domingo, 4 de junho de 2017

QUIOTO, a cidade IMPERIAL Japão:

KYOTO, a cidade IMPERIAL

Nós chegamos em Quioto, a cidade imperial, de trem (usando o Japan Rail Pass). Foi nossa primeira parada na terra do sol nascente e foi aqui que começamos a descobrir o Japão, esse país tão diferente do Brasil em absolutamente tudo. Foi um longo e cansativo caminho.

Quioto foi a capital do Japão por mais de 1.000 anos, de 794 até 1868, quando Tóquio então, tomou seu lugar. Durante esse tempo, a cidade foi um depósito de arte e cultura. As belezas produzidas em Quioto resistiram (ou foram reconstruídas) aos inúmeros incêndios e terremotos que destruíram Quioto incontáveis vezes.

A cidade sobreviveu ainda a Guerra de Onin, uma guerra civil que durou 10 anos no século XV, resultado da disputa de poder entre duas das mais influentes famílias militares (Xongunatos) da época: Hosokawa e os Yamana. Milhares de pessoas morreram nesta guerra civil e a cidade de Quioto ficou arrasada.

Curiosidades: as armas de fogo foram introduzidas no país pelos portugueses, no século XVI. Durante a Segunda Guerra Mundial, os americanos cogitaram bombardear Quioto, mas desistiram.

Os famosos Samurais foram peças fundamentais na guerra. Eles surgiram em Quioto no século IX e possuíam códigos rígidos de comportamento, parte deles inspirados pelo zen-budismo, que incluíam rituais de suicídio. Até hoje a cidade é considerada a terra dos Samurais. 

Quando chegamos a temperatura estava em torno dos 3 ou 4 graus. Estava friozinho. Era fim do outono e as cores da natureza estavam maravilhosas.

KYOTO, a cidade IMPERIAL
Estação de Trem de Kyoto

KYOTO, a cidade IMPERIAL
Estação de Trem de Kyoto
A estação de trem de Kyoto é absurdamente movimentada e muitos andares a compõe. O trânsito de pessoas é intenso e não só de viajantes chegando e partindo. Na estação há tantas lojas, livrarias, lanchonetes e restaurantes que muita gente a frequenta para fins diversos.

Inclusive aqui há um posto de informação turística e foi dele que obtivemos informações sobre como chegar ao hotel onde estávamos hospedados: o Karasuma Kyoto Hotel. Apesar de cansados e da baixa temperatura, preferimos caminhar até lá, pois distava menos de 2 quilômetros e assim aproveitamos para já ir observando a cidade imperial.


Quioto, de inspiração chinesa é cercada por montanhas por três lados e é cortada de norte a sul pelo rio Kamo. Quando a população aumentou significativamente, a higiene virou um problema, especialmente quando o rio transbordava, contribuindo para a propagação de doenças como a peste.

Costuma-se afirmar que o Japão tradicional reside em Quioto. A cidade tem uma elegância natural, mas ao mesmo tempo ela é jovial e tem fortes traços de modernidade. Mesmo quando a família imperial esteve isolada politicamente, e o país estava sendo governado pelos Xogunatos, Quioto permaneceu centro cultural e religioso.

A maioria dos elementos que encontramos na cidade atualmente data do período Edo, entre os séculos XVII e XIX, quando o Japão foi governado pelos Xoguns da família Tokugawa.

Quioto é um exemplo de mistura do antigo com o moderno, onde lojas caras com roupas nupérrimas convivem com mulheres vestidas de quimono. Kyoto é uma cidade cheia de charme e mais uma vez acertamos em começar a viagem pelo interior. 

KYOTO, a cidade IMPERIAL
Mercado ao lado do Karasuma Kyoto Hotel

KYOTO, a cidade IMPERIAL
Com a comida comprada no mercado - Kyoto

KYOTO, a cidade IMPERIAL
Jantar comprado no mercado - massa

KYOTO, a cidade IMPERIAL
Jantando. As olheiras batendo no pé
Teria sido uma caminhada muito agradável, da estação de trem até o Karasuma Kyoto Hotel, com o vento frio no rosto, mas depois de tantas horas de voo e de trem, sem dormir em nenhum momento, viajando há quase dois dias, não estava exatamente apreciando aquela caminhada.

Só queria mesmo descarregar minha mochila no quarto do hotel e começar a entrar no fuso. Já era fim de tarde em Quioto.

Fizemos o check-in no hotel e logo em seguida fomos ao mercado localizado uma esquina depois, onde compramos comida pronta para jantarmos no hotel. Depois disso tomamos um banho e caímos podres na cama.

Nessa noite eu ainda acordei na madrugada e demorei um pouco para retomar o sono, por conta do fuso de 24 horas, mas dessa vez achei mais fácil a adaptação do que nos países em que diferença é de apenas 3 ou 4 horas. 

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Quioto, a cidade imperial