sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O vulcão PUNA PAU, AHU AKIVI, ANA TE PAHU, AHU TEPEU, ANA KAKENGA, Ilha de Páscoa, Chile

No quarto dia na Ilha de Páscoa, depois de caminharmos, corrermos e andarmos de van era hora de um novo meio de transporte para continuarmos explorando a ilha: bikes. O objetivo era seguir o caminho costeiro.

Makemake bikes em Hanga Roa: alugamos bikes aqui
O primeiro destino foi o vulcão Puna Pau. Logo quando cheguei achei que fosse só um morro qualquer com uma vegetação de um tom de verde bonito. Quando me dei conta de que estava aos pés de mais um vulcão, rolou uma emoção. Não sei explicar o motivo, mas AFINAL de contas eu estava aos pés de um VULCÃO!!!!

Nós fomos de bicicleta, mas é possível ir caminhando e também de carro. No entanto, vamos combinar: qual é mesmo a graça de se enfiar em um carro com toda aquela natureza ao nosso redor?!

Puna Pau também pode ser chamada de fábrica de pukaos. Eles eram feitos aqui e levados para outros cantos da ilha. Ninguém sabe ao certo como. 

o vulcão Puna Pau

O vulcão Puna Pau e a estrada que dá acesso a ele.

O Puna Pau e os pukaos
De Puna Pau podemos avistar o aeroporto Mataveri e uma parte da ilha. Pode ser uma experiencia interessante assistir a um avião decolar dali.

Subindo para apreciar a vista

A vista vale à pena a subida

Uma panorâmica

O LAN Chile decolando
Saímos de Puna Pau com destino ao Ahu Akivi. Este ahu tem sete moais e todos estes olham para o mar. Como todos os outros, eles também parecem estar vigiando a ilha. O interessante deste ahu é que nos equinócios todos os vigilantes de pedra olham para o local onde o sol se põe.

Sempre que chegávamos em algum ponto de interesse, amarrávamos as bikes. Recebemos esta orientação na loja de aluguel e eles nos deram correntes. Não entendemos bem o motivo já que todos insistiam que era um local muito seguro. Nesta noite, quando o sujeito entrou em nosso quarto no hotel e me furtou, foi que eu entendi o motivo das correntes nas bicicletas: a Ilha de Páscoa NÃO é um local seguro.

Chegando no Ahu Akivi e amarrando as bicicletas

O AHU AKIVI com seus sete moais olhando para o mar

O Ahu Akivi

Detalhe de um dos enormes moais

O Ahu Akivi com os moais olhando para o mar e vigiando a ilha
A próxima parada foi a caverna Ana Te Pahu, feita de lava vulcânica e a caverna Ana Kakenga que é uma caverna enorme com abertura para o oceano. Esta segunda estava cheia de turistas. Foi o único momento da viagem em que eu me vi cercada de muita gente.

Em Ana Te Pahu os rapa nui usavam como local de plantação de verduras e frutas. Hoje a maioria destas produtos vem do continente, mas naquela época se os ilhéus não produzissem sua comida morriam de fome. Inclusive a ilha passou por sérios problemas de alimentos em momentos de sua história.

Até aqui estava super tranquilo andar na bike. Pegamos trechos de asfalto e outros de barro, mas sem nenhuma dificuldade.

ANA TE PAHU

ANA KAKENGA
A partir das cavernas, o percurso começou a ficar pedreira pura. Subidas e descidas e muitas pedras no meio do caminho exigiram muito esforço e concentração de minha parte para não ir parar penhasco abaixo. Foi tenso para mim que não sou nenhuma super biker, mas faria tudo de novo exatamente igual. Ir pedalando pela zona costeira é bonito demais!

E chacoalhando na bicicleta chegamos ao Ahu Tepeu, um dos meus lugares prediletos na Ilha de Páscoa. O lugar é um grande gramado que termina em um penhasco, com as ondas batendo com muita fúria lá embaixo. O recorte das pedras, o barulho do mar, a coloração me deixaram hipnotizada. Chegamos muito perto e por alguns momentos o tempo parou e a sensação era de que este lugar é tão remoto que nem Deus chega ali. 

Eu sentei por uns instantes e quase pude ver naus de conquistadores europeus ou guerreiros incas chegando pelo mar. Foi uma sensação muito primitiva, muito intensa. 

Pedreira pura, aventura de bike

Uma vista espetacular

Recortes da Ilha de Páscoa

A cor do mar é incrível

As ondas batem com muita fúria nas pedras

É tudo exuberante demais

A fúria da natureza

Era hora de voltar à Hanga Roa para devolvermos as bikes. O caminho até lá foi difícil com mais subidas, descidas e pedras, mas valeu cada segundo somente pelo visual maravilhoso.

Foi fácil não, mas com esta natureza em volta valeu à pena

Foi preciso força para não despencar penhasco abaixo

Vamos nessa que o dia esta acabando e foi incrível
Em Hanga Roa, depois de devolvermos as bicicletas fomos ver o por do sol e descansar, antes de jantar,  em La Caleta em frente ao campo de futebol. 

Foi um lindo por do sol. O mais bonito que vimos na Ilha de Páscoa. Naquele momento de puro deleite e cansaço físico nós não podíamos imaginar que a nossa estadia na ilha seria abreviado. Com o furto que ocorreu nesta noite, ao voltarmos para o hotel, resolvemos partir logo no dia seguinte. Não havia mais condições de continuar ali. 

O por do sol de despedida