quarta-feira, 22 de junho de 2016

PLANEJANDO a próxima VIAGEM:


Nós, Léo e eu, estamos sempre pensando em nossa próxima viagem. O mundo é grande demais, interessante demais. Sempre que possível, nós colocamos o pé na estrada. É nosso vício, nosso hobby e nosso prazer. O destino nem é o mais importante, o que queremos mesmo é conhecer lugares, culturas, ver arte, experimentar sabores, enfim, estar em movimento.

Eu adoro planejar uma viagem, quase tanto quanto viajar. Gosto de ir descobrindo os lugares através das pesquisas, do que outros viajantes contam, das imagens e fotografias. Gosto de decidir as datas, os meios de locomoção e de definir os meus principais pontos de interesse. Isso tudo me causa uma ansiedade gostosa.

O nosso marco zero é a compra das passagens: sempre buscamos promoções, pois o preço que pagamos pelas passagens é o valor inicial da viagem e pode determinar se ela será mais cara ou mais barata. Assim, depois de decidirmos que Junho seria uma boa época para passarmos uns dias fora por conta do São João no Nordeste, começamos nossas buscas. Estávamos em Fevereiro.

Passo 1: compra de passagens aéreas:


A única coisa determinada é que queríamos um país europeu ou asiático. O Léo está cadastrado no “Melhores Destinos” (site e app) e recebe mensagens que informam passagens em promoção e sempre que possível acessamos o Skyscanner (site que compara preços de passagens) para ver o que ele mostra. 

Uma vez encontradas passagens que nos atendam (preço X destino), vamos direto para o site da cia aérea para a compra.

Somente em Abril encontramos alguns destinos por um preço razoável. Não eram super promoções, mas estavam dentro daquilo que considero justo. Terminamos escolhendo a Alemanha, país que não conheço e que há tempos está em minha lista de países prioridade. A companhia aérea foi a alemã Condor

Passo 2 – definir as bases principais do roteiro:


Eu não costumo atravessar fronteiras internacionais, especialmente quando estou na Europa, pois acho que um país tem muito a oferecer com suas inúmeras regiões e cidades. Sendo assim, uma vez definido o país, começo a estuda-lo para escolher que locais quero visitar.

Dito isso, ficaríamos somente na Alemanha. Como teríamos apenas uma semana, a ideia era ficarmos em uma única cidade para não perdermos tempo com deslocamentos e tornar a viagem o mais barata possível: quanto mais deslocamentos, maior o custo.

Comecei a ler blogs, revistas e guias até que uma matéria na Viagem e Turismo de Dezembro/2014 chamou a minha atenção. Ela falava sobre Nuremberg e sua história com o nazismo. Era justamente isso que estava buscando! Uma cidade medieval conservada, repleta de histórias, pequena, com muita arte e culinária típica.

Durante essas pesquisas iniciais, me dei conta de que ali perto havia um Campo de Concentração, na cidade de Dachau. Li que era mais prático visita-lo desde Munique. Além disso, Léo encontrou uma meia maratona lá nessa mesma época. Pronto! Elementos suficientes para incluirmos um fim de semana em Munique no roteiro.

Roteiro definido: Nuremberg e Munique.


Passo 3 – comprar os deslocamentos internos:



Quando temos que estar na cidade em determinada data e horário, compramos os deslocamentos internos com antecedência, para não corrermos riscos. Aqui também pesquisamos o que os viajantes e guias dizem sobre a melhor forma de deslocamento dentro do país. 

Sendo assim, compramos os trechos Frankfurt (onde nosso voo pousava) – Nuremberg, Nuremberg – Munique (por causa da meia maratona) e por fim Munique – Frankfurt (de onde partia o nosso voo).

O trecho Munique – Dachau deixamos para comprar lá porque não sabemos ainda que dia nós visitaremos o Campo de Concentração e assim não engessamos a viagem além do estritamente necessário.

Utilizamos o site da Bahn, companhia de trens alemã, para tal. Uma vez efetuada a compra, imprimimos os vouchers para apresentarmos lá.

Sugiro alguns cuidados:

  • Ficar atento aos nomes das estações. Algumas cidades têm mais de uma estação de trem e já vi gente comprar para uma, ir parar em outra e perder o trem, precisando comprar novos bilhetes e mais caros;
  • Verificar se tem baldeação (conexão) e o tempo entre um trem e o outro. Às vezes é muito apertado e temos que correr mesmo, porque o trem não vai nos esperar;
  • Ter o voucher na mão para apresentar antes de entrar no trem, ou dentro dele;
  • Comprar com uma folga larga. Por exemplo, quando chego a uma cidade e do aeroporto mesmo já vou pegar o trem, compro um horário acima de 3 horas do momento previsto para o pouso do meu voo, contando que pode haver atrasos. Faço o mesmo quando tenho que pegar um voo: prefiro pegar o trem muitas horas antes e ficar ociosa no aeroporto do que perder o voo.

Passo 4 – reservar hotéis:


Para reservar os hotéis nas cidades que visitamos, a primeira coisa que fazemos é checar se tem unidades Ibis, da Rede Accor, na cidade. Em seguida, checamos se ele já faz parte do pool das unidades que estão reformadas e sua localização.

O Ibis em seu site mostra quais os pontos turísticos que estão próximos e a distância. Eu confronto com o que já sei sobre a cidade e assim escolhemos o hotel. Quando não há íbis eu recorro aos sites como Booking, Hoteis.com e TripAdvisor para escolher o de melhor/custo benefício.

Aliás, essa conta custo/benefício é que faz com que considere o Ibis como minha primeira opção de hospedagem sempre: localização + diária acessível + quartos padronizados no mundo todo. Gosto de saber o que vou encontrar.

Tanto em Nuremberg quanto em Munique a variedade de unidades do Ibis é imensa e estão localizados em diversos pontos de ambas as cidades e com valores distintos. Escolhemos e reservamos. O pagamento será feito lá. 

Passo 5 – buscar informações:



Uma das partes mais gostosas do planejamento de viagem: pesquisar! Aproveito-me de muitas fontes: guias impressos, revistas e blogs são os principais. Busco algum programa de tv que faça alguma referência ao destino e converso com amigos que já tenham visitado os locais. Qualquer informação é bem vinda.

Paralelo a isso, começo a ler livros sobre as cidades, sobre o país e escritos por autores locais, ainda que não seja especificamente da região que visitarei. Léo faz o mesmo e vamos trocando informações, ideias, aprendizados.

Para essa viagem à Alemanha eu li:

1 – Cozinha Venenosa de Silvia Bittencourt: um relato sobre a trajetória de Hitler até assumir o poder em 1933, através das manchetes do então jornal local Münchener Post, jornal de Munique que fazia forte oposição aos nazistas;

2 – Fique onde está e então corra de John Boyne história contada em primeira pessoa pelo pequeno Alfie sobre a ausência de seu pai, enviado para lutar na Primeira Guerra Mundial. Apesar de vermos os fatos através dos olhos de uma criança, percebemos que a guerra é uma coisa difícil de entender;

3 – A volta para casa de Bernhard Schlink que conta a busca de Peter por um suposto personagem nazista que lutou na Segunda Guerra. Apesar do final muito ruim, este livro tenta mostrar outros lados dos personagens deste momento hediondo da história da humanidade;

4 – A Segunda Guerra Mundial de Antony Beevor: muitas informações interessantes sobre a guerra, mas tem muitos detalhes técnicos e bélicos que tornam a leitura um pouco cansativa e muito lenta;

5 – Nada de novo no Front de Erich M. Remarque: um clássico alemão que nos leva até o front da primeira guerra mundial através na narrativa de Paul, um jovem soldado alemão que, segundo ele, quando estava começando a amar a vida teve que explodi-la e sua primeira profissão foi matar.

6 - O Nazista e o Psiquiatra de Jack El-Hai , onde só tive tempo de iniciar a leitura. O livro fala do tempo em que o psiquiatra Kelley entrevistou o Marechal do Reich Hermann Göring, quando ele foi capturado ao final da guerra e levado para a um centro de detenção em Luxemburgo, à espera do Julgamento de Nuremberg.

Já tinha lido muitos outros como O Menino do Pijama Listrado de John Boyne e o Leitor de Bernhard Schlink, entre alguns outros ao longo da vida. 

Passo 6 – comprar ingressos:

Conhecendo um pouco mais da cidade, já dá para saber se há necessidade ou recomendação de comprar com antecedência bilhetes para teatro, museu ou alguma outra coisa que esteja em minha lista de interesse.

Nesse caso, temos que decidir o dia e principalmente o horário. Para museus, por exemplo, gosto dos primeiros horários. Para as funções no teatro, prefiro as apresentações que comecem no início da noite.

Então basta entrar no site em questão, efetuar a compra e imprimir os vouchers.

Em Nuremberg eu não achei nenhuma ópera no período em que estaremos na cidade e nenhum ponto turístico tem recomendação de compra antecipada. 

Passo 7 – comprar dinheiro:


Eu costumo fazer um cálculo que uso como padrão para todas as minhas viagens podendo caber ajustes dependendo da situação financeira do momento: 100 dinheiros/dia, sendo que para as Américas eu geralmente levo dólar, assim como para a Ásia e costumo levar euro para Europa.

Vou observando a oscilação da moeda para comprar quando ela estiver em baixa, principalmente em tempos em que ela está muito valorizada em relação ao real. 

Passo 8 – comprar seguro de viagem:

Vou até uma agência de viagens, geralmente na semana de embarcar por que costumo perder as coisas e rapidinho, em menos de meia hora, saio de lá com meu seguro. Graças a Deus nunca precisei usar e espero nunca precisar. Tenho adquirido o Travel Ace Assistence.

Passo 9 – arrumar a mala:


Antes de começar a arrumar a mala eu costumo checar a temperatura, pois obviamente isso tem impacto direto no tipo de roupa que vou levar. Utilizo dois sites: o br.wheather e o yr.no.

Como minha mala costuma ser muito compacta, muito leve, pois levo bem poucas coisas, eu geralmente arrumo a bagagem no dia da viagem, já que os voos costumam decolar à noite. Não tenho muito stress com roupa e só levo o indispensável.

Passo 10: embarcar e ser feliz!



O recomendado para voos internacionais é chegar 2 horas antes, mas o ideal atualmente é chegar com 3 horas de antecedência para não correr riscos, pois as filas têm estado longas, mesmo as que são apenas para baggage drop-off, mas isso definitivamente não faz parte de minha vida de viajante.

Meu parceiro de viagem, amado, nunca, jamais, em tempo algum conseguiu chegar ao aeroporto com tanto tempo de antecedência. Sempre chegamos esbaforidos (ou pelo menos eu chego assim, porque ele sempre mantém a calma) e por milagre, e apenas por isso, nunca perdemos um voo.