bolívar no centro da foto, com a árvore de Natal
O cerro fica em uma altitude superior a 3000 m e você pode passar mal. Respire com cuidado e devagar. Não ande rápido e nem gesticule muito. Se mesmo assim sentir algum enjoo ou qualquer outro mal estar, tome chá de coca. Aí mesmo tem para vender. Tem gosto de chá de erva cidreira.

Lá no alto, tem uma vista bacana de Bogotá. Podemos ver o Centro Histórico e a Plaza Bolívar. Vemos como a cidade é plana, com poucos prédios. Mas, não é nada espetacular. Quem está acostumado a subir em lugares altos para ver cidades, não vai achar nada demais. 

El Santuario del Señor Caído

El Santuario del Señor Caído por dentro
É um lugar de peregrinação e é possível ver turista curiosos como eu e católicos em exercicio de sua fé. O santuário foi construido entre 1640 e 1657, mas tem uma carinha moderna, contemporânea. Ao lado do santuário, há uma espécie de corredor com lojas vendendo objetos: religiosos e não religiosos, como relicários e chaveiros.

As lojinhas


Apesar de muita gente circular no cerro aos sábados, não fica tumultado, não tem confusão, nem as pessoas ficam espremidas umas nas outras. É possível circular tranquilamente e tirar fotos. Tem muita gente que prefere fazer o caminho a pé. Há uma estrada íngreme e difícil que chega até aí. Alguns fazem isso como atividade física, outros por fé. Eu fico com o funicular e/ou teleférico.

Há dois restaurantes no topo, mas descemos antes da hora do almoço. Não ficamos muito tempo. A lanchonete estava aberta e estava lotada.

Teleférico
A fila para descer de teleférico estava muito grande e demorou mais de 1 hora até conseguirmos entrar nele. Temos uma vista mais ampla da cidade do que com o funicular, mas achei a viagem do primeiro mais interessante.

  • Só suba o Monserrate se for católico fervoroso ou se gostar de ver as cidades do alto.
  •  Leve um agasalho, pois lá em cima é mais frio que na cidade e venta um pouco.
  • O último "e" de Monserrate se pronuncia.
 Tarifas e horários