sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A Ponte do OCIDENTE - uma linda VELHA em ANTIOQUIA, COLÔMBIA


Deixamos Santa Fé de Antioquia, felizes com o nosso delicioso dia, percorrendo as histórias deste povoado tão simpático, tão tranquilo, onde o passado não está escondido entre nuvens e escuridão, ao contrário está exposto e disponível para qualquer um que queira mergulhar nele. Em Santa Fé de Antioquia passado e presente se misturam de tal maneira que a gente nem sabe quem é quem e onde o futuro pertence somente ao futuro, porque ele nem tem tanta importância assim.

Os mototaxis em Santa Fé de Antioquia na Plaza Mayor

Iniciando a travessia na Puente de Occidente

A bela ponte
Seguimos para a Puente de Occidente: eu, sem muito entusiasmo confiando em nossas amigas e guias Glória e Patrícia. Afinal, o que havia de especial em uma ponte? Pois fui surpreendida! 

A Ponte do Ocidente levou 8 anos para ser construída e enfrentou muitas dificuldades neste processo, especialmente para trazer os materiais necessários para sua construção, muitos deles vindos do exterior. Nesta época, Antioquia estava dividida geograficamente pelo rio Cauca e era muito difícil e custoso atravessá-lo. 

Nós fomos de carro, mas na Plaza Mayor, em Santa Fé de Antioquia, há mototaxis muito charmosos que fazem a travessia até a ponte. 

A ponte sobre o rio Cauca

Belezuras que encontramos pelo caminho

A ponte, suas torres, Léo e os mototáxis. 
Inaugurada em 27 de Dezembro de 1895, a Puente de Occidente reina absoluta e imponente, consciente de sua beleza com suas 4 torres de 11 metros de altura cada e de sua importância, ligando Medellín a Sucre, soberana sobre o rio Cauca, vencido pela engenhosidade humana.  

O que eu posso dizer? A velha ponte é verdadeiramente linda, rodeada de uma paisagem exuberante: um contraste perfeito das criações naturais e da criação do homem, em completa harmonia, como um quadro pintado cuidadosamente. 

Só é possível passar um carro de cada vez e ao chegarmos na cabeceira dela tivemos que parar e observar se já tinha alguém atravessando antes de nos jogarmos sobre ela. Havia um carro cruzando-a e por isso, aguardamos. Há também uma via para pedestres: tanto de um lado quanto de outro. 

Linda paisagem

A beleza da ponte

Atravessando por um lado

Parando para apreciar

A estrada que nos leva de Santa Fé até a ponte

Voltando pelo outro lado.

Tentando me equilibrar

Mototaxi

Os cabos que sustentam a ponte
Resolvemos atravessar a ponte a pé para senti-la melhor, apreciar a bela paisagem e simplesmente caminhar, porque somos andarilhos e gostamos de ir onde nossos pés nos levam. 

A ponte balança muito e parece muito frágil com sua passarela de madeira antiga. Senti vertigem, porque tenho agonia de altura, embora sempre a enfrente. Bom, quase sempre. Para minha tranquilidade, abaixo da madeira, havia uma proteção.

O vento por ali estava forte, dificultando um pouco o deslocamento, mas a vista definitivamente valeu à pena: esta paisagem montanhosa, que me remete a silêncio e aventura, mesmo quando não estão presentes nenhuma destas duas variáveis, me atrai muito. 

Depois da travessia, ainda ficamos um tempo por ali, sem fazer nada, sem pressa de deixar aquele dia para trás. Mas tínhamos que partir. Era chegada a hora de voltarmos para Medellín, que nos aguardava.

Voltando para Medellín

A cor do céu de Antioquia
Voltamos para casa em Medellín, nossa casa naqueles dias, pela mesma estrada que fomos para Santa Fé. Uma estrada excelente e muito bem conservada. Som alto, com musica local rolando e nossas amigas cantando alegremente. Saber que elas também tinham apreciado o dia me deixou feliz. 

Dirigimos durante o crepúsculo e vimos o céu ir mudando de cor, o dia nos dando adeus. O céu de Antioquia é de um azul absurdamente bonito. Em todos os dias em que estive na região, parei à noite para observa-lo e tentar guardar em minha mente aquela tonalidade.

Na estrada, passamos, tanto na ida, quanto na volta, por um interminável e claustrofóbico túnel de 6 quilômetros. Pat nos contou que ele encurtou a viagem em mais de 1 hora.

Chegamos em Medellín no finalzinho do horário de pico y placa (rodízio de carros, como tem em São Paulo) e por isso tivemos que parar por uns 5 minutos no estacionamento de um mercado para podermos entrar na cidade. O trânsito, para variar, estava parado e demoramos mais tempo para atravessar a cidade do que levamos na estrada de Santa Fé a Medellín. 

Agora era hora de dormir porque no dia seguinte havia muito mais o que ver e conhecer.

ESPIANDO PELO MUNDO EM IMAGENS