terça-feira, 26 de julho de 2016

A PREFEITURA (Rathaus) e a Igreja de St. Egidien, NUREMBERG, Alemanha:


Uma das vantagens de viajarmos durante o verão é a quantidade de horas de luz que o dia nos oferece. Em uma cidade como Nuremberg, em que há muita coisa para ver externamente, é ainda mais bacana.

Saímos da linda e intimista Igreja de Nossa Senhora (Frauenkirche) por volta de 18:00 e o sol ainda estava lá brilhando, a temperatura estava amena e continuamos a vagar pela cidade, sem rumo certo, sem objetivo definido.

Assim, chegamos à prefeitura (Rathaus).

A prefeitura (Rathaus) de Nuremberg 

A parte renascentista da prefeitura de Nuremberg

Os intrigantes telhados e janelas de Nuremberg. 
A prefeitura de Nuremberg é um edifício grande e onipresente no centro da cidade. Ele não é exatamente alto, mas é grande e possui muitas influências como a parte gótica, próxima ao Hauptmarkt, construída no século XIV, sendo a mais antiga da cidade.

Na Rathausplatz está o pedaço com referências da Renascença Italiana construída no século XVI.

No subsolo da prefeitura os presos ficavam trancados em celas diminutas enquanto esperavam por suas sentenças em tempos medievais. Há visitas guiadas por este local que entrou para a minha lista de motivos pelos quais preciso um dia voltar à Nuremberg, porque não houve tempo para fazermos esta visitação. 

A Igreja de St. Egidien

Guilherme I, primeiro imperador da Alemanha unificada

A igreja de St. Egidien com a estátua de Guilherme I em frente

Os detalhes da Igreja de St. Sebald
O próximo ponto em nosso caminho foi a Egidienkirche, o único edifício barroco remanescente da cidade. A fachada erguida após um incêndio no século XVIII esconde tesouros arquitetônicos de uma igreja beneditina que antes ocupava este local, sendo este o mais antigo lugar de uma igreja na cidade.

Seus traços são retos, suas cores sóbrias e as janelas de tonalidade marrom escura me deram a forte sensação de sua antiguidade. Dois relógios, um em cada torre, a enfeitam. 

Em frente à igreja há uma estátua do Guilherme I, Imperador do 1° Reich, da Alemanha unificada, como a conhecemos hoje, mas com território maior. Dizem que ele era cavalheiro, educado e refinado e que era um homem de contrastes: conservador, mas propenso às ideias mais liberais. 

A modernidade de Nuremberg

A Igreja de St. Egidien ao fundo e o prédio moderno à direita em um bairro residencial

Pelos caminhos de Nuremberg

Passagem medieval

Passagens e contrastes

O sol começa o processo de despedida mudando as cores da cidade

Depois da passagem medieval está o Judengasse, antigo e colorido bairro judeu. 

O rio Pegnitz que corta Nuremberg

Podemos ouvir o silêncio ou o barulho da natureza; Nuremberg tem muitos sons e nos permite caminhar com tranquilidade

Onde há uma passagem nós entramos; a bicicletas que dão liberdade aos cidadãos da cidade
Na maior parte do tempo eu gosto de conhecer a história de uma cidade, de aprender sobre o seu passado, sobre os caminhos trilhados, para tentar entender melhor o lugar que estou visitando. Me esforço para ver além de tijolos, madeira, janelas e portas.

Mas nem sempre. Às vezes, eu gosto apenas de ficar vagando, apreendendo suas estruturas, suas cores, sentindo a vibração, olhando as pessoas, suas roupas, seu comportamento. Outras vezes, eu gosto apenas de caminhar, sem absorver nada ao certo, deixando a mente ir relaxando. Assim, eu perco os nomes das ruas, dos edifícios, das pontes e isso não tem importância nenhuma.

O que importa, quando estou nessa sintonia é estar, simplesmente estar, sem nenhuma outra preocupação. É curtir o ar livre, caminhar sem regras, tirar fotos e deixar a mente livre, divagando, criando sentimentos, inventando suas próprias histórias.

Passamos por lugares ruidosos e em seguida caíamos em locais onde era possível ouvir o silêncio ou até mesmo os sons da natureza. O melhor disso? Em nenhum momento sentimos nossa integridade física ameaçada. Nos sentimos seguros o tempo inteiro. 

Nuremberg é uma cidade ótima para andarilhos urbanos, pois sempre há uma esquerda ou direita para virar, por conta dos típicos traçados medievais. Assim, fomos simplesmente indo. No entanto, esse dia estava longe de terminar. No próximo texto, tenho mais histórias para contar.