sexta-feira, 29 de julho de 2011

EMPANADAS e PIZZAS na madrugada de DESPEDIDA, Buenos Aires, Argentina:





Pizza de fugazzeta - queijo e cebola

A decoração da parede.

Repare na matéria

Era madrugada. Nossa última madrugada em Buenos Aires. Nosso voo sairia em poucas horas e queria aproveitar meus últimos momentos naquela cidade que sempre me acolhe com muita gentileza. Resolvemos então comer empanadas. Passei pouco mais de uma semana na Argentina e ainda não havia comido empanadas. Escolhemos o Kentucky: colorido, simples, com paredes repletas de passado. Não estava cheio, mas algumas pessoas tinham tido a mesma ideia que nós. Em verdade, é comum as pessoas passarem no Kentucky antes da volta para casa, na madrugada.

O nosso garçon estava meio sonolento, meio aéreo, mas nos trouxe, com um pouco de demora (ou era a fome que era muita??) empanadas e pizzas. Estavam maravilhosas, perfeitas, quentinhas. A empanada de humita (milho) é uma das melhores, mas a de fugazzeta (cebola e queijo) não fica atrás.

Antes de irmos embora, ficamos apreciando o passado do lugar com suas inúmeras fotos na parede. E não é que descobrimos uma matéria sobre nosso rei  Pelé?  Até nosso garçon sololento acordou e ficou trocando uma ideia sobre a velha rixa de sempre: Pelé ou Maradona?

Feliz depois de ter comido minhas empanadas, resolvemos ir tomar sorvete de doce de leite. Tem coisa mais argentina que isso? http://migre.me/5nkVs

Kentucky (desde 1942) - Santa Fé, Av 4602
http://www.pizzeriaskentucky.com.ar/

terça-feira, 26 de julho de 2011

PARRILLA DEL SOLÍS, Montevideo, Uruguai:








Depois de horas de viagem, por causa da confusão com o furacão chileno, finalmente chegamos em Montevideo. Faminta, só pensava em aproveitar as delícias da cidade: carnes e vinho. Escolhemos o Parrilla del Solís por ser perto do Splendido Hotel, onde estávamos hospedados. Além disso, ele me pareceu muito agradável.

Entramos e fomos recebidos pelo gerente, que gentilmente nos informou como funcionava o restaurante e nos fez diversas sugestões, confirmando o que eu já sabia: o quanto os uruguaios são amáveis. Optamos pela degustação que vinha diversos tipos de carnes e verduras. A ideia era pedirmos duas, mas ele nos disse que uma era suficiente. De entrada: chinchulin (intestino) e morcilla (linguiça de sangue).

Para acompanhar, claro que tinha que ser um vinho tannat, típico do país. Serviço ótimo cheio de gentileza e eficiência, comida maravilhosa e vinho excelente. É! Bem vinda ao Uruguai!

Parrilla del Solis - Bartolomeu Mitre, 1306, Montevideo.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O esplândido SPLENDIDO HOTEL, Montevideo, Uruguai:

o enorme quarto com colcha de zebra e tapete de vaca

a tvzinha, o armário e a porta


visão geral da copa, sala de refeições e sala de convivência

sala do café da manhã

sala de convivência

sala de estar. Olha a vaquinha aí novamente.

o banheiro

o esfregão salvador, o chão vermelho do banheiro e a falta de desnível.
Chegamos em Montevideo com um friozinho gostoso em torno dos 14 graus. Seguimos para o hotel. Como a viagem foi decidida em cima da hora, não deu para pesquisar muito. E fomos parar no Splendido Hotel. Um dos fatores decisivos desta escolha foi a localização: em frente ao Teatro Solis. Nem eu, que já me meti em diversas roubadas, estava preparada para o Splendido Hotel!

Uma portinha na Mitre, perdida entre um pub irlandes e um restaurante de parrilla. Uma campanhia, um arco-iris na porta, uma escadaria enorme e uma pequena recepção. Quem nos aguarda? Augusto, com sua calça verde a la Restart, suas unhas coloridas, cada uma de uma cor: amarela, rosa, verde... e seu lenço preto e branco. Bom, alguma coisa tinha que ser discreta. Augusto, muito gentil, leva minha mala, para o nosso quarto. Mais um lance de escadas. Tudo bem, tudo bem: adoro coisas velhas, ops, antigas. Uma imagem de Evita (???), uma salinha com móveis de muitos e muitos anos, um longo corredor e nosso quarto.

Uma tvzinha, um sofazinho, uma caminha, um armário, muito mofo, muita infiltração, uma mesa, uma vista linda para o Teatro Solis, um calefator, um tapete em forma de vaca e um banheiro. Isto era tudo que havia em nosso quarto que era enorme. Augusto, fashion e gentil, ainda nos levou para conhecer o resto do hotel: cozinha, copa e sala de convivência. O melhor de tudo isso? A vista para o Teatro Solis. Realmente linda.

A colcha que cobria a cama tinha motivos de zebra. Ok, ok, os bichos estão na moda. Estava exausta, depois de uma longa viagem para chegar ao Uruguai (http://migre.me/5k7hf). O quarto neste momento não me interessava. Só queria comer, para então, tomar um delicioso banho. Augusto confirmou que o banho era quente.

Descemos, e realmente a localização do Splendido, era excelente: no portão de entrada da Ciudad Vieja. Resolvemos então comer uma parrilla no restaurante ao lado do hotel (http://migre.me/5lV5T). Ótima escolha: carne, verduras a la parrilla e um vinho tannat delicioso. Agora começava a relaxar...

Estava então pronta para meu banho quente. Voltamos para o hotel para novas surpresas. Ao sairmos para almoçar, deixamos o calefator ligado para aquecer o quarto. Ao voltar, que delícia, o quarto continuava gelado. Mas tudo bem, ia me aquecer no banho quente.

O banheiro, ah o banheiro. Para entrar no banheiro, um degrau. Não havia desnível entre o box e o chão onde ficava o vaso, o bidê e a pia. Então para tomar banho, era um olho no chuveiro e outro na água, que ia descendo, descendo, descendo até cair no quarto. Mas havia soluções para isso: sair do box no meio do banho para usar o esfregão (ou gritar pelo namorado para usar o esfregão por você) ou tomar banho de 5s (o meio ambiente agradece). Liguei então o chuveiro e? Banho gelado. Crioterapia????? Tremendo de frio esperei: tudo bem, ia aquecer. Augusto falou que a água era quente. 

Cinco minutos depois, nada de água quente. Liga para Augusto: ah, vocês querem tomar banho? O aquecedor de água está desligado. Ok, ok Augusto, a gente quer sim tomar banho, estamos há 24 horas sem tomar banho, dá para ligar? Claaaaaaaaro, aquece em meia hora tá? MEIA HORA????? Me meto então no cobertor de zebra para aquecer enquanto a água esquenta. De olho fechado só tinha duas palavrinhas em minha cabeça como se fosse um mantra: minha casa, minha casa, minha casa...

Enfim, a água aqueceu, e entrei no meu banho com meu namorado com o esfregão do lado de fora, para não molhar o quarto. Bom, o banho realmente ficou quente, fervendo e queimou minha pele, e não era bem uma ducha, mas sim um conjunto de pinguinhos, e não dava para demorar muito, pois o namorado bonzinho não ia dar conta com o esfregão. 

Passamos apenas duas noites no Splendido Hotel, mas no segundo dia já estava ambientada e feliz, conhecendo todas as nuances do local e sendo muito bem tratada pelas pessoas que trabalham aí. Se um dia voltar à Montevideo volto a ficar no esplêndido Splendido Hotel, com seu ar de dama decadente, e ainda recomendo a todos que tenham um pouco de espírito de aventura.

Splendido Petit Hotel & Hostel - Bartolomé Mitre, 1314, [598] 2915-6171
splendidohotel@gmail.com
www.splendidohotem.com.uy

sexta-feira, 1 de julho de 2011

História de VIAGEM, Montevidéu, Uruguai:



Essa história aconteceu há muito tempo atrás, em 2011, quando o Santos Futebol Clube foi para a final da Libertadores. Isto não acontecia desde 2003, quando o time perdeu para o Boca Juniors da Argentina. O adversário agora era o Peñarol do Uruguai. Ir ou não ir assistir ao jogo em Montevideo? Ora, quantas vezes nosso time do coração disputa a final de um campeonato importante como este? Não tem nem o que pensar: vamos!!!
Em apenas um dia, as passagens foram compradas e o hotel reservado. Tudo pronto. Problema seria somente segurar a ansiedade por mais de dez dias. Ah! Se todos os problemas fossem este...
No meio do caminho havia um vulcão. Havia um vulcão no meio do caminho. O Puyehue resolveu acordar. Ele até cochilou no fim de semana anterior à viagem ao Uruguai, mas na segunda-feira, no dia do nosso voo, resolveu despertar novamente, com força total. Foi frustrante chegar ao aeroporto e sermos informados de que o voo havia sido cancelado, sem previsão alguma de quando ou mesmo se iria decolar. Com quem mesmo a gente podia reclamar? Só com Deus.
Então tá. Queremos ir para São Paulo, dissemos no balcão da companhia aérea. De lá pegamos um voo para Porto Alegre e depois vamos por terra para o Uruguai. Não vai ser possível! Guarulhos está um caos. E seu destino final é Montevideo. Mas, se reabrir o aeroporto de Carrasco, eu embarco vocês, disse a gerente de aeroporto da companhia aérea. É?? Que bom! Então está na hora de rezar, de perambular pelo aeroporto e de acessar a internet à espera de um milagre. Milagre este que não veio. Depois de um dia inteiro no aeroporto, voltamos para casa, desanimados e com poucas esperanças. 
Dia seguinte, terça-feira: alvorada às cinco da manhã. Era cedo e o vulcão podia ter cansado de soprar fumaça. Bom dia para ele adormecer novamente. As notícias entretanto eram desalentadoras: o Puyehue não dava nem mostras de cansaço.  Pior: a Conmebol estava resistente em adiar a partida. Cheios de frustração, resolvemos voltar para o aeroporto: melhor esperar lá do que em casa. 
Chegando lá, nada havia mudado. Os voos seguiam cancelados. Para piorar a nossa situação, a delegação do Santos recebeu uma autorização especial para voar e conseguiu no meio da manhã pousar em Montevideo. Acabaram-se as esperanças de adiamento da partida, e todos os voos continuavam sem poder decolar. A decepção e o desapontamento só aumentavam e a confiança que tínhamos de que a situação poderia se reverter estava de desfazendo. 
Na loja da companhia aérea nos informaram que as nossas chances de chegar a tempo para o jogo eram, na verdade, inexistentes. Mesmo que os aeroportos abrissem, só conseguiríamos embarcar dali a 4 dias. A fila estava enorme, pelo remanejamento dos voos. Sentamos desanimados. E agora? 
Vamos ver o que achamos para hoje para Montevideo. Há um voo, com disponibilidade, mas tem que passar a madrugada todinha em Assunção, no Paraguai. Ora, ora, ora. Estamos esperando o que? Vamos nessa! É uma final de Libertadores. Compramos novas passagens, pedimos reembolso das antigas e nos preparamos para nova espera. Sim, porque os aeroportos seguiam fechados. 

Aeroporto de Asunción - Paraguay
Aeroporto de Montevideo - Uruguay
Parrilla del Solís
Mas eu acho que o vulcão chileno no final das contas era alvinegro, porque resolveu cochilar novamente naquele dia. Às 16 horas os aeroportos foram abertos e às 17:30 embarcamos para Guarulhos. De lá para Asunción. Estávamos a caminho. A madrugada em Assunção não foi fácil. Aeroporto pequeno, vazio, gelado. Fiquei andando de um lado para o outro e o tempo custou a passar. Em um determinado momento chegou um boato que o vulcão havia acordado e se assim fosse, ficaríamos presos no Paraguai. Não vulcãozinho, nana neném, volta a cochilar, por favor. 

Às 06:45, começou o check-in, mas faltou luz no aeroporto. Ah, não!! Quem é que está de brincadeira aí em cima??? Mas às 07:45 embarcamos e finalmente às 09:30 estávamos pousando, finalmente, no Aeroporto Internacional de Carrasco em Montevideo. Já era o dia do jogo, estávamos exaustos, mas a adrenalina estava a mil. Ainda deu tempo de tomar uma chuveirada, comer uma parrilha incrível e dar uma cochiladinha de meia hora.

Ônibus apedrejado a caminho do estádio
Estádio Centenário
Estádio Centenario - Montevideo
Estadio Centenario - Montevideo

Depois desta odisseia de mais de 36 horas sem dormir e de ter o ônibus que nos levou ao estádio apedrejado pela torcida adversária, chegamos finalmente ao Centenário, para ver o primeiro jogo da final. Foi tenso, nervoso e terminou 0 x 0, mas na semana seguinte, no Pacaembu, em São Paulo, levantamos a taça de campeões da América. Tri campeões da América e valeu cada minuto dessa odisseia.
E como somos torcedores/viajantes ou viajantes/torcedores, aproveitamos a oportunidade de estarmos em Montevideo e depois do jogo fomos aproveitar a cidade que é uma graça, cheia de pessoas muito gentis e simpáticas, onde comemos muitíssimo bem.