quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Los Leños em Montevideo


A parrilha

A salada tem que caber neste pratinho aí


Los Leños:
Morcilla Salada (salgada) $65.00 pesos uruguaios;
Calabaza a la parrilla - $85.00 pesos uruguaios;
Asado de tira (menu del día) - $240.00 pesos uruguaios;
Mineral - $52.00 pesos uruguaios;
Vinho tannat - $220.00 pesos uruguaios.

O asado de tira estava muito bom e era enorme. Boas opções de salada para acompanhar, incluída no menu do dia. O detalhe é que só podíamos ir até o buffet de saladas uma vez e colocar tudo o que pudéssemos em um pratinho de doce. Um teste de equilíbrio. A parrilla de abóbora estava sensacional. 

O menu do dia incluía entrada, prato principal, sobremesa e café. Tudo por apenas $240.00, mais ou menos o equivalente a R$24,00.

Almoço gostoso no Los Leños. Como em Buenos Aires, o forte de Montevideo são as parrillas. O Los Leños é bem agradável e atendimento bom.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Museus em LIVERPOOL, Inglaterra

Rossetti - 1871


Walker Art Gallery

Este post é para os apaixonados por museus. Liverpool tem alguns e são gratuitos. Eu não conheci todos por falta de tempo, mas pude visitar o Merseyside Maritime Museum e International Slavery Museum. Visitei ainda o World Museum e o Walker Art Gallery, meu preferido.

O World Museum é uma diversão. Já na entrada vemos réplicas de animais enormes que divertem e assustam as crianças. Tem planetário, mostras de botãnica, zoologia e geologia. Exposições de múmias do Egito, armas de Samurais, tesouros anglo-saxões e muitas outras coisas em diversos andares. Voltamos a ser criança, especialmente com as mostras interativas. 

Logo que chegamos ao World ficamos observando meio indecisos sobre por onde começar. Em poucos segundos um guarda aproximou-se e nos explicou tudo o que acontecia ali e nos sugeriu por onde deveríamos começar a brincadeira. A gentileza e eficiência são marcas inglesas.

O Walker Art Gallery tem quadros de artistas de diversos séculos como Rembrandt, Monet, Goye, Peter Paul Rubens e Rossetti. Para pessoas como eu que adoram este tipo de arte, esta galeria é um enorme prazer para os olhos. Eu me perdi ali dentro, entrando em um mundo paralelo e só voltei ao mundo real quando um guarda me abordou informando que estava na hora de sair pois eles estavam fechando. A pontualidade britânica de forma alguma é lenda.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ARROZ MOURO com ESPETINHO de PESCADO, no Paladar NEREI em HAVANA, Cuba.

Fachada do Paladar Nerei

Paladar Nerei


Arroz mouro e salada


Espetinho de pescado

A varanda da casa onde funciona o Paladar Nerei
Em Havana o mais comum é comer nos paladares que nada mais são do que restaurantes montados nas casas dos cubanos. Os cardápios tem forte influência crioula que é a cozinha espanhola acompanhada de produtos tipicamente cubanos. 

Minha primeira experiência na cidade foi no Nerei Restaurante. Fomos desde o Habana Libre Hotel caminhando. O sol estava se pondo e isso na capital cubana é um espetáculo sensacional e por isso optamos por sentar na varanda. A casa onde funciona o lugar é ampla e bem agradável. O atendimento também foi bem simpático.

Nós escolhemos a promoção do dia: espeto de pescado com arroz mouro (que vem misturado com feijão) e salada (que se resumia a pepino e tomate). Para nós brasileiros que temos fartura de frutas e verduras, achamos a saladinha cubana bem murchinha. O pescado estava gostoso e tinha um sabor muito forte. O arroz era saboroso.

Nerei Restaurante - Calle 19 y Calle L, Havana, Cuba

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

CORES e sabores do Dia dos MORTOS mexicano

Barraca com doces e pães do Dia dos Mortos

Lo Día de Los Muertos
O México é um país absurdamente interessante! Cheio de vida, de cores, de identidade. Marcela Serrano, autora chilena, em seu livro "Nossa Senhora da Solidão", fala que o México é um país para aqueles que não acharam outro lugar. É um país que acolhe. E que apesar de querer romper com o seu passado, para se modernizar, o valoriza, o respeita. Por tudo isso, o México é um país fascinante!

Altar público

Altar no palco montado no Pantheon para a divertida peça sobre a Morte

A Morte queria morrer

Um divertido monólogo sobre a Morte que queria morrer
Antes de visitá-lo eu achava que o país se resumia a Cancun. Nada mais errado. A cultura é intensa, múltipla e preservada. O novo e o antigo se confundem. O lugar tem uma identidade muito forte e mergulhar nela foi uma das viagens mais fantásticas que eu já fiz. 

A visita foi feita na época de el Día de los Muertos, mesma data de nosso Dia de Finados (2 de novembro), sendo que eles comemoram três dias e fazem disso uma festa colorida e cheia de sabor. Altares são levantados em homenagens aos mortos e cheios de significados e doces e pães gostosos são vendidos em forma de caveiras e esqueletos. Os cemitérios são enfeitados com flores roxas e laranjas de cor intensa. Vimos a festa em Guadalajara, em Axixic e também em México DF, capital do país.

Detalhes do altar montado nos correios com a coisas que o morto homenageado neste altar gostava como cigarro e comidas típicas

A vitrine de uma loja em Ajijic

Xempazuchiti

Altar em um shopping em Guadalajara homenageando Pancho Villa
Em Guadalajara passeamos pela Praça Guadalajara onde várias banquinhas estavam montadas com doces e salgados típicos da região. Uma festa para os olhos e para o paladar. Eu gostei especialmente de um pão meio doce que eles chamam de pão de morto. 

Vimos diversos altares coloridos: nos correios, na praça e nos shoppings. Os altares mexicanos são cheios de significados e tradições. Uma delas se relaciona com os níveis destes altares. Pela tradição devem conter sete níveis:
  1. Este nível é para as almas que estão no purgatório;
  2. Aqui se põe o sal para as crianças do purgatório;
  3. Já Neste se coloca o pão de morto, que deve ser feito por familiares, pois é uma homenagem, consagração ao morto;
  4. No quinto nível estão as comidas preferidas do morto;
  5. No sexto, a foto do defunto a quem o altar se destina;
  6. Por fim, aqui entra uma cruz.
As velas colocadas no altar formam os pontos cardeais para orientar os mortos que vem visitar seus parentes nestes três dias de festa.

O altar do Palacio de Bellas Artes na Cidade do Mexico

Altar montado no Palacio do Governo no Zócalo

Altar montado no Palacio do Governo no Zócalo

A famosa La Catrina
Visitamos o cemitério em dois momentos: durante o dia para ver as pessoas limpando os túmulos e colocando as mesmas flores de cor laranja, chamadas xempazuchiti, que vimos nos altares, nos túmulos. E à noite do dia 31 para assistir uma peça. Cadeiras foram colocadas no local onde acontecem as cremações e estava lotado. Havia duas sessões: nós compramos nossas entradas, na hora mesmo, para a primeira. Chegamos cedo e ficamos bastante tempo na fila. Estava lotado.

A peça era um divertido monólogo onde a morte nos contava que estava de saco cheio da vida e queria morrer. Ela parte para a ação e tenta matar-se das formas mais criativas que encontra nos causando intensas risadas. 

Em México DF, vimos muitos altares como no Palácio de Bellas Artes e no Palácio do Governo. 

Existe uma representação muito bacana e interessante da morte, criada por José Guadalupe Posada, gravurista e cartunista, chamada La Catrina, que hoje é reproduzida das mais diversas maneiras e pode ser encontrada em toda parte. 

Ela é cheia de charme, mas sua criação é uma crítica e ironia do autor aos mexicanos pobres que negavam sua ascendência indígena, querendo ser europeus. Em sua composição original inclusive La Catrina não tinha roupas e usava apenas um sombrero. Quem a vestiu e lhe conferiu um ar mais aristocrático foi o famoso (e sensacional) muralista Diego Rivera ao representá-la em seu mural "Sonho de uma tarde dominical na Alameda Central", uma de minhas obras preferidas do autor. 

Posada afirmava (e tinha razão) que a morte é democrática, pois chega para todos independente de cor, raça, religião. Hoje La Catrina tem a cara do país e está em toda parte, conferindo ainda mais identidade a um país que já é tão culturalmente rico e cheio de colorido e nuances espetaculares. 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Salar do ATACAMA no Chile:

Salar do Atacama

Um flamingo do Salar do Atacama
A natureza é mesmo impressionante no Deserto do Atacama. No mesmo dia em que visitamos as Lagunas Altiplânicas, visitamos o Salar do Atacama. 

O Salar é uma depressão de 3 mil quilometros quadrados coberta por uma camada de sais, provenientes das cordilheiras: dos Andes e de Domeyko. A água que não consegue escoar, evapora deixando depósitos de sais. Em alguns pontos a espessura pode chegar a 1450m. 

O Salar contem algumas lagoas onde vivem vários flamingos. Só podemos ver de longe para não atrapalhar a vida deles e reprodução, para que eles não migrem.

Podemos resumir o Salar em uma palavra: incrível. Aquele imenso descampado de sal, onde a luz do sol reflete forte, o azul do céu do Atacama sem uma nuvem é um cenário que nos deixa sem ar. Ok, a altitude também contribui para isso, mas o lugar é sensacional. 

As Lagoas do Salar

Lagoa Chaxa do Salar do Atacama
Escolha bem o sapato que vai usar nesta visita: eu fui de tênis e fiquei surpresa quando olhei a sola. O sal comeu a borracha, fez um estrago razoável. Mas nada que me impedisse de continuar usando o tal tênis estragado o resto da viagem que durou mais uns 15 dias.

Os vulcões que cercam o Salar costumam entrar em erupção. Disse-nos a guia, uma morena simpática, com  feições de índia e longos cabelos negros, que os chilenos se divertem quando isso acontece porque a fumaça vai toda para a Argentina. Sim, eles também têm birra com nossos amigos porteños.

O passeio é feito por empresas locais, com guia e transporte. Tem várias delas na avenida Caracoles, a principal rua da Vila de San Pedro do Atacama. Escolha a que mais te agrade. Elas costumam seguir as mesmas regras.

terça-feira, 10 de julho de 2012

O BAR 6 e Palermo: Buenos Aires

Palermo
Pessoas circulando por Palermo
Bar 6
Bar 6
Eu gosto de me perder pelas ruas de Palermo. Gosto de andar por lá sem rumo, sem objetivo, olhando as pessoas caminhando pelas ruas, enttrando e saindo de lojas, sem pressa, sem me procupar com o tempo, parando aqui e acolá para comer ou beber uma coisinha ou tomar um sorvete. Prefiro ir aos sábados, quando tem bastante gente circulando. Não chega no entanto a ser uma multidão. Não fica intransitável.

Em minha última visita à cidade, perguntei a alguns amigos porteños qual a diferença entre Palermo Soho, Hollywood e outros. Eles foram unânimes em dizer que esta nomenclatura é usada pelos brasileiros, que para eles tudo era Palermo.

Palermo

Chocolate quente no Bar 6

Palermo

Nesta mesma última visita, no fim da tarde, depois de muito caminhar, entramos no Bar 6. Estava cheio de gente sentada no balcão e nas poltronas vermelhas com suas mesinhas baixas. Tomei um submarino (leite quente com uma barra de chocolate dentro) enquanto meus amigos tomavam copas de cerveja. Ficamos algumas horas assim, relaxados, enquanto discutíamos as diferenças entre a economia e política entre nossos países. Quando saímos já era noite e então seguimos para casa para jantar calamares com mais amigos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

O que é que a Bahia tem? Salvador de muitos encantos.

Vista da Praça Castro Alves desde o Espaço Unibanco


Praça Castro Alves com a linda vista da Baía de Todos os Santos


Vista da Baía de Todos os Santos desde o Espaço Unibanco


Igreja da Barroquinha






























 
Espaço Unibanco de Cinema - Glauber Rocha

Salvador tem muita história. Esta história, às vezes, se mistura com o cotidiano da cidade. O Espaço de Cinema Unibanco - Glauber Rocha, além de ótimas salas de cinema (o espaço leva no nome do cineasta baiano), tem também uma livraria, um ótimo café e uma vista linda para a Praça Castro Alves e  para a Baía de Todos os Santos. Vemos ainda, de cima, a Igreja da Barroquinha e logo ali, pertinho, fica a Caixa Cultural.

A rosácea que decora a parede do prédio, onde antigamente funcionava o cine Guarani, é uma imitação da que ilustrou o poster de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber, em 1964. Dentro é possível perceber que muita coisa foi aproveitada quando o local foi reformado para funcionar o Espaço Unibanco.

A estátua do poeta dos escravos que enfeita a praça, foi fundida em São Paulo e chegou à Bahia em 1922, sendo colocada em seu lugar no dia 20 de Junho de 1923. Os restos mortais do poeta estão aí, guardados no monumento, desde 1971, quando aconteceu o seu centenário. É na Praça Castro Alves que acontece o tradicional encontro de trios da capital baiana no carnaval. 

Ao lado está a Igreja da Barroquinha, tombada pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 1722 Manuel Ribeiro Leitão doou as terras para a contrução da Capela da Confraria de Nossa Senhora da Barroquinha. Se estiver na cidade no verão, confira se estão acontecendo os shows de Mariene de Castro. Durante a estação ela costuma fazer seu show (Santo de Casa) neste espaço, e é um programa sensacional que tem a cara da Bahia.

Bem próximo do Cine Glauber Rocha, está a Caixa Cultural. O Museu funciona na antiga Casa de Oração dos Jesuitas, construida na segunda metade do século XVIII e sempre tem muitas exposições interessantes e gratuitas no espaço. E o prédio é belíssimo.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O que encontramos no CAFÉ DA MANHÃ, em MADRI, Espanha:

Starbucks Coffee Madrid
Starbucks Coffee
Starbucks Coffee Madrid
Starbucks Coffee Madrid
Starbucks Coffee Madrid
Starbucks Coffee

O que comer em Madri
Starbucks Coffee Madrid

Tomar café da manhã na rua é um dos meus programas preferidos. Peregrinar pelas cafeterias de Madrid foi um passeio dos mais agradáveis. Visitamos a cidade no fim do verão, quando os dias nasciam tarde e frios. O sol demorava para aparecer e então começávamos o dia com uma boa bebida quente para aquecer o corpo e a alma.

Pela região da Gran Vía há muitas e variadas cafeterias como a conhecida rede americana Starbucks. Eu adoro o chocolate quente que eles fazem e ainda tem a vantagem de ter acesso free à internet.

O que comer em Madri, Espanha
Museu del Jamón
Mueso del Jamón
Mueso del Jamon
Museo del Jamon
Museo del Jamon
Uma opção mais a cara da Espanha é o Museo del Jamón. O Museo é um lugar muito pitoresco com peças de presuntos penduradas no teto. Eu escolhi um sanduíche com ovo e chá de camomila. 

Não gostei muito não: o pão veio em estilo torrada e estava muito dura, e o ovo não tinha muito sabor. Apesar disso, valeu muito a experiência de ficar sentada ali, observando as pessoas  a caminho do trabalho, apressadas, enquanto eu tentava me entender com meu pão com ovo.

Rodillas
Rodillas
Pans & Company
Pans & Company
Experimentamos ainda o Rodillas, que tem ótimas promoções e uma variedade grande de deliciosos sanduíches e um café muito gostoso. Apesar de seu estilo lanchonete, em nada lembrando uma cafeteria, foi um dos meus lugares preferidos para tomar café da manhã na capital espanhola. 

Eu não fui muito com a cara do Pan and Company logo que o vi. Mas naquele dia, naquela hora era o único local que estava aberto. Decidi comer pão com pasta de atum e tomar um chá bem quente. Não me arrependi. Foi uma boa escolha!


A cada dia tomávamos o desayuno em um local diferente. Uma ótima forma de começar o dia: apreciar as pessoas que entravam e saiam à caminho de suas atividades diárias, enquanto bebíamos uma bebida quente e comíamos um bom sanduíche para aguentar as caminhadas do dia.

Todas as cafeterias mencionadas ficam na Gran Via e proximidades, mas algumas têm endereço em cada esquina de Madrid. Descubra uma cafeteria para chamar de sua. Ou várias!