domingo, 16 de agosto de 2015

Dia de HERMITAGE e seu ACERVO de encher os OLHOS e alimentar a ALMA


Eu estava muito ansiosa por este dia em São Petersburgo: era o dia em que iríamos visitar o museu Hermitage (Palace Square, 2) e assistir ao ballet A Bela Adormecida, no Teatro Mikhailovsky. Ambos os ingressos, compramos pela internet, ainda no Brasil, em seus respectivos sites. 


Fachada do museu Hermitage

Entrada principal do museu
Escadaria principal do museu Hermitage
Mapa do Hermitage

Mapa do Hermitage, com meus rabiscos
A beleza do museu Hermitage começa logo em sua fachada: estonteante, com seus tons de verde, dourado e branco e sua imponência absoluta, reinando soberano sobre a Palace Square, às margens do Rio Neva. 

É considerado um dos maiores museus do mundo, com um acervo com cerca de três milhões de obras de arte distribuídas em dez prédios, que formam o museu. Para quem não é um grande fã de museus, o Hermitage tem um grande atrativo: antigo Palácio de Inverno dos czares, os prédios são espetaculares. Para quem ama museus, como eu, o Hermitage é um verdadeiro e imenso parque de diversões, com obras de arte de distintos artistas, de diversas épocas e partes do mundo. 

Para quem compra ingressos pela internet, logo após a entrada, há guichês para o internet tickets: é só apresentar o voucher com o código de barras impresso e o passaporte (que pode ser a xerox). No hall principal, há mapas gratuitos, com informações das salas e do que há em cada uma delas. Para mim foi muito importante ter em mãos este mapa pois me levou para onde eu queria, em minha ordem de prioridades do que eu gostaria de ver, naquele labirinto de corredores e quartos, já que um dia não é suficiente para ver todo o acervo.  

Escada principal e seus detalhes

Escada principal
Sala cheias
Ao me deparar com a escada principal, eu pude advinhar o que estava por vir. Confesso que perdi o fôlego diante dela que me impressionou com o exagero do dourado em contraste com a delicadeza e o cuidado dos detalhes. A partir daí eu só pude mergulhar no passado dos que viveram muitos séculos antes de mim e que produziram não só tanta arte, como deixaram registros do que era viver em sua época. 

Como não podia deixar de ser, os corredores e salas ficam lotados de pessoas e suas câmeras. Há momentos em que é preciso ter certa paciência para conseguir chegar perto de um quadro, uma escultura ou poder apreciar um piso, uma parede, um ambiente, mas não é assim o tempo todo e nem em todos os locais. Em alguns momentos, me vi absolutamente sozinha em algumas salas.

Biblioteca de Nicholas II

Jardins internos, visto de dentro do Hermitage

Ambientes suntuosos

Beleza e exagero compõe o antigo Palácio de Inverno dos czares

Um teto e seus detalhes

Uma sala, suas obras de arte e um quase silêncio
Eu me perdi diversas vezes em minha caminhada de seis horas e meia pelo Hermitage, mesmo com o mapa nas mãos. Fui entrando e saindo de sala, andando em corredores, apreciando o acervo. Me perdi muitas vezes e me achei muitas outras. Quando me perdia, buscava ajuda das sempre encantadoras e divertidas senhorinhas russas, que são parte dos museu do país, e elas me ajudavam sempre, através de mímicas. Quando ainda assim, eu não as entendia, elas me pegavam pelo braço e me colocavam dentro da sala que eu buscava. Depois de tantas visitas a museus e casas-museu na Russia, já estava acostumada a ser conduzida pelo braço por estas adoráveis senhoras.

O tempo voou. Não parei para almoçar e nem me dei conta disso. Não senti fome e não senti sede. Estava em um mundo paralelo, em outra dimensão. O acervo é impressionante com pintores holandeses (meus preferidos), espanhois, franceses e italianos. Pintores que eu adoro como os franceses Pissarro e Degas me levaram para dentro de seus quadros e de seus ambientes. 

No entanto, senti falta, e muita, dos pintores russos. Achei que fosse encontrar muitas obras de arte deles e não foi assim. Só os encontrei quando voltei à Moscou, para a última parte da viagem, no museu Tretyakov. Ali, o acervo de pintores russos é sensacional. 

Cafeteria do Hermitage

Jardins internos - saida -  do Hermitage
Faltando poucos minutos para o museu fechar, passamos na cafeteria do local para fazer um lanche. Estou acostumada a comer em restaurantes e cafeterias de museus e eles costumam ser muito bons, mas a cafeteria do Hermitage é muito fraco: poucas opções e nada de muito gostoso. 

Deixamos este antro das belezas artísticas e nos dirigimos, caminhando, até a Nevsky Prospect (cerca de 20 minutos), para o Teatro Mikhailovsky, para assistir ao ballet A Bela Adormecida, mas esta é história para ser contada no próximo post!