quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

INSTITUTO dos VINHOS do Douro e do PORTO, Porto, Portugal:

O que ver no Porto, Portugal

O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto é o local para onde os produtores de vinho levam as amostras a serem analisadas a fim de receberem o certificado que define o seu produto como “do Porto”.

Ele funciona em um casarão que data de fins do século XIX e mescla tons suaves de amarelo com a tonalidade cinza das pedras e possui muitas janelas. Está situado na Rua Ferreira Borges, 27, próximo à Praça do Infante Dom Henrique

O que ver no Porto, Portugal
Porta giratória de acesso ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto

O que ver no Porto, Portugal
O hall de entrada do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto

O que ver no Porto, Portugal
Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto - Patrimônio Histórico do Porto
Entramos na casa que abriga o Instituto através de uma linda porta giratória, em madeira e vidro, e nos vimos inseridos em um encantador hall com detalhes suaves em verde, amarelo e branco.

Aqui há uma exposição gratuita que conta a história do vinho do Porto, que se mistura com a trajetória e desenvolvimento da cidade, no qual diversos edifícios históricos, símbolos do Porto, guardam profunda intimidade com o vinho:

“O vinho marca o crescimento, o traçado da cidade, o seu edificado, o seu patrimônio. O Porto por sua mistura e natureza é uma cidade aberta ao mundo.”.

O vinho do Porto, em sua viagem pelo tempo, evoluiu e tornou-se diferente tanto na cor, quanto no aroma, que se tornou mais complexo.

Não há certezas sobre sua origem, apenas especulações e polêmicas. Muitos creditam a descoberta do vinho do Porto aos comerciantes ingleses, que diante da proibição dos vinhos franceses na Inglaterra, viram uma oportunidade de crescimento.

Passaram então a comercializar os vinhos da região do Alto Douro, que chegavam até Porto pelo Rio Douro e saíam pela Foz do Douro para o Oceano Atlântico. Para suportar a longa viagem sem deteriorar o vinho, antes do embarque uma pequena quantidade de aguardente vínica era adicionada, aumentando sua força alcoólica.

Isso tudo teria acontecido lá pelo século XVII, mas há quem afirme que a metodologia de fabricação do vinho do Porto já era conhecida desde os tempos dos descobrimentos.

Fato é, que seu sabor adocicado vem da própria uva, cujo açúcar não se transforma totalmente em álcool, uma vez que sua fermentação não é completa e esse tipo de vinho, muito particular, é símbolo da região do Douro, principalmente das cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia.

O que ver no Porto, Portugal
Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto

O que ver no Porto, Portugal
Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto - Texturas do vinho
Na exposição, acompanhamos toda a trajetória do vinho do Porto, cuja produção intensifica-se em finais do século XX por conta de altos investimentos efetuados nas áreas produtivas.

Aliado a isso, desenvolveu-se mais pesquisas com objetivo de alargar o conhecimento do potencial enológico da região. Interessante descobrir que os ritmos do Douro são marcados pelo ano agrícola, cíclico, repleto de sabores apurados ao longo de séculos de história.

A Região Demarcada do Douro foi criada em Setembro de 1756, nascendo assim o certificado de origem e qualidade. O Marques de Pombal (1699 – 1782) e suas medidas visionárias levaram os vinhos da Região Demarcada do Douro para o resto do mundo.

Tem uma parte na exposição, onde podemos tocar e experimentar as texturas dos diversos tipos de vinho produzidos na Região do Douro como o branco e o tinto em variadas idades. É como beber vinho através do tato.

O que ver no Porto, Portugal
Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto - Prova de vinho

O que ver no Porto, Portugal
Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto - Léo prova vinho

O que ver no Porto, Portugal
Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto - História do Porto se confunde com a história do vinho
No Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto também podemos fazer provas do vinho do Porto: cada tipo de vinho tem um valor, variando de 2 a 6 euros. A recepcionista que nos acolheu muito gentilmente, cheia de simpatia, explicou a diferença entre cada um deles e Léo provou e aprovou sua escolha.

Eu não provei. Não gosto de vinho do Porto, com seu sabor doce a alto teor alcoólico. Fiquei satisfeita e contente em tomar conhecimento de como vinho, gente e território se misturaram ano após ano formando as bases e estruturas dessa cidade tão singular e interessante.