domingo, 20 de março de 2016

A BASILICA di Santa CROCE e um jantar DESPRETENSIOSO, Florença:

Basilica di Santa Croce
Saímos do Museo dell´Opera del Duomo e seguimos para a Basílica de Santa Croce, porque estava programada uma missa para os maratonistas. Chegamos cedo e ficamos esperando na porta. À medida que o tempo ia passando, o dia se despedindo, mais e mais maratonistas iam chagando, em busca de proteção para o dia seguinte, o dia da corrida.

Proteção para que as pernas não falhassem e fossem fortes o suficiente para completar os pouco mais de 42 quilômetros de prova e contra qualquer má intenção de algum louco que porventura tivesse intenção de cometer algum ato terrorista. Lembrando que faziam pouquíssimas semanas desde a sexta feira negra de Paris e havia certa apreensão no ar.

Antes da missa, estava programado um tour guiado (gratuito para os corredores e um acompanhante) pela bela igreja e isso era o que mais nos interessava: conhecer a história da basílica, cujos trabalhos foram iniciados no fim do século XIII, conta com estrutura gótica e guarda muitas obras primas.

Basilica di Santa Croce

Basilica di Santa Croce

Basilica di Santa Croce
É uma linda igreja, sem dúvida. Ela é ampla, larga e estava à meia luz, mas havia algo que palavras apenas não conseguem descrever. Éramos um pequeno grupo e o tour foi feito em italiano. Nosso guia, muito simpático nos conduziu pelos principais pontos da igreja, contando histórias.

Nós não falamos nada de italiano, mas como é uma língua latina, nós conseguimos entender cerca de 80% do que foi dito. Às vezes uma ou outra piada nos escapava, mas não comprometeu, acredito, a essência dos segredos revelados.
Túmulo de Galileo Galilei

Túmulo de Machiavelli

Túmulo de Michelangelo

Túmulo vazio de Dante Aliguieri
Dois momentos para mim foram especiais no tempo que passamos em Santa Croce com o guia italiano: estar diante dos afrescos da Cappella Bardi onde Giotto pintou A Morte de São Francisco (1317). A cena é muito tocante.

O outro momento foi estar diante dos túmulos de mestres cujas obras eu admiro como Maquiavelli, Michelangelo e Dante Aliguieri. O corpo de Dante não está enterrado ali e sim em Ravena onde morreu no exílio. O túmulo é uma tentativa de remissão de Florença. Ainda que desocupado, causa emoção. 

Basilica di Santa Croce

Estátua de Dante na porta da Basilica di Santa Croce
A visita guiada levou mais ou menos 1 hora e acho que pelo guia nós ficaríamos ali muito mais: ele era um entusiasta das histórias que aquelas paredes abrigaram ao longo de seus muitos séculos de existência. No entanto, ele foi obrigado a finalizar por conta da missa que estava iniciando.

Sentei-me junto com a assembleia, maratonistas em sua maioria (é muito fácil identificar um maratonista: pelos tênis e camisetas), enquanto Léo dava mais alguns passos por Santa Croce (Santa Cruz). Eu estava exausta depois de um dia inteiro dedicado às artes e cultura florentinas.

Poucos minutos após o começo da missa, nós nos dirigimos para a saída da igreja e aproveitei para tirar mais algumas fotos: tomei uma bronca de um dos guardiões da chiesa porque não é permitido tirar fotos durante a missa: eu não sabia e me senti envergonhada com a gafe.

A Basilica di Santa Croce foi ponto de encontro de artistas, teólogos e políticos. Hoje, em frente a ela está uma estátua de Dante. Ali foi meu ponto de encontro com Léo, ao final da Maratona de Firenze, no dia seguinte. 

Caffè del Borgo

A vitrine do Caffè del Borgo

Pequeno e simples

A fome era tanta que nem deu tempo de tirar uma foto da massa
Saímos para a noite fria de Florença em busca de um lugar para comer. Antes de corridas de longas distâncias gostamos de comer uma massa. Eu, desta vez, iria ser apenas espectadora de meu maratonista preferido, mas o acompanhei na boa massa italiana, claro.

Encontramos uma biboquinha, na Borgo dei Greci, 29, chamado Caffè del Borgo: super simples, pequenino, com poucos italianos dentro. A comida foi esquentada no micro-ondas, mas apesar disso, foi uma comida bem honesta. De barriga cheia fomos dormir e recarregar as baterias para o domingo.