terça-feira, 5 de janeiro de 2016

SALVADOR com azeite de DENDÊ:

Moqueca de camarão
Salvador é uma cidade muito peculiar: tem malemolência e cheira a maresia e a dendê. A gastronomia típica é muito rica, colorida, aromática, forte, quente e muito, muito saborosa. Combinação de influências de muitos povos que por aqui passaram deixaram um resultado que não podia ser mais gostoso. 

A fachada

Turistas e Baianos

Nós e nossa moqueca
Um de meus pratos favoritos e tipicamente baianos é uma boa moqueca: camarão, siri, aratu, siri mole... Não importa. Só lembrar desta delícia feita com o azeite de dendê sinto a boca encher de água. Há bons lugares para se comer moqueca na cidade, mas tem um que eu adoro: o Ki-muqueca. 

Tem muitas unidades espalhadas pela capital da Bahia, mas eu gosto muito da que fica no bairro de Jardim Armação (Av. Octavio Magabeira,136 //11:30 - 22:30) em frente à praia. Um grande salão com garçonetes vestidas com saias coloridas e torso na cabeça, geralmente com um sorriso simpático no rosto. O serviço, que não costuma ser grande coisa na cidade, pode ficar bem atrapalhado, mas no Ki Muqueca ele não costuma ser demorado e costuma ser gentil.

Uma coisa é quase certa: a fila na porta. A não ser para quem madruga e chega antes do meio dia, esperar na fila é quase uma certeza, mas eu acho que vale à pena. 

Caldo de sururu: o que restou dele

Feijão fradinho, pirão e moqueca de camarão prontinhos para serem devorados

O pirão e o feijão fradinho
Neste primeiro domingo de 2016 nós fomos almoçar lá. Esperamos cerca de 40 minutos na fila, de pé, do lado de fora. Apesar das fortes temperaturas do verão soteropolitano o mar nos enviou uma brisa que refrescava tudo e tornou a espera com a vista linda de um mar azul, agradável e rápida. 

Fomos conduzidos ao final do salão, com ar condicionado, item necessário, diria até indispensável nestes dias quentes. Uma garçonete redonda, risonha e confusa nos atendeu. Como entrada pedimos casquinha de siri e um caldo de sururu. Preciso afirmar: deliciosos!

A moqueca de camarão, maravilhosa, cheirosa, borbulhante, veio na sequencia, com seus acompanhamentos: pirão, farofa de dendê e feijão fradinho. Cominação perfeita. Os acompanhamentos variam de restaurante para restaurante. Acompanha arroz branco também, mas nós pedimos para trocar por mais uma cumbuca de feijão e outra de pirão. Uma boa pimenta baiana deu o toque final. Para beber água de côco e cerveja. 

Cocada mista

Cocada + café
Para sobremesa escolhemos cocada mista (preta + branca) com café: casamento feliz. Quando nos decidimos, chamamos nossa simpática garçonete para fazer o pedido. Ela disse que iria até outra mesa e voltaria em seguida. No entanto, ela esqueceu-se de nós e foi indo embora com toda a ginga baiana. 

No meio do caminho, e do salão, ela lembrou-se de nós e voltou correndo, desviando das bandejas de moqueca, até nossa mesa. Quando nos alcançou eu nem sei quem ria mais: eu ou ela.

Com simpatia o serviço nem sempre eficiente é compensado e assim, neste primeiro domingo de 2016, tivemos um delicioso almoço baiano, com muito dendê e pimenta.