segunda-feira, 7 de março de 2016

As RUÍNAS da Catedral de SANTA REPARATA, PIZZA e café, Florença:


Depois de percorrermos e admirarmos o Duomo de Florença, nós fomos até o subsolo da igreja, onde estão as ruínas da antiga Catedral da cidade: a Santa Reparata e então, fizemos uma pausa para o almoço. Era um lindo sábado de outono.

Piso em Mosaico

Influência africana

A beleza de antigos povos que ajudaram a construir Florença
Próximo à saída, ao fundo da nave principal da Catedral de Santa Maria del Fiori, há uma escadaria que leva ao subsolo, quase sempre com fila e engarrafamento de pessoas que sobem e que descem, pois ela é estreita. Embaixo há a lojinha com bons e caros artigos típicos dos museus (apertada e apinhada de gente) e o que restou de Santa Reparata, que foi a principal igreja de Florença, ganhando o posto da igreja de San Lorenzo.

Nosso ingresso nos dava direito a passear pelas ruínas e eu adoro uma ruína porque me dá noção de como eram as coisas no passado. 

Sarcófago 

Corredores da Catedral de Santa Reparata, que era a catedral de Florença antes do Duomo ser construído sobre suas ruínas.

Estátuas encontradas

Afresco de Jesus morto entre a Virgem e São João Batista
Os restos da Catedral de Santa Reparata, encontrados durante escavações no fim dos anos 60 do século passado, mostram rasgos e evidencias da era cristã primitiva em Florença. A basílica em sua formação original possuía três naves separadas por 14 pares de colunas, construída lá pelo final do século IV ou V.

No museu de Santa Reparata, fiquei sabendo, por exemplo, que a Florença Romana era circundada por uma muralha de pedras com 4 portões voltados para os 4 pontos cardeais.  A Florença do século 5 d. C. mantinha relações com o norte da África, o que explica a influência encontradas em determinados mosaicos. Há afrescos, como de Jesus morto deitado entre a Virgem e São João, encontrado nos restos do período romântico, além de sarcófagos diversos.

É uma caminhada interessante e não muito longa, que nos levam em uma viagem no tempo, onde podemos ver os restos mortais de muitos períodos, nos dando um pequenino vislumbre de antigos moradores de Firenze. 

O Black Bar

Um prazer italiano: café
De volta ao presente, estava na hora de repor as energias com o delicioso, maravilhoso, forte, negro e ristretto (medida) café italiano. Saímos para a luz do dia e a cidade estava super movimentada. Fomos ao Black Bar, uma portinhola em um prédio estreito e antigo, em frente ao complexo do Duomo.

Tomamos nosso café no balcão em meio ao entra e sai de pessoas, que era intenso. Com as energias repostas, escolhemos pedaços de pizza expostas no balcão e nos sentamos em mesas bem apertadas, no térreo mesmo, para almoçarmos. 

Pessoas consumindo no balcão

Pizza deliciosa

A vista da rua cheia de gente desde o Black Bar

Outros ambientes do Black Bar, vazios, porque todos parecem preferir o burburinho do térreo
Embora o Black Bar tenha outros andares, mais espaçosos e confortáveis, nós preferimos nos espremermos no térreo porque queríamos olhar o movimento, o burburinho, ver as pessoas que entravam e saíam. E parece que todos tinham a mesma ideia, pois escolhiam o balcão ou as mesinhas apertadas em que nós estávamos.

A pizza estava deliciosa! Massa grossa, queijo e recheio generosos. O moço que nos atendeu no balcão veio nos perguntar, antes de ir embora, com muita simpatia, se a pizza estava boa. Disse que sim e perguntei como se falava isso em italiano e ele me ensinou: molto buona. Perguntou então de onde nós éramos, Brasil, dissemos e ele replicou, há! Falam espanhol, é parecido com italiano. Na hora, fiquei estupefata por encontrar quem ainda pense que no Brasil se fale espanhol, mas eu simplesmente sorri e me calei. 

A arquitetura amarelada de Florença

Gosto de olhar os prédios, que são como ornamentos de uma cidade
Saímos para o turbilhão de pessoas nas ruas, para a arquitetura bonita e amarelada de Florença e para a luz do sol e o friozinho do dia. Era hora de visitarmos o Batistério.