terça-feira, 31 de maio de 2011

Tequila Express: festa mexicana na região de Jalisco.

O Tequila Express

Mariachis

Tequila Express - vagão latino

Agave descascado

El jimador, que desfolha o agave para fazer o tequila

os tequilas

o baile na Casa Herradura
Eu não queria ir de jeito nenhum. Para que mesmo eu ia conhecer uma hacienda de tequila? Para mim parecia perda de tempo e dinheiro. Preferia continuar explorando Guadalajara. Mas fui convencida a ir. Ainda bem, porque conhecer a Casa Herradura foi uma experiência muito divertida.

Tudo começa na estação de trem exclusiva para os tequileiros viajantes. Podemos escolher se queremos ir no vagão que fale inglês ou espanhol. Preferimos o espanhol para manter o clima. Afinal estávamos no México. Tinha bastante gente para embarcar e depois que fizemos o check-in, esperamos na estação a chamada para o embarque. E foi então que ouvimos os primeiros acordes. Levantamos e vimos eles, os emblemáticos mariachis. Juro que me senti entrando em um filme tipo A Balada do Pistoleiro. Fiquei pensando que a qualquer momento o Ligeirinho iria aparecer por ali.

Foi emocionante. Nos reunimos em torno deles e os flashes pipocaram. Só não saimos bailando, porque ainda estávamos todos muito tímidos. Embarcamos. E antes mesmo do trem começar a se movimentar nos trilhos, já estávamos sendo servidos de tequila. Prefere shot, ou enlatado (misturado com refrigerante)? E assim foi, o caminho inteiro, cerca de 2 horas, até o munícipio de Amatitán: tequila à vontade e petiscos.

Se conseguir chegar inteiro na Hacienda San José del Refugio - Casa Herradura, prepare-se para um tour. Aprendemos um pouco sobre o processo de plantio e de colheita do agave  - a planta que fabrica o tequila  - (sim, tequila é um substantivo masculino) e da fabricação da bebiba. Comemos doce feito com planta e conhecemos o jimador, que colhe o agave (parece um grande abacaxi). Descobrimos ainda os diversos tipos de tequila, um museu sobre antigos processos e um senhorzinho que trabalha lá e que é fã da seleção brasileira da Copa de 70.

Findado o tour, é hora do baile e do almoço. Em um imenso galpão, com grandes mesas, um enorme buffet com todo tipo de comida mexicana e mais tequila. Enquanto almoçamos e trocamos ideias com os outros integrantes da mesa - colombianos, bolivianos,americanos e mexicanos - assistimos um baile folclórico. E depois, nós vamos para o centro da pista e é nossa vez de bailar ao som dos mariachis. É tudo uma grande festa mexicana.

E no fim da tarde, infelizmente é hora de voltarmos para Guadalajara. Mas no trajeto de volta, mais mariachis e mais tequilas. E como a esta altura todo mundo já é "melhor amigo", a festa continua rolando solta no trem.

http://www.tequilaexpress.com.mx/

terça-feira, 24 de maio de 2011

Baker Street 221b: podem entrar, Londres, Inglaterra.

Um dos detetives mais famosos do mundo

Sejam bem vindos. Podem entrar na casa de Sherlock Holmes

Alguém tem alguma pista?
Oi. Sou Dr. Watson. Entrem e fiquem à vontade.

 
Escritório de Holmes, onde ele discute os casos com Dr. Watson

Quarto de Sherlock Holmes

Mais um crime a ser solucionado.

Lembrancinhas?

"Oi, sejam bem vindos. Eu sou Dr. Watson. Querem sentar-se na poltrona de Sherlock e tirar uma foto comigo?". Foi assim que começou minha visita à casa de um dos detetives mais brilhantes do mundo, em Londres. Fã que sou de Sherlock Holmes, logo meus olhos encheram-se de lágrimas. Não podia acreditar que ía entrar no santuário dele. 

A simpatia dos ingleses pode ser sentida logo no início, quando fomos abordados pelo guardinha que toma conta da casa de Holmes (vestido à caráter) para nos informar como deveríamos proceder para conhecer o local. Ingressos comprados (cerca de 6 pounds/pessoa), esperamos na fila nossa vez de entrar.

Subimos uma longa escada e fomos então recepcionados pelo simpático Dr. Watson, o que tornou tudo  ainda mais mágico. O velhinho nos faz ter certeza que estamos entrando no mundo criado por Arthur Conan Doyle.

O lar de Holmes, fica em um casarão antigo, com dois andares e vários ambientes: o quarto dos dois, o banheiro, o escritório e recintos com simulações dos crimes desvendados por Sherlock. Tudo em detalhes como se realmente eles morassem ali. Foi emocionante.

E no museu, que fica ao lado, diversos objetos do detetive e de seu fiel amigo e companheiro de investigação, como chapeus, lupas e miniaturas de gramofones, estão à venda. 

http://www.sherlock-holmes.co.uk/

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Cheia de charme, Colônia do Sacramento, Uruguai

Portal de entrada

Simpáticos restaurantes ao ar livre

Casa do séc XVIII

Rua sem calçada: influência portuguesa

Rua com calçada: influência espanhola

Lojinhas para lembrancinhas, restaurantes, turistas...

Bucólico Rio da Prata

Vegetação do Rio da Prata

Rio da Prata, com Buenos Aires do outro lado.

Colonia del Sacramento é uma cidade fofa, com toda sua referência histórica e luta entre espanhois e portugueses pelo controle da região, acabando somente em 1828, com a idependência do Uruguai. Por este motivo, a linda cidade tem fortes influências portuguesas e espanholas.

Lojinhas, restaurantes, bares, museus, casas em estilo colonial e turistas aos montes fazem parte do centro histórico da cidade, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

Fica distante cerca de 177 Km de Motevideo, capital do Uruguai. A estrada é linda, com vegetação típica da região e pequenos vilarejos ao longo do caminho. Se estiver em Montevideo, pode pegar um ônibus na Rodoviária Tres Cruces (http://www.trescruces.com.uy/). Se estiver em Buenos Aires, pode utilizar a Companhia Buquebus e ir navegando (http://www.buquebus.com/cache/HomeARG.html). Se preferir, pode ainda contratar um tour por alguma agência de viagens no Brasil.

Normalmente as pessoas passam apenas um dia em Colonia. É suficiente para conhecer a cidade. Mas, se você quiser curtir com calma, gaste uns dois dias por lá.

Independente de quanto tempo você decidirá passar por lá, não esqueça de brindar a vida, e a beleza local, com um delicioso vinho da região, de cepa Tannat.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Canal do Panamá - maravilha do mundo moderno, Cidade do Panamá, Panamá

ônibus estilizado que nos leva até o Canal

Um enorme navio vindo do Oceano Atlântico. Detalhe para o nível da água baixo, quando o navio entra no Canal.

Navio plena travessia.

Navio saindo em direção ao Oceano Pacífico

Detalhe para o nível da água alto no momento em que o navio termina a travessia.

O Canal do Panamá é considerado uma das sete maravilhas do mundo moderno pela Associação Americana de Engenheiros Civis. O Canal liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico. Enormes navios passam por aí diariamente, poupando tempo e dinheiro no transporte de cargas valiosas.

Uma forma de  chegar ao Canal é pegando um ônibus no terminal rodoviário. Ao chegar lá, é só pedir informação sobre em que terminal estão saindo os ônibus que levam ao Canal do Panamá - Miraflores. O povo panameño é educado, polido e muito gentil. Os ônibus são muito curiosos, e lembram aqueles que costumamos ver em filmes americanos, transportando prisioneiros. Quando não são amarelos, são pintados, com temas e cores diversos e levam nomes como Queen Mary ou Elizabeth. 

Pegamos um ônibus normal que levava trabalhadores, para viver um pouco da cidade. Ele fica parado até encher, e as pessoas vão se espremendo em bancos apertados. Quando a gente pensa que não cabe mais ninguém, aparece alguém para dividir o banco com você. E ainda vai gente em pé. Com o calor forte, até que deu para lembrar do Brasil. 

O Canal do Panamá impressiona. E é também uma distração ficar vendo os navios entrando e saindo. Fica cheio de turista e os tripulantes acenam e até posam para as fotos. A travessia é feita por três comportas, e o nível da água vai mudando para que os navios atravessem.

Quando um navio aponta e as comportas são abertas, a água do primeiro canal está no nível do mar. Ao entrar totalmente, o nível da água começa a subir, recebendo água do segundo canal, para ficarem no mesmo nível.  Abrem-se então as comportas, para que o navio passe para o segundo canal. E é neste sobe e desce que o navio atravessa, até chegar no Oceano. 

Os países que mais fazem a travessia são: USA, China, Japão e Chile. A procura é grande e por isso tem que agendar. Os valores pagos são altos, e movimenta muito a economia do Panamá, mas os benefícios  para os países que utilizam o Canal são imensos.

O canal foi construido pelos americanos (1904 a 1914) que tiveram o direito de administração até 1999, quando o controle passou ao Panamá.

Paga-se cerca de 5 dólares para ter acesso ao vai e vem dos navios. Para quem quiser assistir a um video sobre a sua construção, o valor fica em torno de 8 dólares.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cayo Largo - o paraiso cubano

Aeroporto de Cayo Largo

Praia Pelicano

Praia Pelicano

Praia Pelicano

Praia Pelícano

Visitante ilustre no Sol Pelícano

Sol Pelícano

Viajar para Cuba é uma aventura. Viajar até Cayo Largo, ilhota que pertence a Cuba, é uma aventura maior ainda. Tudo começa no aeroporto Baracoa, em Cojimar, próximo de Havana. Uma bagunça onde ninguém se entende. Para voar para a ilha tem que ter comprado um pacote, mas mesmo assim, os guias são confusos, ninguém respeita a fila, uma agonia. Quando finalmente conseguimos fazer check-in, e passamos para o local de embarque, decobrimos qual seria nosso meio de locomoção até Cayo Largo: um avião russo da segunda guerra.

Mas o avião é simpático, todo pintadinho, a tripulação é gentil e a viagem dura cerca de uma hora. Logo avistamos o lindo mar azul do Caribe.

Cayo Largo é pequena: cerca de 20km de extensão por 3 de largura. Para estar na ilha, vc tem que escolher entre os poucos resorts existentes, all inclusive (Nada no nível do Brasil ou de Cancun). Os funcionários, muito simpáticos e mais relaxados que em Havana, trabalham durante alguns dias no mês e depois passam alguns com suas famílias. Não há moradores fixos por lá.

Fazer check-in, deixar a bagagem no quarto, colocar roupa de banho, pegar um mojito e esquecer da vida, no delicioso mar de cor azul intenso. A praia fica na porta do hotel. Areia branca, água cristalina, poucas pessoas. É como chegar no paraiso. E para completar, de vez em quando ainda tem um trio que canta Guantanamera e alguma coisa de Buena Vista Social Club. Tudo bem que o repertório se limita a isso, mas relaxados do jeito que ficamos em Cayo Largo, qualquer coisa é motivo de diversão.