sexta-feira, 15 de abril de 2016

A CRIPTA, o BATISTÉRIO de São João Batista, o SANTUÁRIO Casa de Santa CATERINA e a Igreja de SAN DOMENICO, em Siena:

A cripta

O beijo de Judas

Deposição de Jesus

Descida de Jesus ao inferno

Percorrendo a cripta

Buscando mais e mais informações sobre a cripta
Saímos do Duomo de Siena e seguimos em direção à Cripta, uma construção subterrânea, situada abaixo do púlpito da Catedral e foi descoberta apenas em 1999, provavelmente utilizada para enterrar membros do alto clero e sacerdotes.

O lugar está na penumbra, com luzes indiretas destacando os afrescos que adornam as paredes. As pinturas estão parciais, mas em ótimo estado o que nos permite ver com clareza cenas bíblicas como O Beijo de Judas, a Deposição de Jesus e a descida de Jesus ao inferno para resgatar os justos:

“The king of Glory, putting out his right hand, took and lifted up Adam, the progenitor. Then, addressing the others, he said: "now then, come all of you who suffered death for the wood he touched. I shall have you rise again by virtue of the wood of the cross”. Evangelho de Nicodemus – citação em frente a um dos afrescos.

O que mais chamou minha atenção, razão pela qual achei a cripta um lugar fantástico para se conhecer, foi o colorido intenso dos afrescos que nos dão uma sensação muito forte de vida, energia, vigor. Os afrescos são anteriores a 1200 D.C.. 

O teto do Batistério, com o céu toscano e seu azul intenso representado em alguns afrescos

O Batistério em toda sua glória, com a fonte de mármore se destacando

A Cabeça de São João apresentada a Herodes, de Donatello

Afrescos

O Batistério e sua identidade alvinegra

Feliz por deixar o Batistério
Partimos para o Batistério, nosso último destino do bilhete único adquirido para visitar o Complexo do Duomo de Siena. Ricamente decorado, com as mesmas listras alvinegras que conferem forte identidade à catedral, dois espaços captam rapidamente o nosso olhar e nossa atenção: o teto e a fonte.

Para examinarmos o teto, a solução é sentarmos nos bancos e esticarmos o pescoço, tentando alcançar os detalhes: tarefa nada fácil já que ele é alto, mas vale o esforço.

A fonte de mármore está no centro do Batistério exercendo forte domínio sobre o ambiente. Apesar do cordão de isolamento é possível chegarmos bem perto para examinarmos, perscrutarmos e contemplarmos os painéis de bronze que enfeitam a fonte, como A Cabeça de São João Batista apresentada a Herodes (1427) de Donatello.

Apesar de o Batistério de Siena ser uma pequena joia, eu me senti mal ali. Achei o lugar sombrio, pesado, claustrofóbico. Não sei se há uma razão lógica para esse sentimento que me acometeu, mas fiquei feliz ao sair para o ar fresco do fim de tarde novamente. 

Como uma pintura

Entardecer

Cores da Toscana

Minha alma em festa
O anoitecer já havia transformado as cores do céu. A temperatura estava caindo e havia poucas pessoas nas ruas. Em determinado momento, nos deparamos com uma linda vista da Toscana, com o colorido do horizonte contrastando com a coloração das casas e a iluminação artificial dos postes de luz.

Foi como apreciar uma pintura, mas com sons, com aromas, com movimentos reais e distintos. Foi mais um presente do Universo para nós: um legítimo espetáculo!

Vamos onde nossos pés nos levam

Cidade cheia de encanto

Caminhando pelas ruas medievais de Siena

Santuário Casa de Santa Caterina

A natureza se exibe para nós

Sob o céu da Toscana
Capela do Santuário: aroma de aconchego
Prosseguimos com nossas andanças por Siena: estávamos bem cansados, mas não estávamos preparados ainda para deixar Siena para trás. Esta é uma cidade encantada, cheia de magia.

Fomos para o Santuário Casa de Santa Caterina, a santa padroeira da cidade: Catarina Benincasa que viveu entre os anos de 1347 e 1380. Uma história curiosa a da santa: ela resolveu que se dedicaria sua vida a Deus quando tinha apenas 8 anos de idade. Reza a lenda que ela tinha visões e recebeu as stigmatas (as chagas de Cristo) e que teria ficado noiva de Jesus. Ela morreu em Roma e foi canonizada em 1461.

Daqui, do pátio do Santuário da santa a natureza se exibiu novamente para nós, colorindo o céu de um azul intenso e eu senti minha alma em festa, se regozijando sob o céu da Toscana, representado em tantos afrescos como os do Batistério.

Entramos na capela que estava vazia, salvo por Léo, eu e duas moças que entraram depois de nós. A pequena igreja, com ares modernos, parecia estar sendo preparada para a missa. Sentei-me nos últimos bancos para ter uma visão ampla dela e me surpreendi que seu cheiro: ela não tinha a fragrância típica da maioria das igrejas (que eu não gosto). Ela emanava um aroma gostoso, rescendia a aconchego e conforto. 

Andanças por Siena

A antiguidade de Siena: história através das paredes

Igreja de San Domenico
Já era noite, a cidade já havia escurecido e precisávamos voltar para Florença. Antes, porém não resistimos e passamos pela Igreja de San Domenico que estava em reforma, cheio de andaimes e protetores, com alas inteiras fechadas. Tudo bem porque fomos até ali com um objetivo único: ver a cabeça de Santa Caterina.

Bom, na realidade, Léo queria vê-la. Eu não fazia questão e não me senti nada emocionada com o que vi, ao contrário achei um pouco desagradável, embora ela não pareça de verdade.

Infelizmente era hora de partir, mas decidimos jantar em Siena.