terça-feira, 15 de março de 2016

O Museo dell´OPERA del DUOMO, Florença:

Museo dell´Opera del Duomo
Deixamos o belo Batistério de São João Batista para trás e fomos em busca de mais arte e história no Museo dell´Opera del Duomo, fundado em 1891, resgata um pouco da memória da Catedral de Florença, através de objetos retirados do Duomo, Batistério e Campanário. O acervo é grande, maior do que eu esperava e muito variado.

O bilhete para ter acesso às maravilhas expostas em 25 salas e 3 andares deste museu é o mesmo que nos permitiu subir a Cúpula de Bruneslleschi, entrar no Batistério de São João Batista e nas Ruínas de Santa Reparata

Andar térreo do Museo dell´Opera del Duomo

Fachada da antiga catedral

Fachada da antiga Catedral

Escultura de São João Evangelista por Donatello encomendada especialmente para a fachada do Duomo

Os Portões do Paraíso, originais, retirados do Batistério

Representações do Velho Testamento nos Portões do Paraíso

Uma das cenas de Os Portões do Paraíso: Salomão e a Rainha de Sabá

Uma das cenas de Os Portões do Paraíso: Abraão e o Sacrifício de Isaac

Uma das cenas de Os Portões do Paraíso: Moisés recebe os 10 Mandamentos
Muitas coisas chamaram a minha atenção no Museo dell´Opera del Duomo: a antiga fachada da Catedral, iniciada no século XV e desmontada por ordem de Francisco I no fim do século XVI, por considera-la fora de moda, pois havia planos de renovar a cidade de Florença, deixando o Duomo sem cara por muitos e muitos anos. Ela impressiona pelas esculturas de artistas diversos e principalmente por sua tonalidade muito branca.

As Portas do Paraíso, em bronze, apelidadas assim por Michelangelo, foram retiradas do Batistério e contam histórias do Velho Testamento. Foram encomendadas para celebrar o fim da peste na cidade e com certeza impressionam.

Tanto a fachada, desenhada por Arnolfo di Cambio, quanto o portão, criado por Lorenzo Ghiberti, ficam no térreo do museu. 

Maria Madalena arrependida de Donatello

A Pietá de Michelangelo

Subindo para mais descobertas

Abacuc (ou Eliseu) conhecido como Zuccone ou Cabeça de Abóbora, de Donatello

Debate de Platão e Sócrates de Luca della Robbia

Esculturas que parecem ter vida

Máscara fúnebre de Filippo Brunelleschi
A Maria Madalena de Donatello sofrida e arrependida, esfarrapada, contrita, penitente doeu em minha alma e a Pietá de Michelangelo é puro sofrimento. Conta a história que ele a fez para sua própria tumba, mas que em um acesso de raiva, por conta da má qualidade do mármore, destruiu o braço e a perna esquerda do Cristo. O braço mais tarde foi restaurado por um aluno do mestre. Há quem acredite que o Nicodemos representado é um autorretrato.

No primeiro piso estão esculturas espetaculares de Donatello, que pareciam ter vida e o debate entre Platão e Aristóteles de Luca della Robbia, assim como a máscara fúnebre de Filippo Brunelleschi, criador da cúpula do Duomo, por Andrea di Lazzaro Cavalcanti, que é meio assustadora.

Réplicas e miniaturas que contam a história da cúpula do Duomo

A Cúpula do Duomo
Há uma sala inteiramente dedicada à Cúpula do Duomo, com um filme contando sua história, além de réplicas e miniaturas de instrumentos usados em sua construção e da própria cúpula. Vale muito à pena ver a engenhosidade e genialidade de Brunelleschi, mesmo para quem não entende nada de arquitetura, como eu.

No pátio, no último piso, podemos ver a cúpula com toda a sua beleza vermelha de pertinho, quase podendo tocá-la. Quase.