domingo, 25 de maio de 2014

Lugares onde COMER na Ilha de Páscoa (Rapa Nui), no Chile.

Não podemos dizer que a Ilha de Páscoa seja referência no quesito gastronomia. Por ser uma ilha perdida no meio do nada os ingredientes para uma refeição caprichada demoram a chegar e nem sempre chegam com muita qualidade. Mas os locais são criativos e tivemos boas experiências nesta área. E ruins também. De qualquer forma vamos combinar: aquela natureza selvagem, bruta e exuberante pede uma refeição simples né?

Empanada de atum

Empanadas Tia Berta
Varanda da Empanadas Tia Berta
Empanadas Tia Berta
Muito quente

Cardápio
O primeiro lugar em que nós comemos foi o Empanadas Tia Berta. O lugar é muito simples. A mocinha que nos atendeu não parecia estar em seus melhores dias, mas a empanada estava gostosa. Era frita e escolhi de atum. Havia outras opções no cardápio.

Endereço: Atamu Tekena, Ilha de Páscoa, 2770000 (rua principal)

Varanda do Tavake
Saladinha

Primeiro prato: saladinha de tomate, repolho e abacate. Estava boa.

Segundo prato: uma sopa que parecia destas prontas de saquinho

Terceiro prato: um peixe gorduroso e sem graça com um arroz meio grudento

Sobremesa: um caldinho de goiaba

A entrada do Tavake
Tavake

O cardápio
Jantamos no Tavake, que funciona em uma casa cercada de varanda, com muitas flores. Escolhemos o menu completo com uma entrada, uma sopa, um prato principal e uma sobremesa.

O lugar é uma graça, mas o atendimento foi muito demorado, inclusive entre um prato e outro. E a comida estava bem longe de ser saborosa.

Endereço: Rua Atamu Tekena (Rua principal)

Nosso jantar sendo preparado

Nosso jantarzinho gostoso

Parte interna do Mamma Nui

Mamma Nui
Fachada do Mamma Nui

O Mamma Nui foi um dos lugares mais legais em que jantamos em Hanga Roa. O lugar é despretensioso, tem uma área externa grande onde muitas coisas são feitas em uma espécie de forno rústico na terra.

Comemos um peixe delicioso e o pão estava especialmente bom. Demorou bastante também mas foi um atendimento muito simpático e agradável. ´

Achamos este lugar por acaso: passamos em frente, em uma rua escura e entramos. Ainda bem que fizemos isso. Foi uma noite ótima!

Endereço: Taniera Teave s/n

Suco de Blueberry

Suco natural e refrescante de blueberry
Burger sensacional

Um maravilhoso burger de camarão

A entrada do Gordo

Um burguer de camarão com um suco de blueberry depois de um dia inteiro de caminhada? Perfeito. O Donde el Gordo estava cheio de turistas e o sanduiche estava maravilhoso. Atendimento simpático.

Endereço: Te Pito o Te Henna s/n

La Kaleta está ali ao fundo, perto do mar.

O lindo por do sol no La Kaleta

O La Kaleta


O La Kaleta é uma delícia de restaurante. O visual é lindo, quase dentro do mar. É silencioso. O cardápio é um quadro que fica exposto no meio deste varandão aí. Comemos um risoto de lagostín maravilhoso e um ceviche muito bom. Acompanhado de um bom vinho, claro.

Endereço: no final da Caleta.

Praticamos só jantamos em Hanga Roa. Passávamos o dia caminhando ou pedalando pela ilha, visitando os moais e vulcões. Levávamos água e lanches na mochila. Este era nosso almoço.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

FURTADA na ILHA DE PÁSCOA, DENTRO do quarto de hotel - Tea Nui Hotel em Hanga Roa, Ilha de Páscoa, Chile

Escolher um hotel em uma cidade desconhecida não é tarefa fácil. Eu leio guias impressos, vejo o que viajantes estão dizendo em seus blogs, pesquiso muito antes de tomar uma decisão. Nem assim estou livre de fazer uma escolha errada. Foi o que aconteceu comigo na Ilha de Páscoa. Me hospedei no Tea Nui Hotel, que me pareceu uma boa ideia e no final das contas não foi bem assim.

Ilha de Páscoa e um de seus habitantes

Ilha de Páscoa
Desembarcamos em Rapa Nui cheios de expectativas. O pessoal do Tea Nui Hotel já nos esperava no aeroporto e no caminho para o hotel, a simpática Maria parou para tirarmos fotos como esta acima.

Entrada do Tea Nui Hotel
Apartamentos do Tea Nui. Fiquei hospedada no segundo andar
Suquinho delicioso
Na recepção do hotel fomos recebidos com um delicioso suco natural e informações sobre a ilha, inclusive que a ilha era muito segura. Fomos alojados no segundo andar do pequeno hotel que parecia mais uma pousada, tão comum nos litorais brasileiros. Na noite do quarto dia, que seria o nosso penúltimo em Rapa Nui, uma quinta-feira, foi quando o furto aconteceu.

Café da manhã servido no quarto
O quarto era simples mas amplo e limpo. O banheiro era pequeno e às vezes dava problema no chuveiro, mas o pessoal do hotel sempre dava um jeito. O café da manhã era básico, porém bom e sempre servido no quarto. Bastava acordar e abrir a varanda para que o pessoal batesse em sua porta com a cesta.

No entanto, o que tinha tudo para ser uma estada agradável transformou-se em amargas lembranças. Na quinta-feira chegamos por volta de 22:00, exaustos depois de correr e pedalar o dia inteiro. Tivemos um jantar agradável olhando o mar e voltamos caminhando para o hotel.

Ao chegarmos no quarto eu deixei minha mochila ao lado da cama e fui tomar banho, enquanto o Léo, meu namorado, adormeceu. Ao sair do banho dei por falta de minha mochila. Dentro estavam, entre vários objetos de uso pessoal (sem preço) meu passaporte (com vários carimbos de estimação), meu Garmin (relógio com GPS que uso nas corridas) e meu óculos escuros.

Cheguei na varanda, ainda perdida com a situação, e vi um tipo saindo do hotel com um agasalho vermelho com capuz, bermuda e meião de futebol. Ele virou, olhou para mim e seguiu seu caminho.

Desci imediatamente e busquei um funcionário do hotel que me ouviu (a esta altura já estava bem nervosa), bateu na porta de um quarto para saber se o hospede tinha visto ou escutado algo. Com sua negativa, o funcionário resolveu dar uma busca nos arredores. O detalhe é que no entorno do hotel só havia rua vazia e vegetação. Não achando nada, resolveu chamar os Carabineros de Chile, a polícia.

Eles chegaram, fizeram o boletim de ocorrência e garantiram que iam sair naquele momento em busca do sujeito. Voltamos para o quarto, mas eu estava muito aborrecida com aquilo tudo: nos haviam dito que a Ilha de Páscoa era um lugar muito seguro.

Por onde, o bandido voltou, depois do furto e ficou olhando para dentro
Fiquei então deitada na cama navegando na internet, para relaxar. Depois de algumas horas, ainda sem sono, olhei para a janela retangular que havia em frente à cama. Resolvi checar se estava fechada e quando pus as mão nela, o homem estava com a cara na janela. Ele havia voltado!

Ninguém pode imaginar o susto. Gritei, gritei muito. O recepcionista apareceu, os Carabineros voltaram e o bandido fugiu e até hoje, um ano depois, não foi encontrado. Em uma ilha minúscula?!

Quarto no segundo andar, com varanda por onde o sujeito entrou no quarto para furtar minha mochila que estava ao lado da cama. Meu namorado dormia nesta cama, no momento do furto, enquanto eu tomava banho. Olha minha mochila ali em cima da mesa, no fundo da foto.

O quarto do Tea Nui Hotel

Local de onde minha mochila foi furtada

A varanda de nosso quarto por onde o bandido entrou no quarto

Depois deste terror, eu não quis mais ficar na ilha e antecipei o voo para o dia seguinte. Não sabia a razão pela qual o tipo tinha voltado e não ia ficar por ali para descobrir. Passei a madrugada acordada. Nos colocaram em outro quarto e o funcionário do hotel nos deu uma espécie de tacape "para o caso dele tornar a voltar". Aquilo me deu ainda mais medo. 

Assim que amanheceu, o staff do hotel ajudou com toda a burocracia (que não foi pouca) para que eu conseguisse um documento para sair do Chile já que não tinha mais passaporte. Tive que passar por diversas polícias em Hanga Roa e tentar fazer reconhecimento em um enorme livro de suspeitos, mas não consegui identificar ninguém.

Da ilha mesmo ligamos para o consulado brasileiro e agendamos com um funcionário porque no fim de semana o consulado fecha. Foi ele quem me deu o documento para sair do país. Ainda tive que provar que eu era eu mesma. Minha irmã teve que digitalizar um documento meu, no Brasil, mandar por email para que eu pudesse imprimir e anexar aos inúmeros documentos que tive que tirar.
O dia amanhece tarde e muitas vezes com chuva. Foi uma noite interminável sem saber se o bandido voltaria uma terceira vez e para que.

A recepção do Tea Nui Hotel vista do meu quarto


Vegetação em torno do Hotel
Foi assustador e eu só pensava em sair da ilha. Passei dias maravilhosos neste lugar, mas o desfecho deixou um gosto muito amargo.

Fiquei em contato com o hotel por muitos meses ainda, na esperança de reaver pelo menos meu passaporte e meu Garmin, mas nada nunca foi encontrado. Pedi para ser ressarcida pelo menos desses dois pertences, mas depois do pedido, ninguém nunca mais me respondeu.

Recomendo muito esta viagem, mas não recomendo hospedar-se no Tea Nui Hotel. E uma vez em Rapa Nui, fique atento aos seus pertences porque não é um local seguro como eles querem fazer parecer.

domingo, 4 de maio de 2014

O que LEVAR na MALA ao visitar a Ilha de PÁSCOA no Chile?

O que levar na mala ao visitar a Ilha de Páscoa?

O que levar na mala ao visitar a Ilha de Páscoa? Quando estava arrumando a minha bagagem o que mantive em mente foi que a ilhota é um lugar de pura natureza. Além dela, não havia absolutamente nada.

Eu estive lá no mês de Abril. Os dias não estavam lindos com sol intenso e pegamos chuva em alguns dias, especialmente na parte da manhã, mas algumas vezes em outros períodos também. Não pegamos frio, mas o vento costumava passar com força.

O que levar na mala ao visitar a Ilha de Páscoa?
Rapa Nui
O que levar na mala ao visitar a Ilha de Páscoa?
Tênis confortável para caminhar pela ilha


O que levar na mala ao visitar a Ilha de Páscoa?
Casaco sempre à mão porque o vento pode fazer a gente sentir frio
O que levar na mala ao visitar a Ilha de Páscoa?
Roupa confortável, mochila para lanches e água, casaco sempre à mão e cabelo preso por causa do vento.
A seguir a lista de coisas que levei para Rapa Nui:

1.                roupa confortável e de secagem rápida por causa do risco de pegar chuva. Eu escolhi levar as roupas que costumo usar para fazer atividade física e camisetas mais velhinhas, mais detonadinhas;
2.                um ou dois tênis próprios para caminhar e pedalar;
3.                casaco pois já tinha lido que venta muito por lá;
4.                protetor solar (sempre! no verão ou no inverno);
5.                para quem não gosta de ficar molhado, uma capa de chuva pode ser uma boa ideia. Eu não ligo, portanto não levei;
6.                biquíni: eu terminei não usando porque a água da praia de Anakena estava bem fria e não tive coragem de entrar, mas é sempre bom ter o acessório à mão;
7.                uma coisa super importante que eu sempre carrego comigo para todo lado, mas que na ilha foi salvador: prendedor de cabelo. Como o vento é absurdo, os cabelos ficam de bruxa e todo embaraçado;
8.                uma mochila pequena para levar lanches para o dia, água e outras coisas porque quando saímos para explorar a ilha não encontramos nada além das belezas naturais;
9.                repelente; eu não senti nenhum mosquito ou qualquer outro inseto por lá, mas eles não costumam gostar de meu sangue. Ainda assim seguro morreu de velho;
10.            por fim, meus itens habituais de viagem e higiene pessoal.

O que levar na mala ao visitar a Ilha de Páscoa?
Casaco e cabelo preso: constantes
O que levar na mala ao visitar a Ilha de Páscoa?
Tênis e legging: par perfeito para esta viagem
O que levar na mala ao visitar a Ilha de Páscoa?
Roupa de ginástica: ótima opção
O que levar na mala ao visitar a Ilha de Páscoa?
Correndo por Rapa Nui
O que levar na mala ao visitar a Ilha de Páscoa?
Cabelo sempre preso com grampos, amarradores e lenços porque o vento é furioso
O vento é realmente impressionante em Rapa Nui. Às vezes eu acordava durante a noite achando que tudo ia ser derrubado. Quando o pegávamos de frente, era difícil deslocar, me sentia em um filme de ficção científica na lua. Ele não durava o tempo todo, mas era quase sempre muito agressivo.

A chuva não era menos intensa. Durante o dia e à noite aconteciam pancadas que não duravam muitas horas, mas que eram suficientes para deixar até os ossos ensopados. Na maior parte do dia o sol brilhava, embora não intensamente.

Nesta época do ano o sol nasce tarde, por volta de 08:00 da manhã. Enquanto ele não aparece, tudo fica mergulhado na escuridão quase absoluta. Os postes de rua são raros e como não há casas e hotéis por todo lado, o que vemos é mesmo o breu. 

Este excesso de natureza selvagem, quase intocável, é estranho para quem vive em cidades iluminadas, cheias de trânsito, em que árvores e plantas são cada vez mais raras. Por vezes eu me sentia completamente abandonada diante daquela natureza vigorosa, impetuosa e veemente, mas ao final de um dia envolvida por toda esta energia, me sentia completamente renovada.