quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Brasília

  • Visitar o Museu de Valores do Banco Central. Quem tiver mais de 30 anos vai ficar bem saudosista...  e aliviado!! 





  • Façam um tour pelo Congresso. Além de muita história - passada e presente - você pode dar a sorte de assistir algum deputado ou senador discursando na tribuna, mesmo que não tenha quórum. É constrangedor, mas real. Pena que é proibido tirar fotos quando tem sessão.

  • Hospedar-se no setor hoteleiro norte é uma boa opção, pois fica perto do Brasília Shopping, ponto de apoio para comer, passear e comprar.

  • Ao contrário do que indicam todos os guias, a melhor vista da cidade não é do alto da Torre de Tevê. Esqueça. A melhor visão que pode-se ter do Plano Piloto, é do terraço do Palácio do Itamaraty. Depois de conhecer o lugar que impressiona, corra para o terraço e aproveite a vista. No final de tarde a luz fica ainda mais bonita!


  •  Aproveite o tour pelo Congresso Nacional e pergunte pelo Restaurante do Congresso. Geralmente frequentado pelos funcionários, o restaurante à quilo com cara de bandeijão (a comida não tem mesmo uma cara bonita), é uma ótima surpresa. A comida é deliciosa e muitoooo barata. Pra quem está com pressa pra conhecer a cidade e quer economizar, imperdível!!


  • Conhecer a cidade à pé não é uma boa escolha. O sol está sempre forte, o clima seco e as ruas não são arborizadas, ou seja, não venta muito. O clima fica mais ameno e agradável no começo da manhã e à noite. O melhor é pegar um táxi, pois as distâncias são pequenas e com exceção dos finais de semana, são fáceis de achar.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Guadalajara - México

 


 
  • Ao chegar em Guadalajara não deixe de experimentar: guacamole com totopos, frijoles refritos (feijão), tortillas, que aqui são de maiz (milho) e não de trigo e queijo oaxaqueño. 




  • Uma época muito bacana de visitar Guadalajara é nos dias 31/10, 01/11 e 02/11, pois os mexicanos comemoram o dia dos mortos. A cidade fica colorida de roxo e laranja,de flores artificiais e naturais (chamadas Xempazuchiti) inclusive nos cemitérios. O clima da cidade fica leve e tem altares montados por toda a cidade: nas praças, correios, shoppings, etc. Normalmente os altares reverenciam pessoas famosas e importantes da cidade, que já faleceram. Nos altares eles colocam velas, comidas e coisas que os espíritos gostam, porque eles acreditam que nestas datas os mortos voltam para visitá-los e tem que ser bem recebidos. Além disso banquinhas de rua vendem docinhos em forma de caveirinhas, esqueletos e outros motivos relacionados com o tema. Experimente o doce de tequila e o pão de morto.

  • Se estiver em Guadalajara na época de Los Días de Los Muertos, vá até o Pantheon da cidade. Lá costuma ter peças de teatro na área de cremação, à noite. Normalmente são duas sessões. Procure  informar-se antes, porque fica lotado. Eles montam cadeiras e um palco. Geralmente o tema é relacionada a morte, mas sempre com humor e leveza, da mesma forma que os mexicanos costumam celebrar a data.







 

  • Perto de Guadalajara, há cerca de 1 hora de carro, tem um povoado muito simpático, chamado Ajijic (ou Axixic). É um local bem tranquilo, com ruas de pedra, casinhas típicas e muitas lojinhas com produtos tipicamente mexicanos como o mel de agave, que vale muito a pena experimentar. Uma boa opção é sair cedinho de Guadalajara e tomar café en La Casa de Waffle. Muitas famílias mexicanas fazem isso nos fins de semana. Ajijic é um local onde os Tapatíos costumam ir para passar alguns dias.
 


  • De Ajijic siga até Chapala. Passeie pela ferinha ao ar livre. Semelhante as que existem na Bahia, especialmente no interior, vale pela descobertas de coisas diferentes como as micheladas, as comidas picadas, como o milho cozido, que tem um grão diferente do nosso, e frutas que não conhecemos.
  • Nem só de tequila vive o México. A mistura de cerveja, suco de limão, tabasco, sal e gelo , conhecida como michelada, refresca e é deliciosa, além de ter a cara do país. Em todo lugar é possível tomar uma boa michelada, desde feiras livres até em bares e restaurantes.



  • Quer uma experiência diferente? Assista um jogo de futebol no Estádio Jalisco, onde o Brasil foi campeão do mundo. O time da cidade é o Chivas, e o estádio costuma ficar lotado. É um progama família: as pessoas assistem as partidas sentadas, gritam pouco, mas agitam objetos, fazendo festa. Durante o intervalo tem brincadeiras e shows. É permitido beber e os ambulantes vendem pipoca, mas em vez de manteiga, pimenta. Ao final da partida a boa é comer tortillas nas barraquinhas que ficam do lado de fora do estádio: deliciosas e muito baratas.

  • Existe um bar no centro da cidade chamado La Maestranza, que vale uma visita para comer os legítimos guacamoles e tomar micheladas. Às vezes tem shows, inclusive de dança flamenca. É sempre muito cheio e animado de pessoas locais. Os Tapatíos, nascidos em Guadalajara, costumam ser muito bem arrumados: durante o dia ou durante a noite.















  • Quando estiver em Guadalajara não deixe de ir no Tequila Express, um passeio de trem que leva a Casa Herradura, fazenda que fabrica tequila. O passeio começa na estação exclusiva de trem, com um emocionante show de Mariacchis. Durante o percurso são servidos tequilas (shot ou misturado) e os Mariacchis continuam nos brindando com sua simpatia, alegria e música, claro. Ao chegar na Casa Herradura, acontece um tour que mostra os jimadores, a forma como o tequila (é assim mesmo, substantivo masculino) é feito, e os doces feitos de tequila. Acontece em seguida um farto almoço com comidas típicas da região e um baile. Na volta de trem, mais tequila e mais Mariacchis. Divirta-se muito e tire fotos à vontade.


  • Coma frutas picadas (apesar de serem apimentadas não ardem, somente acentuam o sabor das frutas) nas barraquinhas da Plaza Tapatía, enquanto observa o ir e vir dos mexicanos e o tempo passando. Pode ainda experimentar a pipoca ou a batata-frita picada, que são um pouco mais ardidas.


  • Faça um passeio pelo centro de Guadalajara: Teatro Degollado, Catedral, Prédio da Minicipalidad., Plaza de Armas. Entre no Palácio do Governo. Ande pelos salões, pela sala do Congresso e aprecie, nas escadarias que levam ao primeiro piso, um impressionante mural do muralista Orozco.


  • Se tiver disposição, pode ir até Zapopan, cidade vizinha a Guadalajara, para comer em uma lanchonete chamada: Los Sarapes. Em vez de sanduiches, tacos e quesadillas. A sensação é que entramos em um filme antigo, onde o tempo parou. No caminho, observe a arquitetura bonita da cidade e os prédios quase sempre baixinhos, por causa dos terremotos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

HAVANA em poucas PALAVRAS:


Fachada de um Paladar
  • Em Havana prefira comer nos Paladares: são restaurantes autorizados pelo governo cubano, que funcionam na casa dos moradores. É uma boa forma de entrar na casa dos locais e conhecer um pouco mais de sua cultura, de sua moradia e sua culinária. Opções: Nerei, Áries e Doña Blanquita.

  • Andar pelo Malecón, avenida que beira o mar, durante o pôr-do-sol. No verão o sol se deita por volta de 21:00. (eles também tem horário de verão e as estações do ano são inversas às do Brasil). Neste momento a brisa que vem do mar alivia a alta temperatura. Muitas pessoas caminham pelas ruas vindas do trabalho e das escolas. O céu fica de uma incrível tonalidade de vermelho. Muitas pessoas pescam e outras tomam banho na praia sem areia. É gostoso caminhar devagar e sem pressa, admirando o espetáculo da natureza.
  • Cuidado ao aceitar "favores" da população local (mesmo que seja uma aparente conversa informal. Charutos oferecidos na rua não tem garantia de qualidade), a não ser que esteja disposto a pagar. Como falta muita coisa na ilha os cubanos pedem de tudo: sabonete, caneta, balas e claro dinheiro. Não se assuste, se ao se recusar dar alguma coisa, eles resmuguem e falem mal de você. Siga seu caminho e não olhe para trás. Se resolver contribuir com alguma coisa prepare-se para receber o melhor deles que pode ser um agradecimento mais esfusiante ou um show de dança ou música. Faça sua escolha.

  • Se decidir ir nos meses de Junho e Julho leve apenas roupas muito leves. O calor é intenso, mesmo com a brisa que sopra do Malecón o dia todo. Hidrate-se e não estranhe o sabor da água engarrafada. Uma hora nos acostumamos. No entanto, banheiro é um problema na cidade. Não há públicos e nem sempre nos bares ou paladares há papel ou água. Vá com espírito de aventura.

  • Gran Theatro de Habana - vale um tour. Pouca gente visita, mas por cerca de R$6,00 (2 CUCs, moeda para turistas em Cuba), podemos conhecer o Teatro por dentro, incluindo o backstage, e ouvir histórias sobre o passado e presente do local, bem como os ilustres que frequentam e os que já passaram por lá. É possível chegar até a cadeira reservada ao Comandante do país. Até hoje o teatro é palco de grandes apresentações de ballet, dança flamenca e ópera.


  • No La Bodeguita del Medio, restaurante que era frequentado pelo escritor americano Hemingway, há a opção do prato do dia, mais em conta e sem perder a qualidade da boa comida do lugar. Enquanto espera pelo prato, é divertido ler as mensagens deixadas nas paredes por anônimos e famosos, e aproveitar para deixar registrada a sua passagem por ali.
  • Para tomar um sorvete na sorveteria Coppelia, que serviu de cenário para o filme Morango e Chocolate, entre e procure o quiosque para turistas, onde o CUC, a moeda usada pelos estrangeiros, é aceito. Ignore as sempre gigantescas filas, pois são para a população local apenas, por causa da diferença do dinheiro. Nesta fila compra-se com o peso cubano, que não temos acesso. Não fique, portanto, constrangido achando que está furando fila. Se tiver dúvidas, procure um segurança que fica na entrada da sorveteria. Ele irá te orientar, e se você pedir com jeitinho, ele pode permitir que você entre no espaço reservado aos cubanos para conhecer onde algumas cenas do filme foram rodadas.
  • Uma boa opção para conhecer Havana é caminhar. É uma cidade tranquila, plana, sem trânsito, quase sem violência. No entanto, o calor é intenso, o sol é muito forte e nem sempre há sombras, como na Plaza de La Revolución. Centro Habana, com seus casarões antigos, tem ruas sujas; por isso, o melhor é evitar dedos dos pés de fora. Consiga um mapa em seu hotel e caminhe.

  • Almoce ou jante no La Guarida. O cortiço serviu de locação para a maioria das cenas de Morango e Chocolate. Boa parte do cenário continua intacta e temos a sensação de estarmos entrando no filme. É mais caro que a maioria dos paladares, mas a comida é de excelente qualidade e o atendimento é diferenciado.
  • Shoppings definitivamente não são a cara de Havana. Galerias Paseo é o que mais se aproxima daquilo que conhecemos. Vale um passeio pela curiosidade e para almoçar no Jazz Café que fica nele: comida farta, que foge da tradicional comida criolla servida nos paladares e mais barato, além de privilegiada vista para o mar e ar-condicionado. Não é um lugar tipicamente turístico.
  • Real Fábrica de Tabacos - aqui pode-se ver o processo de fabricação do produto mais famoso de Cuba. Ao visitar, fique atento. A compra do bilhete para o tour é uma bagunça, as informações são desencontradas. Insista para adquirir o seu. Durante a visita os funcionários podem te oferecer charutos por um preço inferior. Não se arrisque se não quiser problemas.
  • Para ler: "Trilogia Suja de Havana", "Nosso GG em Havana", ambos de Pedro Juan Gutiérrez e "Ilhas da Corrente" - Ernest Hemingway.
  • Para ver: "Morango e Chocolate", "Habana Blues", "Suite Habana", "Guantanamera" e "O Velho e o Mar".