quinta-feira, 18 de agosto de 2016

St. SEBALD Kirche, Nuremberg, Alemanha:

St. Sebald Kirche
St. Sebald Kirche
O próximo clássico em nosso caminho foi a St. Sebald Kirche, a igreja mais antiga da cidade, erguida no século XIII. Ela foi ampliada durante uma reforma no século XIV e possui torres góticas, concluídas apenas no século XV.

St. Sebald é o padroeiro da cidade e viveu como ermitão e monge perto de Nuremberg, no século XI realizando muitos milagres na região, segundo as crenças, como, por exemplo, devolveu as vistas para um homem cego.

Ele desejava ser enterrado onde os bois levando o carro funerário segurando seu corpo parassem. Supõe-se que esse é o local exato onde foi erguida a igreja que atrai milhares de peregrinos até hoje.
St. Sebald Kirche por dentro
St. Sebald Kirche: o altar e o epitáfio da família Tucher

St. Sebald Kirche em frente à entrada
Por dentro, ela é tão bonita quantos as outras que nós visitamos na cidade, nos dias pregressos, sendo, entretanto, menos impressionante. Sua nave é estreita, seu teto possui dobras e as colunas tem a parte superior curva.
Aqui está o túmulo de St. Sebald, uma estrutura de bronze feita por Peter Vischer, o velho e o epitáfio da família Tucher feito por Hans von Kulmbach, em 1513.
Pessoas circulavam observando e tirando fotos. Os sons de seus passos ecoavam pelos poros da igreja, assim como seus sussurros e o ruído seco de portas seculares que se abriam e que se fechavam de tempos em tempos, entremeados aqui e acolá pelo silêncio, quando todos paravam ao mesmo tempo, em uma dessas estranhas coincidências.  
Na fachada norte de St. Sebald Kirche ao lado da placa, no chão, que faz referência a Moritz Kapele
"A sua reconstrução é reservada para as gerações futuras"
Na fachada norte da St. Sebald Kirche, estava a Moritz Kapele. Originalmente ela ficava no bairro judeu de Nuremberg e foi citada pela primeira vez em 1313. No bairro de Sebalder remonta já do século seguinte. Ao longo dos anos, entretanto, foi perdendo importância sagrada sendo a capela usada para diversos fins entre eles, armazenamento de grãos e arquivo.

No início do século XX passou por uma grande reforma somente para ser destruída anos mais tarde pelas bombas aliadas na Segunda Guerra Mundial, em 03 de Outubro de 1944, colocando-a abaixo. Nesses anos era uma casa de oração protestante.
Em seu lugar encontramos uma placa com os seguintes dizeres: “A sua reconstrução é reservada para as gerações futuras”. Pode ser que essa geração nunca chegue, mas o que sabemos do futuro, afinal?!
Bratwurst Röslein: só mesmo uma cerveja para aplacar a sede causada pelo calor bávaro.

Bratwurst Röslein: área externa e coberta - duas das três áreas disponíveis no restaurante
Deixamos a igreja por volta de 17 horas: o calor continuava intenso, o sol brilhava e as cervejarias começavam a encher de pessoas sedentas por uma cerveja, assim como nós, que na Alemanha é servida em temperatura ambiente.
Para nosso paladar brasileiro, acostumado a cervejas estupidamente geladas, é um pouco estranho, mas eu que não sou bebedora de cerveja, rapidamente me adaptei e gostei. Escolhemos o restaurante Bratwurst Röslein, que fica na Rathausplatz, para aplacar a sede.
Bratwurst Röslein: na Alemanha como os alemães - sem sapato

Bratwurst Röslein: almoçamos na área que fica no meio da Rathausplatz
Outra coisa interessante que percebi em Nuremberg é que os garçons não são acelerados e não nos importunam. De um modo geral eles só vêm à mesa quando chamamos e não ficam a todo instante perguntando se queremos outra cerveja ou algo para comer. Nesse dia especialmente não tínhamos nenhuma pressa.
Demoramos bastante para pedir o jantar e nos sentimos super à vontade com isso. Observamos outras mesas. Um senhor ao nosso lado levou duas horas para tomar uma caneca de cerveja, sem comer nada e sem ser abordado pelas garçonetes. Um casal do lado oposto levou mais ou menos 3 horas com uma única bebida compartilhada e dois pratos.
Outra coisa engraçada é que muitos deles, clientes alemães, ao sentarem-se à mesa, pedem uma cerveja e tiram o sapato, só voltando a calçá-los quando vão embora. Relaxamento total! 

O inconveniente é que fumam demais e optar por mesas ao ar livre é estar constantemente exposto ao desagradável cheiro do cigarro, mas vale à pena.
Saure Zipfel Sausages e Franconian Snack
Para jantar, eu escolhi um Saure Zipfel Sausages, que eram salsichas de Nuremberg (podemos escolher 6, 8 ou 12 unidades) embebidas em um caldo de cebola, vinho branco e vinagre da Francônia. Acompanhava pão rústico (7,40 euros).
Foi um prato de sabor diferente, incomum para o meu paladar. O pão tinha uma textura meio seca que combinou muito bem com o caldo e as salsichas. Eu gostei bastante.
Léo pediu um Franconian Snack que vinha com embutidos, queijos, pão, manteiga temperada, picles e cebola crua (8,90 euros). Estava muito bom também.
No Bratwurst Röslein havia english menu, o que facilitou e muito nossa vida. Além disso, havia uma garçonete que falava inglês e nos ajudou com algumas dúvidas sobre os pratos. 
À caminho do hotel

Nuremberg vai mudando de cores: às 20 horas e o sol ainda segue acordado

Museumbrucke movimentada
Voltamos para o hotel caminhando, quando já passava bastante das 20 horas, com o sol ainda acordadíssimo. A cidade a essa hora estava movimentada, não só as cervejarias e restaurantes, como também as sorveterias, as praças e ruas. A população estava aproveitando o verão, curtindo o fim do dia, jogando conversa fora. Sem medos. Confesso que esse estilo de vida é artigo de luxo para mim. Objeto de desejo.