segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Em BUSCA de GOGOL e também de BULGAKOV por MOSCOU, RUSSIA:

Margeando o Rio Moscou

Lateral do Kremlin

Kremlin
Saindo da Catedral de São Basílico, decidimos ir em busca da casa-museu do escritor Gogol. Contornamos o  muro vermelho do Kremlin que margeia o Rio Moscou. No rio, diversos barcos repletos de pessoas. Nas ruas, locais e turistas caminhando e na pista carrões voando.


Gogol

Gogol 
Tateando aqui e acolá chegamos ao jardim da foto (Nikitsky bul 7), com a estátua do escritor Nicolai Gogol. Buscamos a entrada da casa museu e nada de achar. Não havia indicação alguma. Saímos de novo para a rua e viramos à direita. No prédio ao lado encontramos uma portinha com uma bilheteria. Ufa!!! Finalmente. 

Casa ao lado: dentro havia uma bilheteria
Entramos e perguntamos: Hello! Gogol? A mocinha que estava atrás do vidro arregalou os olhos (às vezes eles se assustam diante da impossibilidade de comunicar-se com estrangeiros) e disparou escada acima, aparecendo segundos depois com uma senhora que falava meia dúzia de palavras em inglês e nos arrastou para o andar de cima. Ela nos conduziu a uma sala pequena onde já havia um casal e um jovem: todos russos.

A pedido da senhora, o jovem, nos foi traduzindo, com muita dificuldade e gentileza, tudo o que ela, que era nossa guia, dizia. Neste pequeno ambiente, que representava a entrada da casa do autor, começava o nosso tour.

Gogol gostava de escrever nas paredes

Vários trechos em russo, claro, de coisas escritas pelo autor.

Uma sala de jantar como a que Gogol descrever em alguns contos

O resto da casa mostrava diversos ambientes que representavam o autor: uma porta por onde podíamos ver o seu jardim, um banheiro onde ele gostava de escrever nas paredes e o meu favorito: uma sala de jantar como as que ele descreve em seus contos. 

Cada um de nós ganhou um trecho escrito por ele em algum momento, o que me deixou rindo à toa. Guardei minha preciosidade como se Gogol, em pessoa, tivesse me dado.

A senhora, que nos recebeu, nossa guia, era uma figura adorável! Para cada ambiente, ela me puxava, ma fazia sentar, me levantava. Chamava a minha atenção para este ou aquele ponto e falando muito rapidamente em russo, como se eu pudesse entende-la. Então ela parava, calava-se e olhava para o jovem russo, que suando muito, começava sua tradução. 

A visita foi ótima e divertida, me senti super acolhida por esta russa agitada e empolgada com os aspectos da casa de um de meus autores russos favoritos, embora nem tudo tenhamos conseguido entender e pudemos apenas imaginar.

 Mesmo gostando do local (até deixei uma mensagem fofa no livro de visitas) saímos de lá com uma pulga atrás da orelha. Havia algo estranho. Entre outras coisas havíamos lido que a visita não era gratuita e nenhum ingresso nos foi cobrado. Com esta dúvida seguimos em busca do local onde a Margarida encontrou o Diabo, personagens de O Mestre e a Margarida do escritor Mikhail Bulgakov .

Largo do Patriarca - Patriarchi Prudý

Largo do Patriarca
Mesmo para quem não leu o livro,  a visita ao Patriárchi Prudy (Largo do Patriarca - Mayakovskaya Metro), é interessante porque o lugar é bonito: um lago, pessoas passeando, crianças brincando e um lindo por do sol. Uma pausa antes do jantar e da visita à casa do autor.

Rua da Casa-Museu de Mikhail Bulgakov

O interior da casa museu de Mikhail Bulgakov


A entrada da casa museu


Estátua de Koroviev e Azazelo, personagens de O Mestre e a Margarida.

A cesso ao pátio onde fica a entrada da casa de  Mikhail Bulgakov
O apartamento (Bolshaya Sadovaya street, #10) onde o autor morou, virou um pequeno museu com diversos objetos pessoais. É bacana de ver, mas para quem não fala nada de russo é um passeio rápido. Há um café charmoso e a entrada é gratuita.

Jantamos na Pizza Express (Большая Садовая ул., 6c2, Moscow, Rússia, 123001) que fica nas proximidades e assim encerramos nosso segundo dia em Moscou.