sábado, 19 de setembro de 2015

Se for de PAZ, pode ENTRAR: ZÉLIA e JORGE, nos esperam:


Zélia e Jorge: mais de 50 anos de casados.
Casados por mais de 50 anos, o casal de escritores Zélia Gattai e Jorge Amado aproveitaram a vida: conheceram pessoas, curtiram os amigos, formaram uma família, escreveram livros de sucesso, viajaram o mundo e construíram uma casa linda.

A casa, na Rua Alagoinhas, 33, no bairro boêmio do Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia, virou casa-museu e tornou-se um dos atrativos mais bacanas da cidade de tantos encantos e de muito axé!

Entrando na formosa casa de Zélia e Jorge. 
Se você é de paz, pode entrar! A casa é cheia de alma e energia e conta um pouco da história do casal, onde os personagens dos livros de Jorge se confundem e se misturam com os personagens reais que visitaram a casa do Rio Vermelho.

Foram inúmeros: Isabel Allende, Sartre e Simone de Beauvoair, Pierre Verger, Roman Polanski e Caribé, que veio para Bahia descobrir Jubiabá. Os vencedores do prêmio Nobel de literatura Mario Vargas Llosa e Gabriel Garcia Márquez.

Personagens sem conta (reais e imaginários) habitaram e continuam habitando, perambulando por todos os ambientes: podemos ouvir suas vozes durante toda a visita.

Exuberante jardim

A beleza da natureza em cores e vida
Indo conhecer o jardim de Zélia e Jorge

Perdida em meio a tanta beleza

Celebrando o amor
Logo que entramos, nos deparamos com um lindo e exuberante jardim, repleto de flores coloridas e árvores frutíferas. Uma trilha nos permite caminhar por ele e para mim teve aroma de infância: facilmente nos esquecemos de que estamos em um dos bairros mais movimentados da cidade. 

A casa é cheia de detalhes

Parte interna da casa conhecida como jardim dos sapos
Há muitos detalhes a serem observados
A casa é estilosa e carrega por todo lado referências da intensa vida de seus donos. Tem cara de casa de praia, carregada de informações e originalidade mostrada através dos inúmeros objetos trazidos de outros países distribuídos aqui e acolá.

Adeptos do candomblé, religião trazida ao Brasil pelos escravos africanos, há muitas referências aos orixás na casa. Nas paredes há quadros da cultura nordestina de Cordel e placas diversas. O piso é um mosaico. Há portas vermelhas, móveis azuis e bancos amarelos, em uma explosão de cores que estimulam nossos sentidos. 

Objetos colecionados pelo casal

Sala

Cafeteria

Lojinha ao fundo

A Cozinha de Dona Flor 

A cozinha com o colorido apimentado da gastronomia baiana

A pimenta, o dendê, o gengibre, o swing baiano se misturam à risada da Dadá, na cozinha de Dona Flor, de Zélia, de Jorge, de todos nós.


Amores e amantes

Quarto do casal

Cartas

Andarilhos do Mundo
Relação com o comunismo
Há muito que explorar na Casa do Rio Vermelho: salas e quartos foram transformados em pequenas partes desse museu, onde cada um conta um pedaço da historia de Jorge e Zélia.

Ali encontramos curiosidades: as diferentes capas em diversos idiomas dos livros dele traduzidos e as bonecas de pano feitas por ela com inspiração em seus netos.

Entre uma história e outra podemos parar para tomar um café e apreciar um lanche tipicamente baiano na cafeteria enquanto ouvimos o sussurro das plantas no jardim.

O lugar é mágico: tem a cozinha, deliciosa e tipicamente baiana, colorida, forte e quente de D. Flor, o quarto dos amantes e amores: doces e delicados, sensuais, apaixonados e apaixonantes. Temos as cartas que Jorge e Zélia trocaram com os amigos: joias preciosas!

Veríssimo escreve e conta que está trabalhando em O Tempo e o Vento! Monteiro Lobato diz que Mar Morto é bárbaro e referencia a belíssima Igreja da Conceição da Praia acrescentando que os livros de Jorge "revelam uma força da natureza". 

Amantes e amores

Eu sou da paz, por isso entrei

Nosso patrimônio
Jorge levou a Bahia para o mundo e eles viajaram o mundo: em um tempo em que era muito difícil viajar eles se aventuraram pela Rússia e Mongólia, entre muitos outros países. Viajantes de alma, eu me atreveria a dizer!

Quando eu soube que a casa do Rio Vermelho seria aberta ao público, depois de 11 anos fechada e meio abandonada, eu fiquei muito feliz. Jorge e Zélia são patrimônios nossos: da Bahia, do Brasil e do mundo. Seus livros contam a nossa história, falam de nossa gente. 

Fiquei mais feliz ainda quando vi turistas de diversas partes, incluindo estrangeiros, em uma deliciosa babilônia de sotaques. Sentei um momento para observa-los e o que eu vi nos olhos de todos foi admiração por aquele lugar tão especial. 

Não existe um roteiro para percorrer a casa: ela é interativa, com algumas informações em inglês, mas há monitores muito simpáticos e disponíveis para tirar as nossas dúvidas e responder a quaisquer perguntas que tenhamos. 

Eu sou de paz, por isso entrei!

Este texto também está publicado na rede de viajantes Dubbi.