quinta-feira, 27 de abril de 2017

LARGOS do Centro HISTÓRICO de Guimarães, Portugal:

LARGOS do Centro HISTÓRICO de Guimarães

Depois de um par de horas caminhando por ruas medievais, conversando com o casario, descobrindo as histórias pretéritas de Guimarães e voltando ao seu passado nada mofado através dos Largos do Centro Histórico, eu posso afirmar sem nenhuma sombra de dúvida que vale muito à pena passear por suas ruas e vielas. E, por favor, sem pressa.

Tudo está muito bem preservado como se o tempo por ali não tivesse passado com sua fome voraz que a tudo estraga e desgasta. Não percebi cicatrizes históricas, ao contrário, vi muito prazer de viver, com pessoas andando para lá e para cá. Mas não havia multidões. 

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Casa Navarros de Andrade

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Um tanque e seus peixes

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Antigo lavadouro público
Saímos do Largo dos Laranjais em direção ao Largo Dr. João da Mota Prego, antigo Largo de São Bento. Aqui encontramos alguns exemplares interessantes do passado que buscávamos na cidade de Guimarães tão avidamente, como por exemplo, um belo casarão seiscentista, a Casa Navarros de Andrade, na flor da idade, onde hoje funciona o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta.

O outro, um tanque de onde jorra água da boca de dois peixes posicionados nas laterais. O local original do tanque não é aqui, mas em tempos idos funcionava como lavadouro público. Por essa função exercida, merece nossa atenção, apreciação e respeito. Hoje adorna e enfeita o Largo. 

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Casa das Rótulas

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Casa das Rótulas
Por fim, no Largo Dr. João da Mota Prego encontramos uma casa de arquitetura um tanto quanto peculiar que se destaca justamente por conta de sua aparência. Chamada de Casa das Rótulas acredita-se que tenha sido edificada lá pelos anos do século XVII.

Formada por varandas curiosas faz parte de uma época em que a malha urbana de Guimarães começa a sofrer profundas e significativas mudanças. Constituída por dois andares, a Casa das Rótulas mantém o piso inferior em pedra e o superior em tiras de madeira.

De formato curioso ela é atraente, dentro de sua inspiração mourisca, mas não necessariamente bonita, mas é uma das muitas relíquias históricas que encontramos na cidade.

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Fonte de granito do século XVIII

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Casario do Largo da Misericórdia

Largos do Centro Histórico de Guimarães
O Largo da Misericórdia

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Escultura curiosa de D. Afonso Henriques

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Largo da Misericórdia com a Igreja da Misericórdia ao fundo

Largos do Centro Histórico de Guimarães
A Igreja da Misericórdia e o casario vimaranense
Acessamos então o Largo da Misericórdia que é cheio de encanto com sua fonte de granito do século XVIII, adornada com duas bicas e o brasão de Portugal no topo. Nas margens desse largo está um belo casario com muitos e característicos alpendres.

Encontramos também uma escultura, curiosa por seu formato pouco usual, representando o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que nos remete rapidamente a muitos e muitos séculos atrás.

Neste Largo encontra-se ainda a Igreja da Misericórdia, datada do século XVI, cuja fachada abriga Nossa Senhora da Misericórdia. Dizem que por dentro ela é bonita com púlpitos do século XVIII e pinturas de amplas proporções. Ao que parece, é difícil encontra-la aberta.

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Porta da Vila de Baixo - antigo acesso à Guimarães através das muralhas

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Antigo forte medieval
Há ainda outro elemento de atraimento no Largo da Misericórdia: a indicação, através do nome inscrito no pavimento, de uma das portas da antiga muralha que defendia Guimarães. Ela me deu a nítida sensação de estar entrando realmente na Vila de Baixo.

Atravessamos o Largo da Misericórdia, sem pressa alguma e viramos à esquerda, logo após o Monumento de João Franco, um político dos tempos do Rei D. Carlos, aonde vimos uma porta aberta.

Quem resiste a uma porta aberta?! Eu não consigo. Era um restaurante, que ainda estava vazio, que funciona em um antigo forte medieval e assim pudemos perambular por mais um fragmento desse passado português.

Fomos então almoçar, em outro lugar. Voltamos novamente pelo Largo da Misericórdia e entramos na Viela da Arrochela. Conto tudinho na próxima publicação. 

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Largos do Centro Histórico de Guimarães