quinta-feira, 21 de julho de 2016

A Vila dos ARTESÃOS, as MURALHAS da cidade, o TEATRO municipal e a bela KARLSBRÜCKE, NUREMBERG, Alemanha:


Concluímos nossa viagem pelos labirintos nazistas e resolvemos almoçar na charmosa cafeteria do Centro de Documentação.

Currywurst

Cafeteria do Centro de Documentação

Lago Silbersee

Para onde agora?

Planta do Congresso do Partido Nacional Socialista
Com um cardápio relativamente variado, o que me atraiu foi o currywurst (4,50), que estava em minha lista de comidas a serem experimentadas: salsicha cortadinha, embebida em molho de ketchup com curry acompanhado de pão cacetinho (francês). O sabor lembra o de nosso cachorro-quente, com molho picante por conta do curry: eu adorei.

Pedimos no balcão a um moço sorridente que corrigiu minha pronúncia. Para a cerveja deixamos um depósito de 0,50 cents de euro, restituídos quando devolvemos o casco.

Eu achei a cafeteria informal e encantadora com suas paredes de tijolinhos.

Ao sairmos do Centro de Documentação, paramos um momento para apreciar o lago Silbersee e imaginar que, segundo os planos de Hitler, ali deveria ter sido construído um estádio de futebol.

O Complexo era para ser grandioso, bem de acordo com a megalomania do líder alemão, que queria conquistar o mundo.

Seria composto pelo salão do congresso com capacidade para 50.000 pessoas, a Grosse Strasse, uma larga avenida que interligaria todos os edifícios, local para pouso dos dirigíveis, onde os americanos destruíram, ao final da guerra, a suástica que ali ficava, campos para desfiles nazistas além de um enorme campo de futebol, o maior do mundo. Ficou inacabado por conta do início da guerra.

Hoje podemos ter uma noção do que seria ao visitar o Centro de Documentação. 


Frauentor, uma das entradas para a Vila dos Artesãos
Vila dos artesãos
Depois de termos acesso a tantas informações e passarmos 5 horas em meio à penumbra nazi, queríamos ar livre e movimento, para respirar e permitir que a história infiltrasse em nós.

Assim, tomamos o tram de volta ao centro, saltando no mesmo ponto onde o pegamos do outro lado da entrada do Hauptbanhof, e fomos visitar o Quarteirão dos artesãos – Handwerkerhof.

O local é uma recriação de uma vila de mais ou menos 5 séculos atrás, inaugurado em 1971, perto de uma das principais entradas da cidade: Königstor - Portão do Rei. É fofo, charmoso e pequeno. Muito pequeno. Fiquei decepcionada, porque imaginava um local maior, cheio de lojas e artesãos confeccionando objetos em tempo real e uma atmosfera de antiguidade. Não encontrei nada disso. 

Além dos artesãos que possuem lojas há pequenos restaurantes. Comemos algumas vezes aqui as famosas (e deliciosas) salsichas de Nuremberg.

Entramos em poucas lojas, amontoadas de trabalhos diversos, por curiosidade. Achei caro, mas gostei do que vi porque gosto de trabalhos manuais, mas não me lembro de ter visto nada extraordinário ou muito diferente do que encontramos em abundância pelo mundo. Nada de muito característico. 

Horário de Funcionamento:

Segunda a Sexta das 10:00 às18:30, Sábados das 10:00 às16:00, Domingos e feriados: fechado

Restaurantes: 10:30 às 21:00

Estação de trem - Hauptbanhof

Königstor - portão do rei

Königstor - portão do rei, principal entrada da cidade velha 

Trânsito intenso

Descobrindo outras partes de Nuremberg

O fosso em torno na muralha que nunca esteve cheio de água

Ruas de Nuremberg
Resolvemos caminhar por fora das muralhas da cidade, depois de termos perambulando tanto no dia anterior pelo centro antigo, para ouvirmos outros sons e barulhos de Nuremberg.

O trânsito estava intenso e fazia um contraste divertido com as muralhas seculares, que sobreviveram as intempéries e destruições provocadas pelo homem. Elas sobreviveram e continuam lá, como parte de uma cidade que já viu muitos acontecimentos ao longo de sua existência.

Inicialmente possuía 5 quilômetros de extensão mas foi sendo ampliada ao longo dos anos o que foi de fundamental importância para barrar inimigos que queriam atacar a cidade. Hoje em dia, restam 4 quilômetros.

Ao longo dela há um fosso que nunca esteve cheio de água. 

O Teatro Nacional de Nuremberg

O Teatro Nacional de Nuremberg

Richard Wagner, um dos artistas preferidos de Hitler, vela o Teatro Nacional de Nuremberg

Praça do Teatro Nacional

Alcançamos o Teatro Nacional de Nuremberg, sóbrio, mas leve, cuja beleza está nos detalhes de suas curvas em contraste com a austeridade de suas linhas retas, bem como eu o imaginaria para Nuremberg, que é uma cidade de discrepâncias e discordâncias.

Foi construído em 1905. Infelizmente não encontramos nenhuma função no período em que visitamos a cidade. Queria muito ter assistido a uma ópera ou a uma apresentação da Orquestra Filarmônica, a orquestra oficial do teatro.

Andarilha urbana

Ouvindo novos sons da cidade

Caminhando por fora das muralhas

Frauentor

Ludwigstraße

Torre Branca
Seguimos em frente e voltamos para o Altstadt, o acessando pela Frauentor, uma das cinco entradas da cidade medieval: Laufertor, Spittlertor, Frauentor, Neutor, Tiergärtnertor. 

Passamos novamente pela Ludwigstraße, onde Léo comprou a camisa do time local, FC Nuremberg, vimos novamente o Carrossel do Matrimônio (tem coisas que a gente não cansa de olhar) e a Torre Branca. 

Essa área é formada por muitos calçadões com lojas de todos os tipos e tamanhos, além de feirinha de rua vendendo frutas aqui e acolá. Isso sem falar nos quiosques vendendo comida. 

Voltamos pela Karlsbrücke, uma das pontes mais bonitas da cidade, em minha opinião.

Karlsbrücke 

Karlsbrücke 

Karlsbrücke 

Karlsbrücke 

Karlsbrücke e seu entorno: colorido
Um comércio formou-se nessas redondezas lá pela Idade Média e foi mudando de cara ao longo dos séculos. Quando passamos por aí vi lojinhas diversas e restaurantes, cheios de encanto. 

A arquitetura em volta da Karlsbrücke é moderna e ao mesmo tempo é antiga, é colorida, mas dependo de onde nós olhemos parece monocromática. O rio Pegnitz passa sob ela, dando mais sabor ao que já é belo. 

Como pode uma simples ponte de pedra carregar tanta formosura? Inclusive seu tom aparentemente duro completa o visual. Essa pequena ponte tem tanta informação que gastamos, sem perceber, um bom tempo saboreando-a, engolindo mesmo, com os olhos. 

Nuremberg e seus traçados irregulares

Tomando café ao ar livre com o Hauptmarkt ao fundo

Casa Pane
Depois de tanto ver, ouvir e aprender, resolvemos parar para tomar um café, comer um doce e relaxar. Escolhemos a Casa Pane, no Hauptmarkt, porque o achamos simpático e tinha cadeiras ao ar livre.

Um senhor, sentado em uma mesa próxima, estava dividindo o seu lanche com pombos, feliz da vida.

O café (1,70 euros) estava gostoso.


Eram 18 horas, o dia ainda estava cheio de luz e de vida e resolvemos continuar nosso passeio pelos traçados irregulares e sem sentido de Nuremberg. Conto isso logo, logo, no próximo texto.