quinta-feira, 25 de abril de 2013

SABORES de Colômbia - Parte 3

Peixe vermelho cozido com salada, arroz de côco e patacón
A Colômbia tem deliciosos pescados. Encontramos alguns pratos bem interessantes, tanto em Bogotá quanto em Cartagena.

Peixe vermelho frito com salada, arroz de côco e patacón

Caldo de peixe como entrada
Eles tem um sabor diferente dos que estou acostumada aqui no Brasil. Mas o grande diferencial são os acompanhamentos. O patacón é quase uma unânimidade. Tem também o arroz de côco. Ele é moreninho e logo quando experimentei, não achei o gosto agradável, porque ele é meio adocicado e o arroz um pouco grudadinho. No entanto, casado com um peixe de sabor mais suave e verduras ficou uma combinação bem interessante.

pescado com yuca
Outro acompanhamento comum de se encontrar por lá, em Cartagena ao menos, é a yuca, que nada mais é que nosso aimpim ou macaxeira. Apesar de ser bem conhecido em algumas regiões do Brasil, vale experimentar porque claro, o sabor não é exatamente o mesmo. 

Ceviche de pescado

Ceviche de atum
A perdição, em minha opinião, são os ceviches. Eles fazem de diversas maneiras, com pescado e frutos do mar, e diversos temperos. Os peixes são frescos e simplesmente deliciosos.

sábado, 13 de abril de 2013

Monserrate, Bogotá, Colômbia

Filas para comprar os bilhetes e para subir o cerro Montserrate
Subi o cerro Monserrate em um sábado. Queria um dia movimentado porque não tinha certeza se durante a semana era seguro, se havia policiamento. Havia fila para comprar e para subir, mas em nenhum dos dois momentos foi muito demorado e os processos são organizados. 

Escolhemos subir de funicular e descer de teleférico, mas se um dia voltasse lá faria o contrário. É que parece que todo mundo preferiu fazer da mesma forma que eu. No sentido inverso não havia fila nenhuma.

Os trilhos do funicular

O funicular visto do último vagão

A vista de Bogotá à medida que vamos subindo.
É uma subida bem íngreme que dura alguns minutos. Dá um friozinho na barriga, especialmente para pessoas como eu que tem medo de altura. Fomos no último vagão, o vagão de cima, perto do condutor. Este vagão te dá uma boa visão do que está vindo, da altura, do quanto estamos subindo.

No entanto eu sugiro, se conseguir, ir no primeiro vagão. Nele só há o vidro à sua frente, então nada atrapalha sua visão e você ainda verá surgir aos seus pés a cidade de Bogotá.

O jeito é respirar com calma, devagar e com cuidado. Não ande rápido.

Vista de Bogotá. A Plaza Bolívar no centro da foto, com a árvore de Natal
O cerro fica em uma altitude superior a 3000 m e você pode passar mal. Respire com cuidado e devagar. Não ande rápido e nem gesticule muito. Se mesmo assim sentir algum enjoo ou qualquer outro mal estar, tome chá de coca. Aí mesmo tem para vender. Tem gosto de chá de erva cidreira.

Lá no alto, tem uma vista bacana de Bogotá. Podemos ver o Centro Histórico e a Plaza Bolívar. Vemos como a cidade é plana, com poucos prédios. Mas, não é nada espetacular. Quem está acostumado a subir em lugares altos para ver cidades, não vai achar nada demais. 

El Santuario del Señor Caído

El Santuario del Señor Caído por dentro
É um lugar de peregrinação e é possível ver turista curiosos como eu e católicos em exercicio de sua fé. O santuário foi construido entre 1640 e 1657, mas tem uma carinha moderna, contemporânea. Ao lado do santuário, há uma espécie de corredor com lojas vendendo objetos: religiosos e não religiosos, como relicários e chaveiros.

As lojinhas


Apesar de muita gente circular no cerro aos sábados, não fica tumultado, não tem confusão, nem as pessoas ficam espremidas umas nas outras. É possível circular tranquilamente e tirar fotos. Tem muita gente que prefere fazer o caminho a pé. Há uma estrada íngreme e difícil que chega até aí. Alguns fazem isso como atividade física, outros por fé. Eu fico com o funicular e/ou teleférico.

Há dois restaurantes no topo, mas descemos antes da hora do almoço. Não ficamos muito tempo. A lanchonete estava aberta e estava lotada.

Teleférico
A fila para descer de teleférico estava muito grande e demorou mais de 1 hora até conseguirmos entrar nele. Temos uma vista mais ampla da cidade do que com o funicular, mas achei a viagem do primeiro mais interessante.

  • Só suba o Monserrate se for católico fervoroso ou se gostar de ver as cidades do alto.
  •  Leve um agasalho, pois lá em cima é mais frio que na cidade e venta um pouco.
  • O último "e" de Monserrate se pronuncia.
 Tarifas e horários

terça-feira, 9 de abril de 2013

La Candelaria, Bogotá, Colômbia


O colorido das casas e os balcões são predominantes nas casas da região histórica

A região está bem preservada
A região histórica de Bogotá, conhecida como La Candelaria, está bastante preservada. Tudo começa na Plaza Bolívar e se ramifica por várias ruas e ladeiras. Quase não passa carro, o que nos permite andar com muita tranquilidade. É também bem policiado, mas nunca é demais ficar atento.

Um restaurante à esquerda, o Monserrate ao fundo e ambulantes à direita.
Na região antiga da cidade você tem diversas opções: desde caminhar pelas ruas para conhecer a arquitetura colonial, entrar no diversos museus, sentar em uma das unidade da famosa cafeteria local - Juan Valdez - almoçar comidas típicas, olhar as pessoas que circulam pela região, ou tudo isso. Só não tenha pressa, porque Bogotá é uma das cidades mais culturais da América do Sul e sua história é contada aqui de diversas formas.

Bonecos de lixo reciclado enfeitam os balcões

Close dos bonecos feitos com lixo reciclado.
A arte está em toda parte: nos ambulantes que vendem seus artesanatos, nos balcões dos casarões antigos, com representações de pessoas feitas com lixo reciclado, nos prédios preservados que nos dizem quem eram os antigos bogotanos e como viviam e nos artistas de rua que fazem seus shows.


Teatro Colón, inspirado no de Buenos Aires.
Conhecer a história de uma cidade através de seus prédios é muito interessante. Símon Bolívar em um determinado momento estava em casa com sua amante Manuela Saenz e para escapar de ser morto, contou com a astúcia e inteligência da mulher, que o mandou fugir pela janela, enquanto ela aparecia em trajes de dormir, constrangendo os invasores que foram buscar o libertador em outro local.

Janela que possibilitou a fuga de Bolívar

Casa de Manuelita
Inclusive Manuelita vivia em um casa, na esquina próxima a do amante, para ficar de olho nele. Além dos prédios, em La Candelaria ficam museus ótimos, que também contam histórias, de diversas formas: através de roupas, de fatos, de quadros e até das moedas que já circularam no país.

A Casa da Moeda - a história de Bogotá contada através de sua economia
A Casa da Moeda é um passeio pela economia do país, mostrando as moedas que circularam e como isso influenciava na sociedade e no comportamento. Como tudo funcionava e a evolução. É um museu muito rico de informações. É um pouco cansativo porque as explicações são muito longas em paineis escritos. Se você faz a linha detalhista reserve bastante tempo para este lugar.


La Pareja Bailando

El Presidente
Sem dúvida, o Museu Botero é um dos meu preferidos. Eu adoro os gordinhos do artista. Aliás, gordinhos não: larguinhos. O autor conta um pouco da vida cotidiana e política do país através de suas pinturas. Elas são fortes e intensas. A minha dica aqui é a seguinte: na entrada há sempre guias disponíveis. Aceite ser acompanhado por um que vai te contar um pouco sobre o artista e sobre alguns de seus quadros e depois te deixar à vontade para apreciar em seu próprio tempo. Eu gostaria de ter ido todos os dias a este museu.

Além dos quadros, Botero também criou esculturas sensacionais. Tanto a Casa da Moeda quanto o Museu Botero, tem entrada gratuita e fazem parte dos Museos del Banco de la República, assim como alguns outros.

Uma das esculturas de Botero, em bronze

O casarão onde funciona o Museu Botero. Além de apreciar a obra do artista ainda conhecemos era a estrutura das casas na época colonial.
Centro Cultural Gabriel García Màrquez, onde fica, entre outras coisas, uma ótima livraria e uma das unidades do Juan Valdez
La Candelaria é isso e muito mais. Não deu tempo de fazer tudo o que eu queria. Tem muito lugar para visitar e muito museu para ir, prédio para ver, comida para experimentar. O que ficou desta visita foi a certeza de que tenho que voltar para conhecer mais desta adorável cidade.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A Plaza Bolívar de Bogotá


Uma visão geral de parte de Plaza Bolívar

A Plaza Bolívar. Se vier caminhando pela Séptima, chega aqui.
Todo viajante tem uma ou outra dica que acha preciosa. Eu não fujo a esta regrinha. Uma dica que eu acho bacana é a Oficina de Turismo. Sempre que chego em algum lugar busco uma. Em quase todo aeroporto e área turística tem um posto de informação para turistas. Normalmente é o primeiro contato que eu tenho com uma cidade. Lá geralmente recebo um overview do que pode ser imperdível. Aí é só casar com o que já tenho em mãos, com minhas pesquisas. Em Bogotá tem uma na Plaza Bolívar, na esquina da Calle de los Divorcios.
Grupo interessado na história Bogotana
Foi assim que descobri sobre o tour, gratuito, de mais ou menos duas horas, pelo centro histórico, partindo da Plaza Bolívar. Foi assim que me juntei a este grupo que tinha gente de diversas partes da américa latina. Foi assim que fiquei conhecendo um pouco da história desta cidade tão cultural e tão interessante.

A Catedral de Bogotá, com o Congresso Nacional ao lado.
O tour começa bem aqui em frente ao Congresso. E entre muitas ricas e interessantes informações fiquei sabendo, por exemplo, que o a Catedral fica em um nível mais alto, porque nada pode estar acima de Deus. Logo abaixo, o Congresso, o estado. E só então, os outros prédios. 

A Plaza Bolívar, que recebeu este nome em homenagem ao libertador Simón Bolívar, e onde estão também o Palácio da Justiça e a Prefeitura, entre outros prédios importantes e históricos, é inclinada para poder escoar as águas das chuvas que descem pelas ladeiras desta zona histórica. 

Esta praça é o ponto de partida para conhecer toda a parte antiga de Bogotá, com seus museus e prédios que sobreviveram ao tempo. Como eu fui na época do Natal, a praça estava toda enfeitada. Confesso que não gostei muito destes adereços verdes e vermelhos. Não combinava. 
Os pombos e ambulantes fazem parte da paisagem da praça. Ao fundo o prédio da prefeitura


A Prefeitura


O Congresso Nacional em frente, com a Catedral ao lado




As colunas do Congresso Nacional
Na Oficina de Turismo descobrimos ainda que haveria um outro tour, gratuito também, por dentro da prefeitua. Aqui, ouvimos um pouco sobre a flora local, que não é exatamente surpreendente para quem mora no Brasil. Inclusive muitas plantas que nos mostraram, temos por aqui. O ponto alto, e muito emocionante, foi o momento em que um ator, narrou para nós um conto de Gabriel García Márquez pela comemoração dos 30 anos do seu Nobel de literatura. Foi sensacional!!
O ator narrando
Durante o dia a praça fica cheia de turistas e à noite, as pessoas que saem do trabalho, ambulantes, crianças e artistas de ruas se juntam para deixar a praça ainda mais cheia de movimento.

Calle de los Divorcios - tinha este nome porque era uma zona de prostituição e se dizia que era porque os homens frequentavam este local que os casamentos acabavam. O prédio onde estão as bandeiras é a Oficina de Turismo. Do outro lado da foto, a prefeitura.
Carrera Séptima

Carrera Séptima
Se estiver hospedado no Hotel Ibis pode caminhar pela Séptima que chegará até a Plaza Bolívar. A rua é fechada para o trânsito.