segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Gran Vía - Um coração que bate intensamente

O dia nasce na Gran Vía.


 


Prédio Metropolis construido em 1905 com fachada parisiense
Fim do dia na Gran Vía com sua luzes acesas e o vai e vem de pessoas


A Gran Vía iluminada.

Chegamos em Madrid e a primeira coisa que eu vi foi a Gran Vía. Era por volta de 15 horas, hora local (são 4 a mais que Brasília, mas a Espanha estava com horário de verão e por isso estava 5 horas a mais). Ainda havia movimento em alguns restaurantes, mas estava perto da hora da siesta e a rua estava tranquila.

Mochila nas costas, longo tempo desde o aeroporto, cansada do voo e da imigração, até que finalmente saí do metrô. Quando levantei o rosto me deparei com aquela avenida grande, cheio de prédios com um ar de antigo sem ser decadente e ali eu soube que iria adorar Madrid.

O nosso hotel ficava ali, bem pertinho do metrô e comecei a experimentar os sabores madrileños por aquela avenida charmosa. Todas as minhas primeiras impressões de Madrid foram na Gran Vía: um lindo cartão de visitas. Esta avenida, a principal da cidade, foi inaugurada em 1910. Mudou de nome diversas vezes e foi até motivo de piada. No governo do ditador Franco recebeu o nome do fundador do partido Falange: Av. de José Antonio. Só foi batizada de Gran Vía em 1981, com a democracia já instalada.

A Gran Vía é larga e cheia de prédios interessantes. Quando estiver nela, não se apresse. Caminhe com calma, olhe para todos os lados e especialmente para cima. Sinta, aprecie. Faça compras, tome um café ou desayuno, acesse a internet, ande sem rumo, almoce, faça um happy hour. Ela fica entre a Calle de Alcalá e a Plaza de España e levou muitas décadas para ser construida. Em alguns momentos ela pode lembrar a Broadway com seus teatros, cinemas, bares e cafés. Em outro, uma Paris antiga, de séculos passados.  Lojas para todos os gostos. Comemorações importantes da cidade acontecem ali.

À noite, depois do trabalho, o movimento é intenso. As pessoas caminham, conversam, comem, bebem. Fazem fila para assistir filmes e espetáculos. A avenida fica cheia de vida, de movimento. Misture-se e sinta a pulsação desta linda avenida.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

La Bodeguita del Medio

Calle Empedrado 207

Balcão do La Bodeguita


Fotografias e assinaturas de famosos e anônimos que já passaram pelo restaurante.



 


a comida crioula



mojitos



Receita do mojito, com a imagem de Hemingway ao lado

La Bodeguita del Medio é um clássico de Havana, imortalizado por Ernest Hemingway, escritor americano, que sempre visitava a cidade. O resturante vive cheio de turistas, mas vale a pena conferir, seja para um almoço ou para um drink no balcão.

Nós resolvemos almoçar. Uns foram de promoção do dia (que sempre tem), outros escolheram no cardápio.  A comida é a típica de Havana, a crioula: arroz mouro, carne, frango ou peixe. Para quem gosta, o mojito é uma bebida gostosa e refrescante e a preferida de Hemingay.

Nat King Cole e Gabriel Garcia Marques, frequentaram. Pablo Neruda esteve lá. E muitos anônimos, que deixaram suas visitas imortalizada nas paredes do La Bodeguita, que surgiu em 1942, como um armázem. 

Calle Empedrado, 207. Fica próximo da Catedral de Havana, em uma ruazinha muito simpática em Habana Vieja.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tomando um té na Espanha.


Chayca no mercado de Triana

Eu adoro chás e infusões. E fiquei muito surpresa, deliciosamente surpresa, ao encontrar diversas teterias na região da Andalucía, Espanha. Diferentes tipos de chá, em ervas, além de maravilhosos acessórios como charmosas xícaras e bules (teteras) e coadores práticos.

As ervas são de muitas origens: Marrocos e Índia, por exemplo. A Espanha não produz, importa sempre. E ainda não é um hábito tão arraigado do espanhol, o chá, mas segundo informações de diversos vendedores, este consumo está aumentando. 

Eu aproveitei e trouxe vários pacotes de ervas: verde com menta (meu preferido), vermelho com hibisco, manzana e framboesa e verde com gengibre e limão, ambos muito refrescantes e alguns outros. Trouxe também uma caixinha de infusão de ervas orgânicas, de camomila com folhas de menta que deixa um sabor super agradável na boca. 

Agora, além de me deliciar com estas maravilhas da natureza, ainda me transporto para dias felizes passados no sul da Espanha.

Teterias:

Hamman em Córdoba - C/ Corregidor Luís de la Cerda, 51- CP: 14003 Córdoba. A teteria fica ao lado dos baños;

Chayca - no mercado de Triana, loja 34, Sevilla;

Té & Té - Pasaje de los Azahares, 44 Castelar 2, Sevilla.

A rua dos árabes em Granada tem diversas teterias. Escolha uma e divirta-se.