sábado, 28 de janeiro de 2017

Do Brasil para o JAPÃO:

Japão

Foi um longo caminho até chegarmos no Japão. Em determinado momento, eu já não sabia em que horário estávamos, nem muito menos o dia da semana. Foram 2 horas e meia até o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com 5 horas de conexão. Depois mais 10 horas e meia de voo até Londres com 5 horas de conexão em Heathrow.

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Heathrow Airport

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Full English Breakfast e almoço japonês nos voos da British Airways 
Pegamos então outro voo de 10 horas até o aeroporto de Narita. Em seguida, tomamos um trem de 1 hora até Tóquio, onde entramos em outro trem até Quioto, nosso destino final, em uma viagem que durou pouco menos de 3 horas e meia. Para completar, caminhamos cerca de meia hora até o hotel. A essa altura eu não sabia nem mais qual era o meu nome!

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Desembarcando em Narita
Nós desembarcamos em Narita (província de Chiba), distante mais ou menos 60 quilômetros do centro de Tóquio, atravessamos um enorme terminal e chegamos à área de imigração. 
Uma senhora checou o papel que preenchemos no avião e nos guiou para uma fila única. Nesta fila, um senhorzinho muito sério encaminhava um a um para o próximo guichê disponível. Léo e eu fomos separados: cada um para um oficial de imigração diferente. 
No meu caso foi muito rápido: um jovem sorridente me atendeu, checou meu passaporte com o visto japonês, tirou uma foto minha com as olheiras batendo no pé, colheu minha digital eletronicamente e me deu as boas vindas. Léo, ao ser questionado onde ficaria hospedado, precisou apresentar o voucher do hotel.  
Descemos uma escada para chegar à esteira das malas, que já estavam ali. Nesse salão havia policiais com cães farejando as bagagens. Seguimos em frente para a última checagem onde nossa mochila de mão foi aberta e item por item foi retirado por um gentil funcionário do aeroporto, que pediu ainda para ver novamente nossos passaportes. Saímos então para o saguão principal.  

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Japan Rail Pass
Ainda no aeroporto de Narita, nós passamos no posto de informações turísticas, como sempre fazemos quando desembarcamos em qualquer cidade, e aproveitamos para trocar um pouco de dinheiro em uma casa de câmbio: dólares americanos por ienes, moeda japonesa.

Em seguida validamos nosso Japan Rail Pass no centro de informações JR, onde foram emitidos nossos bilhetes e marcados nossos assentos no trem que nos levaria até Tóquio e no que nos deixaria em Quioto, bem como fomos informados sobre os números de plataforma e vagão.

Com os bilhetes JR em mãos, seguimos para a plataforma que o funcionário nos indicou para pegar o trem para Tóquio. Para acessá-la, tentamos inserir os nossos bilhetes na catraca para ter acesso à plataforma, mas nada acontecia.

Um funcionário então brotou do chão e, sem dizer uma única palavra, tomou as nossas passagens, as checou e nos encaminhou pela lateral. Portadores de JR Pass não passam pelas catracas, mas sim pela lateral, onde devemos apresentar o cartão e o passaporte.

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Trem de Narita para Tóquio

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Trem de Narita para Tóquio
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De Narita para Tóquio

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Esperando o trem em Tóquio para seguir para Quioto
Na plataforma só havíamos Léo e eu e todas as informações estavam apenas em japonês. Não tínhamos ideia de qual era nosso trem, apesar de haver uma composição parada naquela plataforma, com as portas abertas.

Léo então pensou, acertadamente, que estávamos no Japão e que a solução seria confiar no horário escrito no bilhete: 10 horas e 48 minutos. Como o relógio estava marcando 10 horas e 46 minutos, esperamos e de fato o nosso trem era o próximo. Aprendemos que pontualidade no Japão é coisa séria.

O trem era ótimo, moderno, confortável, espaçoso, com bagageiro acima de nossas poltronas. Rápido e muito silencioso. Levamos mais ou menos 1 hora até a estação de Tóquio. Lá tomamos o trem para Quioto, onde chegamos menos de três horas e meia depois. Shinkansen é a rede ferroviária de alta velocidade do Japão operada pelo JR Group.

Quando recostei a cabeça no trem, me dei conta do tamanho do cansaço que estava sentindo. Depois de dois dias de viagem estava exausta, mas feliz, muito feliz por ter finalmente desembarcado do outro lado do mundo.