segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Últimos MOMENTOS em SANTA FÉ de Antioquia - Colômbia, uma VIAGEM por ANTIOQUIA e Bogotá


Continuando nosso dia em Santa Fé, nós almoçamos no Hotel Mariscal, que não foi uma grande experiência gastronômica, mas um momento muito agradável por conta de atmosfera envolvente e antiga do hotel.

Adorável Santa Fé de Antioquia

Santa Fé que nos recebeu e nos deixou muito à vontade

As necessárias sombras de Santa Fé que amenizam o calor
Logo após o almoço, nós fomos ao Museo Juan del Corral (Calle 11, num 9-77) para conhecer um pouco da história desta anciã chamada Santa Fé, que leva a vida de maneira sossegada, de quem já viu e testemunhou muita coisa, de quem já lutou e que hoje aproveita o tempo, sem hostilizar ou competir com ele, ao contrário, fazendo dele um aliado. 

A temperatura estava mais amena durante a tarde, com as suas ruas cheias de sombra, tornando a caminhada mais agradável. 

A história antioquiana está recheada da violência que os colonizadores promoveram, dizimando as populações que originalmente ocupavam estas terras. Os indígenas chamados de Catios, eram o principal povo desta região. Eles viviam da agricultura de milho, abacate, feijão e diversas raizes, além da caça e da pesca. Foram brutalmente exterminados pelos espanhois.

O povoado de Santa Fé foi fundado por Mariscal Jorge Robledo, em 1541 e foi capital da Antioquia por 300 anos até que passou a ser Medellín. 

Objetos de cunho religioso

Uma cidade torna-se mais interessante quando conhecemos sua história

Mesa onde foi assinada a independência 

A história de uma cidade pode ser contada de muitas maneiras, inclusive através de seus costumes

Uma banheira
O museu fica em uma bonita casa.
O museu é pequeno, bem como seu acervo, em sua maioria objetos de cunho religioso. Isto explica-se pois consagrou-se à época utilizar-se de imagens com objetivo de doutrinar os habitantes (os que restaram) deste novo mundo, além de defesa da fé católica. Assim, muitas pinturas e esculturas foram criadas por artesãos anônimos, simples, cheias de cores retratando os santos mais populares. 

Uma cidade torna-se mais interessante à medida que conhecemos sua alma e seu espírito. No museu descobri alguns fatos históricos, descobri heróis antioqueños, fiquei conhecendo um pouco da forma de viver deste povo através das lápides criadas para seus mortos ao longo de diversas décadas, de objetos de costura utilizado por mulheres, das louças que levavam o nome do dono da casa como demonstração de força, tradição e riqueza, através da disposição dos moveis nos quartos. 

Vi a mesa onde foi assinada a ata de independência da Antioquia, no século XIX, por Don Juan del Corral, libertador que dá nome ao museu, em clara homenagem. O prédio que abriga o museu é uma linda casa em estilo colonial, com pátio e um bonito jardim na parte da frente. 

O museu funciona nos seguintes dias e horários: seg, ter, qui e sex - 09:00 às 12:00 e 14:00 às 17:30, Sab, Dom e feriados - 10:00 às 17:00 e fechado às qua. Durante o nosso recorrido pelo museu, o moço que estava na recepção e foi super simpático com a gente, veio ao encontro de Léo para falar de futebol. Enquanto eu percorria as salas, silenciosamente tentando absorver a história contada pelos objetos expostos, ele chamava atenção de Léo com perguntas e comentários e os dois seguiram entrando e saindo de sala, conversando sobre um dos temas mais populares do mundo.

Descobrindo a chirimoya

Banquinha de frutas e doces

Barraquinhas padronizadas

Valeu Santa Fé

Doce servido na casca de coco

Indo para a ponte Occidente
Era hora de nos despedirmos de Santa Fé de Antioquia. Passamos um dia ótimo, muito rico, neste pequeno povoado que mantém suas raízes coloniais expostas. Na Plaza Mayor, paramos para descobrir os coloridos sabores locais expostos em barraquinhas padronizadas: é uma região muito prodigiosa em termos de frutas e eu experimentei uma chamada chirimoya. Parece com nossa pinha, mas tem sabor distinto. Eu gostei e literalmente me lambuzei. 

Há também um doce muito típico e popular que encontramos em toda região de Antioquia que é servido em casca de coco, tem diversos tamanhos, come-se com uma espécie de espátula minúscula e é duro. É muito trabalho para pouca diversão em minha opinião, mas G e Léo se distraíram raspando a casca do coco. 

Seguimos então para a ponte de Occidente. Nossa última parada antes de voltarmos a Medellín.