sábado, 25 de março de 2017

Viajando de TREM pela RENÂNIA do Norte-Vestfália, Alemanha:

Como se deslocar na Alemanha

Roteiro definido: passaríamos 15 dias viajando pela Renânia do Norte-Vestfália na Alemanha e o deslocamento entre as cidades seria feito de trem. Acredito que enriquecemos muito uma viagem quando nos atemos a apenas uma região. Além disso, ganhamos tempo, pois as distâncias entre as localidades são mais curtas e o custo tende a ser mais barato. 

Como já tínhamos todas as datas definidas, compramos os bilhetes ainda no Brasil, diretamente pelo site da Bahn, a companhia ferroviária alemã (Deutsche Bahn – DB). O site tem a opção em inglês e o passo a passo foi simples.

Como se deslocar na Alemanha
Estação de trem de Frankfurt

Trem na Alemanha
Estação de trem de Frankfurt

Trem na Alemanha
Estação de Trem de Frankfurt - comendo enquanto esperamos o próximo trem
O nosso voo com a Condor pousava em Frankfurt, mas não visitaríamos a cidade, sendo Colônia nosso destino final. Em seguida viajaríamos para Münster, Düsseldorf e Bonn, encerrando a viagem. Entretanto, como nosso voo de volta partiria de Frankfurt, mais um trecho de trem foi incluído.

Apenas para o bate/volta que fizemos para Aachen desde Colônia compramos os bilhetes de trem na hora, na Estação Central de Colônia.

Na estação de trem Fernbahnhof, localizada ali mesmo onde pousamos, no aeroporto Frankfurt am Main, tomamos o trem para Colônia. Geralmente compramos os bilhetes com uma folga de três horas a partir da previsão de pouso do avião para evitar a perda do trem em caso de atraso.

Dessa vez nosso voo atrasou a saída do Brasil em mais de 4 horas por conta de uma suspeita de ataque terrorista no aeroporto de Frankfurt, fazendo com que perdêssemos os bilhetes originais. Entretanto a Condor honradamente nos deu novos tíquetes. 

Trem na Alemanha
Site da Bahn

Trem na Alemanha
Bilhetes comprados on line - devem ser impressos

Trem na Alemanha
Luminoso acima das poltronas indicando que o assento 31 está reservado no trecho entre Flugh e Colônia; o assento 33 entretanto, está livre
No ato da compra on line, decidimos por assentos lado a lado (opção open saloon), mas havia a opção open saloon with table que são as poltronas que compartilham uma mesa: dois de um lado e dois de outro, com um par viajando de costas.

Pagamos 4,50 euros cada um para podermos marcar os assentos, pois não sabíamos a lotação do trem e, com bagagem, não queríamos ficar mudando de poltrona a cada parada - que podem ser várias até o destino final.

Para quem prefere não marcar assento, deve atentar para o luminoso em cima de cada poltrona que mostra até que trecho aquele assento está marcado.

Nosso passaporte não é aceito como documento de identificação pelo site da Bahn; no momento em que o sistema o pede nós ignoramos e selecionamos o cartão de crédito que efetuará a compra.

Com o processo finalizado, os tickets online serão enviados por e-mail e basta imprimir.

Ninguém cobra os bilhetes na entrada do trem, mas, durante a viagem, o fiscal os solicita e devemos apresentá-los junto com o cartão de crédito que efetivamos a compra.


Outro item de fundamental importância no momento da compra de passagens de trem é saber exatamente o nome da estação de onde queremos partir e em qual queremos chegar, porque muitas cidades têm mais de uma estação de trem. 

Trem na Alemanha
Painel com informações sobre o trem: o que está parado na plataforma de número 714 com destino a Dortmund. Pegamos o de num 200 com destino a Colônia (Köln).  

Trem na Alemanha
Buscando informações sobre nosso trem

Trem na Alemanha
Informações sobre os trens: fica claro pela imagem a diferença dos tamanhos dos trens

Trem na Alemanha
Informações sobre os trens: fica claro pela imagem a diferença dos tamanhos dos trens
Nas estações encontramos expostos paineis com informações referentes ao trem, como o posicionamento na plataforma do carro em que viajaríamos (numero do vagão contido no bilhete) para que na hora que ele chegasse já estivéssemos posicionados, uma vez que a parada costuma ser rápida.

Aqui é preciso ficar atento a um detalhe: trens diferentes fazem a mesma rota no mesmo horário em dias da semana distintos.

Por exemplo: se vagão for de número 23, verifique sua posição no mapa no dia em questão. Ali está indicado que ele se posicionará na praça B porque na segunda-feira o trem é maior. O que fazia a mesma rota em outros dias da semana era menor e, portanto os posicionamentos dos vagões na plataforma eram outros.

É necessário observar as informações sobre seu trem nos mostradores que ficam posicionados nos alto: seu destino pode ser antes do ponto final, mas geralmente somente a última estação é mostrada. Por isso, é interessante atentar ao número do trem e não ao nome da estação onde vamos descer. 

Por exemplo: se o trem vai de Düsseldorf para Bonn e há uma parada em Colônia, o mostrador possivelmente exibirá Bonn ao lado do número do trem e não Colônia. 

Na mesma plataforma passam diversos trens. A informação sobre o que está parado naquele momento está disponível nesses mesmos painéis posicionados no alto. Muitas vezes trens para os mesmos destinos têm diferenças de poucos minutos. 

Os novos bilhetes que a Condor nos forneceu nos dava direito a viajar em qualquer trem para qualquer destino dentro do território alemão, o que significava que não tínhamos mais assentos marcados ou vagões determinados. Pudemos escolher onde sentar, respeitando os luminosos indicando os que estavam reservados. 

Trem na Alemanha
Apreciando a paisagem da Renânia do Norte-Vestfália

Trem na Alemanha
Bagageiros acima dos assentos

Trem na Alemanha
Trem da Bahn: confortável
Facilidades que encontramos nos confortáveis trens alemães: tomadas para carregarmos os celulares e bagageiros acima das poltronas. Aqui, uma ressalva para quem gosta de viajar com malas enormes: o espaço é limitado e o tempo entre subidas e descidas é rápido, o que requer agilidade.

Vimos duas japonesinhas passando sufoco e irritando os alemães com suas enormes bagagens que mais pareciam pequenos armários de tão grandes.

Há banheiros disponíveis nas extremidades dos vagões. Um funcionário da companhia passa vendendo café e lanches rápidos. Eu prefiro sempre comprar na estação e levar a bordo, pois os valores costumam ser melhores. 

Lembro ainda que os trens na Alemanha costumam ser pontuais.

Trem na Alemanha
Confortavelmente instalada

Trem na Alemanha
Uma manhã em que trens da Bahn tiveram problema

Trem na Alemanha
Viajando em pé - trem lotado

Trem na Alemanha
Outra opção para acomodação de bagagens: espaços na extremidades dos vagões. Podem ocorrer furtos por isso vi pessoas amarrando as bagagens com cadeados de bicicleta. Estão quase sempre cheios.
Reforçando que dependendo do horário e do trecho os trens podem variar de tamanho e formato, além de quantidade de pessoas viajando, portanto bagagens enormes podem dificultar, e muito, a vida de um viajante de trem alemão. 

Apesar de os trens serem a minha opção primeira e preferida de deslocamento sempre, problemas podem acontecer, a exemplo do dia que saímos de Düsseldof em direção a Bonn.
Devido a alguma coisa que não conseguimos identificar o que era, muitos trens não chegaram à estação, superlotando os que conseguiram entrar na plataforma. Inúmeros trabalhadores, estudantes e turistas, educadamente, se espremeram para entrar nos trens. Léo e eu tivemos que viajar em pé e acomodar nossas bagagens em um cantinho.
A razão disso foi que na véspera, devolvemos nossos bilhetes comprados no Brasil, recebemos reembolso e compramos novas passagens ligeiramente mais caras, pois mudamos de ideia a respeito do horário de saída de Düsseldorf. Não tínhamos, portanto, assentos marcados.
Esse, como a maioria dos trens que pegamos estava com quase todos os assentos ocupados e reservados, obrigando muitos passageiros a viajar de pé, o que não considero um problema se a viagem é curta.
Nesse dia, a maioria das pessoas desceu em Colônia, onde havia uma parada. Nós então sentamos em um par de poltronas cujo sinal luminoso estava apagado. Logo subiu um grupo de alemães, donos dos assentos. Apontamos o luminoso que indicava que não estavam reservados.
Ficamos sabendo, então, que eles não estavam funcionando e notamos que, de fato, naquele vagão não havia nenhum aceso. 
Cedemos os lugares, claro, e ouvimos de um dos senhores do grupo: não se preocupem, a Alemanha funciona muito mal. Eu dei risada e quase o convido a visitar o Brasil para ele entender o que é funcionar mal de verdade.