segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Encontramos os DEUSES na Vila Cerimonial ORONGO, Ilha de Páscoa, Chile.

Mais ou menos 400 metros margeando o vulcão RANO KAU (para a direita, se estivermos de frente para a cratera), chegamos na Vila Cerimonial ORONGO  (Lembra que sugeri comprar tickets no aeroporto? Um dele será usado aqui). O dia estava muito bonito.

Vila Cerimonial de Orongo

Da Vila Cerimonial de Orongo avistamos a ilhota onde os Homens-Pássaro ia buscar os ovos.

O vento absurdo

Imaginando a coragem dos Homens-Pássaro
Em ORONGO acontecia a cerimônia do Homem-Pássaro. Daqui avistamos a ilhota onde estes guerreiros iam buscar o ovos. Daqui também é possível ver o vulcão Rano Kau. No meio da Vila ficam as curiosas casas dos antigos nativos, construídas naquela estrutura muito particular, circular, como proteção ao forte vento . A cor do mar é de um azul muito intenso e diferente. A vila não é muito grande, mas é um lugar muito interessante principalmente para quem conhece a lenda.

Posto de controle
Logo na entrada da Vila tem uma espécie de posto de controle onde é possível buscar informações e onde temos que apresentar os tickets. Ali ficam monitores que foram muito simpáticos e responderam as nossas perguntas. Léo sempre tem muitas!

As casas dos antigos moradaores

A entrada de uma das casas. Os guerreiros ficavam nelas antes da grande prova. Eles tinham que entrar aqui engatinhando.
O vento é escandaloso. Ele atravessa ilha com uma fúria que nunca havia presenciado. Ele me assustou. A sensação que eu tive na ilha, especialmente em Orongo, foi de abandono, de que nada e nem ninguém poderia nos proteger. Estávamos a mercê dos humores da natureza que desconhecia civilização, que era rústica e primitiva.

Enquanto estávamos lá, o tempo mudou. No horizonte vimos aquela nuvem negra, pesada se aproximando. Parecia impossível, mas a ventania ficou ainda mais forte. Neste momento, já estávamos do outro lado da vila, perto da cratera do vulcão Rano Kau. O vento que entrou foi tão forte que eu tive certeza que iria ser lançada no Rano Kau e iria virar oferenda para os deuses.

Na sequencia o temporal desabou com força. Tivemos que nos agachar e nos agarrar a uma cerca de madeira. Um pai estrangeiro que estava ali com os filhos adolescentes agarrou os dois pela blusa e o três tentaram se proteger perto de uma pedra. Cada um se defendeu como pode. Quando o vento deu uma trégua, corremos para o posto de controle. Foi assustador e eu achei que não fôssemos conseguir nos segurar.

O vento é muito forte. É preciso esforço para manter-se de pé e para deslocar-se

Da vila conseguimos ver o RANO KAU, o vulcão e a fenda por onde os Homens-pássaro se lançavam ao mar em busca dos ovos na ilhota. Foi naquela cerca de madeira que me agarrei até vento ficasse menos forte.
Depois do sufoco, a chuva parou, o vento diminuiu de velocidade e demos mais uma volta pela vila. Eu estava com receio de ter que enfrentar aquele vento novamente e por isso fiquei de olho no horizonte, observando qualquer sinal de tempestade. Descemos, encharcados até os ossos, pela mesma floresta de eucaliptos.

Deixando a Vila de Orongo para trás, encharcada

Mesmo caminho de volta para Hanga Roa

O passeio é uma delícia e não encontramos ninguém: só nós e os sons da natureza

A vegetação dança com o forte vento

Hora de voltar para o hotel para um bom banho
Como passávamos o dia todo caminhando pela ilha, sempre tínhamos água, que comprávamos em Hanga Roa e lanches. Alguns desses lanches eu levei para a ilha do Brasil, como frutas desidratadas e biscoitos integrais. Outros compramos no mercadinho.

Em um mesmo dia é possível conhecer ANA KAI TANGATA, RANO KAU e a Vila Cerimonial de ORONGO e foi o que fizemos.