quinta-feira, 25 de maio de 2017

Projeto SUÍÇA:

Projeto Suíça

Promoção rolando, vontade antiga, decidimos: esse ano nós vamos visitar a Suíça. Passagens compradas, começamos as nossas pesquisas para entender um pouco sobre o país. Foi dada a largada para o projeto Suíça. 

De antemão sabíamos que a Suíça é um país caro e muito bonito, além de pequeno. Descobrimos um bocadinho mais sobre sua história (passada e presente), gastronomia e as influências alemã, francesa e italiana. Iniciamos as pesquisas para definir nosso roteiro dentro do país. Esse é sempre nosso primeiro passo após a compra das passagens aéreas. 

Projeto Suíça
Site da companhia de trem suíça: SBB CFF

Projeto Suíça
Algumas fontes de pesquisa
Projeto Suíça
Muito café, folha de papel e negociação para fechar o roteiro
Como quase sempre acontece, a parte mais difícil foi definir o itinerário. Não é nada fácil escolher as cidades a serem visitadas em apenas 15 dias, dentre tantas opções interessantes e atraentes, bem como determinar o tempo que gastaríamos em cada uma delas.
Léo e eu levamos vários dias negociando: quero essas cidades, tira essas, não abro mão dessas, então vamos diminuir a quantidade de dias aqui, aumenta ali, aqui cabe um bate/volta, eu quero dormir aqui...
Contamos com a ajuda de blogs, revistas de turismo, sugestões de amigos, programa de tv e guias impressos. Usamos o mapa da Suíça e um calendário para ajudar na logística, pois quanto menos deslocamentos, menor o custo da viagem e aproveitamento do tempo.
Acessamos também o site da SBB-CFF para ver as distâncias e o tempo de deslocamento entre as cidades, além do custo, para que não passássemos longas horas indo de uma cidade à outra.
Enfim, depois de muito estica e solta, puxa e aperta, afrouxa e cede de cá e de lá, muitas folhas de papel gastas, nosso roteiro pela Suíça finalmente ficou assim: 


Data
Cidades
04/05 - Quinta
Genebra – pouso 17:45
05/05 - Sexta
Genebra
06/05 - Sábado
Genebra
07/05 - Domingo
Genebra - Maratona
08/05 – Segunda
Genebra - Zurique
09/05 – Terça
Zurique
10/05 – Quarta
Zurique
11/05 – Quinta
Zurique - Berna
12/05 – Sexta
Berna
13/05 – Sábado
Berna
14/05 – Domingo
Berna - Friburgo
15/05 – Segunda
Friburgo – Gruyère (bate/volta)
16/05 – Terça
Friburgo
17/05 - Quarta
Friburgo - Lausanne
18/05 – Quinta
Lausanne
18/05 - Sexta
Lausanne – Genebra – Brasil 17:30

Planejando a Suíça
Site da Rede Accor

Planejando a Suíça

Planejando a Suíça
Hotel Alpha de Fribourg 
O passo seguinte foi providenciar as hospedagens. Já tínhamos em mente que optaríamos mais uma vez pelo Ibis, da Rede Accor, disponível em todas as cidades que visitaríamos, uma vez que gostamos de saber o que encontraremos quando o quesito em pauta é a hospedagem.

O Ibis tem decoração mais ou menos padrão no mundo todo e como utilizamos o quarto apenas para um bom banho e uma ótima noite de sono para nos recuperarmos das andanças do dia, não consideramos interessante correr riscos nesse sentido.

Além disso, o atendimento nas unidades da Rede Accor costuma ser simpático e eficiente, o que nos anima muito a estar com eles, pois gostamos de bons serviços e apoio. 

Para escolher as unidades onde nos hospedaríamos, já que em algumas cidades havia mais de um hotel Ibis, nós levamos em consideração a distância em relação ao centro, se tinha transporte público nas proximidades e por fim os valores das diárias. Escolhemos aqueles que consideramos o melhor custo-benefício. 

Aqui, durante a pesquisa da hospedagem, fizemos uma alteração no roteiro: a ideia inicial era visitarmos Zurique antes de Berna por termos a mania de ir o mais longe na ida e parando na volta.

Só que constatamos que o Ibis escolhido em Zurique era mais barato no fim de semana então invertemos, visitando Berna primeiro. Além disso, essa inversão não causava impacto algum no custo final das passagens de trem, quando o simulamos.

Além disso, como não gostamos da localização do Ibis de Friburgo, buscamos outra opção de hospedagem e chegamos ao Hotel Alpha, muito bem cotado no Tripadvisor e com fotos que me agradaram, além de possuir ótima localização. Assim, o reservamos.

Tínhamos em mente que durante a viagem poderíamos fazer outros bate-volta além da visita de 1 dia já prevista para Gruyère, saindo de Fribourg. Tudo dependeria do ritmo e do que as cidades suíças fossem nos oferecer. Não planejamos, portanto, todas as cidades antecipadamente. 

Então, o roteiro final, martelo batido, ficou exatamente assim:

Data
Cidades
04/05 - Quinta
Genebra – pouso 17:45
05/05 - Sexta
Genebra
06/05 - Sábado
Genebra
07/05 - Domingo
Genebra - Maratona
08/05 – Segunda
Genebra - Berna
09/05 – Terça
Berna
10/05 – Quarta
Berna
11/05 – Quinta
Berna - Zurique
12/05 – Sexta
Zurique
13/05 – Sábado
Zurique
14/05 – Domingo
Zurique - Friburgo
15/05 – Segunda
Friburgo – Gruyère (bate/volta)
16/05 – Terça
Friburgo
17/05 - Quarta
Friburgo - Lausanne
18/05 – Quinta
Lausanne
18/05 - Sexta
Lausanne – Genebra – Brasil 17:30

Planejando a Suíça
Trem da SBB CFF
Feito isso, compramos as passagens de trem. Aqui, nem cogitamos outro meio de transporte. Esse é meu preferido por ser prático, fácil e rápido e ainda me permitir, não só observar as pessoas que estão viajando, como também apreciar as paisagens externas que vão rapidamente aparecendo e sumindo de minha janela.

Usamos o site da CFF para a compra de todos os bilhetes onde teríamos pouso. O bate/volta para Gruyère deixamos para comprar na hora, já na Suíça. O site só começa a vender os bilhetes 1 mês antes, portanto compramos as passagens somente em Abril, já que viajaríamos apenas em Maio.

Muita gente recomendou a compra do Swiss Pass mas fizemos muitas contas e, por variadas razões, ele não valia à pena para nós, pois não teríamos nenhuma vantagem, pagando por ele mais caro do que comprando os diversos bilhetes avulsos. 

O passo seguinte foi comprar o seguro viagem. Adquiri o Affinity, por ter sido o melhor custo-benefício à época, pela agência O Viajante Turismo: decidi tudo com a Isabela (muito gentil e eficiente) por e-mail e whats app, além de receber tudo em casa. 

Planejando a Suíça
A bagagem
A mochila, eu arrumei no dia da viagem, baseada nas informações do br.weather para a temperatura nos dias em que estaria na Suíça. A variação prevista (que se concretizou) para a temperatura era grande: de 4 ou 5 graus até 17 ou 18 graus. 

Pior configuração possível, pois vai do frio ao calor e a mala tem que prever isso. Para quem gosta de viajar com pouca tralha como eu, essa variação diária pode ser bem irritante e difícil na hora de arrumar a bagagem. 

Por fim, estávamos prontos para embarcar e conhecer esse país de beleza largamente alardeada, que encanta tantas e tantas gentes, que aparece sempre nos noticiários como exemplo de neutralidade e sociedade organizada. 

Principais Fontes de Pesquisa:  

Além das tradicionais revistas Viagem e Turismo, Lonely Planet e Viaje Mais e dos guias impressos Lonely Planet e Guia da Folha, alguns blogs e igs me ajudaram muito nessa pesquisa. A seguir, os mais significativos. 

Planejando a Suíça
Turistando na Suíça

Turistando na Suíça por Eliana: o instagram dela pode ser definido como absurdamente lindo. Ela posta maravilhosas fotos desse país cuja beleza é seu principal cartão de visitas. Ela ainda traz muitas informações para os viajantes e apreciadores de belas paisagens.  
Para completar, a Eliana foi extremamente gentil e paciente respondendo a inúmeras perguntas que fiz antes de viajar e não satisfeita ainda me mandou roteiros sobre as cidades pelas quais iríamos passar. É ou não é para adorar e seguir o Turistando na Suíça?
Projeto 101 Países por Gabriela Moniz: não é a primeira vez que o blog da Gabriela me auxilia nas pesquisas de viagens. Ela é uma cidadã do mundo e vai de um lugar a outro com o mesmo olhar e coração aberto. 
Sobre a Suíça recebi do Projeto 101 Países informações precisas e preciosas que foram de muita valia, como a melhor maneira de sair do aeroporto de Genebra para a cidade, por exemplo.

Meus Roteiros por Marlise V. Montello: os textos sobre a Suíça do blog dessa jornalista trazem muitas informações sobre cidades como Genebra e Gruyère que me ajudaram a formar impressões primárias sobre este interessante país, além de definir pontos de interesse.

O nosso mapa:



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Planejando a Suíça


terça-feira, 23 de maio de 2017

De GUIMARÃES ao Porto, Portugal:

De Guimarães ao Porto

Deixamos Porto em uma manhã chuvosa e fria de sábado com destino a cidade de Guimarães para passarmos o dia. Experimentamos bons momentos na cidade Berço da Nação Portuguesa e no início da noite tomamos o trem de volta ao Porto.

Diferente do trem que nos deixou em Guimarães, aquele que nos levou de volta ao Porto seguiu lotado e barulhento. Cansada, a sensação que eu tive foi de que não chegávamos nunca, ainda mais que ele parou em muitas estações ao longo do caminho, mas a viagem durou pouco mais de 1 hora, o mesmo que no sentido inverso.

Alguns adolescentes locais da região tentaram dar um golpe dizendo que não sabiam que o cartão estava descarregado. Tentaram passar uma conversa no ferromoço, mas não colou. Gentilmente ele deu uma bronca na molecada e os fez pagar na hora pelos bilhetes.

Tanto na ida quanto na volta, precisamos apresentar as passagens ao ferromoço. As nossas, ganhamos na Feira da Maratona do Porto, mas é muito tranquilo comprar na Estação de São Bento no Porto, pouco antes do embarque. Vimos muitos passageiros fazendo isso. 

A minha sugestão é que junto com o bilhete de ida, o de volta já seja comprado no Porto, pois em Guimarães as bilheterias já estavam fechadas no horário em que pegamos o trem naquela noite de sábado. Um rapaz que precisava comprar a passagem foi orientado por uma portuguesa a ir a algum outro lugar que não era a estação.

Ainda na Estação de São Bento, é bom confirmar o último horário do trem que sai de Guimarães com direção ao Porto. Outra coisa é saber a que tipo de trem seu bilhete dá direito. 

De Guimarães ao Porto
Uma massa no Mille Paste
Encontramos Porto gelada, chuvosa e ventando bastante. Tomamos o metrô de volta para o hotel, onde jantamos uma massa no Mille Paste, na praça de alimentação do Shopping Campus, onde ficava o Ibis Hotel, nossa hospedagem no Porto. 

Estava gostosa! Assim, exaustos e satisfeitos, encerramos mais um maravilhoso dia em Portugal, apenas nosso terceiro no país. Ainda tínhamos muito o que  ver e viver nessa viagem. 

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De Guimarães ao Porto

terça-feira, 9 de maio de 2017

IGREJA de Nossa Senhora da CONSOLAÇÃO e Santos PASSOS, Guimarães, Portugal:

Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos

O dia em Guimarães começava a cair e então iniciamos nossa despedida da cidade, depois de nos deliciarmos com a Torta de Guimarães, tomando o rumo da estação de trem para voltarmos ao Porto. Entretanto, tivemos tempo para mais uma visita: a Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos.

A igreja, de nome comprido e interessante é, todavia, pequenina, embora se destaque na paisagem. Ela está situada no Centro Histórico, próxima ao Museu de Alberto Sampaio, onde podemos dizer que começou a nascer a cidade de Guimarães e consequentemente Portugal. 

Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos ao fundo

Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos com o belo e verde jardim à frente

Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos
O Museu de Alberto Sampaio, branquinho, ao fundo, onde em séculos passados, estava o mosteiro que deu início ao nascimento de Guimarães
A Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos se avoluma diante de nossos olhos quando a observamos desde o Largo da República do Brasil, onde ficava uma das várias portas da antiga muralha que dava acesso a cidade, hoje, naturalmente, extinta.

Entre a Igreja e o Largo um belo e enladeirado jardim, extenso, comprido e alongado, verde, com sebes e canteiros de flores formando belo cenário em meio à paisagem urbana. Quando lá estivemos, suas cores estavam intensas. 

Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos ao fundo, depois do belo jardim

Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos
O Museu de Alberto Sampaio, branquinho, ao fundo, depois do jardim

Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos lindamente iluminada pelo sol

Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos
O interior da Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos

Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos: detalhe do lindo lustre
Descemos caminhando em direção à igreja, que ainda estava aberta. Vista de perto ela é ainda mais bonita que de longe, com algumas partes cheias de detalhes que pareciam bordados feitos à mão. O sol se pondo a deixou lindamente iluminada.

As origens da Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos remonta o século XVI. Porém, contudo, todavia, só foi concluída mais de dois séculos depois! As duas torres, que a fazem parecer estar esticada tentando tocar o céu, só foram acrescentadas depois de mais um século, assim como a escadaria.

Considerada imóvel de interesse público, possui estilo barroco. Por dentro ela é aconchegante. Ficamos pouco tempo ali, fomos gentilmente convidados a sair, pois ela já estava fechando.

Tomamos o rumo da estação de trem, pela Avenida Dom João IV, fazendo percurso distinto daquele que fizemos quando chegamos à cidade, onde passamos em frente ao Centro Cultural Vila Flor. Dessa vez fomos conhecendo a parte moderna, atual e mais barulhenta da cidade.  

Horário:  Segunda a Sexta: 7:00 – 12:00; Sábado: 17:00 - 19:00; Domingo: 7:00 – 12:00.

Entrada gratuita

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IGREJA de Nossa Senhora da CONSOLAÇÃO e Santos PASSOS

domingo, 7 de maio de 2017

TORTA de GUIMARÃES em Guimarães, Portugal:

Divina Gula

Caminhando sem rumo pelas ruas do centro histórico de Guimarães, vi uma porta, cujo interior era lindo. O lugar, uma doçaria, chamado Divina Gula (Rua de Santa Maria, 44), e como tudo no entorno, é uma casa antiga.

Contudo, a decoração era moderna, cuidadosa nos detalhes, deixando o ambiente sedutor e apaixonante. Os lugares bonitos me chamam vigorosamente e quase nunca eu consigo resistir, por isso, entramos. Diante das vitrines eu me vi mais uma vez indecisa sobre que doce escolher.

O nome não poderia ser mais apropriado! Como acredito piamente que os doces portugueses são feitos nas cozinhas do Olimpo, a gula não pode de maneira alguma ser um pecado! É ato divino! 

Divina Gula
Divina Gula  - cheio de charme

Divina Gula
Divina Gula - moderno e antigo
Esperei minha vez de ser atendida, para novamente pedir ajuda com a escolha dos doces. Uma moça portuguesa à minha frente pediu para viagem 10 Tortas de Guimarães. Ora, ora... aquela torta só podia ser muito boa!

Pedi uma para mim e um café que em Portugal costuma ser forte e delicioso. Sentei-me no fundo da casa, enquanto Léo ia até o posto de informação turística em busca de postais, uma de suas paixões. Eu preciso de pouco para ser feliz e naquele momento eu estava muito satisfeita com meu café (0,70) e minha Torta de Guimarães (2,00) naquele lugar lindo. 

Divina Gula
Torta de Guimarães e um expresso: combinação perfeita
A Torta de Guimarães é feita de gila (um tipo de abóbora), ovos e nozes tostadas. Divina! Como sempre Portugal não me decepcionou com seus doces maravilhosos. Falei com a garota que me atendeu que tinha achado o sabor da torta maravilhoso e que o lugar era muito bonito, o que significava que eu tinha acabado de criar uma memória afetiva.

Ela corou deliciada com o elogio, feliz e sem graça ao mesmo tempo e me explicou que a torta de Guimarães é típica da cidade, um doce muito antigo e que era feito nos conventos. Somente dois lugares fabricam o doce atualmente, seguindo a receita original. 

Divina Gula
Costinhas

Divina Gula
Costinhas
Quando Léo voltou, diante de meu entusiasmo com a Torta de Guimarães, ele quis provar, mas então havia acabado. A menina nos indicou o outro lugar que o vendia, chamado Costinhas, na mesma rua.

O lugar não é bonito como o Divina Gula, mas havia a Torta de Guimarães (1,80 euros) e o atendimento foi super fofo. Estava vazio e Léo comeu no balcão, aprovando o doce. De lá, nós seguimos para a Igreja Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos. 

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Divina Gula, Guimarães