quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Catedral do SANGUE DERRAMADO na DESPEDIDA de São Petersburgo, Rússia


Depois que deixamos a casa de Anna Akhmatova, seguimos em direção à Catedral do Sangue Derramado ou Igreja da Ressurreição do Salvador sobre o Sangue Derramado (Griboyedov Canal Embankment, 2Б, St Petersburg). Sua construção foi iniciada no final do século XIX e concluida apenas no início do século XX, onde o czar Alexandre II foi assassinado em um atentado. A igreja sobreviveu a uma bomba que atingiu uma de suas cúpulas, mas não explodiu, durante a Segunda Guerra Mundial.

A Catedral do Sangue Derramado, ao fundo
A Catedral do Sangue Derramado em todo o seu esplendor

Um cafezinho sempre cai bem: se for prático então, melhor ainda
 
Detalhes da cúpula
As Igrejas Ortodoxas russas são maravilhosas, diferentes, cheias de detalhes. Elas são verdadeiras obras de arte. A Catedral do Sangue Derramado talvez seja uma das mais estonteantes de todas elas. Ela me lembrou um anel cravejado de pedras preciosas coloridas, brilhantes. Eu quase perdi o fôlego quando a vi pela primeira vez. 

Não havia fila para comprar os bilhetes e então paramos antes para um cafezinho, comprado em um simpático carrinho posicionado quase em frente à Igreja, enquanto a admirávamos por fora, tentando absorver todas as suas nuances e curvas. 

A Catedral do Sangue Derramado por dentro

A Catedral do Sangue derramado e seus detalhes

Sem palavras

São muitas minúcias 

Por que as portas russas são tão pesadas?
A igreja por dentro é tão encantadora e linda quanto por fora: as paredes são forradas de cenas bíblicas, coloridas, delicadas e repletas de minúcias. Me senti um pouco entrando em um livro de histórias, quase como um personagem ou talvez como testemunha de momentos antigos que pareciam estar se desenrolando ali, naquela hora, espichando os olhos para tentar enxergar tudo, inclusive o que estava no alto. 

Ela estava lotada porque é muito pequenina. Aqui, é preciso ter muita paciência porque o deslocamento é mesmo difícil, com tanta gente circulando, examinando, buscando o melhor ângulo para suas fotos, tentando guardar na memória tanta beleza. 

Canal Embankment com a Catedral do Sangue Derramado ao fundo

Restaurante onde almoçamos: quem se arriscar a dizer o nome?

Lugar fofo como costumam ser o lugares russos

Os russos também curtem uma massa
Almoçamos tarde neste dia, lá pelas 15 horas. Entramos neste restaurante que ficava em algum lugar na Nevsky Prospect e a comida estava ótima. Os russos também curtem uma massa italiana e fazem isso com muita qualidade. O atendimento é sempre gentil, mesmo que a comunicação seja difícil. Neste lugar havia cardápio em inglês.

Me despedindo de São Petersburgo

Turista pode pagar mico?

Uma última olhadinha no Palácio de Inverno dos czares

Voltando para o hotel

Indo de metrô para o ponto de ônibus

É hora de dizer Adeus a São Petersburgo
Último dia. Depois do almoço, demos uma última volta pela cidade, passando pelo Hermitage, para dizer adeus. Depois fomos até o Ibis pegar nossas bagagens. Estávamos de partida, já sentindo saudade da cidade dos czares. Na recepção do hotel pegamos informações sobre a melhor maneira de chegar ao aeroporto.

Pegamos o metrô até o ponto de ônibus. Confesso que esqueci o nome da estação, mas saindo dela viramos à esquerda e demos com um grupo grande de pessoas com malas e deduzimos que era ali. Na recepção do Ibis, fomos informados de que um ônibus é que faria o percurso e não foi bem assim. São as mesmas vans que pegamos saindo de Peterhof com motorista igualmente doido. 

As vans chegam lotadas e partem lotadas e o jeito é se defender, dar um empurrãozinho de leve e achar seu espaço. Fomos em pé, com mochila nas costas (pagamos ao motorista), mas ainda bem que a viagem só durou meia hora. Enfim chegamos ao aeroporto de São Petersburgo para prosseguir com nossa viagem pela Rússia.