quinta-feira, 28 de março de 2013

Museo del Oro - Bogotá


A riqueza do Museu do Ouro


Máscara funerária,
usualmente depositada sobre o morto.

Se fosse possível escolher apenas uma palavra para descrever el Museo del Oro, eu escolheria "interessante". Ou talvez até: interessantíssimo! Mas o museu é muito mais que isso: é bonito, é variado, é grande, é maravilhoso!

Impressiona a capacidade artística dos artesãos, há muitos, muitos anos atrás, de produzir peças tão pequeninas e tão cheias de detalhes. Estes são recipientes para a mastigação de coca.
A arte ali exposta é bonita de se ver, de se apreciar. Não somente pela suntuosidade das peças em ouro, por seu brilho, como também pelos detalhes artísticos. Tem peça para todo tipo de gosto, de olhar, de interesse.

Cabeças que representam povos, com exagero em determinadas partes e com adornos. Estudiosos acreditam que muitas vezes eram usadas em rituais.

Mais uma cabeça.
E o Museu do Ouro é muito mais. É história pura. É uma outra forma de estudar, enxergar, entender os povos que habitaram esta região antes, muito antes, de os espanhois chegarem por ali, explorando e dominando tudo. São os ancestrais do povo colombiano. É uma maneira graciosa, visual e linda de voltarmos os olhos para o passado daquela terra. Uma viagem de muitos anos, séculos.
Representações de máscaras

Adornos das mulheres importantes, geralmente mulheres de caciques

Representação de um cacique

Eu fiquei muito encantada. Não emocionada, encantada. E gastei muitas horas do dia percorrendo as salas deste museu, completamente voltada para um outro tempo.

"Com frequencia, os tons avermelhados eram vinculados ao sangue, ao calor da transformação e ao feminino; os verdes, com a regeneração, o florescimento e a vegetação; os brancos e amarelos, com o semen e o sol."

O Museu do Ouro.

Site oficial: http://www.banrepcultural.org/museo-del-oro
Parque de Santander, en la carrera 6ª esquina de la calle 16, en Bogotá, Colombia











quinta-feira, 21 de março de 2013

Sabores de Colômbia - Parte 2

Trucha con patacón - truta com banana da terra frito
Além de Bogotá, nós visitamos também o departamento de Quindío, o interior da Colômbia.  Lá experimentamos pratos deliciosos como esta trucha con patacón. A truta estava muito bem temperada e sequinha. Os colombianos ao que parece gostam de sabores fortes. O patacón nada mais é que banana da terra frita que eles deixam neste formato e fica muito crocante. E esta combinação estava maravilhosa.
Fríjoles dulces - feijões doces
Experimentei também fríjoles dulces. Estranhei o sabor, o feijão doce. Me lembrou muito vagamente o feijão mineiro. Neste prato tinha também costela de boi, que achei bem gordurosa, arroz branco, arepa e carne moida que tem a textura de nossa farofa, embora o gosto seja mesmo de carne moida.

Bandeja Paisa

Bandeja paisa é um prato muito típico desta região - do Eje Cafetero (zona do café). É um prato farto e cheio de coisa: arroz branco, carne moida, feijão, banana da terra frita, arepa, bacon, ovo frito e às vezes abacate. É uma refeição e tanto e acho que aqui chamaríamos de prato de peão. Inclusive tem este nome -  bandeja paisa - porque originalmente era servido em bandejas por causa da quantidade. Paisa é quem nasce nesta região.
Arepa com manteiga e queijo

Arepa
Café da manhã sem arepa, não é café da manhã. Se bem que esta delícia pode acompanhar qualquer prato. Eu gostava de comer com manteiga e queijo. Era a melhor hora do dia. Feito de farinha de milho e assadinho, era bom demais!
Buñelos

Buñelo
Huuummmmmm. Também servido no café da manhã ou no lanche da tarde é praticamente impossível comer um só. Todo mundo que diz que vai apenas experimentar, quando percebe já comeu uns cinco ou mais. Os que comemos eram de queijo.
Arequipe

E há ainda o arequipe, o doce de leite deles, diferente dos argentinos (meus preferidos), melhor que os chilenos e muito melhor que os brasileiros.



Nesta biboca na beira da estrada comemos torta de choclo. A aparência e a textura lembram a do acarajé que se come em Salvador, na Bahia. O gosto é diferente e sensacional. Foi uma das coisas mais gostosas que experimentei no Vale do Quindío.


Na verdade, estes são somente alguns sabores que experimentamos no Eje Cafetero, na região de Armenia. Há, claro, muitos outros, como as frutas e o suco de lulo. A Colômbia é um país de gastronomia muito rica.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Aracaju, Sergipe: impressões e sensações

Casquinha de aratu do "Pitu com Pirão da Eliane"

Ensopado de pitu do "Pitu com Pirão da Eliane"

A varanda do "Pitu com Pirão da Eliane"

Restaurante O Miguel

Surubim na brasa de "O Miguel"

Restaurante O Miguel

Café da manhã da Pousada Olá

Pizza Aracajuana
Praia de Atalaia

Fui passar o final de semana em Aracaju, por causa de um evento de corrida. Não gosto de ir à praia (embora goste de um bom mergulho no mar), nem de bar e muito menos de comer caranguejo. Por isso não fiz nenhum dos tradicionais programas que meus amigos indicaram para fazer na cidade.

O tempo também foi curto e não fiz muita coisa. Abaixo, algumas impressões da capital sergipana:

  1. os aracajuanos são muito simpáticos, divertidos, intrometidos, faladores, alegres e tem um sotaque delicioso de se ouvir. Em muitos lugares em que estivemos, as pessoas simplesmente puxavam assunto como se fóssemos amigos de décadas. E eles não tem o menor pudor em perguntar coisas de sua vida;
  2. o surubim na brasa do restaurante O Miguel é delicioso! Pedimos uma porção de feijão de caldo para acompanhar e foi de comer rezando. O surubim com arroz à grega e o feijão saiu por pouco menos de R$70,00 para duas pessoas. Mas o garçom já avisou logo que não é sempre que tem o surubim não. E que ele já viu muito freguês ir embora por isso;
  3. O ensopado de pitu do restaurante "Pitu com Pirão da Eliane" também é muito bom. Cerca de R$100,00 para duas pessoas, com pirão e arroz branco. E o garçon insistiu que era a melhor opção. "Peça, homi, peça! Peça o filé de pitu, que é o melhor."
  4. Quer saber sobre a cidade? Converse com os taxistas. Eles falam sem parar sobre tudo o que você quiser saber e acredite: você poderá ouvir coisas surpreendentes. O que nos levou ao aeroporto se lembrou no caminho "vixi, esqueci de picolé, tinha a corrida de picolé, mas cochilei...". Taxi por lá não é barato. Para percorrer 2km pagamos R$13,00;
  5. o Shopping Jardins é cheio e pequeno. Não vale à pena;
  6.  a cidade tem muita opção de restaurante. Se gostas de comer, terás dificuldade em escolher. Tem opção para tudo quanto é gosto ali na Praia de Atalaia, onde as pessoas andam de um lado para o outro. No domingo, no entanto, procuramos, por volta de 21h um restaurante para jantar e tudo estava fechado. Encontramos então na rua de trás uma pizzaria (Forno à Lenha -Endereço: R. Dr Niceu Dantas, 435 - Atalaia) e comemos uma pizza, que eu não achei muito boa. O curisoso é o que vem à parte: molho de tomate e queijo parmesão ralado;
  7. Para quem gosta de praticar atividade física a praia de Atalaia é boa pois é ampla e tem pista de corrida/caminhada e ciclovia;
  8. Ficamos na pousada Olá, típica pousada de praia: simples, com um básico e bom café da manhã, quarto amplo e limpo, (com um colchão péssimo, mole e com um buraco) e banheiro adequado (com alguns pontos de ferrugem). O pessoal é bem simpático e falador como me pareceram os habitantes desta cidade. Muito bem localizada;
  9. Se você é como eu que não gosta de ficar na praia, sugiro um mergulho no mar, em Atalaia mesmo. A água é fria e refrescante.
É isso. Foi um fim de semana bem gostoso este que passei em Aracaju.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Um NATAL em BOGOTÁ, Colômbia

La Candelaria O que fazer em Bogotá
La Canelaria no dia de Natal: chuva e vazia

La Candelaria Bogotá, Colombia
Subindo as ladeiras da cidade histórica no dia de Natal
Fomos convidados pela família de uma amiga querida para passar Réveillon no interior da Colômbia, na zona cafeteira. Por uma questão de custo/benefício em relação ao preço das passagens, acabamos viajando no dia 24 de Dezembro: passamos toda a véspera de Natal em conexão em Lima e a noite de Natal dormindo de tão cansados que estávamos.


La Candelaria Bogotá, Colombia
La Candelaria no dia de Natal
Juan Valdez Bogotá, Colombia
Sanduíches e café colombiano em Juan Valdez, salvaram o nosso almoço
O dia 25 amanheceu chuvoso, mas mesmo assim saímos para explorar a cidade. O problema é que não havia nada para ser explorado. Como país católico, tudo na capital estava fechado e a cidade estava deserta. Praticamente só Léo e eu andávamos pela cidade histórica. 

Por sorte, encontramos a cafeteria Juan Valdez aberta e foi lá que nós salvamos o nosso almoço: sanduíches e café colombiano. Sem mais nada para fazer naquele natal de chuva, resolvemos tentar ir ao shopping na Zona Rosa da cidade. Gentilmente o moço no Juan Valdez nos explicou onde e que ônibus deveríamos tomar para chegar até lá. 

Encaminhamo-nos para o local indicado e era uma zona meio estranha, com mais movimento que a La Candelaria. O ônibus, como previsto para um feriado, demorava de passar. De repente, um doido começou a esmurrar todo micro que parava na praça onde estávamos. Entrou em um e cuspiu no motorista. Então, o motorista parou o ônibus no meio da rua e saiu com um pau na mão para bater no doido que saiu correndo. Ninguém nem piscou, como se aquilo fosse normal.

Confesso que neste momento comecei a me assustar. Além do que, o ônibus que queríamos não chegava nunca. Dirigimo-nos então a um policial que nos advertiu que não deveríamos estar ali que era uma área perigosa.


Ficamos ao lado dele, que nos indicou outro ônibus que passava próximo à Zona Rosa e que lá, segundo ele, era mais tranquilo caminhar um pouco. Parou o ônibus para nós e pediu ao motorista que nos indicasse a parada.

No shopping, tudo também estava fechado, salvo algumas lanchonetes onde comemos alguma coisa antes de tomarmos um táxi de volta ao hotel. Já estava bom de aventuras naquele dia.

La Candelaria
La Candelaria
Aprendemos uma lição valiosa com esta viagem à Bogotá: sempre ficarmos atentos às datas festivas de um país para não encontrarmos uma cidade fantasma.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Indo e Vindo em Bogotá

os micros

os micros parando no meio da rua

caminhar é muito bom

os transmilenios.

Apesar de não ter metrô, deslocar-se em Bogotá é muito tranquilo. Ok, de vez em quando pode rolar uma aventurazinha, mas nada demais. 

Pegar taxi é fácil e barato. Os motoristas são educados, usam taximetro e gostam de conversar. O único problema é no aeroporto, se chegar tarde da noite, porque então eles exploram. 

Se gosta de caminhar, aproveite. A temperatura em Bogotá é quase sempre amena e a cidade não tem muitas ladeiras. Pelo centro tem muita gente caminhando e muitos policiais. Assim como na Zona Rosa, local de restaurantes, bares e lojas. 

Eles tem o Transmilênio, cujas linhas estão sendo ampliadas e que foi inspirado nos ônibus de Curitiba. São aqueles enormes que tem a mola, a sanfona, no meio.

E tem ainda os micro ônibus, para quem curte uma aventura, porque eles estão sempre cheios, todo mundo juntinho e misturado, e não tem ponto. Param no meio da rua e em qualquer lugar. A entrada é pela frente, mas quando lota, o motorista abre o fundo e o pessoal vai passando as moedinhas da passagem até o motorista. Muito solidário e todo mundo ajuda.

Tomamos os micros duas vezes no mesmo dia. A primeira vez cerca da zona histórica, em uma área meio estranha, perigosa. Estava chovendo, era feriado e estava demorando muito para passar o que queríamos.

De repente, um doido começou a esmurrar todo micro que parava na praça onde estávamos. Entrou em um e cuspiu no motorista. Então, o motorista parou o ônibus no meio da rua e saiu com um pau na mão para bater no doido que saiu correndo. Ninguém nem piscou, como se aquilo fosse normal. 

A segunda vez, era noite. Dois policiais pararam um micro verde no meio da rua e pediram ao condutor que nos indicasse o local de descida. Ele gentilmente nos avisou. E como antes, parou no meio da rua. Descemos e fomos desviando dos outros carros até chegarmos sãos e salvos na calçada.

Escolha o meio de transporte que mais te agrada e não esqueça de se divertir. Não importa o que aconteça!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Onde DORMIR em BOGOTÁ

Eu estive em Bogotá duas vezes: a primeira vez me hospedei  no Ibis e a segunda no Hilton.

Quarto padrão do Ibis
Salão do café da manhã


O Ibis com o Museo Nacional ao lado esquerdo

Eu adoro ficar no IBIS hotel porque acho um ótimo custo-benefício. Mas sempre que vou reservar em alguma cidade, presto atenção em alguns detalhes pois já me meti em uma ou outra roubadinha:

Em primeiro lugar verifico a localização, pois tem alguns hoteis da rede que ficam um pouco isolados. O de Bogotá - Hotel Ibis Bogota Museo - não tem este problema. Ele fica entre uma simpática e tranquila ruazinha com cafeteria, floricultura e restaurantes e a Carrera 7 que leva até o Museo del Oro (distante apenas 2Km) e até a zona histórica (3Km). E ainda fica em frente ao ótimo Museo Nacional.

Depois, se já faz parte dos hoteis da rede que estão reformados, para não ter surpresas, pois todos seguem o mesmo padrão: sóbrios, mas bem decorados, funcionais e amplos na medida.

O café da manhã (que é pago à parte) não é muito variado, mas tem o básico com muita qualidade: pães, frios (presunto e queijo), dois tipos de suco, chás, café, frutas, ovos e alguma coisa típica. Em Bogotá eram doces.

Os recepcionistas do Ibis Bogotá são muito simpáticos e atenciosos, assim como o pessoal do café da manhã.

E um dos pontos fortes é ter wi-fi grátis no quarto.

Transversal 6 No 27 - 85

Centro Internacional
11001 - BOGOTA
http://www.ibis.com/pt/hotel-7318-ibis-bogota-museo/index.shtml


Hotel Hilton Bogotá

Hotel hilton Bogotá

Hotel Hilton Bogotá

Hotel Hilton Bogotá

Hotel Hilton Bogotá.

Foi a primeira vez que me hospedei no Hilton e gostei muito. As recepcionistas são super simpáticas e risonhas. O quarto é amplo e a cama deliciosa. O que eu mais gostei no banheiro foi a iluminação. Gosto de luzes. Podem mudar um ambiente. 

O café da manhã (também pago à parte) é maravilhoso e eu recomendo. É muito farto e diversificado e as frutas, típicas do país e que não temos aqui, são as estrelas da festa. A bebida cremosa de goiaba é sensacional. Sucos naturais, pães fresquinhos e muitas outras opções deliciosas. 

Ele fica em outra parte da cidade, próximo à Zona Rosa, mais badalada, com bares, restaurantes, shoppings e lojas. No entorno tem um Juan Valdés Café, a cafeteria mais famosa da cidade.

Um dos pontos fracos é não ter wi-fi grátis nos quartos.

No domingo a Carrera 7, na altura do Hilton, fica fechada para o tráfego e se enche de pessoas correndo, caminhando, pedalando. É uma delícia.

Carrera 7 No. 72-41, Bogota, 00000, Colombia 
http://www3.hilton.com/en/hotels/colombia/hilton-bogota-BOGBCHH/index.html 

Se eu voltasse à Bogotá hoje, escolheria ficar no Ibis, apesar de ter amado estar no Hilton. Dois motivos fundamentais determinam esta escolha: a localização do primeiro, melhor para quem é turista e passa muito tempo na zona histórica, pois não dependemos de transporte e porque tem wi-fi gratuito no quarto. Duas razões que fazem toda a diferença para mim.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Bogotá colorida






Iglesia de San Francisco em contraste com grafites



Chegamos em Bogotá em um 25 de Dezembro chuvoso. Tudo, absolutamente tudo, estava fechado. Era um dia cinza. Mesmo assim fomos para a rua caminhar e começar a descobrir a cidade. Pegamos a Septima (Carrera 7) até a Candelária, a região histórica. A chuva oscilava entre forte e garoa e por isso quando aumentava o volume tínhamos que nos abrigar nas marquises e então pudemos observar a cidade com calma.

O que primeiro me chamou a atenção em Bogotá foram as cores. Achei a cidade cinza concreto, mas havia grafite para todo lado e de todo tipo: de protesto, artísticos, coloridos, interessantes, intensos. Por todo canto que olhássemos havia uma obra de arte enfeitando, dando identidade, mudando a cara da cidade, complementando e contrastando com a arquitetura, inclusive com prédios históricos como a Igreja de São Francisco, construida no século XVI. 

Os grafites e frases dão identidade e vida a Bogotá.