terça-feira, 11 de outubro de 2016

O JUSTIZPALAST, Karlsplatz e o KARLSTOR: o que VER em MUNIQUE, Alemanha:

O que ver em Munique, Alemanha
Munique
Munique, a capital da Baviera, deve seu nome a uma abadia construída por monges (mönche) lá pelos anos de 1158, foi importante local da Contrarreforma e podemos dizer que o nazismo nasceu aqui.

É a cidade mais populosa do sul da Alemanha, com mais de 1 milhão de habitantes  e a terceira do país, ficando atrás apenas de Berlim e Hamburgo.

O que ver em Munique, Alemanha
Ponto de tram
O domingo, dia da meia maratona que Léo iria correr, amanheceu garoando, com previsão de chuva durante toda a manhã. Até me preparei para assistir a corrida, que eu adoro, fui até o ponto de tram, mas desisti. Não fazia sentido ficar me molhando.

Voltei para o Ibis e dormi mais um pouquinho. No fim da manhã Léo chegou, trocou de roupa e fomos conhecer a capital da Baviera: a chuva havia cessado. Como só tínhamos uma tarde e uma manhã na cidade, decidimos desvendá-la através de seus edifícios e lugares mais famosos, caminhando sempre. 

O que ver em Munique
Arnulfstraße em Munique

O que fazer em Munique
O old Justizpalast de Munique

O que fazer em Munique
O new Justizpalast
Deixamos o Ibis pela Arnulfstraße, passamos pelo Hauptbahnhof e alcançamos a Prielmayerstraße onde estão os prédios da justiça: o antigo e o novo.

O old Justizpalast abriga o Departamento Bávaro de Justiça e a Corte Distrital I de Munique. Ele foi construído em 1890 e é um prédio belíssimo, em formato retangular, mas carregado de detalhes, com esculturas no topo, uma delas simbolizando a justiça.

O edifício foi considerado pequeno logo após sua construção e um novo, ao lado, foi erguido em 1905, em estilo completamente distinto, ainda mais bonito, com tijolos vermelhos, telhados em múltiplos formatos e um relógio adornando a lateral da torre. Atualmente no new Justizpalast estão a Corte Constitucional da Bavária e a Suprema Corte Regional.

No old Justizpalast os irmãos Sophie e Hans Scholl foram condenados pelos nazistas e posteriormente guilhotinados pela Gestapo por fazerem parte do Movimento Rosa Branca, em 1943, uma resistência pacífica à Segunda Guerra Mundial e à Hitler a quem consideravam megalomaníaco.

O grupo distribuía, mesmo com muito medo, cartazes antinazistas e pintavam paredes com os dizeres “abaixo Hitler”. Sophie foi vista por um funcionário atirando cartazes na Universidade de Munique e assim foram presos.


O que ver em Munique Alemanha
Cenas da cidade: trabalhadores chegam para trabalhar de bicicleta. Em frente, ponto de tram.
Quando estávamos por ali, admirando a arquitetura dos prédios da justiça bávara, o que chamou minha atenção, além dos edifícios, foram os funcionários que, de idades diversas, chegavam para trabalhar de bicicleta. Além disso, o tram passa em frente. Confesso que senti certa inveja dos benefícios que um povo que vive em uma sociedade organizada tem.
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O que ver em Munique Karlsplatz Karlstor
No cruzamento entre a Prielmayerstraße e a Karlsplatz

O que ver em Munique
Karlsplatz

O que ver em Munique
Edifício do OSRAM
Seguindo em frente nos deparamos com a Karlsplatz (Praça de Carlos) ou Stachus para os íntimos, em formato circular. Ela recebeu o nome oficial em fins do século XVIII e hoje é uma mistura de informações.

No centro podemos ver uma fonte moderna onde as crianças fazem a festa no verão, se jogando nas águas que jorram de tempos em tempos.

Do lado esquerdo da praça, para quem segue em direção ao centro, encontramos o belíssimo prédio semicircular da Osram, marca local de lâmpadas que sofreu muito na Segunda Guerra Mundial: seus maquinários foram roubados, laboratórios destruídos, projetos e pesquisas foram perdidos por conta de bombardeios e incêndios. Após o conflito conseguiu se reerguer. Na fachada podemos ler: Hell Wie Der Lichte Tag – Tão Brilhante Como o Dia.

Embora a praça seja um ponto de encontro entre os moradores e seja possível ver gente de muitos formatos e muitas cores matando o tempo por ali, o lugar é uma passagem para a Neuhauser Straße, cujo acesso se dá através do Karlstor, nosso ponto de parada seguinte.

O que fazer em Munique
Shopping subterrâneo

O que fazer em Munique
Saindo do shopping em direção à rua
Embaixo da Karlsplatz há um shopping, grande, com muitas e variadas lojas. Muitas vezes o usamos como passagem entre a Prielmayerstraße e a Praça de Carlos para não ficarmos parados no cruzamento, esperando a sinaleira abrir.

Ali perto está a loja de departamentos Kaufhof (Karlspl. 21-24), que existe em muitos endereços em Munique e outras cidades alemãs. Ela foi fundada no final do século XIX por Leonhard Tietz, um Merchant alemão de origem judia, morto em 1914.

Com sua morte, seu filho Alfred Leonhard Tietz assumiu o comando dos negócios até 1933, quando o NSDAP (Partido Nacional Socialista dos Trabalhados Alemães) subiu ao poder e forçou a Arianização das Empresas Judias.

A família Tietz, assim como muitas outras, foram obrigadas a vender seus negócios por um valor abaixo do mercado e a emigrar.

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Karlstor - entrada para a cidade velha

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Os três músicos crianças

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Karlstor visto desde a Neuhauser Strasse
O Karlstor ou Portão de Carlos é parte de uma antiga fortaleza medieval, porta de entrada para o mundo mágico dos séculos passados, ou cidade antiga, que assim como a praça, leva o nome de um dos antigos príncipes eleitores, o nada popular Carlos Teodoro. Até 1791, entretanto, era chamado de Neuhauser Tor.

Na verdade ele é uma réplica simplificada do original que foi destruído na guerra. Olhos atentos vão perceber os três músicos crianças colocados ali em memória de Herbert Jensen (1900-1968), arquiteto e diretor de planejamento da cidade, que propôs a criação de uma zona peatonal: Neuhauser Straße.

A escultura dos três músicos fazia parte da antiga fonte dos peixes que se situou de 1884 até 1944 na Marienplatz e não foi reaproveitada quando a fonte foi reconstruída por Josef Henselmann em 1954.

O que fazer em Munique Alemanha
Neuhauser Strasse

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Igreja de São Miguel
Entramos então na Neuhauser Straße que estava muito movimentada naquele domingo de verão, com moradores e turistas passeando. A estrutura da meia maratona ainda estava montada porque muitos corredores ainda faziam suas provas e, portanto muitos atletas circulavam por ali.

Nesse calçadão, cuja historia se confunde com a história da cidade uma vez que existe desde 1293, pelo menos, há muitas lojas como a Swarovski e Urban Outfitters, além de restaurantes. Talvez, o prédio de maior destaque nessa região seja a Igreja de São Miguel, onde entramos em seguida. História a ser contada, com seus devidos adendos, em texto próximo.  
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Desvendando Munique