segunda-feira, 28 de abril de 2014

O CAMINHO até a Ilha de PÁSCOA, Chile:

O que fazer na Ilha de Páscoa

O caminho até a Ilha de Páscoa foi longo. Voamos de Lan Chile (hoje Latam) cujas passagens estavam em promoção. O voo pousou em Santiago do Chile à noite e só voaria para Rapa Nui na manhã do dia seguinte.

Já passei muitas madrugadas em aeroportos para saber que não vale à pena: é muito cansativo e entediante.


Por isso desta vez fizemos uma reserva no hotel para dormirmos durante a conexão e recarregar as baterias chegando a Rapa Nui renovados e prontos para a exploração.

O que fazer na Ilha de Páscoa
Ibis Estacion Central
O que fazer na Ilha de Páscoa
Café da manhã, que é pago à parte e não junto com a diária, no Ibis Estação Central.

O que fazer na Ilha de Páscoa
Café da manhã no Ibis Estação Central, Santiago, Chile

O que fazer na Ilha de Páscoa
Ibis Estacion Central Santiago 
Escolhemos ficar no  Ibis Estacion Central por considerarmos ser um excelente custo/benefício. Garantimos umas horinhas de sono, banho e um bom café da manhã. O Estación Central fica ao lado da estação principal de ônibus da cidade e a apenas 16 kms do aeroporto.

Os arredores não são exatamente bonitos, mas tem um shopping e um mercadinho bem ao lado onde compramos um lanche para comermos antes de dormir, que era tudo o que precisávamos.


No dia seguinte tomamos café da manhã no Ibis, que costuma ser farto e variado, com pães e queijos diversos, ovos, frutas, iogurtes, leite, chá, café e sucos. Ele é pago à parte, não está incluído na diária. 

O que fazer na Ilha de Páscoa
No aeroporto de Santiago, com o dia nascendo, antes de embarcar para a Ilha de Páscoa
Mesmo não tendo as melhores conversões, ao desembarcarmos no aeroporto Arturo Merino Benitez (Santiago), trocamos dinheiro na AFEX (dólares por pesos chilenos) para as primeiras despesas como ônibus, locker e refeições.

Deixamos as malas no custodia de equipaje do aeroporto (custa mais ou menos 4.000 pesos chilenos ou 7 dólares a mala média e 5.000 pesos a mala grande ou 9 dólares) e só levamos para o hotel o que iríamos usar naquela noite e na manhã seguinte.


Para ir ao hotel tomamos o ônibus Centropuerto (cerca de 1.700 pesos chilenos). Pagamos direto ao condutor e a viagem durou cerca de meia hora até a Estação Central que fica ao lado do Ibis. 

O que fazer na Ilha de Páscoa
Na Estação Central de ônibus em Santiago: dia nem tinha nascido ainda
O que fazer na Ilha de Páscoa
O Tur Bus que nos levou ao aeroporto quando ainda nem tinha amanhecido direito em Santiago. Era um dia de outono e estava fazendo 9 graus.

O caminho até a Ilha de Páscoa
Estación Central de Santiago que fica ao lado do Ibis Hotel
O caminho até a Ilha de Páscoa
No segundo andar do Tur Bus
O caminho até a Ilha de Páscoa
O trânsito matinal da capital chilena a caminho do aeroporto

O caminho até a Ilha de Páscoa
O Tur Bus que nos deixou no aeroporto
Para voltar ao aeroporto na manhã seguinte, pegamos um Tur Bus, também na Estação Central, que começa a circular às 06:00 da manhã (custou mais ou menos 1.700 pesos chilenos).

Como toda cidade grande, Santiago tem trânsito pesado pela manhã e ainda tínhamos que pegar as bagagens no locker e despacha-la, então saímos cedo do hotel para não corrermos o risco de perdermos o reembarque para a Ilha de Páscoa.

O caminho até a Ilha de Páscoa
Embarcando em Santiago para Ilha de Páscoa

O caminho até a Ilha de Páscoa
Prontos para encarar as próximas 5 h de voo. 
O voo estava lotado, mas foi tranquilo. Teve a duração de mais ou menos 5 horas (por isso o avião utilizado no trecho Santiago – Ilha de Páscoa é o mesmo usado em voos intercontinentais) e não pegamos turbulências. 

Estávamos bem ansiosos por esta viagem e para conhecer os mistérios que envolviam a ilha, além de ver os Moais de perto e estarmos próximos da natureza: queríamos aproveitar tudo o que a ilha pudesse nos oferecer. 

O caminho até a Ilha de Páscoa
Chegando na Ilha de Páscoa

O caminho até a Ilha de Páscoa
Desembarcando na Ilha de Páscoa já sentimos a força do vento

O caminho até a Ilha de Páscoa
Aeroporto Mataveri

O caminho até a Ilha de Páscoa
Aeroporto Mataveri - desembarque na pista

O caminho até a Ilha de Páscoa
Aeroporto Mataveri
Pousamos no aeroporto Mataveri em Rapa Nui. O desembarque é na pista e já conseguimos ter uma prévia da força do vento e do magnetismo daquela ilha. Confesso que eu estava elétrica! Não apenas eu, entretanto.

Os outros passageiros já estavam de máquina em punho, fotografando para todo lado, buscando ângulos, ansiosos por registrar tudo, desde o primeiro momento em que pisamos na Ilha de Páscoa. 

O caminho até a Ilha de Páscoa
Chegamos à Rapa Nui - Aeroporto Mataveri

O caminho até a Ilha de Páscoa
Aeroporto Mataveri

O caminho até a Ilha de Páscoa
Quiosque para compra dos ingressos para Orongo e Rano Raraku
Antes de sair para o saguão, para pegarmos nossas bagagens, compramos bilhetes para os sítios arqueológicos (Orongo e Rano Raraku – cerca de 60.00 dólares/pessoa em 2013). Há um quiosque logo depois da pista, forma fila, mas anda relativamente rápido.

Considero que foi ótima opção, pois nos poupou trabalho e tempo mais tarde, quando dedicamos todas as horas disponíveis a explorar todos os cantos e recantos de Rapa Nui. 


Estávamos prontos para darmos início à nossa aventura pela Ilha de Páscoa e preciso dizer que as emoções foram muitas e variadas e nem todas, infelizmente, foram boas!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A ILHA de PÁSCOA: Lendas e MISTÉRIOS, Chile:

O que fazer na Ilha de Páscoa


Um dia, uma promoção de passagens aéreas e nos vimos realizando uma vontade antiga de conhecer a Ilha de Páscoa, suas lendas e mistérios. Havia certa expectativa de ver ao vivo um cenário envolvido em tantos enigmas, tantas perguntas sem resposta.

Além disso, havia visto imagens belíssimas daquela ilha, com pouca intervenção humana, cercada ainda de muita natureza com tonalidades intensas e muito particulares de cor. Preciso afirmar que Rapa Nui não nos decepcionou, embora tenha deixado um gosto amargo. 

O que fazer na Ilha de Páscoa
Primeira visão da Ilha de Páscoa
No momento que o avião sobrevoou a Ilha de Páscoa, se preparando para o pouso, iniciamos o nosso relacionamento com ela, ao observarmos seu recorte, o contraste da terra com o mar e reafirmamos a certeza de que estávamos chegando ao meio do nada. 

O que iríamos encontrar naquele pedaço de terra, perdido no oceano Pacífico, pertencente ao Chile?! Ilha de Páscoa é a ilha mais distante de qualquer continente: 3 700 km da costa oeste do Chile

Não à toa, o avião que nos leva até lá é próprio para viagens intercontinentais, pois, uma vez não podendo pousar em Rapa Nui, precisa ter combustível suficiente para voltar ao continente. Assim nos explicaram por lá. 

O que fazer na Ilha de Páscoa
Ilha de Páscoa

O que fazer na Ilha de Páscoa
A sensação é que voltamos no tempo
Ilha de Páscoa ou Rapa Nui no idioma polinésio, significa Ilha Grande. Rodeada por inúmeros mistérios, envolta em brumas e incompreensões a respeito de sua história e especialmente sobre os Moais e seus mais antigos habitantes, o lugar nos intriga a todo instante. Especulação, suposição e histórias, existem muitas.

De origem vulcânica, Rapa Nui é pequenina, tem apenas 163,6 km², é preservada e sim, muito bonita. Possui formato triangular justamente por conta dos três vulcões que a originaram. Além disso, é natureza em estado bruto, primitivo e em alguns momentos, confesso que isso me assustou.

Nós reservamos 4 dias inteiros para explorar a ilha com calma, absorver sua energia, renovando a nossa. Assim, nós caminhamos bastante, pedalamos, corremos e contemplamos toda aquela paisagem.


Entretanto, não usufruímos todos os dias planejados, pois tivemos que deixar a ilha mais cedo: o paraíso não era tão paraíso assim no final das contas.

O que fazer na Ilha de Páscoa
A cor da água é muito peculiar
O que fazer na Ilha de Páscoa
Moai
O que fazer na Ilha de Páscoa
Me encontrei com os Moais
Uma das coisas que mais chamou a minha atenção em Rapa Nui foi a cor do mar: ela tem uma tonalidade muito peculiar, única, que não encontrei em nenhum lugar do mundo que já visitei, nem mesmo no Caribe, cuja água costuma ser cristalina. Infelizmente nenhuma foto fez jus às matizes de verde e azul que encontrei na Ilha de Páscoa.

Os Moais, as enormes estátuas de pedra, estão por toda parte, como se estivessem sempre a nos vigiar, os forasteiros invadindo suas terras. Eles são impressionantes de fato, sua estrutura enorme, sua disposição, o fato de serem todos diferentes uns dos outros, formando uma comunidade, mas principalmente porque pouco se sabe a respeito deles, de sua construção, deslocamento e se desconhece até a razão de sua existência, de sua finalidade.

O que fazer na Ilha de Páscoa
Ilha de Páscoa
Entretanto há muitas lendas e possíveis explicações que tentam contar a trajetória da ilha. Algumas falam de povos de orelhas curtas e dos de orelhas longas, primeiros habitantes, antes dos maoris aqui aportarem.

Há a história dos homens-pássaro, ligada a escolha do novo rei e consequentemente ao poder de governar todos. Há quem diga que em determinado momento a escassez de alimentos os fez canibais.

Acredita-se que o povo Rapa Nui tenha chegado a Ilha entre os séculos IV e XIII. Reza a lenda que o rei Hotu Matu’a tenha sonhado com o local onde deveria morar e enviou seus guerreiros para encontrar esse lugar.

No meio da exploração, eles viram uma tartaruga que os guiou até a Ilha de Páscoa que também é conhecida como Te Pito, o umbigo do mundo.

Admite-se ainda que os habitantes da ilha tiveram contato com os povos da América do Sul porque foram encontradas plantas típicas deste continente como a batata doce, mas não se sabe exatamente como se deu este encontro. Navegadores famosos como James Cook passaram por aqui. 

O que fazer na Ilha de Páscoa
Ilha de Páscoa
Em alguns momentos eu tive a sensação de ter voltado no tempo, de ter me tornado uma desbravadora daquele pedaço de terra, até certo ponto inóspito, chegando a determinados pontos da ilha, vazios de gente, crowdeado de espíritos, olhando para o horizonte perdido, quase a esperar ver naus espanholas apontando no oceano, navegando em direção à ilha, prontos para destruir e tomar posse. Ou quem sabe as canoas do rei Hotu Matu’a carregando seus guerreiros?!

Por que construíram os Moais e como? Que mistérios guardavam as entranhas daquela ilha onde muitas vezes os deuses ainda mostravam sua fúria?! Muitas perguntas e quase nenhuma resposta tornam Rapa Nui ainda mais atraente.
O que fazer na Ilha de Páscoa
População local: será descendente da tartaruga que guiou os guerreiros até Rapa Nui?
O que fazer na Ilha de Páscoa
Desde o primeiro momento foi possível sentir a força da natureza

O que fazer na Ilha de Páscoa
O colorido dos barcos em contraste com as cores da natureza


A natureza em Rapa Nui é poderosa e já a sentimos assim que desembarcamos. Tudo por lá é muito intenso, muito forte, muito deslumbrante. O mar bate com força, o vento é violento, corre furiosa e velozmente, a chuva cai abundante e com intensidade de fim de mundo.

Quase pudemos sentir os deuses, que devem ter fugido da loucura das cidades grandes, dos continentes urbanos e insanos, para morar todos eles, temperamentais, na Ilha de Páscoa.

Ao mesmo tempo a Ilha tem alguma coisa de lúdico com barquinhos coloridos ancorados, belas e simples casinhas aqui e acolá, estradas de barro, o céu como teto variando de cores, a possibilidade de ver o por do sol todos os dias largados na grama e um cemitério branquinho com vista para o mar.

O que fazer na Ilha de Páscoa
Hanga Roa

O que fazer na Ilha de Páscoa
Hanga Roa
A capital de Rapa Nui é Hanga Roa, uma vila rústica e simples com algumas poucas estruturas como padarias, restaurantes e lojinhas de roupas e souvenires, além de locais para aluguel de bicicletas.

Quase não tem movimento de carros ou pessoas. À noite é mal iluminada, com ruas bem escuras. Não raras vezes caminhamos por lugares completamente desertos, onde apenas ouvíamos os estranhos barulhos da natureza.

Os Rapa Nui foram em sua maioria simpáticos e gentis preparados para receber o turista. Percebi um rancor generalizado em relação ao Chile, mas são poucos os que falam sobre o assunto. Na maior parte do tempo eles estão mais preocupados em garantir que nossa jornada na Ilha seja agradável.

O que fazer na Ilha de Páscoa
Ilha de Páscoa
Quando visitar a Ilha de Páscoa:

A temperatura na ilha varia pouco durante o ano todo, ficando a média anual em torno de 22 graus.  Os meses de Julho e Agosto têm as menores temperaturas e Maio geralmente é o mês mais chuvoso. Nos outros meses é comum ocorrerem pancadas de chuva durante o dia.

Não costuma fazer frio na ilha, mas os ventos são bem fortes baixando a sensação térmica. Os meses de Janeiro e Fevereiro costumam ser os mais movimentados e mais quentes, causando impacto nos custos gerais de Rapa Nui e os pontos turísticos ficam cheios. A água do mar é mais aquecida nessa época.

Nesse período acontecem diversas festas ligadas a cultura Rapa Nui.

Nós a visitamos em Abril: poucos turistas, ventos fortes, pancadas de chuva e dias com sol pouco intenso e temperaturas amenas. 

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sábado, 5 de abril de 2014

Kinkaku-ji, o Pavilhão Dourado, Kyoto, Japão

O Pavilhão Dourado
E lá estava ele, majestoso, magnífico, elegante e solitário. Indiferente à multidão que o olhava e fotografava, ele parecia meditar, perdido em outro mundo. Cercado pelo verde das belas árvores japonesas, sua imagem refletia nas águas límpidas do lago. É quase impossível não ficar extasiado com o templo zen budista Kinkaku-ji.

Todo folheado a ouro, este é apenas uma réplica, mas uma réplica exata que substituiu o antigo, queimado nos anos 1950. O passeio pelo parque, apesar de muito cheio, é agradável e arborizado. É só seguir o fluxo.

Para chegar, pegue o ônibus 12 ou 59 para Kinkaku-ji-mae ou 101, 204 ou 205 para kinkaku-ji-michi. Aberto diariamente das 09:00 às 17:00. E na entrada, experimente o amendoim do forte wasabi deles. E na saída, experimente os sabores expostos nas barraquinhas de comida. E aventure-se no típico banheiro japonês.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Saboreando um bom CAFÉ em CURITIBA:

Lucca Café

Lucca Café
Eu e meu expresso
O Lucca Café é um dos meus lugares favoritos em Curitiba. Lugar que adoro e acho cheio de encanto. Chegar ali, tomar um café e uma água sem gás, em silêncio ou com amigos, me enche de um prazer tão enorme que aquece a minha alma. Tanto, que ela quase flutua.

Olhar os cafés cápsula (genéricos compatíveis com as máquinas Nespresso) que ficam no fundo da cafeteria ou sentir o aroma dos grãos que eles vendem para viagem é destes momentos simples, muito simples, mas que nos acompanham ao longo de toda a vida, impregnados em nossas memórias.

Mas o Lucca não é só café e charme. É também sanduíche, suco, doce, sopa, bom atendimento, simpatia e outras coisinhas mais.

Endereço: Alameda Presidente Taunay, 40 - Batel
Telefone: (41) 3016-6675