sexta-feira, 24 de julho de 2015

COMO escolher o PRÓXIMO DESTINO?

Fontes de Pesquisa. Assunto: viagem
Já está na hora de colocar o pé na estrada de novo. Estou com aquele comichão de quem passou tempo demais ancorada. O tipo de viagem e a quantidade de dias depende muito de alguns fatores como momento financeiro pessoal, disponibilidade de dias e motivação. 

Procuro sempre estar preparada para viajar, em termos financeiros. Sempre coloco a ação de viajar como prioridade em minha vida. Economizo como posso, no que posso, do jeito que posso, sempre pensando qual será o próximo destino. Então, quando surge uma oportunidade, é só arrumar as malas e partir. Mais ou menos assim! 

A quantidade de dias que tenho disponível, seja por conta de um feriado prolongado, folga no trabalho ou férias, tem impacto direto no destino. Poucos dias, evito longos deslocamentos. Mais de uma semana já penso em sair do continente.

Motivação: sempre tenho, mas as razões que me fazem sair de minha cidade são variados. Posso viajar para ver amigos, correr uma meia maratona, conhecer uma cidade, um casamento, um batizado ou simples e puramente para sair, ir, me mexer, me colocar em movimento.

Quando resolvo viajar, como agora, não escolho exatamente um destino. Penso em um pool de cidades que gostaria de visitar (dentro do estado, país ou continente, dependendo dos fatores acima mencionados: custo e tempo) e fico de olho nas promoções. Elas é que me movem atualmente. 

Estou sempre lendo revistas, guias e blogs de viagem e tenho uma lista, uma top 10 de cidades. O site Melhores Destinos hoje é minha maior fonte de informações a respeito das promoções de passagens aéreas. Assim que vejo alguma que cabe nos meus requisitos, os preparativos para a viagem se iniciam. É o meu ponto de partida. 


terça-feira, 21 de julho de 2015

REGRAS de Viagem: eu tenho ALGUMAS:

Besalú uma linda e pequenina cidade medieval na região da Cataluña
Semana passada uma amiga muito querida me ligou pedindo ajuda para organizar a viagem que ela quer fazer com o marido em Novembro deste ano. A dúvida dela era em relação à escolha dos países e das cidades a serem visitadas.

Bom, eu tenho algumas regras de viagem e não atravessar fronteiras internacionais é uma delas, mas, além disso, procuro focar em uma mesma região dentro do país escolhido. Aqui estão algumas de minhas razões:

  1. Acho que os países têm muito a nos oferecer além de suas capitais e de seus grandes centros. As cidades pequenas costumam ser cheias de charme, de aconchego, de história e de muitas maneiras nos permitem participar mais de seu cotidiano, nos aceitam mais em seu contexto. Há uma troca maior entre nós turistas e as cidades menores, de ritmo mais lento;
  2. Quando focamos em uma região, dentro de um único país, gastamos menos tempo com deslocamentos e acredito que tempo é um fator importante para a maioria dos viajantes;
  3. Além disso, o custo tende a ser menor quando os deslocamentos são mais curtos. 

A Casa Batlló, obra de arte de Gaudí, em Barcelona
Assim, quando eu viajo, seleciono apenas um país e mergulho nele. Claro que, já houve exceções, raras, mas houve: quando optei por fazer uma semana de snowboard em Bariloche, em vez de Vale Nevado, quando estávamos visitando o Chile.

O custo aqui foi determinante para essa tomada de decisão uma vez que foi mais barato pegar um voo para Argentina, do que ficar no Chile para praticar snow.

Dito isso, minha amiga então perguntou sobre a Espanha. Deveria escolher Barcelona (um dos seus sonhos é conhecer a cidade catalã) e descer para Sevilla? Não achei uma boa ideia, embora tenha um casal de amigos que tenha feito assim e recomenda.

As lindas e seculares ruelas de Girona
Eu não recomendaria: são regiões distantes, o que envolve tempo e custo (ela tem cerca de 10 dias de férias) e seria uma pena deixar de conhecer cidades como Girona e Besalú (na região da Cataluña) e Valência (na região de Valência), todas próximas à Barcelona, onde é facílimo deslocar-se de trem. 


Recomendaria, para visitar a Andaluzia, pousar em Madri, visitar a cidade com seu maravilhoso Museu do Prado e muitas outras atrações e descer de trem para o sul visitando, com calma, Sevilla, Córdoba, Granada e Málaga, as principais cidades andaluzas, com sua gastronomia bárbara e sua cultura ricamente mesclada construída por muçulmanos e cristãos ao longo de vários séculos. 

Omsk

Pelas ruas de Tomsk
Viajando dessa maneira tenho podido colocar o pé na estrada mais vezes, pois o custo torna-se mais baixo, além de me encontrar com deliciosas surpresas ao sair dos grandes centros.

Em Girona, um senhor nos parou no meio da rua para conversar sobre sua Girona Aimada. Em Padova, na Itália o atendente da pizzaria ficou jogando conversa fora com a gente por todo o tempo em que ficamos lá.

Isso sem contar em Omsk e Tomsk, na Sibéria, onde encontramos ótimos papos. O ritmo menos frenético, nos permite este tipo de contato, sem pressa. 

Em Bath, Inglaterra, o guarda dos banhos romanos, diante de minha frustração na hora de fechar o local, quando eu queria ficar mais, carimbou nossos bilhetes para que pudéssemos voltar no dia seguinte, sem nenhum custo adicional.


Em Gastonbury, uma senhora foi comigo até um jardim para tirar minhas dúvidas a respeito de uma planta local. Em Edam, Holanda a administradora do museu o abriu para nós quando ela já estava de saída. 

Almoço na praça em Edam depois de trocar ideia com a moça da delicatessen
Claro que Barcelona, Londres, Tóquio, Moscou nos proporcionaram experiências bárbaras, mas com certeza menos contato humano. Então, por que, em uma mesma viagem não usufruirmos dos benefícios do ritmo intenso de uma cidade grande casado com um ritmo mais slow das cidades menores?

Assim, procuro escolher uma ou no máximo duas cidades maiores e então vou em busca das cidades de menor porte.

Depois de nossa conversa, minha amiga continuou em dúvida. Ela ainda acha que vale a pena fazer Barcelona e Andaluzia. Então, dei a ela mais um conselho, outra de minhas regras de viagem: decida por aquilo que vai te fazer feliz! 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O INCRÍVEL metrô de MOSCOU e algumas de suas PARTICULARIDADES:

Deixei para falar sobre o metrô de Moscou por último, por ele ser uma das coisas mais escandalosamente sensacionais da cidade. Não só por ser muito funcional, o que, confesso, me causou surpresa, já que esperava conhecer um país velho e maltratado, mas por sua beleza espetacular. Nem o metrô de Londres ou Tokyo, me impressionou tanto.

Apesar disso, ele é bem assustador no início. Por isso, o mais importante para começar a entende-lo é ter em mãos um mapa com os nomes das estações em russo e em inglês (veja como conseguir). 

Uma das entradas da Estação de Metrô Paveletsky

Fachada da Paveletsky
Todos os nomes das estações do metrô de Moscou estão em cirílico. Nós ficamos hospedados próximos à estação Paveletsky (Павелецкая em russo). 
mapa com nomes das estações em inglês e russo (cirílico)

Estação de metrô
Nós optamos por comprar um bilhete com cinco viagens de metrô. Foi a opção mais interessante para nós, mas há outras que ficam expostas no guichê. Só precisamos comprar um cartão pois é permitido que mais de uma pessoa use o mesmo cartão. Quando acabava, comprávamos outro com mais cinco viagens.

Compramos sempre nos guichês porque nas máquinas só aceitavam cartão. Bastava indicar cinco com a mão que a atendente já sabia qual queríamos comprar.

Metrô de Moscou é muito fundo

Cerca de 2 minutos para descer e 2 minutos para subir

Todos posicionados ao lado direito da escada

Dá vertigem nos primeiros dias
As estações são muito profundas. As escadas rolantes levam cerca de dois minutos para subir e dois para descer. Dá uma certa vertigem nos primeiros dias, Muito IMPORTANTE: respeitar o trânsito no metrô. Sempre deixar o lado esquerdo da escada rolante livre. 

Eu notei que muita gente desce correndo e pouca gente sobe. Claro, para baixo todo santo ajuda! Mesmo assim, acho bom estar sempre ao lado direito da escada.

Além disso, esperar as pessoas saírem dos trens para entrar. Tudo acontece muito rápido sem nenhuma necessidade de empurra-empurra. Eu não vi nada parecido com isso.

Outra coisa que me chamou a atenção circulando pelas estações foi que nas escadas fixas há uma rampa para ajudar no transporte de malas e cadeirantes.

Trens com ar antigo

Alguns trens tem uma aparência retrô, um ar antigo que dão ainda mais charme às belíssimas estações. De velho, no entanto, eles não tem nada e são muito rápidos. Entre um e outro o tempo máximo não deve chegar a três minutos.

O metrô de Moscou é quase sempre cheio, mas não fica superlotado, não tem confusão de gente e o carros não ficam abarrotados, saindo gente pelo ladrão. Ninguém encosta em ninguém, mas muito cuidado com batedor de carteira que isto tem sim.





O que torna o metrô de Moscou muito especial é que ele é uma galeria de arte barata, com esculturas, mosaicos e pinturas. Nenhuma estação é igual a outra e cada uma delas tem sua identidade, sua alma, seu coração e suas particularidades. Rica em detalhes e grandiosidade, elas me remeteram aos meus anos de estudos sobre a União Soviética.

Há símbolos comunistas famosos com mosaicos com imagens de Lenin, da foice e do martelo. Esculturas e desenhos de diversas atividades profissionais representando o povo que construiu aquele país.








Não há legendas nas fotos com o nome das estações porque foi um de nossos passeios, escolher uma linha de metrô e subir e descer nas estações flanando por elas, sem nos preocuparmos em saber que estação era aquela. Em vez de nos misturarmos às pessoas na superfície, o fizemos embaixo da terra, nos perdendo e nos achando em meio a tanta beleza.

video

quinta-feira, 16 de julho de 2015

ÚLTIMO dia em MOSCOU! Último dia na Russia: State TRETYAKOV Gallery e Centro de EXIBIÇÃO de TODA a RUSSIA.


O charme das curvas sóbrias desta cidade

A beleza sóbria de Moscou
Último dia em Moscou! Último dia na Russia! Pela manhã visitamos o State Tretyakov Gallery e pela tarde rumamos para o Centro de Exposição de Toda a Russia. Fazia frio e o céu estava meio cinza: era o início da primavera neste país que deixou lindas marcas em meu coração.

Fachada do State Tretyakov Gallery

Fachada do State Tretyakov Gallery

Fachada do State Tretyakov Gallery
Eu sou uma apaixonada por museus. Amo voltar no tempo e imaginar as cenas pintadas em quadros, os objetos antigos que uma vez foram caros a alguém. Ao chegar no Tretyakov, eu logo me encantei pelo prédio de paredes vermelhas e com ar aconchegante. Ficamos um tempo observando e absorvendo a cara do Tretyakov. 

A entrada fica na lateral e a bilheteria, bem como as tradicionais lojinhas, ficam dentro do prédio, no foyer. O Tretyakov me deu tudo o que eu estava buscando desde que cheguei no país: uma enorme coleção de quadros pintados por artistas russos, sua história contada através de imagens. Eu tinha sido despertada para eles, alguns anos antes, quando, por um acaso, vi uma exposição temporária em Santiago do Chile, onde vários artistas pintavam cenas rurais e camponeses. Era uma exposição muito pequena e muito apaixonante.

A galeria russa de fachada em tons avermelhados, lembrando a terra, possui 62 salas numeradas e fáceis de serem seguidas. Elas estão organizadas por ordem cronológica, a partir do segundo andar. Pinturas que são o retrato da Russia ao longo de alguns séculos: rostos, expressões, cenas. Pessoas que construiram (ou destruiram) aquele país, que viveram suas histórias e que foram imortalizados por artista sensacionais como o impressionante Boyarina Morozova, de Vasily Surikov, sec. XIX.

Foi um deleite e tanto me perder por aquelas paredes, entrando e saindo de sala. O State Tretyakov Gallery, tornou-se facilmente, um de meus museus favoritos no mundo. 

Arredores do State Tretyakov Gallery
O tradicional My My

Almoço
Cafeteria
Nos arredores da galeria, há um centro de compras, restaurantes e cafeterias. Não foi difícil encontrar um para almoçar antes de seguir para o Centro de Exposição de Toda a Russia.

Escolhemos o My My, o restaurante da vaquinha, muito tradicional por lá, pelo que havíamos lido. O estilo é bandejão: apontamos para a comida e uma pessoa vai colocando no prato. Alguns itens são pesados e outros são porções. Eu fui apontando para as opções que me pareceram mais ou menos conhecidas como frango e arroz. Estava tudo gostoso.

Depois do almoço entramos em uma cafeteria para um café. Tem que ter né?

Eu, pequenina diante do monumento em homenagem aos astronautas russos

Detalhe do monumento em homenagem aos astronautas russos
Monumento em homenagem aos astronautas russos

Monumento em homenagem aos astronautas russos
Muito próximo ao Centro de Exposição, quase ao lado da entrada, fica o realmente impressionante e imponente Monumento em Homenagem aos astronautas russos.

A entrada para o Centro de Exposição de Toda a Russia

Centro de Exposição de Toda a Russia

Centro de Exposição de Toda a Russia

Centro de Exposição de Toda a Russia


Centro de Exposição de Toda a Russia


Foguetes em exibição
Belos jardins celebram a primavera
A entrada (gratuita) já me disse o que eu iria encontrar no Centro de Exposição de Toda a Russia: grandiosidade! Não estava errada. Concebido em 1935, na era Stalinista, só foi de fato inaugurado em 1939. Com 2 kms de extensão por 1 km de largura é um lugar incrível. 

Uma grande avenida de pedestres, vários pavilhões fechados e muitos monumentos majestosos, além de belos jardins, conta (ou exibe) um pouco das realizações da economia nacional e por isso também é conhecido pelo nome de Centro de Exibição das Realizações da Economia Nacional, contendo inclusive foguetes de fabricação russa. 

Estar no Centro de Exibição de Toda a Russia é meio como olhar de novo para o período comunista, é lembrar de nossas aulas de história do período da guerra fria. Para quem viveu àquela época e tinha medo do famoso botão que o presidente russo ou americano podia apertar a qualquer momento, iniciando a terceira guerra mundial, e com ela, talvez o fim do mundo, não ficará indiferente neste lugar.

Estava bem frio mas ainda tivemos ânimo de visitar a loja de quinquilharias que fica próxima à entrada do Centro, com muitos símbolos russos sendo vendidos e muitos turistas comprando de tudo, inclusive ovos Fabergè caríssimos. 

Adeus Russia: tomando o metrô de volta para o hotel, em nosso último dia na Russia.
Já era noite quando deixamos o Centro, em direção ao hotel. Fizemos um lanche no metrô, observando o vai e vem de pessoas, nos despedindo silenciosamente daquele país, riquíssimo em história, que nos recebeu de braços abertos.