domingo, 31 de janeiro de 2016

HOTEL escolhido em FLORENÇA: Best WESTERN Hotel Palazzo OGNISSANTI:


Demoramos muitas semanas até decidirmos por nossa hospedagem em Florença. Os hotéis estavam muito caros e os que cabiam em nosso orçamento não pareciam adequados. Por fim, escolhemos o Best Western Hotel Palazzo Ognissanti.

Confesso que viajei insegura porque passaríamos muitos dias na cidade e se o hotel fosse muito ruim, teríamos um sério problema, de difícil (ou impossível) solução. No Trip Advisor, embora a maioria dos comentários o tenha considerado um bom hotel, havia alguns aspectos negativos como: barulhento, muito pequeno, sem janela, tv que não funciona ou necessidade de atravessar trechos descobertos para ter acesso ao quarto, estrutura velha.

Considerei então o que de fato era importante para mim na hora de escolher um hotel: limpeza, banheiro no quarto, localização e um atendimento cordial. Não li nenhum comentário negativo a respeito desses itens e, portanto resolvemos arriscar reservando assim o Best Western Hotel Palazzo Ognissanti.


Santa Maria Novella Stazione - Florença

Rota de Santa Maria Novella Stazione até Hotel Palazzo Ognissanti

Fachada do Hotel Ognissanti
Desembarcamos em Florença (pegamos um trem no aeroporto de Roma) quase 23:00, com a estação Santa Maria Novella quase fechando. Tínhamos um mapa que o hotel nos enviou, mas não conseguíamos encontrar a rua indicada. Eu estava exausta e morta de frio. Entramos então em uma cafeteria, dentro da estação, onde os funcionários que estavam efetuando a limpeza nos colocaram no caminho correto. 

Saímos pela direita (de quem chega de trem) e descemos as escadas para a Via Luigi Alamanni. Atravessamos a linha do tram e viramos à esquerda, ainda na Via Luigi Alamanni. Contornamos os prédios, nos mantendo à direita, quando a rua se torna Via Santa Caterina da Siena, e passamos em frente à estação de ônibus e o Hotel Club Firenze, chegando à Via della Scala, com o Hotel Boccaccio em frente. Entramos então na Via della´Albero e fomos até o final, cruzando a Via Palazzuolo. Chegamos à Via Finiguerra Maso, onde está situado o Ognissanti, que fica à esquerda da rua, por este trajeto. 

Chegar a uma cidade à noite pode ser meio assustador. Era uma quinta-feira de novembro, outono, e as ruas estavam desertas e escuras. Fomos caminhando em silêncio, seguindo as indicações. Foi um alívio sem tamanho quando me deparei com minha casa pelas próximas semanas.

Nesta noite, me pareceu uma eternidade o trajeto que fizemos de Santa Maria Novella até o Palazzo Ognissanti, mas nos dias seguintes iria perceber que nós levamos menos de 10 minutos andando. Em resumo, localização perfeita. Notaríamos que nossa hospedagem estava próxima de todos os principais pontos de interesse na cidade.

Vista do corredor do Palazzo Ognissanti com a janela do quarto que ficamos à esquerda da foto: o dia amanhece lindamente em Florença.

Quarto

Escrivaninha com Tv

Quarto amplo

Banheiro amplo e limpo

Espaço na pia para as tranqueiras femininas

Chuveiro bom com box pequeno
O hotel Best Western Palazzo Ognissanti se mostrou uma maravilhosa surpresa. O recebimento foi absurdamente simpático. Os recepcionistas, assim como os funcionários do café da manhã, tinham sempre um sorriso no rosto e um atendimento eficiente. Logo no check-in pegamos mapas e fomos direcionados para nosso quarto, no terceiro andar.

Quarto amplo, com cama de casal, poltrona, escrivaninha, tv (que nunca ligamos), wi-fi, armário e uma janela com vista para um jardim com bonitas árvores. O banheiro também era largo com espaço ao lado da pia para apoiar todas as tranqueirinhas cosméticas que eu costumo levar. Estavam disponíveis as amenities básicas.

Minha única ressalva, mas que não chegou a ser um elemento comprometedor, foi o box que era muito apertado o que dificultou a movimentação durante o banho. No entanto, o chuveiro era bom e forte. Uma pessoa grande possivelmente ia sofrer um pouco mais.

Um cappuccio (como dizem os italianos) para começar o dia

Café da manhã farto, variado e gostoso

A mesa das opções salgadas

A mesa das opções doces
Embora eu aprecie tomar café da manhã na rua, lentamente, enquanto observo a dinâmica da cidade, sua velocidade através de seus habitantes a caminho do trabalho, parando para uma refeição ligeira, a primeira daquele dia, antes de executar suas tarefas diárias, eu devo reconhecer que ter o café da manhã disponível no hotel incluído na diária, é uma economia de tempo e dinheiro.

O Palazzo Ognissanti nos ofereceu essa facilidade e em verdade, nos ofereceu mais, pois o café da manhã era variado e delicioso: o maravilhoso e fortíssimo café italiano que podia ser puro ou um cappuccino (geralmente eu tomava ambos), o pão, duro e consistente onde eu colocava um fio de azeite – meu paladar agradeceu todos os dias. Doces e bolos, pães e queijos diversos. O brie era macio, mas a mozzarella era um sonho. Havia ovos também, além de sucos. Enfim, uma maneira muito gostosa de começar o dia.

O hotel ainda nos mimava com mais um agrado: deixava disponível durante quase todo o dia café, chá e os doces que restavam do café da manhã. Sempre que, por alguma razão, passávamos pelo hotel durante o dia, fazíamos uma pausa por lá. 

O Palazzo Ognissanti foi nossa casa por muitos dias, aprovadíssimo, e deixou saudades sem dúvida alguma.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

FINALMENTE, chegamos à ITÁLIA:


Finalmente chegamos à Itália: pousamos em Roma (Aeroporto Internacional de Roma - Leonardo Da Vinci, também conhecido como Fiumicino) por volta de 18:30. Um ônibus nos levou até a área de desembarque onde um painel nos mostrou em que esteira deveríamos resgatar nossas bagagens, que chegaram muito rápido.  
No saguão, escolhemos uma das muitas lanchonetes disponíveis e fizemos um lanche, pois ainda teríamos que esperar cerca de 1 hora até a saída do trem, da Stazione Fiumicino Aeroporto, para o nosso destino final: Florença. 

Iniciando caminhada para a Stazione Fiumicino Aeroporto

Usando as placas como guia: há o desenho de um trem

Caminhando em busca da estação de trem

Uns bons minutos caminhando

Chegando na Estação de Trem Fiumicino Aeroporto
Acessamos a estação por dentro do aeroporto. Fomos seguindo as placas, onde em uma delas havia o desenho de um trem. Levamos uns bons minutos caminhando, mas foi muito fácil chegar. 

Compramos nossos bilhetes no site do Trenitalia, ainda no Brasil. O site é muito tranquilo de ser usado: origem: Fiumicino Aeroporto e destino: Santa Maria Novella em Florença, a principal estação da cidade. O trem fez uma conexão na estação Roma Tiburtina. Levamos os bilhetes impressos com o código de barras bem visível. 

Pronta para entrar no trem com destino a Florença

Máquina para validar e senhorzinho para orientar

Nosso trem

O trem por dentro
Para ter acesso à plataforma, tivemos que apresentar nossos bilhetes impressos a um funcionário da estação de trem. Para quem comprou na própria estação (guichê ou máquinas) tinha que validar o bilhete em uma máquina disponível na entrada da plataforma.

O trem atrasou: ele tinha dois andares, bagageiro pequeno e estava lotado. Tivemos que acomodar nossas mochilas pelos corredores, assim como os outros passageiros. Levamos cerca de 45 minutos até a Estação Tiburtina (o trem faz várias paradas) onde fizemos uma baldeação. Dentro do trem há um mostrador indicando os nomes das estações.

Destino final: Santa Maria Novella em Florença - nosso trem é o da esquerda

Na espera: atrasado

Estava frio

Finalmente chegou o trem

O trem por dentro

Bagageiro grande

Exausta depois de tantas horas me deslocando desde o Brasil
Ao desembarcamos em Tiburtina tivemos que apressar o passo, pois o tempo de conexão era bem apertado. Seguimos as placas, descemos as escadas e chegamos à plataforma. Havia dois trens saindo para Santa Maria Novella em Florença, com diferença de 5 minutos e identificamos o nosso pelo número.

Este trem também estava atrasado, eu estava exausta e fazia muito frio. A esta altura já estava contando os minutos para chegarmos à Florença. Estava no limite de minhas forças depois de tantas horas de deslocamento e sem dormir.

Este trem era maior que o primeiro, estava vazio e o bagageiro era grande o suficiente para acomodarmos as nossas mochilas. Em mais ou menos 1 hora e meia chegamos em Florença.

Santa Maria Novella - Florença
Acho que nosso trem foi o último a chegar à estação, que estava vazia, gelada, quase escura, com alguns poucos funcionários fazendo a limpeza e as lanchonetes já com as portas arriadas.

Fomos para um lado e para outro e não conseguíamos achar a rua que buscávamos para chegar ao hotel. Pedimos, então, informações a um funcionário de uma das cafeterias que nos orientou e nos pusemos a caminhar para o Hotel Best Western, onde seria nossa casa pelos próximos dias. 



sábado, 23 de janeiro de 2016

No CAMINHO para a ITÁLIA havia uma CONEXÃO em Madri, Espanha:


Conexão em Madri

Painel com os voos e portões de embarque
Seguindo as indicações
Assim, depois de oito horas e meia de voo, pela Air Europa, desembarcamos cedinho (o dia havia nascido há pouco) em Madri para uma conexão de 5 horas. O aeroporto Madrid-Barajas estava completamente vazio, o que nos surpreendeu pois Madri é um hub que distribui voos pela Europa. 

Próximo à aterrizagem, a tripulação da Air Europa comunica os voos de conexão e os portões de embarque, em inglês e espanhol. Mesmo assim, quando desembarcamos, a primeira coisa que costumamos fazer é checar o painel do aeroporto para confirmarmos horário de partida e portão de embarque. 

Como faltavam 5 horas para nosso voo, ele ainda não aparecia no painel; passamos então a checar a cada meia hora. Quando ele apareceu e até poucos instantes antes do embarque, houve mudanças no horário de partida: mostrou atraso e depois foi antecipado. Se não estivéssemos ligados, teríamos perdido o voo, pois eles não são anunciados no auto falante do aeroporto Barajas. 

Embarcamos para Roma na zona "E". Sendo Barajas enorme, há placas indicando a direção das zonas de embarque, bem como o tempo de caminhada até lá. É preciso prestar atenção para não chegar atrasado e o avião decolar nos deixando para trás, pois o tempo de caminhada pode ser bem longo, algo em torno de meia hora, como foi nosso caso: 25 minutos.

Aeroporto de Barajas - Madri

Lojas em Barajas
Com bastante tempo de conexão, fomos explorar as lojas do aeroporto. Uma em que eu sempre gosto de entrar é a Acessorize. Ela vende acessórios e nos oferece um bom custo/benefício. Tem coisas bonitas com preços atrativos.

Mesmo quando não compro nada, gosto de olhar e fuçar. Caminhamos para lá e para cá, jogando conversa fora até que bateu a fome e para mim e para Léo, em Barajas não há outra opção para comer, além do 100 Montaditos: adoramos!

100 Montaditos

Local para fazer o pedido
Retirada dos pedidos
O cardápio

Os montaditos

Bom demais
Montaditos são sanduíches montados em pequenos pães de sal. O 100 Montaditos tem um sistema muito fácil de atendimento: nós escolhemos o número do sanduíche no cardápio, a quantidade e anotamos em um formulário disponível em todas as mesas. Os montaditos variam de 1 a 2 euros. 

Depois levamos até o caixa: "Recogida de Pedidos", pagamos e recebemos uma geringonça que vai apitar quando nosso pedido estiver pronto (isso existe no Brasil também). Então é só pegar os pedidos no "Entrega de Montaditos". 

Eu considero o 100 Montaditos uma opção modesta, gostosa e rápida, com recheios variados para todos os gostos. Ele fica no terminal T2, na zona de embarque D e funciona geralmente das 7:00 até às 21:00.

Prontos para embarcar para Roma
Com a barriga cheia, estávamos prontos para embarcar para Roma, nosso destino final com a Air Europa. O voo saiu lotado e muito barulhento, com pessoas falando alto em espanhol e italiano. Latino é latino.

Em menos de duas horas e meia chegamos na capital italiana, no Aeroporto Internacional de Roma - Leonardo Da Vinci, também conhecido como Aeroporto Fiumicino. Ainda tínhamos muitos quilômetros pela frente antes de chegarmos em nosso destino final. 

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

PRÓXIMO destino: FLORENÇA, Itália:

Próximo destino: Itália
No voo da Air Europa: fazia tempo que não me sentia tão animada com uma viagem

O lindo por do sol visto do avião
No dia 24 de Novembro de 2015, às 21:35, embarcamos em um voo da Air Europa com destino à Itália, pousando em Roma, com conexão em Madri, Espanha. O check in foi tranquilo, não havia filas, o voo saiu no horário e seguiu com poucos passageiros.

A Air Europa exerceu forte controle em relação ao peso e tamanho das bagagens: tanto nas despachadas quanto nas bagagens de mão. Notei que algumas pessoas levavam malas de mão enormes e confesso que fiquei curiosa para saber o que era tão importante que precisava ser levado à bordo. Nunca descobri.

Conforto e praticidade
Minha bagagem de mão é muito modesta. Carrego além do obrigatório como documentos e seguro saúde, itens básicos de higiene que coloco dentro dos zip locks, pois imigrações de muitos países no velho continente assim exigem e também porque considero prático.

Levo um casaco leve pois não costumo sentir frio em avião, além do que a Air Europa nos fornece um pequeno travesseiro e cobertor. Se o meu destino está com temperaturas baixas, levo também um cachecol, luvas (se estiver muito frio), uma meia calça quente e uma segunda pele para o deslocamento até o hotel e para o caso de um atraso ou extravio da bagagem despachada. Por esta mesma razão levo uma muda de roupa íntima.

Além disso, levo um par de meias, dessas que algumas pessoas usam para a prática de pilates, porque a primeira coisa que faço ao embarcar e me acomodar é tirar o tênis. Para não ter que ficar calçando-os sempre que levanto, esta meia faz as vezes de sapato até o desembarque.

Isso é tudo o que me permito carregar no avião comigo e cabe tudo em minha bolsa. Gosto de praticidade e leveza. Sempre!

Air Europa

Inveja de quem dorme facilmente

A330-300 da Air Europa que economiza 5% de combustível em suas viagens
Pela primeira vez viajamos no equipamento Airbus A330-300, apelidado de Francesca Acera, nome da mãe do presidente da Air Europa (de 96 anos) Jua José Hidalgo. Logo que eu entrei eu me dei conta de que as poltronas eram mais largas e havia mais espaço entre elas. Isso me deixou muito feliz, porque embora eu seja magra e pequena, tenho muita dificuldade em encontrar uma posição confortável naquelas cadeiras minúsculas da classe econômica.

No entanto, logo me dei conta de que não havia televisores individuais. Eu não consigo dormir durante os voos e o que salva a minha sanidade mental é ver um filme atrás do outro. A Air Euopa, com este equipamento, desvestiu um santo para vestir outro. 

Como opção de entretenimento, a companhia ofereceu um tablet com 8 filmes disponíveis durante todo o voo, a um custo de 10 euros. Não nos interessamos: Léo porque dorme fácil e tranquilamente e eu achei caro e uma opção desconfortável assistir em tablets. 

O voo seguiu tranquilo, com a tripulação gentil e educada. A comida servida no jantar não foi grande coisa: a velha opção de pasta ou pollo (frango), onde eu geralmente escolho massa por considerar menor o risco de estar muito ruim. 

O desembarque em Madri foi rápido e sem problemas. Estávamos muito preocupados porque viajamos poucos dias depois do ataque terrorista em Paris e não sabíamos como estavam as fronteiras. A única novidade foi que eles estavam revistando todas as bagagens de mão mesmo depois de passar pelo raio X, mas nem isso concorreu para qualquer tipo de demora. 

Em Barajas, aeroporto internacional de Madri, tivemos uma espera de 5 horas antes de reembarcarmos novamente, também de Air Europa, com destino a Roma, Itália.