terça-feira, 22 de novembro de 2011

Bosque de Chapultepec - um oásis na capital mexicana

Entrada do Bosque de Chapultepec

Monumento a Los Niños Héroes

Bosque de Chapultepec com a modernidade da capital mexicana ao fundo

Monumento a Los Ninõs Héroes - um grupo de 46 cadetes que morreram na Batalha de Chapultepec na guerra México-USA, entre os dias 12 e 13 de Setembro de 1847.

O bosque e o lago com barquinhos vistos do Castillo de Chapultepec

O verde do bosque

Os esquilos de divertem

Os esquilos chegam bem perto de nós.

O Bosque de Chapultepec fica em uma das pontas do Paseo de la Reforma, umas das avenidas mais modernas de México DF. Foi aberto ao público no século XVI. Um oásis no meio do caos da capital mexicana.

Chapultepec em nahuatl significa "colina do gafanhoto". Ali, onde o tempo parece parar, ouve-se o riso das crianças, a conversa animada de jovens estudantes, o caminhar sem pressa de todos e esquilos que chegam bem pertinho de nós. Vendedores ambulantes vendem em suas carrocinhas lanches tipicamente mexicanos e também nosso conhecido algodão-doce. O parque engloba ainda o Zoológico de Chapultepec, lago com barquinhos e um Jardim Botânico. Além disso, o maravilhoso Museu Nacional de Antropologia e o fantástico Castillo de Chapultepec também ficam por ali.

Visite o bosque sem pressa. Misture-se com as pessoas. Aprecie a vista. Coma uma comida mexicana, tire fotos, olhe o movimento.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Gran Vía - Um coração que bate intensamente

O dia nasce na Gran Vía.


 


Prédio Metropolis construido em 1905 com fachada parisiense
Fim do dia na Gran Vía com sua luzes acesas e o vai e vem de pessoas


A Gran Vía iluminada.

Chegamos em Madrid e a primeira coisa que eu vi foi a Gran Vía. Era por volta de 15 horas, hora local (são 4 a mais que Brasília, mas a Espanha estava com horário de verão e por isso estava 5 horas a mais). Ainda havia movimento em alguns restaurantes, mas estava perto da hora da siesta e a rua estava tranquila.

Mochila nas costas, longo tempo desde o aeroporto, cansada do voo e da imigração, até que finalmente saí do metrô. Quando levantei o rosto me deparei com aquela avenida grande, cheio de prédios com um ar de antigo sem ser decadente e ali eu soube que iria adorar Madrid.

O nosso hotel ficava ali, bem pertinho do metrô e comecei a experimentar os sabores madrileños por aquela avenida charmosa. Todas as minhas primeiras impressões de Madrid foram na Gran Vía: um lindo cartão de visitas. Esta avenida, a principal da cidade, foi inaugurada em 1910. Mudou de nome diversas vezes e foi até motivo de piada. No governo do ditador Franco recebeu o nome do fundador do partido Falange: Av. de José Antonio. Só foi batizada de Gran Vía em 1981, com a democracia já instalada.

A Gran Vía é larga e cheia de prédios interessantes. Quando estiver nela, não se apresse. Caminhe com calma, olhe para todos os lados e especialmente para cima. Sinta, aprecie. Faça compras, tome um café ou desayuno, acesse a internet, ande sem rumo, almoce, faça um happy hour. Ela fica entre a Calle de Alcalá e a Plaza de España e levou muitas décadas para ser construida. Em alguns momentos ela pode lembrar a Broadway com seus teatros, cinemas, bares e cafés. Em outro, uma Paris antiga, de séculos passados.  Lojas para todos os gostos. Comemorações importantes da cidade acontecem ali.

À noite, depois do trabalho, o movimento é intenso. As pessoas caminham, conversam, comem, bebem. Fazem fila para assistir filmes e espetáculos. A avenida fica cheia de vida, de movimento. Misture-se e sinta a pulsação desta linda avenida.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

La Bodeguita del Medio

Calle Empedrado 207

Balcão do La Bodeguita


Fotografias e assinaturas de famosos e anônimos que já passaram pelo restaurante.



 


a comida crioula



mojitos



Receita do mojito, com a imagem de Hemingway ao lado

La Bodeguita del Medio é um clássico de Havana, imortalizado por Ernest Hemingway, escritor americano, que sempre visitava a cidade. O resturante vive cheio de turistas, mas vale a pena conferir, seja para um almoço ou para um drink no balcão.

Nós resolvemos almoçar. Uns foram de promoção do dia (que sempre tem), outros escolheram no cardápio.  A comida é a típica de Havana, a crioula: arroz mouro, carne, frango ou peixe. Para quem gosta, o mojito é uma bebida gostosa e refrescante e a preferida de Hemingay.

Nat King Cole e Gabriel Garcia Marques, frequentaram. Pablo Neruda esteve lá. E muitos anônimos, que deixaram suas visitas imortalizada nas paredes do La Bodeguita, que surgiu em 1942, como um armázem. 

Calle Empedrado, 207. Fica próximo da Catedral de Havana, em uma ruazinha muito simpática em Habana Vieja.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tomando um té na Espanha.


Chayca no mercado de Triana

Eu adoro chás e infusões. E fiquei muito surpresa, deliciosamente surpresa, ao encontrar diversas teterias na região da Andalucía, Espanha. Diferentes tipos de chá, em ervas, além de maravilhosos acessórios como charmosas xícaras e bules (teteras) e coadores práticos.

As ervas são de muitas origens: Marrocos e Índia, por exemplo. A Espanha não produz, importa sempre. E ainda não é um hábito tão arraigado do espanhol, o chá, mas segundo informações de diversos vendedores, este consumo está aumentando. 

Eu aproveitei e trouxe vários pacotes de ervas: verde com menta (meu preferido), vermelho com hibisco, manzana e framboesa e verde com gengibre e limão, ambos muito refrescantes e alguns outros. Trouxe também uma caixinha de infusão de ervas orgânicas, de camomila com folhas de menta que deixa um sabor super agradável na boca. 

Agora, além de me deliciar com estas maravilhas da natureza, ainda me transporto para dias felizes passados no sul da Espanha.

Teterias:

Hamman em Córdoba - C/ Corregidor Luís de la Cerda, 51- CP: 14003 Córdoba. A teteria fica ao lado dos baños;

Chayca - no mercado de Triana, loja 34, Sevilla;

Té & Té - Pasaje de los Azahares, 44 Castelar 2, Sevilla.

A rua dos árabes em Granada tem diversas teterias. Escolha uma e divirta-se.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A MUITO simpática e AGRADÁVEL Montevideo, Uruguai:

Teatro Solís

Teatro Solís

Plaza Independencia, vista do Teatro Solís

Palacio Salvo, que já foi o mais alto da América do Sul.

Plaza Independencia, com a estátua de José Artigas

Porta da Ciudad Vieja
Praça Matriz

Porta da Catedral Metropolitana


Mercado do Porto

Teatro Solis à noite, com o farol ligado, indicando que há espetáculo

Montevideo é uma cidade pequenina e muito simpática que não tem muitos pontos turísticos para visitar. Considero mais uma cidade para ser curtida, apreciada sem pressa. A visita guiada ao Teatro Solís é quase um programa obrigatório porque o lugar é lindo e se confude com a história da cidade.

Sugiro a visita pela manhã, quando há intervenção da Compahia de Teatro do Solís, com uma historinha entre uma informação e outra da guia, a medida que vamos avançando pelos ambientes do teatro. Enquanto espera pela visita, aproveite para dar uma olhada na Plaza Independencia, que fica em frente. Ela foi idealizada em 1837, mas modificada em 1860. Ali está o palácio da presidência, com suas paredes espelhadas, distoando completamente da arquitetura geral do local.

Na praça também está o Palácio Salvo, que já foi o mais alto da América do Sul e que me lembra muito o prédio do filme Ghostbusters, e o prédio do poder executivo. Embaixo do palácio há um centrinho onde fica uma loja de couros.

No meio da praça, uma estátua de José Artigas (inaugurada em 1923), heroi da independencia, considerado o fundador da nacionalidade uruguaia. Ali estão as escadarias que levam ao seu mausoleo, construido em mármore negro, em 1977. 

Atrás da estátua fica a porta da Ciudad Vieja. Foi aqui que começou Montevideo, que era uma fortaleza, construida pelo espanhois para marcar território frente aos portugueses que estavam tomando as terras com a fundação de Colonia del Sacramento. Ali está o início da Peatonal Sanrandí, que leva ao Mercado do Porto.

Depois da visita ao Solís, estará quase na hora do almoço. Aproveite para ir andando pela Ciudad Vieja, passe pela Praça da Matriz (ou Constitución), entre na Catedral Metropolitana e siga até o Mercado do Porto. Lá as oções de reastaurantes são variadas. Entre, escolha um e esqueça da vida com um delicioso almoço regado a um bom vinho tannat, uva típica da região.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Hummus em Londres

Hummus topping: guacamole

Hummus topping: mushrooms

Hummus Bros

Londres é uma cidade tão cosmopolita que nos permite algumas boas experiências gastronômicas. Uma noite jantamos no Hummus Bros. Mesas longas para serem compartilhadas em um ambiente muito simpático e agradável. Ao nosso lado, um jovem casal inglês.

No cardápio algumas opções de tijelas de hummus (pasta de grão de bico) como o chicken: frango salteado com molho de tomate light ou então mushrooms: cogumelos com cebolas caramelizadas. A base é sempre de hummus. Eu escolhi guacamole: abacate, pimentas vermelhas, tomates e cebolas vermelhas. Ainda pedi para acrescentar (é possível acrescentar ingredientes) jalapeños, uma ardida pimenta mexicana. Estava maravilhoso. Sempre vem com discos de pães, parecidos com nosso pão árabe.

Depois de um dia inteiro batendo perna por Londres esta foi uma refeição revigorante e acolhedora.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Hotel Habana Libre - história e por do sol

Hotel Habana Libre


Esculturas de ferro que ornamentam o Habana Libre

Foto de Che, em um torneio de xadrez  no Habana Libre













Em Havana, Cuba, optamos por ficar no Hotel Habana Libre, em Vedado. Este hotel foi ocupado pelos revolucionários cubanos, liderados por Che Guevara, Camilo Cienfuegos e Fidel Castro. Aqui aconteceram reuniões sobre os rumos que a revolução deveria tomar.

O hotel era Habana Hilton antes da revolução, no governo do ditador Fulgencio Batista, em 1958. A Revolução Cubana triunfou em Janeiro de 1959. O então Hilton Hotel recebeu a visita de Cienfuegos e oito dias depois Fidel Castro e alguns companheiros se hospedaram ali e permaneceram por cerca de tres meses. A embaixada soviética ao longo do governo dos irmãos Castro já ocupou alguns andares do prédio. O novo Habana Libre abriu suas portas em 1997 com bandeira da espanhola Sol Meliá.

O hotel é grande, com quartos amplos e sempre com muitos turistas circulando. Tem lojinhas, tabacaria de charutos locais e piscina. Ao lado, tem uma casa de câmbio que facilitava a troca diária de dinheiro: euro por CUC, o dinheiro cubano para turistas. Na tv, imagens da revolução e de Che em Sierra Maestra e em diversas situações e também novelas brasileiras.

O salão de café da manhã era uma babilônia de sons, cores, línguas, aromas e tipos. Muito grande, com muita gente trabalhando e circulando, eu fiquei na dúvida se era mesmo café da manhã ou almoço. Comida de todo tipo: além de doces, pães, ovos e frios, carnes, arroz, feijão, embutidos e uma infinidade de outras coisas. 

Eu recomendo pedir um quarto nos andares mais altos e com vista para o mar. Isso irá te garantir um por do sol de tirar o fôlego. Ignore o ar condicionado do quarto e durma com a porta de vidro aberta. A brisa que vem do mar vai embalar seu sono e seus sonhos. Chegue na varanda e olhe Havana de cima e sinta a forte energia que faz parte daquela cidade misteriosa. 

O Habana Libre para nós terminou transformando-se em um oásis na cidade. Cuba faz um calor intenso. Sempre no fim da tarde, passávamos no hotel para beber uma água e nos refrescarmos um pouco no ar condicionado, antes de sairmos novamente para caminhar e jantar em um dos muitos paladares cubanos http://migre.me/5xPvq.