terça-feira, 29 de dezembro de 2015

ADEUS ano VELHO, feliz ANO NOVO!


Último dia do ano de 2015. Resolvi olhar para trás por um breve instante antes de atravessar para 2016. Se eu pudesse resumir o ano que está terminando em uma única palavra, eu escolheria intenso para descrevê-lo.

Eu troquei de trabalho e de área de atuação e com isso tive que aprender um milhão de novos conceitos, procedimentos e até comportamento. Conheci pessoas incríveis que revolucionaram minha forma de ver e de me relacionar com o mundo. Eu tive que me reinventar e isso custou uma dose cavalar de sofrimento. O resultado final não poderia ser mais positivo. Nunca desenvolvi nenhum trabalho com tamanha paixão.

Meia maratona de Santiago do Chile
Veneza - Itália

Verona, Itália
Av. Paulista, São Paulo
Corri três meias maratonas: Santiago do Chile, Padova na Itália e Rio de Janeiro, sendo que no Chile fui, pela primeira vez, sub 2h. Isso exigiu muita disciplina e esforço. Exigiu muito suor, mas no fim só ficou o doce gostinho da vitória e da superação.

Viajei para lugares novos, lindos e interessantes como Verona e Veneza, Milão e Florença na Itália, Medellín e Santa Fé de Antioquia na Colômbia e revisitei outros como: Santiago do Chile, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo.

Cada um destes momentos foi especial a seu modo, mas no último texto do ano eu quero escrever sobre a ocasião que mais me marcou em 2015: o almoço de domingo no bairro da Aclimação em São Paulo. Excelente gastronomia acompanhada de boa bebida, muitos risos, conversas interessantes, amigos reunidos e compartilhados entrou para o meu álbum de memórias afetivas como um dia esplêndido.

Almoço de domingo na Aclimação, São Paulo
A casa mágica

Detalhes
Era primavera e a capital paulistana estava fresca e agradável. Ronaldo foi o mago das panelas, o anfitrião, o maestro desta tarde de domingo. O cenário, um casarão no bairro da Aclimação que está em sua família há três gerações.

A casa, cheia de personalidade, possuía uma decoração que contava as inúmeras histórias daquele lugar e dos muitos atores que já estiveram em cena ali, sem nenhum cheiro de bolor, ao contrário, preservava o passado e flertava com muita energia com a modernidade, colocando aquele ambiente em um patamar descolado, interessante, exclusivo.

Muitas, muitas, muitas risadas enchiam as salas de vida, de alegria, muitos sotaques misturados, muito palavrório e tons de vozes diversos foram o som daquele almoço. O conforto da energia que une e que cerca formando círculos em torno daquelas pessoas que estavam ali em volta de uma mesa colocada no meio de uma das salas, no andar térreo, deu o tom daquele dia.

O passado que flerta com o presente
Iguarias reinventadas

Brincando de ciranda

Aromas e sabores compartilhado
Quando fecho os meus olhos, lembro-me da toalha que estava sobre a mesa, colorida, florida, em fortes tons de vermelho que combinava com o momento, muito distante de qualquer tom pálido, discreto, pastel. Aromas deliciosos vinham da cozinha e eram dispostos sobre a mesa onde pudemos nos afundar em sabores e texturas inesquecíveis.

Lembro-me das pessoas girando sobre esta mesa, comendo primeiro com olhos para em seguida se permitirem, provarem, experimentarem: iguarias reinventadas, renovadas. Suspiros de prazer ecoavam aqui e acolá.

Compartilhamento. Compartilhamos histórias: velhas, novas, reais, inventadas ou apenas imaginadas. Compartilhamos a mesa, a comida, a bebida. Brincamos de ciranda naquele casarão secular.

Nesta reunião de pessoas, cada um levou sua bebida. A bebida preferida de uma pessoa pode dar pistas sobre ela. As pessoas foram chegando e pousando suas bebidas sobre a bancada no corredor e teve alguma coisa de muito festivo neste gesto, de democrático e de exaltação da individualidade. Todos juntos, unidos, mas únicos. Teve alguma coisa de coração aberto e de generosidade nesta troca. Cada bebida ao adentrar o casarão da Aclimação tornava-se de todos.

Dividimos o dia. Dividimos uma faísca de nossas vidas. Dividimos nossos risos, nossas palavras e nossos olhares. Deixamos naquelas paredes um pouco de nós, de nosso silêncio, de nosso ruído. Agora fazemos parte daquele lugar. Agora aquele lugar faz parte de nós.

Ronaldo, o mago das panelas e da arte de receber
Desconfio que Ronaldo, nosso maestro, seja um mágico: ele transformou um almoço de domingo em um dia encantado, colorido, com uma energia especial, diferente. Eu posso jurar que vi a casa sorrindo para nós, feliz como nós.

Esta magia é aberta a qualquer um que queira celebrar a vida. A casa e as panelas de Ronaldo pertencem a qualquer um que tenha bom coração e ache que a vida e os amigos merecem encontros especiais. Entre em contato. Vale cada segundo e cada centavo de real gasto.