quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O UMBIGO do mundo, TE PITO KURA e a pequena PRAIA ANAKENA, Ilha de Páscoa, Chile

O Umbigo do mundo
Ahu Te Pito Kura
O Umbigo do mundo

Ahu Te Pito Kura
Eu já comentei aqui que a Ilha de Páscoa é um dos lugares mais isolados do mundo. Por esta razão, é considerada pelos rapa nui, o povo local, como umbigo do mundo, simbolizada por esta pedra redonda da foto (pito é centro, útero, umbigo). A pedra é magnética e rola a lenda que foi trazida pelo próprio Hotu Matua ( já leu O Elo de Rapa Nui?). 

A chegada ao Te Pito Kura aconteceu ainda com o guia, na segunda parte do passeio, depois do almoço. É um lugar curioso, onde pessoas acreditam que a pedra espanta más energias. Cada uma espera sua vez de tocar na pedra e fazer seu ritual. É interessante ficar observando. Uma senhora dava voltas em torno do umbigo com os olhos fechados e uma boneca na mão, sussurrando alguma coisa e tocando com a boneca na pedra de vez em quando.

O coqueiral na chegada de Anakena

Muito obrigada, mas prefiro não tomar banho de mar
Anakena

Anakena com os moais ao fundo

ANAKENA
Anakena

Anakena

Anakena

ANAKENA
Seguimos então para a praia: Anakena. Ela é linda, uma pequena joia, no meio da brutalidade que é a Ilha de Páscoa. Mar calmo e azul, areia branca, em contraste com os coqueirais formando um lindo e aconchegante cenário. Quando cheguei em Anakena, rapidamente me veio à memória o filme "Os Goonies" e gostei desta praia ainda mais.

Havia muitas pessoas tomando banho de mar, mas a água estava gelada e eu preferi sentar na grama, em meio ao coqueiral, fazer um lanche (tem barraquinhas vendendo comida mas eu carreguei meu lanche para todo canto que eu fui. Levei do Brasil biscoitos saudáveis) e aproveitar a brisa. Foi estranho, mas gostoso, estar na praia de calça, casaco e tênis, mas nem o sol de abril diminuiu o friozinho.

Ahu Nau Nau

AHU NAU NAU

AHU NAU NAU de costas para o mar em ANAKENA

AHU NAU NAU com seus sete moais

Um dos sete moais do AHU NAU NAU, em todo os seu esplendor

Grandioso
Em Anakena, fica o AHU NAU NAU com sete moais. Eles estão de costas para o mar e quatro deles usam o pukao. O mais curioso destes moais é que eles não são cegos. Pedras foram colocadas para funcionar como olhos.  

Depois de umas horinhas curtindo o visual, relaxando de tantas caminhadas, foi hora de entrar na van e voltar para Hanga Roa. O dia estava acabando.

Ahu Tahai
Hanga Roa
 
Suco gostoso e necessário de cranberry
 
Burger de camarão
Encerramos o dia mais uma vez no ahu Tahai, vendo o por do sol, largados na grama, tendo como testemunha os moais, guardiães da ilha: momento de silêncio e contemplação. Em seguida, já escuro, fomos até Hanga Roa, para jantar. A fome a esta altura já estava me matando. Fomos no Donde El Gordo comer burgers de camarão, que estavam deliciosos! 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

No AHU AKAHANGA, onde os MOAIS, estão caídos, em Rapa Nui, Chile

Ahu Akahanga

Nos dias atuais, a população local tenta proteger a natureza. O cercado protege a plantinha do vento
Aquelas pedras maiores ao longe são os moais, que estão caídos
Um moai caido (ao fundo da imagem) no AHU AKAHANGA
Ahu Akahanga
A parada seguinte foi o  AHU AKAHANGA. Aqui, ao contrário do AHU TONGARIKI, os moais estão caídos, muitos de cara virada para o solo, como se tivessem perdido uma guerra. A sensação é a de um local onde houve um conflito e aqui ficaram os perdedores, destruídos e humilhados. O lugar me passou uma impressão de abandono, o que torna este lugar interessante, porque é mais um mistério, diferente dos que vi até então.

Não é tão fácil assim, no entanto, identificar os moais. Eles, em um primeiro momento, parecem um amontoado de pedras disformes, que não significam absolutamente nada. É preciso um olhar mais atento, observar para então identifica-los, jogados, mortos, abandonados, destruídos.

Há uma preocupação atualmente, com a preservação da natureza. Vimos, por exemplo, plantas protegidas dos fortes ventos, por cercados de pedra. Há uma conscientização também para que nós turistas não joguemos lixo em qualquer lugar.

Entrada de uma caverna
Aqui encontramos também uma caverna, como a da foto, com uma entrada bem estreita, onde só era possível entrar de joelhos no chão. Elas eram construídas desta forma para evitar que os inimigos entrassem. Se isso acontecesse ele era degolado. 

Houve muitos conflitos em Rapa Nui, entre os diversos clãs que habitaram a ilha. Há inclusive histórico de canibalismo em um momento da ilha em que o alimento estava escasso. O guia nos contou algumas histórias desse tipo.

Depois do AHU AKAHANGA, nós fomos almoçar na sede da empresa de turismo que contratamos, através do hotel que estávamos hospedados. Um almoço simples estilo buffet. O guia sentou-se em nossa mesa e aproveitamos para fazer diversas perguntas a ele sobre histórias rapa nui e sobre o estilo de vida, dificuldades de se viver em uma das ilhas mais isoladas do mundo e a relação dos ilhéus com o Chile (nada boa ou confortável, ao que parece). Descobrimos coisas muito interessantes com esta conversa sobre o passado e o presente da Ilha de Páscoa. 

O AHU TONGARIKI, o MAIOR ahu de TODA a ilha Ilha de Páscoa, Chile

Nos aproximando do AHU TONGARIKI
O Ahu Tongariki ao fundo
Depois de visitarmos a Fábrica de Moais, seguimos com o grupo e o guia para o AHU TONGARIKI, o mais largo da ilha, com quinze moais. À medida que fomos caminhando em direção a eles já conseguimos perceber a magnitude daquele ahu (o pedestal onde os moais estão). Perto deles a sensação que temos é que eles estão vigiando cada um de nossos movimentos.

AHU TONGARIKI  - o mais largo da ilha com 15 moais

Ahu Tongariki

AHU TONGARIKI - detalhe da placa indicando que não podemos chegar muito perto.
Na década de 60 houve um tsunami aqui que detonou com tudo. Ele passou da linha deste ahu, derrubando e destruindo. Na década de 90, uma empresa japonesa restaurou Tongariki. Cada um dos moais tem características próprias, uma identidade, uma expressão. Juntos, eles observam os nossos movimentos, os movimentos dos intrusos da ilha. 

Único moai no AHU TONGARIKI que usa pukao
O penúltimo moai, da esquerda para a direita, é o único que usa o pukao, esta espécie de chapéu vermelho, neste ahu. Aliás este é outro mistério que envolve os caras de pedra: como o povo que os esculpiu conseguiu equilibra-lo. Ele é pesado e nada o prende na cabeça deste vigilante de Rapa Nui.

O outro mistério que envolve o pukao é que ele não foi talhado neste local pois a cor das rochas deste lado da ilha não é vermelha. 

Como já havia dito antes, cada uma destas esculturas é única, tem sua própria identidade. Repare neste, em como sua expressão parece plácida, como se estivesse vendo além do infinito, ao mesmo tempo que vigia os turistas curiosos. Observe como as suas mão estão pousadas sob sua barriga.

Rano Raraku, onde os moais eram esculpidos

Não é permitido chegar muito perto


AHU TONGARIKI em toda a sua exuberância com o único moai de pukao do lado direito da foto

Os pukaos que não foram para a cabeça dos moais

A Ilha de Páscoa é mesmo um lugar belo
Do ahu Tongariki, avistamos o vulcão Rano Raraku, onde os moais eram esculpidos, a fábrica. O dia estava muito bonito na ilha quando visitamos este ahu. A luz do sol refletia no mar modificando as cores de tantos elementos que juntos formavam uma belíssima paisagem.

O guia nos deu um tempo ali. Eu fiquei pensando, pela milionésima vez desde que cheguei em Rapa Nui: o que teria acontecido por ali?  Qual a verdadeira história dos moais? Quem foram os primeiros habitantes da ilha e o que teria acontecido com ele?. Qual a razão do abandono dos moais e como eles eram transportados depois de estarem prontos?

E o dia não acabou por aí. Ainda havia mais lugares a serem visitados explorados, mas isso é história para o próximo texto. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A Fábrica de MOAIS (no vulcão RANO RARAKU), Ilha de Páscoa, Chile


Ilha de Páscoa, o que fazer

Um dos lugares mais misteriosos da Ilha de Páscoa, repleta de mistérios, é a fábrica de moais, no vulcão Rano Raraku. O local é chamado assim porque aqui eram talhados os tão impressionantes moais.

O que fazer na Ilha de Páscoa
Vulcão RANO RARAKU, visto de fora, com os moais
Para conhecer este sítio arqueológico, decidimos contratar uma agência de viagem com guia através do hotel que estávamos hospedados. Eles passaram para nos pegar às 09:00 da manhã. Havia brasileiros e estrangeiros na van.

Aqui também há um pequeno posto de controle, pois a entrada é paga (lembra da dica de comprar no aeroporto as entradas?)e uma pequena loja onde é possível comprar lembrancinhas.
O que fazer na Ilha de Páscoa
A Fábrica de Moais e seus mistérios

O que fazer na Ilha de Páscoa
Fábrica de Moais

O que fazer na Ilha de Páscoa
Face externa do vulcão com os moais
Visto de longe, o vulcão parece uma montanha qualquer. A paisagem é linda, mas não me impressionou de imediato. Entretanto, à medida que fomos nos aproximando do Rano Raraku, tudo mudou.
Começamos a vislumbrar os moais em diversos estágios de construção, alguns deles inacabados, outros finalizados, alguns deitados, enquanto outros já de pé. 
Acredita-se que aqui eram esculpidos esses famosos caras de pedra e que os escultores trabalhavam muitas horas nesse trabalho. Imagina-se que eles eram construídos deitados, escavando-se a parede do vulcão e depois, de alguma forma, levantados e transportados para os diversos cantos da ilha.
Como? Como? COMO? Essa é a pergunta cuja resposta ninguém sabe com absoluta certeza, mas especula-se que eram necessários muitos homens para esta tarefa e que o índice de mortalidade era alto por conta do exagerado esforço.

Há muitas lendas que tentam explicar como os moais eram feitos e todas elas são muito interessantes, mas a verdade é que há muitas perguntas e quase nenhuma resposta. 
O que fazer na Ilha de Páscoa
Os moais em diversos estágios 

O que fazer na Ilha de Páscoa
Eles são impressionantes
O que fazer na Ilha de Páscoa
Um moai não se parece com o outro

O que fazer na Ilha de Páscoa
Podemos caminhar entre eles

O que fazer na Ilha de Páscoa
Distintos estágios da fabricação

O que fazer na Ilha de Páscoa
Os Moais na encosta do vulcão RANO RARAKU

O que fazer na Ilha de Páscoa
Como eles eram transportados?

O que fazer na Ilha de Páscoa
Por que foram abandonados?

O que fazer na Ilha de Páscoa
Eles eram esculpidos nas pedras do vulcão. Estima-se que eram muitos os que faziam este trabalho

O que fazer na Ilha de Páscoa
A Fábrica

O que fazer na Ilha de Páscoa
Moais sendo entalhado na montanha

O que fazer na Ilha de Páscoa
Lendas e mistérios

O que fazer na Ilha de Páscoa
Cada moai tem sua particularidade

O que fazer na Ilha de Páscoa
Diversas fases de produção
O que mais me chamou a atenção é que nenhum moai é igual ao outro. Cada um deles tem sua identidade, sua expressão, parece nos olhar com uma intensidade muito particular, própria. Eles se parecem, mas absolutamente são iguais. 
Enquanto caminhávamos entre eles, o guia foi contando algumas lendas sobre a fábrica, algumas teorias sobre o que pode ter acontecido por aqui. Aliás, foi uma decisão muito acertada ter resolvido visitar este sítio arqueológico com um guia.

Fiquei observando aquelas estátuas em suas diversas etapas de construção e me preguntando o que teria acontecido. É como um lugar fantasma que parece ter sido abandonado às pressas, sendo os moais deixados para trás, de qualquer jeito. 

O que fazer na Ilha de Páscoa
Face externa do vulcão RANO RARAKU onde eram esculpidos os moais

O que fazer na Ilha de Páscoa
A cratera do Rano Raraku

O que fazer na Ilha de Páscoa
Dentro do vulcão Rano Raraku

O que fazer na Ilha de Páscoa
Rano Raraku

O que fazer na Ilha de Páscoa
Rano Raraku

O que fazer na Ilha de Páscoa
Rano Raraku

O que fazer na Ilha de Páscoa
Rano Raraku
O que fazer na Ilha de Páscoa
A cratera do Rano Raraku com vista para a parte externa onde eram esculpidos os moais
Depois de andarmos bastante e livremente pela fábrica de moais, fomos até a face interna do vulcão Rano Raraku. Não parece que estamos dentro de um vulcão, que mais parece um grande lago, mas o fato é que estávamos em uma cratera de vulcão e isso teve um peso para mim. Achei incrível estar ali dentro.  
Esta foi apenas a primeira parte do dia, que estava longe de acabar. Ainda havia muitos lugares para conhecer e muitas lendas para ouvir nessa ilha tão interessantemente inquietante.