terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Câmara MUNICIPAL (PAÇO do Concelho) na esplendorosa Avenida dos ALIADOS, Porto, Portugal:

O que fazer no Porto, Portugal

Acordamos cedo para iniciarmos nossa jornada de exploração do Porto em nosso segundo dia de viagem. Tomamos apenas um café preto no Quiosque Arcádia no Shopping Campus onde estava localizado o Ibis São João, nossa casa naqueles dias na cidade.

A ideia era tomarmos café da manhã no centro e, portanto pegamos a linha amarela do metrô, para a Avenida dos Aliados. A viagem levou cerca de 10 minutos.

Logo na saída do metrô, um homem, aparentando meia idade, me ofereceu maconha, a poucos metros de policiais, quase em frente a Câmara Municipal. Demorei a reagir, pelo inusitado de cena. Quando recusei, ele ainda me acompanhou por uns metros, mostrando o produto e insistindo.

Eu já tinha lido sobre isso, antes de viajar, mas não achei que fosse presenciar. Em nossos dias em Lisboa, isso se tornou tão comum que eu aprendi a lidar com eles, recusando firmemente e seguindo em frente.

O que fazer no Porto, Portugal
Câmara Municipal

O que fazer no Porto, Portugal
Paço do Concelho e sua linda fachada

O que fazer no Porto, Portugal
Os belos detalhes do Paço do Concelho
Fomos em direção ao belíssimo e clássico edifício da Câmara Municipal do Porto, o Paço do Conselho, sede da administração da cidade, construído no início do século XX, como parte do plano de expansão.

A sua fachada possui muitos elementos como a torre de 70 metros que abriga um relógio e muitas esculturas ligadas às diversas atividades exercidas pela gente do Porto como vinicultura, indústria e navegação.

Além disso, o Paço do Conselho parece ter sido bordado à mão, o que confere ainda mais beleza ao prédio que reina soberano sobre a Praça do General Humberto Delgado e a requintada Avenida dos Aliados. 

O que fazer no Porto, Portugal
Paço do Concelho

O que fazer no Porto, Portugal
A entrada do Paço do Concelho

O que fazer no Porto, Portugal
O maravilhoso teto da entrada principal do Paço do Concelho

O que fazer no Porto, Portugal
A Praça do General Humberto Delgado com a Avenida dos Aliados às minhas costas

O que fazer no Porto, Portugal
A estátua de Almeida Garrett na Praça do General Humberto Delgado olhando a Avenida dos Aliados
Entramos e encontramos um belíssimo átrio que fez jus à fachada, com suas arcadas, lustres e delicadas pinturas no teto. “Antiga muito nobre sempre leal e invicta cidade do Porto” – podemos ler na entrada principal.

Há visitas guiadas para conhecer o interior e um pouco da história desse expressivo prédio da cidade do Porto todo primeiro domingo do mês, mediante agendamento prévio, no próprio Paço do Conselho. Minha lista de razões para voltar ao Porto só aumenta. 

Em frente à Câmara Municipal, está a estátua do famoso escritor português Almeida Garrett (1799 – Porto a 1854 – Lisboa) na Praça do General Humberto Delgado. 

O que fazer no Porto, Portugal
A Avenida dos Aliados com o espelho d´água e a Câmara Municipal

O que fazer no Porto, Portugal
A mui elegante Avenida dos Aliados

O que fazer no Porto, Portugal
Os edifícios que margeiam a Avenida dos Aliados tornando-a elegante
Atravessando a praça, entramos na esplendorosa Avenida dos Aliados, que comemorou 1 século de existência em Fevereiro de 2016. Aí, estavam localizados à época os bancos e jornais da cidade transformando esta elegante avenida em ponto de encontro da sociedade Portuense.

Há um espelho d´água ornamentando o largo calçadão que é margeado por prédios grandiosos, clássicos e imponentes, com cúpulas, muitas janelas e interessantes quinas arredondadas, em tonalidade próxima ao terral. São esses prédios que ainda hoje conferem à Avenida dos Aliados sedução e refinamento. 

Estão localizadas nesse espaço também, duas esculturas de Henrique Moreira: Meninos, onde três meninos seguram juntos uma taça com flores e frutos representando a abundância e Menina Nua onde uma garota nua está sentada sobre um pedestal do qual quatro caras jogam água para um pequeno tanque.

A sensação, ao caminharmos pela Avenida dos Aliados, é de voltar ao início dos século passado, aquele que vemos em tantos filmes e que quase sempre me remete a uma atmosfera de lirismo e certo romantismo. Depois de visitarmos um pretérito mais distante, ali pela área da Ribeira, foi uma delícia olhar para trás, mas identificarmos os elementos então presentes.

O nome da avenida é uma homenagem aos países aliados da Primeira Guerra Mundial. Em 1982 o Papa João Paulo II celebrou missa desde o Paço do Concelho em sua primeira visita à Portugal.

É facilmente perceptível como nessa parte da cidade, mesmo estando colada com a Estação de São Bento e muito próxima da Torre dos Clérigos e não muito distante do Cais da Ribeira, ela já tem outra aparência, outra energia. 

O que fazer no Porto, Portugal
Avenida dos Aliados

O que fazer no Porto, Portugal
Café Guarany

O que fazer no Porto, Portugal
Café Guarany

O que fazer no Porto, Portugal
Café Guarany
É na Avenida dos Aliados que está o mui famoso Café Guarany, inaugurado em 1933. O nome é uma homenagem aos índios que habitaram o Brasil, Uruguai e Paraguai. Além disso, faz referência ao nosso país que no século XX foi o primeiro produtor mundial de café.

O Guarany surge numa época em que os cafés cada vez mais viram palco de debates políticos e de ideias, de transações comerciais e encontros de intelectuais. Contudo, para atravessar do século XX para o XXI, precisou se reinventar. Fez isso com maestria, sem abandonar suas raízes e o que vemos hoje é um lugar que tem a cara da Avenida dos Aliados, centenário, sem, no entanto perder o frescor.

O seu interior é muito atraente em sua simplicidade. Nós não entramos porque naquele dia tínhamos outro destino para o nosso café da manhã. Arrependo-me, entretanto de não ter tomado ao menos um expresso, para sentir um pouco da atmosfera efervescente das primeiras décadas do século passado.  

domingo, 26 de fevereiro de 2017

CASA Portuguesa do Pastel de BACALHAU e MERCEARIA das FLORES - a GASTRONOMIA portuguesa em pauta, Porto, Portugal:

Onde comer em Porto, Portugal

Depois de visitarmos o Conjunto dos Clérigos, formado pela Igreja, pequenina e elegante e pela Torre, de onde tivemos vista magnífica do Porto, além de termos acessado mais um pedacinho de sua história através desses monumentos, saímos para a noite da cidade.

Logo em frente a Torre dos Clérigos, avistamos um prédio iluminado, movimentado e curiosos fomos ver do que se tratava. Era a Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Como a noite estava agradável, fria, sem chuva, com pouco vento resolvemos experimentar o tal bolinho de bacalhau, que se dizia tradicional e delicioso. 

Onde comer em Porto, Portugal
A Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau

Onde comer em Porto, Portugal
A Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau

Onde comer em Porto, Portugal
A Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau: beleza em seu ar de antiguidade

Onde comer em Porto, Portugal
A Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau

Onde comer em Porto, Portugal
O famoso bolinho de bacalhau com taça de vinho do Porto e a Torre dos Clérigos ao fundo.
O interior da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau é lindo, com aquele ar de antiguidade que eu tanto gosto, cheio de detalhes decorativos. Compramos dois pasteis e um vinho do porto branco, seco, da tradicional casa Taylor. Cada item custou 3,50 euros.

Escolhemos uma mesa ao ar livre, em frente a Torre dos Clérigos. Eu biquei o vinho de Léo e não gostei. Tampouco gostei do pastel de bacalhau que vem com queijo da Serra da Estrela.

O queijo tem sabor muito acentuado, que mata completamente o gosto do bacalhau, e em minha opinião, o descaracteriza. Comi a casquinha, raspei o que consegui do bacalhau e abandonei o resto, porque além de tudo não gostei do sabor do queijo.

Ali perto, no Passeio dos Clérigos, há uma unidade do Costa Coffee, uma rede multinacional britânica (a segunda maior cadeia de café do mundo) que eu gosto muito, pois tem boas opções de sanduíches, lanches, cafés, sucos e chás. 

Passamos em frente, mas não entramos, nem comemos aqui em nenhum momento de nossa temporada no Porto, porque afinal, essa cidade tem excelentes cafeterias com maravilhosas e típicas opções gastronômicas, mas costumamos comer no Costa Coffee em outros sitios do mundo, onde considero um lugar ótimo para café da manhã e/ou um lanche. 

Onde comer em Porto, Portugal
Rua da Assunção

Onde comer em Porto, Portugal
Estação de São Bento

Onde comer em Porto, Portugal
Rua das Flores

Onde comer em Porto, Portugal
Mercearia das Flores no fim da noite
Descemos caminhando pela Rua da Assunção até a Praça da Liberdade e chegamos novamente à Estação de São Bento, exatamente onde aquele nosso primeiro dia no Porto havia começado.

A cidade estava com fluxo intenso de carros, trânsito carregado e muita gente circulando pelas ruas, com a cidade lindamente iluminada.

Pegamos então a Rua das Flores e fomos jantar na Mercearia das Flores, um lugar pequenino e muito fofo, com uma decoração que me agradou muito. Como as mesas ao ar livre já estavam todas ocupadas, jantamos no interior. 

Onde comer em Porto, Portugal
Mercearia das Flores e seus produtos

Onde comer em Porto, Portugal
Mercearia das Flores

Onde comer em Porto, Portugal
Mercearia das Flores: conserva de bacalhau com tomates e azeitonas, pão de Trás os Montes e presunto de Porco Preto

Onde comer em Porto, Portugal
Detalhes que fazem a diferença: Mercearia das Flores

Onde comer em Porto, Portugal
Detalhes decorativos da Mercearia das Flores

Onde comer em Porto, Portugal
Mercearia das Flores - o interior
A proposta da Mercearia, que existe desde 2012, como o nome mesmo sugere é ser uma mercearia, vendendo, entretanto, apenas produtos legitimamente portugueses, onde é possível comprar e/ou consumir no local. A menina que nos atendeu foi toda sorrisos e gentilezas, o que tornou aquele jantar ainda mais agradável.

O cardápio é basicamente de tapas: tábuas de queijos, por exemplo, custava 9 euros. Além disso, havia também grande variedade de conservas, produto muito comum em Portugal, variando entre 7 e 8 euros.

Nós escolhemos conservas de bacalhau com tomates e azeitonas (6,80 euros) acompanhados de pão artesanal feito em Trás os Montes. Estava tudo delicioso! Pedimos ainda, presunto de porco preto (9 euros): eu tenho certeza que esse porco preto é criado nos chiqueiros do Olimpo, pois o sabor dele não é desse mundo.

A taça de vinho custava 2,70 euros e havia cervejas no cardápio variando de 2 a 4,70 euros.

Foi um jantar super simples, num lugar bonito e aprazível, que nos deixou marcados com doces impressões, traduzidas em sabores registrados, memórias afetivas criadas, lembranças agradáveis firmadas na alma.

Findamos assim o nosso primeiro e perfeito dia no Porto, com a certeza de que fomos fisgados e conquistados por essa cidade, sem que fosse necessário que ela fizesse qualquer esforço para isso. Pegamos o metrô na Estação de São Bento e voltando para o nosso hotel

sábado, 25 de fevereiro de 2017

O INÍCIO de tudo, RENÂNIA do Norte-VESTFÁLIA, Alemanha:

O INÍCIO  de tudo, RENÂNIA do Norte-VESTFÁLIA, Alemanha:

Em Junho de 2016, Léo e eu visitamos a região da Baviera, na Alemanha. Passamos cinco maravilhosos dias em Nuremberg, cidade linda e como muita história para contar, boa e típica gastronomia e de povo surpreendentemente simpático.

Além disso, passamos um dia em Dachau, visitando o primeiro Campo de Concentração construído pela Alemanha Nazi e finalizamos com uma agradabilíssima e muito interessante tarde em Munique

Alemanha
Renânia do Norte- Vestfália
Em Setembro do mesmo ano, resolvemos voltar à Alemanha. Algumas pessoas estranharam a razão de visitarmos um país duas vezes no mesmo ano. A resposta é muito simples: eu acredito que muitos países nos oferecem múltiplos destinos.

Sendo assim, pensamos que as diversas regiões alemãs guardam personalidade, identidade e profundas diferenças entre elas. Eu estava certa: Renânia e Baviera em nada se parecem uma com a outra. 
Alemanha
Site da Condor

Alemanha
O avião da Condor

Alemanha
Nosso mapa na Alemanha
O primeiro passo foi a compra das passagens aéreas. Mais uma vez voamos com a Condor, companhia aérea alemã, que estava em promoção e novamente pousamos em Frankfurt. 

Já tínhamos decidido que dessa vez iríamos nos ater à região da Renânia do Norte-Vestfália, mas tínhamos que definir as cidades e quantos dias gastaríamos em cada uma delas.

Essa parte, dessa vez foi fácil, diferente de outras viagens. Léo iria correr a maratona de Münster, então essa pequena e desconhecida cidade teria que entrar no roteiro. Além disso, queríamos conhecer Colônia e sua famosa Catedral e Bonn, por eu ter crescido enquanto ela era a Capital da Alemanha Ocidental.

A dúvida ficou entre Düsseldorf e Dortmund: pelo nosso estilo de viagem, mais lento, não conseguiríamos encaixar as duas, nos 15 dias que tínhamos disponíveis para visitar a região.

Pesquisando em blogs e guias sobre os atrativos de uma e de outra optamos por visitar a moderna Düsseldorf, capital da Renânia e assim, Dortmund ficou de fora. 

Alemanha
Bilhete de trem da Bahn - companhia de trens alemã (Trecho Düsseldorf - Bonn)
Como não iríamos sair da Renânia, não havia nem o que discutir no quesito relacionado a deslocamento interno. Para nós a melhor opção era ir de uma cidade a outra de trem. Até porque na Bavária já havíamos utilizado o mui eficiente sistema de trens alemão, então sabíamos que iria nos atender perfeitamente. 

Utilizamos o site da Bahn, companhia de trens alemã, para comprar todos os trechos e portanto, já saímos do Brasil com todo os bilhetes comprados. Uma vez efetuada a compra, imprimimos os vouchers para apresentarmos lá, ao ferromoço.

Sugiro alguns cuidados:

·             Ficar atento aos nomes das estações. Algumas cidades têm mais de uma estação de trem e já vi gente comprar para uma, ir parar em outra e perder o trem, precisando comprar novos bilhetes e mais caros;

·            Verificar se tem baldeação (conexão) e o tempo entre um trem e o outro. Às vezes é muito apertado e temos que correr mesmo, porque o trem não vai nos esperar;

·       Ter o voucher na mão para apresentar antes de entrar no trem, ou dentro dele, bem como o cartão de crédito que efetuou a compra e/ou o passaporte;

·       Comprar com uma folga larga. Por exemplo, quando chego a uma cidade e do aeroporto mesmo já vou pegar o trem, compro um horário acima de 3 horas do momento previsto para o pouso do meu voo, contando que pode haver atrasos. Faço o mesmo quando tenho que pegar um voo: prefiro pegar o trem muitas horas antes e ficar ociosa no aeroporto do que perder o voo.

Alemanha
Ibis em Colônia
Em seguida, começamos a reservar os hotéis. Na Renânia esse item também foi fácil, uma vez que tinha unidades Ibis, da Rede Accor, em todas as cidades que iríamos visitar e bem localizados.

Aliás, essa conta custo/benefício é que faz com que considere o Ibis como minha primeira opção de hospedagem sempre: localização + diária acessível + quartos padronizados no mundo todo. Gosto de saber o que vou encontrar no que diz respeito a hospedagem.

Em todas as cidades havia variedade de unidades do Ibis localizadas em diversos pontos das cidades e com valores distintos. Levamos em consideração se havia metrô próximo e o custo. Escolhemos e reservamos.

Em alguns deles, optamos por pagar no ato da reserva on line, pois havia desconto. Nas unidades em que não fazia diferença de valores para pagamento antecipado, optamos por pagar lá, no próprio hotel. 

Alemanha
Pesquisas em diversas fontes
Por fim, começamos a parte mais gostosa da viagem: as pesquisas. Aí recorremos a blogs, revistas, livros, amigos e guias impressos. Vamos formando nossas memórias primárias, antes de embarcarmos.

Gastamos dias e dias nessa imersão e Léo e eu vamos trocando impressões sobre o que atraiu, o que queremos ver, além de sentimentos iniciais. Eu adoro! Contudo, não criamos roteiros. Como uma cidade é viva, todo dia, ao acordarmos vamos decidindo o que fazer, diante daquele universo de atrações que pesquisamos e que já sabíamos que queríamos ver de perto. 

Além do que, não é incomum descobrirmos na cidade, pontos de interesse que nem sabíamos que existia. 

Alemanha
Pesquisas em diversas fontes
Nossa viagem então ficou definida assim:

Viagem: Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha;

Período: 02/09 a 18/09 – 2016;

Cidades Visitadas exatamente nesta ordem:
·      
·                     Colônia - 6 noites;
·                     Münster – 3 noites;
·                     Düsseldorf – 2 noites;
·                     Bonn – 2 noites;

Pousamos e decolamos de Frankfurt. Como tivemos que dormir uma noite nessa cidade por conta da hora do voo de volta, aproveitamos uma tarde passeando por ela.

Deslocamento entre as cidades: trem;

Material de pesquisa:

·       Revistas e guias:
o   Guia Lonely Planet;
o   Revista e Guia Viagem e Turismo;
o   Revista Viaje Mais;

·       Blogs:
o   Contando Destinos pela Aline. Ela sabe muito sobre a Alemanha, afinal mora lá há mais de 4 anos, e é uma fofa.

Tanto aqui quanto já na Alemanha, ela sanou algumas de minhas dúvidas e fez sugestões ótimas. A Li realmente fez diferença nessa viagem. Fora que o blog tem dicas ótimas sobre essa região.

Pesquisei em outros blogs também, mas o Contando Destinos foi o mais relevante para as pesquisas.

     Literatura:
  • ·       A Segunda Guerra Mundial de Antony Beevor, cuja leitura tinha iniciado antes de voar para a Bavária: muitas informações interessantes sobre a guerra, mas tem muitos detalhes técnicos e bélicos que tornam a leitura um pouco cansativa e muito lenta; 

  • ·       O Nazista e o Psiquiatra de Jack El-Hai. O livro fala do tempo em que o psiquiatra Kelley entrevistou o Marechal do Reich Hermann Göring, quando ele foi capturado ao final da guerra e levado para a um centro de detenção em Luxemburgo, à espera do Julgamento de Nuremberg. 

  • ·   Uma Providência Especial de Richard Yates que conta a história de Robertt Prentice que com apenas 18 anos é enviado para lutar na Segunda Guerra Mundial. O livro retrata suas inexperiências, imaturidade e com dificuldades de relacionamento. 

O resultado de tudo isso eu contarei ao longo das próximas semanas nas páginas no EPM. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A TORRE e a Igreja dos CLÉRIGOS, Cartões POSTAIS do Porto, Portugal:

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos

A Torre dos Clérigos com seus 76 metros de altura é um dos cartões postais do Porto. De muitos pontos da cidade é possível avistá-la e quando o dia ia morrendo e a noite despontando no horizonte, nós escalamos os seus 225 degraus, em espiral, para ver as luzes artificiais do Porto substituindo as luzes naturais, mudando a cara da cidade.

A Torre está situada na Rua de São Filipe de Nery e nós chegamos até ela pela Rua de São Bento. Ela faz parte da Igreja dos Clérigos, é considerada Patrimônio Nacional e foi projetada pelo mestre do barroco italiano, Nicolai Nasoni, no século XVIII. 

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Escadas da Torre dos Clérigos

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Escadas da Torre dos Clérigos

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Contador indicando que pelos próximos 2 minutos ninguém deve descer - a maioria das pessoas nem nota sua existência
Na bilheteria, nós compramos por 4 euros, o bilhete que nos permitia acesso à Torre + Museu dos Clérigos até às 19 horas quando então começava o ingresso de quem tinha adquirido o bilhete noturno. Há outros tipos de tickets.

Começamos nossa jornada subindo a Torre: há trechos na escada muito estreitos e o fluxo de pessoas estava intenso e constante. Foi preciso paciência e negociação nas passagens.

A descida foi um tantinho mais complicada porque as escadas ficam na penumbra e há risco de queda, mas então já não havia tanta gente. Descemos com cuidado e deu tudo certo.

Há um mecanismo, um contador, indicando a hora que devemos subir e descer, possivelmente para facilitar a vida de todos, mas a maioria das pessoas nem nota sua existência. 

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Balaustrada da Torre dos Clérigos

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
O centro do Porto desde a Torre dos Clérigos

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
O Rio Douro e Vila Nova de Gaia desde a Torre dos Clérigos

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
O Campo dos Mártires desde a Torre dos Clérigos

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
O Centro do Porto

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
A Rua de São Bento com a Igreja de São Bento e o Centro de Fotografia Português

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Porto vai mudando de cor

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
As luzes da cidade acendem... 

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
A noite cai sobre o Porto
O cenário que divisamos lá de cima era muito bonito e nos possibilitou uma vista ampla de 360 graus: vislumbramos o Rio Douro, o Centro do Porto, a Rua de São Bento e o Campo Mártires da Pólvora, lugares que havíamos passado mais cedo. 

Do alto da Torre dos Clérigos, identificamos melhor o traçado do Porto e assim fomos percebendo essa cidade sob outra perspectiva, entendendo um pouco melhor o seu fluxo, sua dinâmica. Porto de todos ângulos me encantou.

Vimos o trânsito ir ficando mais pesado, intenso, as luzes aos poucos iam se acendendo, o rio mudando de tonalidade e os ruídos se modificando. O dia deu lugar a noite, enquanto nos deixávamos ficar no topo da Torre dos Clérigos. 

O espaço disponível no cocuruto da torre é diminuto e aqui, novamente, foi preciso manter a calma para apreciar todos os detalhes, pois havia muita gente disputando cada centímetro da balaustrada. 

Nela, encontramos desenhos nos mostrando os principais pontos turísticos e suas direções desde a torre e assim fomos nos localizando. Além disso, há comparativos, em termos de altura, entre a torre e outros monumentos do mundo, como a Torre Eiffel de Paris, para percebemos a quão alto estamos.

Acertadamente escolhemos subir ao por do sol, mesmo o dia não tendo sido magnífico, ao contrário, estava um pouco nublado. Ainda assim, ver o movimento da cidade ir se modificando valeu cada degrau subido. 

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Sala destinada a reunião dos mesários

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Sala onde se tratavam de temas relacionados à obra da Igreja

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
O cofre
A torre possui seis andares e em alguns deles há explicações, painéis, telas touch screen e timelines, contando a respeito de sua construção e sobre seu projetista, Nicolai Nasoni. São explicações detalhadas que ajudam a entender o monumento.

A Torre dos Clérigos foi construída a pedido da Irmandade dos Clérigos Pobres, formada pela junção de três outras irmandades para assim garantir a subsistência de todas e levar a cabo a missão de assistir aos clérigos na pobreza, na doença e na morte.

Chegamos então ao Museu da Misericórdia (Museu dos Clérigos), onde pudemos visitar alguns ambientes, mobiliados, palco do cotidiano dos clérigos. Vimos, por exemplo, uma sala ampla onde acontecia a reunião dos mesários para tomarem decisões sobre a gestão da irmandade.


Entramos em um cofre do século XVIII, com mecanismo engenhoso para a época, com 03 chaves distribuídas entre o juiz, secretário e tesoureiro e somente as três juntas poderiam abrir tal mecanismo. Aqui eram guardados objetos de valor, prataria e documentos importantes e sigilosos, bem como recibos. 

Vimos também uma sala com armário e muitos livros, onde se tratavam de assuntos relacionados à construção da igreja, hospital e torre e se produziam os documentos da irmandade.

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Coro alto ao fundo
Seguimos então para o Coro Alto, onde fica o coro dos clérigos: o melhor lugar para ver a igreja, de maneira vasta, desafogada, dilatada. A Igreja dos Clérigos também foi projetada por Nicolai Nasoni cuja construção se deu em um terreno baldio, recebido por doação.

Esse terreno ficava fora da Muralha Fernandina e, por ironia, era o local onde os criminosos mortos pela forca e os que faleciam fora da religião tinha seus corpos enterrados. A Padroeira da Igreja dos Clérigos é Nossa Senhora da Assunção.

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
A Igreja dos Clérigos vista do Coro Alto

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Igreja dos Clérigos - detalhes

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Igreja dos Clérigos vista do Coro Alto

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Igreja dos Clérigos vista do Coro Alto

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Igreja dos Clérigos vista do Coro Alto

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
A cúpula da Igreja dos Clérigos

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
O Coro Alto da Igreja dos Clérigos

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Igreja dos Clérigos

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Igreja dos Clérigos vista do alto

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Igreja dos Clérigos vista do alto
O interior da Igreja vislumbrado desde o Coro Alto se mostrou magnífico: um belíssimo conjunto harmônico de cores e detalhes. A mescla de elementos dourados e pesados com tonalidades delicadas de rosa contribuíram para pensarmos em uma igreja elegante.

Além disso, ela é pequenina, aconchegando, saborosa... Como observadores ocultos, pudemos inspecioná-la sob diversas óticas, incluindo aí, a vida que se desenrolava abaixo, com turistas entrando e saindo a todo instante. No nível em que estávamos, havia quase ninguém. 

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Exposição sacra na Torre dos Clérigos

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Torre dos Clérigos - exposição sacra
Passamos ainda na pequena exposição sacra, onde as de inúmeras imagens de Jesus, produzidas ao longo dos anos, incitava a uma reflexão sobre o significado da crucificação e sua imagem devocional, pois independente de crenças, a imagem da cruz no Catolicismo se confunde com a trajetória da humanidade.

“O tempo, como o mundo, tem dois hemisférios: um deles, superior e visível que é o passado; outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio de um e outro hemisfério, ficam os horizontes do tempo, que são estes instantes do presente que vamos vivendo, onde o passado se termina e o futuro começa.”. Padre Antonio Vieira – História do Futuro (1664). 


O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Torre e Igreja dos Clérigos vista desde a Rua dos Clérigos

O que ver no Porto, Portugal - Torre dos Clérigos
Igreja dos Clérigos

Descemos então para visitarmos o interior da igreja, cuja admissão, que se dá pela Rua da Assunção é gratuita e assim tivemos acesso a outras perspectivas da Igreja dos Clérigos.

Os tons rosados e acinzentados, com muitos componentes em dourado, já avistados por nós do andar superior, e colunatas no altar mor, me deram a sensação de movimento cuja riqueza contrastou linda e perfeitamente com a frugalidade dos bancos destinados à assistência.

Aqui, sentandos nos bancos, depois de 2 horas de recorrido, agraciados com o silêncio, nos despedimos do conjunto dos Clérigos e saímos para a noite do Porto. Em tempo: Nasoni, a seu pedido, está enterrado aqui.