sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O IMPRESSIONANTE vulcão RANO KAU na Ilha de Páscoa, Chile

O caminho para o vulcão Rano Kau é o mesmo que para a Vila Cerimonial de Orongo
Saindo de ANA KAI TANGATA, seguimos para o RANO KAU, o vulcão. Confesso que não estava preparada para aquela grandiosidade. Perdi o fôlego literalmente!

Há várias maneiras de chegar nele porque uma estrada passa pela beira do vulcão, dando acesso a carros e bikes, mas nossa opção foi caminhar pela floresta de eucaliptos, mais ou menos 3 kms subindo e sentindo o delicioso aroma tão característico desta árvore. A vista é linda e à medida que vamos subindo vemos surgir o azul do mar em contraste com o verde da floresta. A subida é um passeio em si. A entrada da trilha não é muito bem marcada, mas não é impossível acha-la.

Seguindo as placas com nossos guias - o caminho para o vulcão RANO KAU é o mesmo para a Vila Cerimonial de Orongo
O início da trilha para o Rano Kau

A sinalização

Vamos subindo que o caminho é lindo

A vista na trilha
Eu e nosso guia

O nosso guia esperando pacientemente que tirássemos a foto.

Apesar de serem apenas 3 kms (mais ou menos), a subida cansa. Fizemos algumas paradas para fotos, para beber a água que havíamos comprado em Hanga Roa e para descansar, aproveitando a paisagem e a natureza. Muitas vezes, durante a caminhada, nos sentamos no chão, em contemplação, ouvindo a trilha sonora daquele lugar: o vento que corria entre as árvores, entoando uma canção, fazendo com que toda a vegetação, mesmo a rasteira, dançasse. Durante toda a caminhada o nosso guia, o cachorrinho, nos acompanhou e nos esperou pacientemente todas as vezes em que nós paramos.


A ilha é bem sinalizada

O espetacular vulcão Rano Kau - a parte mais baixa do vulcão, ao fundo, é o local por onde passavam os homens-pássaro

Impressionante com o azul do oceano pacífico ao fundo

Imagina se Rano Kau acorda?

O tempo passou rápido e eu me perdi neste caldeirão

Fiquei absolutamente hipnotizada com o lugar
Quando chegamos ao fim da trilha, demos de cara com a estrada asfaltada. Atravessamos e o vulcão Rano Kau apareceu de chofre, diante de nós. O lugar é tão impressionante que não parecia real. Estávamos mesmo na cratera de um vulcão: o Rano Kau me deixou deslumbrada! Literalmente me curvei diante daquela vista. O vulcão faz um lindo contraste com o belíssimo azul do oceano pacífico. Naquela parte recortada, mais baixa, acontecia o início da cerimônia do Homem-pássaro.

O vulcão tem 200m de altura e 1,6 kms de diâmetro cheios de água e plantas do que poderia ser um grande caldeirão de bruxa, ou quem sabe de algum deus Rapa Nui? Não havia ninguém por ali, somente nós e o vento e aquela grandiosidade da natureza. Sentamos e esquecemos completamente do tempo. Para falar a verdade, por alguns instantes eu até esqueci que Léo estava ali. Entrei em mundo paralelo onde só existíamos o Rano Kau e eu.

Enquanto estava neste estado contemplativo, fiquei imaginando se o Rano Kau resolvesse acordar. Se dormindo, ele já tem o poder de maravilhar, fiquei pensando como não deve ser um espetáculo estonteante vê-lo desperto. Ok, melhor deixá-lo adormecido mesmo!

400 metros subindo encontramos a Vila Cerimonial de Orongo: assunto para o próximo post.