sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A MUITO simpática e AGRADÁVEL Montevideo, Uruguai:

Teatro Solís

Teatro Solís

Plaza Independencia, vista do Teatro Solís

Palacio Salvo, que já foi o mais alto da América do Sul.

Plaza Independencia, com a estátua de José Artigas

Porta da Ciudad Vieja
Praça Matriz

Porta da Catedral Metropolitana


Mercado do Porto

Teatro Solis à noite, com o farol ligado, indicando que há espetáculo

Montevideo é uma cidade pequenina e muito simpática que não tem muitos pontos turísticos para visitar. Considero mais uma cidade para ser curtida, apreciada sem pressa. A visita guiada ao Teatro Solís é quase um programa obrigatório porque o lugar é lindo e se confude com a história da cidade.

Sugiro a visita pela manhã, quando há intervenção da Compahia de Teatro do Solís, com uma historinha entre uma informação e outra da guia, a medida que vamos avançando pelos ambientes do teatro. Enquanto espera pela visita, aproveite para dar uma olhada na Plaza Independencia, que fica em frente. Ela foi idealizada em 1837, mas modificada em 1860. Ali está o palácio da presidência, com suas paredes espelhadas, distoando completamente da arquitetura geral do local.

Na praça também está o Palácio Salvo, que já foi o mais alto da América do Sul e que me lembra muito o prédio do filme Ghostbusters, e o prédio do poder executivo. Embaixo do palácio há um centrinho onde fica uma loja de couros.

No meio da praça, uma estátua de José Artigas (inaugurada em 1923), heroi da independencia, considerado o fundador da nacionalidade uruguaia. Ali estão as escadarias que levam ao seu mausoleo, construido em mármore negro, em 1977. 

Atrás da estátua fica a porta da Ciudad Vieja. Foi aqui que começou Montevideo, que era uma fortaleza, construida pelo espanhois para marcar território frente aos portugueses que estavam tomando as terras com a fundação de Colonia del Sacramento. Ali está o início da Peatonal Sanrandí, que leva ao Mercado do Porto.

Depois da visita ao Solís, estará quase na hora do almoço. Aproveite para ir andando pela Ciudad Vieja, passe pela Praça da Matriz (ou Constitución), entre na Catedral Metropolitana e siga até o Mercado do Porto. Lá as oções de reastaurantes são variadas. Entre, escolha um e esqueça da vida com um delicioso almoço regado a um bom vinho tannat, uva típica da região.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Hummus em Londres

Hummus topping: guacamole

Hummus topping: mushrooms

Hummus Bros

Londres é uma cidade tão cosmopolita que nos permite algumas boas experiências gastronômicas. Uma noite jantamos no Hummus Bros. Mesas longas para serem compartilhadas em um ambiente muito simpático e agradável. Ao nosso lado, um jovem casal inglês.

No cardápio algumas opções de tijelas de hummus (pasta de grão de bico) como o chicken: frango salteado com molho de tomate light ou então mushrooms: cogumelos com cebolas caramelizadas. A base é sempre de hummus. Eu escolhi guacamole: abacate, pimentas vermelhas, tomates e cebolas vermelhas. Ainda pedi para acrescentar (é possível acrescentar ingredientes) jalapeños, uma ardida pimenta mexicana. Estava maravilhoso. Sempre vem com discos de pães, parecidos com nosso pão árabe.

Depois de um dia inteiro batendo perna por Londres esta foi uma refeição revigorante e acolhedora.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Valpo em clima de romance

Plaza Sotomayor e o Monumento a los Heroes de Iquique






La Sebastiana



Fomos ao Chile em um inverno. Quando contamos aos amigos que iríamos visitar Valparaíso, ficamos surpresos com a unânimidade. Todos nos aconselharam a não ir. Argumentaram que era uma cidade feia, portuária e que no inverno não havia nada para ver ou fazer. Mas seria um desperdício estar tão perto deste Patrimônio Cultural da Humanidade e não ir lá conferir. Então nós fomos.

Ainda bem que decidimos ir. Uma pena que passamos somente uma tarde. Chegamos no Metrô de Valparaiso, inaugurado em 2005, que liga Valpo a Viña del Mar. Lembro que era um dia de muita chuva e fazia muito frio. Os termômetros marcavam 5 graus. Quando desci do trem, tive que comprar um guarda-chuva, preto, grande, feio, mas que salvou minha vida e preservou um pouco de minha saude. Como tínhamos pouco tempo, resolvemos perambular pela cidade. A cada passo eu me apaixonava mais.

Passamos pela Plaza Sotomayor e seu Monumento a los Heroes de Iquique, que foi a batalha final na guerra entre Chile e Peru. Nesta mesma praça fica o prédio da Armada de Chile. Subimos e descemos os cerros nos ascensores, como o Reina Victoria e vimos a cidade de cima de seus morros, subimos escadarias imensas, passeamos pelas ruas de pedra, pelas casinhas coloridas... Introspectivos, como o tempo, cinza e bucólico. Me senti em um filme, ou em um romance, do século XIX.

Um taxista me deu um banho de água quando caminhávamos por uma rua. Me deixou toda molhada e congelada até os ossos. Mas nem isso me fez desistir de vagar pela cidade. Um dos últimos lugares que passamos foi La Sebastiana, a casa de Pablo Neruda, que fica no cerro Bellavista. Ele a comprou em 1959. Apreciamos a vista privilegiada que o escritor tinha e visitamos a sua casa por dentro. Encantadora. Fácil mergulhar na vida de Neruda, através da atmosfera preservada em sua casa. A visita é imperdivel. Ao sair, sentei em um banco no jardim e apreciei o porto, com as águas escuras, carregado de nuvens. 

Fomos então para o centro que fica bem movimentado no fim do dia. Devemos ter andado por umas 8 horas sem parar e então resolvemos jantar por ali mesmo. Fomos comer peixe no The O´higgins. O lugar era agradável, com um bom atendimento. Mas fazia tanto frio e eu continuava molhada, que comi de luvas. 

Voltei a Valpo depois desse dia, em outra ocasião e outro clima e não consegui sentir a mesma paixão desta tarde chuvosa.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Al Carbón para carnes assadas






Todo mundo sabe que Buenos Aires é sinônimo de deliciosas carnes. É muito difícil alguém errar ao escolher um restaurante na cidade. Um dos meus preferidos é o Al Carbón. 

O Al Carbón é um restaurante agradável, que funciona em um prédio com mais de 60 anos e que fica próximo a Calle Florida, em uma rua tranquila e estreita. Dá para ir caminhando. Se estiver por ali, vá almoçar nele. O atendimento é ótimo e a carne maravilhosa. 

Durante o almoço fica cheio: na maioria das vezes, de pessoas que estão trabalhando. Não é muito comum ver turistas, embora hoje em dia Buenos Aires esteja sempre cheia de brasileiros.

Chegamos por volta de 13 horas e havia muita gente, mas não esperamos muito para entrar. Pedimos um vinho e ficamos saboreando as entradas (pães e queijos). Eles possuem uma padaria artesanal onde fazem pães deliciosos. Para almoçar: ojo de bife com vegetales.

Al Carbón - Carnes Asadas: Reconquista 875 - Buenos Aires

domingo, 14 de agosto de 2011

Manolo CARACOL - uma VIAGEM para os SENTIDOS








Estava chovendo muito em Casco Antiguo, também conhecido como Casco Viejo, na Cidade do Panamá e a fome apertou. Resolvemos entrar em um restaurante chamado Manolo Caracol. Escolhemos uma mesa de canto, sentamos e uma moça sorridente veio nos atender. 

- Tenho uma proposta para vocês, disse ela. Vocês pagam um preço fixo e terão direito a degustar 12 pratos mais um de sobremesa. Só que tudo será surpresa. Vocês só saberão o que é quando chegar à mesa. Topam?

Topamos no ato. Escolhemos um vinho, que não estava incluido na proposta, e aguardamos. Cada prato que chegava era uma surpresa mais saborosa que a outra: mistura de sabores e aromas. Comida de ótima qualidade e variada: calabaza, corvina, lagostim, arroz selvagem, massa com queijo, camarão, hongos, e muitas outras coisas. Foi uma experiência deliciosa.

Acho que o fator surpresa fez muita diferença no sabor dos pratos, deu um toque especial. Esperávamos cada um com ansiedade e experimentar sem saber exatamente o que era causava muitas sensações distintas.

O lugar também era  lindo com suas mesas de madeira e sua decoração que usava e valorizava os alimentos. O atendimento foi um capítulo à parte: excepcional. Os panameños são um povo que recebe muito bem.Tudo concorria para um ambiente dos mais agradáveis.

Passamos uma tarde maravilhosa e saimos de lá, para encarar novamente a chuva, perfeitamente felizes e satisfeitos.

Manolo Caracol - Ave Central y Calle 3ra, Casco Viejo, Ciudad de Panama, Panama.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Chegamos em LIVERPOOL e tomamos um SUSTO, Inglaterra:


O que fazer em Liverpool, Inglaterra

Nossa primeira parada na Inglaterra foi na terra dos Beatles. Chegamos em Liverpool, via Amsterdã, em uma linda tarde de outono, com céu azul e temperatura agradável em torno dos 8 graus, depois de quase 20 horas de viagem.
Desembarcamos no John Lennon Airport e a fila da imigração estava imensa, mas descobrimos logo que aquela era a fila destinada aos passaportes da comunidade europeia. O guichê que atendia os demais visitantes tinha apenas um casal de meia idade, nós e um rapaz. 
A mocinha foi educada conosco, nos fez as perguntas de praxe sobre nossa estada na cidade e no país, enquanto checava nossos passaportes e então nos deu as boas vindas.
O que fazer em Liverpool, Inglaterra
Liverpool

O que fazer em Liverpool, Inglaterra
Caminhando do ponto de ônibus ao Formule 1

O que fazer em Liverpool, Inglaterra
Chegando ao Formule 1
Na entrada do aeroporto, com seu Yellow Submarine, pegamos um busão para o Formule 1 Hotel, da Rede Accor, onde ficaríamos hospedados. Sim, estávamos na terra da Rainha! Foi bem estranho andar com o lado do motorista trocado.
Liverpool me pareceu, à primeira vista, uma cidade encantadora. Descemos no ponto próximo ao hotel e caminhamos o resto do trajeto. Chegando lá, nos dirigimos ao Ibis, da mesma rede, que ficava ao lado, pois no Formule 1 não havia recepção. E não era só isso que nossa casa em Liverpool não tinha, como eu descobri, instantes depois.
Na recepção, uma moça nos atendeu, séria, mas eficiente, nos informou que o Formule 1 não tinha banheiro no quarto. Como assim?! Por que eu não chequei isso antes? Confesso que esta é uma frescura que não abro mão quando viajo.
Como o Formule 1 no Brasil tem, eu não me preocupei em verificar. Cansada e com fuso diferente, eu quase chorei. Como não havia alternativa viável, sacudi a poeira e encarei: afinal seriam apenas 2 noites. Em minha cabeça, contudo vinham imagens dos banheiros coletivos que tive que encarar em outros momentos, outras viagens e não foram lembranças agradáveis. 

O que fazer em Liverpool, Inglaterra
Quarto do Formule 1

O que fazer em Liverpool, Inglaterra
Banheiro compartilhado: em uma das portas vaso e pia e na outra apenas o chuveiro
O que fazer em Liverpool, Inglaterra
Pegando toalhas no Ibis Hotel
O quarto era bom, com uma pia dentro, o que facilitava um pouco a logística da higiene pessoal. Para minha sorte, os banheiros eram muito limpos. Eles tinham um sistema de limpeza automática que funcionava muito bem. Havia várias unidades por andar e o vaso/pia era separado do chuveiro e todos independentes.
Mas as surpresas não acabaram por aí. Primeiro percebemos que não havia toalhas e eu tive que voltar ao Ibis para solicitá-las. Depois, louca por um bom banho levei todas as minhas tranqueiras para a portinha que tinha o chuveiro. Liguei. Uns 30 segundos depois ele desligou. Pela segunda vez naquele dia senti vontade de chorar.
Boa brasileira que sou, pensei logo que havia acabado a água. Liguei de novo, por puro desespero e a água voltou a cair. O meu alívio durou mais uns 30 segundos e eu entendi que o chuveiro iria fazer isso comigo sempre e o tempo todo, pois usava sistema de temporizador! Primeiro mundo é isso aí: preocupa-se com o meio ambiente e com o desperdício de água, que por lá não é nada barata.
O que fazer em Liverpool, Inglaterra
Liverpool

O que fazer em Liverpool, Inglaterra
Liverpool

O que fazer em Liverpool, Inglaterra
Cafe Tabac

O que fazer em Liverpool, Inglaterra
English Breakfast no Ibis Hotel
Depois do susto e de me entender com o hotel, relaxei. Fomos caminhar pela cidade, trocar dinheiro (no Post Office) e comer alguma coisa (Cafe Tabac).
No dia seguinte, pagamos para tomar café da manhã no Ibis e não nos arrependemos. Um típico english breakfast com pães, ovos, queijos de sabor forte, sucos, café, frutas e até feijão. E assim, alimentados e preparados, fomos descobrir o que a cidade dos Beatles tinha de especial.
Em tempo: já não existe mais o Formule 1 na Rede Accor. 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A DESPRETENSIOSA Playa del Carmen, MÉXICO:

na estrada, esperando o busão para Playa del Carmen

A Quinta Avenida, principal avenida de Playa

o mar do caribe ao fundo

Playa del Carmen

a avenida principal e o eterno vai e vem de pessoas de várias nacionalidades.

Casa de las Flores e os cisnes típicos dos hoteis e pousadas da região


Casa de las Flores

Chac Mool - mensageiro maia

Pegamos o busão para Playa del Carmen (estávamos em Mérida) no meio da estrada por volta de 07:30 da manhã. Levamos cerca de 4 horas para chegarmos. 
Playa é encantadora. Até hoje me parece um misto de Praia do Forte com Itacaré, ambos na Bahia e Porto de Galinhas em Pernambuco: sofisticada, mas descolada.
Lojas como Dior, Dolce and Gabanna, MAC dividem o espaço na Quinta Avenida, rua principal do local, com tendas artesanais, grandes mercados cheios de lembrancinhas mexicanas e barraquinhas de comida. Tem até uma loja vendendo havaianas. Muito chique.
Muitos turistas andavam pelas ruas para cima e para baixo ou faziam nada na praia de areia branca e águas verdes. Depois de passear pela praia, fomos caminhar pela Quinta Avenida.
Entramos na lojinha da Harley Davidson e fiquei conversando com um dos vendedores. Ele me contou que é descendente do povo maia e que seus pais ainda se comunicam em maia, mas que esta cultura está se perdendo, pois não é uma língua escrita. 
Os maias começaram a entrar em declínio por volta do século XV. Quando os espanhois chegaram na região, no século XVI, encontrou um povo arrasado e contribuiu ainda mais para este declínio levando aos maias várias epidemias.
Ainda há muitos descendentes deles circulando por ali com seus dentes de prata e ouro. Tulum  é uma antiga cidade maia e suas ruinas ainda estão preservadas.
A gentileza é uma característica marcante dos mexicanos e em Playa isso não foi diferente: amáveis, acolhedores, tinham sempre um sorriso no rosto. Em todo lugar que visitamos, de restaurantes a lojinhas, eles faziam questão de conversar conosco.
À noite, a Quinta Avenida fica intensa, com os bares e restaurantes lotados. Mulheres muito bem vestidas, de salto alto, e por incrível que possa parecer, homens de paletó. Em contraste, muita gente de havaianas, shorte e camiseta. Playa é bem democrática. 
Nós ficamos hospedados no Casa de Las Flores, uma pousada muito simpática, próxima da Quinta Avenida, com estilo bem praiano e quartos amplos. Decoração com detalhes mexicanos, como o Chac Mool em tamanho grande, que era o mensageiro entre mortais e deuses na cultura maia.
Para trocar dinheiro, usamos o Banamex. Playa está a 70 km dos hoteis de Cancun e a 50 km do aeroporto. Tulum está a 70 km.

Para ir a Tulum de Playa del Carmen basta pegar uma van. Elas saem a todo instante, assim que enche de pessoas. É só chegar, pagar, entrar e partir. Para ir a Cancun, a mesma coisa.