terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

FEIRA de Exposições da MARATONA de Florença e o Posto de Informação TURÍSTICA, Florença:


Começamos a sexta-feira visitando a feira de exposições da Maratona de Firenze, cuja corrida Léo iria participar no domingo e descobrindo, no posto de informações turísticas de Santa Maria Novella, alguns segredos sobre como explorar Florença. 

Um café forte e negro para começar bem o dia.

Sorria: estamos em Florença

Uma das muitas razões que nos levaram a Florença: degustar as obras dos grandes mestres renascentistas como Botticelli e sua O Nascimento de Vênus (1485) exposta da Galleria degli Uffizi 
Muitas razões nos levaram até uma das principais cidades artísticas do mundo: descobrir se ainda havia traços da Florença medieval cantada por Dante Aliguieri em seu Inferno, enquanto estava no exílio, saudoso e doído diante do que considerava uma grande injustiça. Conhecer a cidade renascentista, o berço de um período de grandes mudanças e contribuições culturais. Degustar os grandes mestres como Michelangelo, Rafaelo e Botticelli que contribuíram para a beleza do mundo com suas obras e suas cores. Reencontrar Leonardo Da Vinci.  

Muitas razões nos levaram até uma das cidades mais interessantes do mundo: sorver em doses cavalares as marcas indeléveis deixadas pelos Médici, conhecer as obras primorosas e espantosas de Giorgio Vasari. Tomar bons vinhos e comer boas massas. Ouvir o italiano, esse idioma tão sensual que teve sua origem na Divina Comédia de Dante. A Maratona de Firenze, a última maratona que Léo iria correr no ano.

Assim, em uma manhã agradável de outono, onde as temperaturas estavam em torno de 5 ou 6 graus, mas não havia os ventos que gelaram minha alma no dia anterior, e após delicioso café da manhã no Hotel Palazzo Ognissanti, nos dirigimos até a estação de ônibus em Santa Maria Novella. O destino era o Estádio Artemio Franchi, a casa do Fiorentina, construído em 1931, onde retiraríamos o kit da maratona e o chip de Léo.

Saindo do hotel, virando à direita

Conhecendo Florença

Uma olhada no mapa que ainda não temos intimidade com a cidade

Me inserindo na paisagem de Florença

Santa Maria Novella
Para chegarmos a Santa Maria Novella, usamos o nosso meio de transporte favorito: nossos pés e pernas. Nesse momento começamos a inalar e a sugar a atmosfera de Florença, já que era nosso primeiro contato verdadeiro com a cidade iluminada pela luz do sol.

Enquanto caminhávamos, escutamos os ruídos, sentimos os aromas, observamos cores e estruturas. Sem dúvida, Florença é uma cidade gasta, cheia de rugas que não faz a menor questão de esconder porque tem plena consciência de que faz parte de sua beleza aristocrática. Florença sabe que é isso que nós buscamos quando a visitamos: suas marcas que nos mostram a sua história.

As ruas não estavam cheias: passamos por cafeterias abertas, por senhoras lendo o jornal, estudantes indo para a aula, mas passamos por ruas onde só havíamos nós e o som de nossos passos e pensamentos. Florença estava com cheiro de café e dia que já havia despertado fazia algumas horas. 

A tabacaria na esquina do Hotel Palazzo Ognissanti onde compramos as passagens de ônibus

A tabacaria

Estação de trem e de ônibus Santa Maria Novella

Aguardando o ônibus 17

Baixamos na Sette Santi

Área residencial com prédios antigos mas não tão antigos que no centro de Florença
Em Santa Maria Novella (que estava com obras) foi fácil achar o local onde deveríamos buscar o ônibus 17 que nos deixaria próximo ao estádio. Nós compramos as passagens na tabacaria, onde eles costumam ser vendidos, na esquina do hotel. É possível comprar nos ônibus, com o motorista, mas é mais caro. Os bilhetes tem validade de 90 minutos.

No ônibus, é necessário validar o bilhete nas máquinas disponíveis em seu interior e isto é muito sério em Florença. Fiscais entram nos ônibus a todo instante para fazer a fiscalização e quem não estiver com o bilhete em ordem toma uma multa de 50 euros.

Em nosso trajeto para o estádio, que durou entre 20 e 30 minutos, dois fiscais abordaram todos os passageiros e tivemos que apresentar as nossas passagens, mesmo depois de termos validado na máquina, por isso é importante não descarta-las. Uma menina falando espanhol, não tinha o ticket, tentou dizer que não entendia o que o fiscal queria e tomou uma multa.

Dentro do ônibus há mostradores indicando o próximo ponto. Descemos no Sette Santi e de lá seguimos as indicações do mapa até o estádio. Foi fácil perceber a diferença de arquitetura nesta área mais residencial, onde os prédios me pareceram antigos, mas não tão antigos como no centro de Florença. 

A caminho do Estádio Artemio Franchi

Havia um parque no meio do caminho

Chagamos na feira da Maratona de Firenze

Chip validado: Léo oficialmente participante da maratona


Não tem Africano certo: Léo é meu maratonista campeão.
A feira da maratona de Firenze não é grande, tinha patrocínio da Asics e algumas opções de compra de material para corredores. Não estava cheia e pudemos passear com tranquilidade pelos stands. A entrega do kit foi tranquila e rápida.

Enquanto eu esperava Léo experimentar uma camiseta no provador, um homem (não sei de que nacionalidade) ao notar que o provador estava ocupado, não contou conversa e sem pudor algum tirou a roupa, ficou só de cueca e experimentou uma bermuda de corrida. A companheira dele nem se abalou, mas eu me espantei e depois achei graça. 

Esperando o ônibus 17

Posto de Informação Turística

Horários do posto de informação turística

Guardando todos os mapas, folhetos e cartões postais que Sônia nos deu.
Para voltar a estação Santa Maria Novella pegamos o mesmo ônibus de volta, mas desta vez em um ponto próximo ao estádio. Desembarcando, resolvemos passar no posto de informação turística e lá conhecemos Sônia, uma brasileira que mora em Florença e nos atendeu com imensa simpatia, além de nos dar excelentes dicas sobre como aproveitar melhor a cidade, que fomos implementando ao longo dos dias seguintes.

Estávamos no guichê ao lado, quando ela percebeu que éramos brasileiros e pediu que mudássemos de guichê. Levamos cerca de meia hora conversando.

Ela disse que Florença era uma cidade muito segura e que mulheres poderiam sair sem preocupação alguma, mas que era preciso tomar muito cuidado com os batedores de carteira, pois eles eram eficientes e silenciosos. Contou que a cidade não tem uma cena noturna forte e que as ruas à noite logo ficavam vazias.

Falou do medo que os florentinos estavam de que acontecesse algum ataque terrorista e que a polícia italiana estava em alerta, mas que todos estavam vivendo suas rotinas e observando possíveis movimentos estranhos. Nos deu mapas, folhetos e (gentilmente) cartões postais antigos, pois Léo coleciona.

Sugeriu que subíssemos ali mesmo no posto de informações turísticas e assistíssemos a um filme de mais ou menos 15 minutos: um lindo overview sobre filmes que tiveram como cenário a irresistível Toscana. Lindo! Eu adorei. 

Em movimento - Maratona de Firenze: feira de exposições e retirada de kit