quarta-feira, 22 de junho de 2016

PLANEJANDO a próxima VIAGEM:


Nós, Léo e eu, estamos sempre pensando em nossa próxima viagem. O mundo é grande demais, interessante demais. Sempre que possível, nós colocamos o pé na estrada. É nosso vício, nosso hobby e nosso prazer. O destino nem é o mais importante, o que queremos mesmo é conhecer lugares, culturas, ver arte, experimentar sabores, enfim, estar em movimento.

Eu adoro planejar uma viagem, quase tanto quanto viajar. Gosto de ir descobrindo os lugares através das pesquisas, do que outros viajantes contam, das imagens e fotografias. Gosto de decidir as datas, os meios de locomoção e de definir os meus principais pontos de interesse. Isso tudo me causa uma ansiedade gostosa.

O nosso marco zero é a compra das passagens: sempre buscamos promoções, pois o preço que pagamos pelas passagens é o valor inicial da viagem e pode determinar se ela será mais cara ou mais barata. Assim, depois de decidirmos que Junho seria uma boa época para passarmos uns dias fora por conta do São João no Nordeste, começamos nossas buscas. Estávamos em Fevereiro.

Passo 1: compra de passagens aéreas:


A única coisa determinada é que queríamos um país europeu ou asiático. O Léo está cadastrado no “Melhores Destinos” (site e app) e recebe mensagens que informam passagens em promoção e sempre que possível acessamos o Skyscanner (site que compara preços de passagens) para ver o que ele mostra. 

Uma vez encontradas passagens que nos atendam (preço X destino), vamos direto para o site da cia aérea para a compra.

Somente em Abril encontramos alguns destinos por um preço razoável. Não eram super promoções, mas estavam dentro daquilo que considero justo. Terminamos escolhendo a Alemanha, país que não conheço e que há tempos está em minha lista de países prioridade. A companhia aérea foi a alemã Condor

Passo 2 – definir as bases principais do roteiro:


Eu não costumo atravessar fronteiras internacionais, especialmente quando estou na Europa, pois acho que um país tem muito a oferecer com suas inúmeras regiões e cidades. Sendo assim, uma vez definido o país, começo a estuda-lo para escolher que locais quero visitar.

Dito isso, ficaríamos somente na Alemanha. Como teríamos apenas uma semana, a ideia era ficarmos em uma única cidade para não perdermos tempo com deslocamentos e tornar a viagem o mais barata possível: quanto mais deslocamentos, maior o custo.

Comecei a ler blogs, revistas e guias até que uma matéria na Viagem e Turismo de Dezembro/2014 chamou a minha atenção. Ela falava sobre Nuremberg e sua história com o nazismo. Era justamente isso que estava buscando! Uma cidade medieval conservada, repleta de histórias, pequena, com muita arte e culinária típica.

Durante essas pesquisas iniciais, me dei conta de que ali perto havia um Campo de Concentração, na cidade de Dachau. Li que era mais prático visita-lo desde Munique. Além disso, Léo encontrou uma meia maratona lá nessa mesma época. Pronto! Elementos suficientes para incluirmos um fim de semana em Munique no roteiro.

Roteiro definido: Nuremberg e Munique.


Passo 3 – comprar os deslocamentos internos:



Quando temos que estar na cidade em determinada data e horário, compramos os deslocamentos internos com antecedência, para não corrermos riscos. Aqui também pesquisamos o que os viajantes e guias dizem sobre a melhor forma de deslocamento dentro do país. 

Sendo assim, compramos os trechos Frankfurt (onde nosso voo pousava) – Nuremberg, Nuremberg – Munique (por causa da meia maratona) e por fim Munique – Frankfurt (de onde partia o nosso voo).

O trecho Munique – Dachau deixamos para comprar lá porque não sabemos ainda que dia nós visitaremos o Campo de Concentração e assim não engessamos a viagem além do estritamente necessário.

Utilizamos o site da Bahn, companhia de trens alemã, para tal. Uma vez efetuada a compra, imprimimos os vouchers para apresentarmos lá.

Sugiro alguns cuidados:

  • Ficar atento aos nomes das estações. Algumas cidades têm mais de uma estação de trem e já vi gente comprar para uma, ir parar em outra e perder o trem, precisando comprar novos bilhetes e mais caros;
  • Verificar se tem baldeação (conexão) e o tempo entre um trem e o outro. Às vezes é muito apertado e temos que correr mesmo, porque o trem não vai nos esperar;
  • Ter o voucher na mão para apresentar antes de entrar no trem, ou dentro dele;
  • Comprar com uma folga larga. Por exemplo, quando chego a uma cidade e do aeroporto mesmo já vou pegar o trem, compro um horário acima de 3 horas do momento previsto para o pouso do meu voo, contando que pode haver atrasos. Faço o mesmo quando tenho que pegar um voo: prefiro pegar o trem muitas horas antes e ficar ociosa no aeroporto do que perder o voo.

Passo 4 – reservar hotéis:


Para reservar os hotéis nas cidades que visitamos, a primeira coisa que fazemos é checar se tem unidades Ibis, da Rede Accor, na cidade. Em seguida, checamos se ele já faz parte do pool das unidades que estão reformadas e sua localização.

O Ibis em seu site mostra quais os pontos turísticos que estão próximos e a distância. Eu confronto com o que já sei sobre a cidade e assim escolhemos o hotel. Quando não há íbis eu recorro aos sites como Booking, Hoteis.com e TripAdvisor para escolher o de melhor/custo benefício.

Aliás, essa conta custo/benefício é que faz com que considere o Ibis como minha primeira opção de hospedagem sempre: localização + diária acessível + quartos padronizados no mundo todo. Gosto de saber o que vou encontrar.

Tanto em Nuremberg quanto em Munique a variedade de unidades do Ibis é imensa e estão localizados em diversos pontos de ambas as cidades e com valores distintos. Escolhemos e reservamos. O pagamento será feito lá. 

Passo 5 – buscar informações:



Uma das partes mais gostosas do planejamento de viagem: pesquisar! Aproveito-me de muitas fontes: guias impressos, revistas e blogs são os principais. Busco algum programa de tv que faça alguma referência ao destino e converso com amigos que já tenham visitado os locais. Qualquer informação é bem vinda.

Paralelo a isso, começo a ler livros sobre as cidades, sobre o país e escritos por autores locais, ainda que não seja especificamente da região que visitarei. Léo faz o mesmo e vamos trocando informações, ideias, aprendizados.

Para essa viagem à Alemanha eu li:

1 – Cozinha Venenosa de Silvia Bittencourt: um relato sobre a trajetória de Hitler até assumir o poder em 1933, através das manchetes do então jornal local Münchener Post, jornal de Munique que fazia forte oposição aos nazistas;

2 – Fique onde está e então corra de John Boyne história contada em primeira pessoa pelo pequeno Alfie sobre a ausência de seu pai, enviado para lutar na Primeira Guerra Mundial. Apesar de vermos os fatos através dos olhos de uma criança, percebemos que a guerra é uma coisa difícil de entender;

3 – A volta para casa de Bernhard Schlink que conta a busca de Peter por um suposto personagem nazista que lutou na Segunda Guerra. Apesar do final muito ruim, este livro tenta mostrar outros lados dos personagens deste momento hediondo da história da humanidade;

4 – A Segunda Guerra Mundial de Antony Beevor: muitas informações interessantes sobre a guerra, mas tem muitos detalhes técnicos e bélicos que tornam a leitura um pouco cansativa e muito lenta;

5 – Nada de novo no Front de Erich M. Remarque: um clássico alemão que nos leva até o front da primeira guerra mundial através na narrativa de Paul, um jovem soldado alemão que, segundo ele, quando estava começando a amar a vida teve que explodi-la e sua primeira profissão foi matar.

6 - O Nazista e o Psiquiatra de Jack El-Hai , onde só tive tempo de iniciar a leitura. O livro fala do tempo em que o psiquiatra Kelley entrevistou o Marechal do Reich Hermann Göring, quando ele foi capturado ao final da guerra e levado para a um centro de detenção em Luxemburgo, à espera do Julgamento de Nuremberg.

Já tinha lido muitos outros como O Menino do Pijama Listrado de John Boyne e o Leitor de Bernhard Schlink, entre alguns outros ao longo da vida. 

Passo 6 – comprar ingressos:

Conhecendo um pouco mais da cidade, já dá para saber se há necessidade ou recomendação de comprar com antecedência bilhetes para teatro, museu ou alguma outra coisa que esteja em minha lista de interesse.

Nesse caso, temos que decidir o dia e principalmente o horário. Para museus, por exemplo, gosto dos primeiros horários. Para as funções no teatro, prefiro as apresentações que comecem no início da noite.

Então basta entrar no site em questão, efetuar a compra e imprimir os vouchers.

Em Nuremberg eu não achei nenhuma ópera no período em que estaremos na cidade e nenhum ponto turístico tem recomendação de compra antecipada. 

Passo 7 – comprar dinheiro:


Eu costumo fazer um cálculo que uso como padrão para todas as minhas viagens podendo caber ajustes dependendo da situação financeira do momento: 100 dinheiros/dia, sendo que para as Américas eu geralmente levo dólar, assim como para a Ásia e costumo levar euro para Europa.

Vou observando a oscilação da moeda para comprar quando ela estiver em baixa, principalmente em tempos em que ela está muito valorizada em relação ao real. 

Passo 8 – comprar seguro de viagem:

Vou até uma agência de viagens, geralmente na semana de embarcar por que costumo perder as coisas e rapidinho, em menos de meia hora, saio de lá com meu seguro. Graças a Deus nunca precisei usar e espero nunca precisar. Tenho adquirido o Travel Ace Assistence.

Passo 9 – arrumar a mala:


Antes de começar a arrumar a mala eu costumo checar a temperatura, pois obviamente isso tem impacto direto no tipo de roupa que vou levar. Utilizo dois sites: o br.wheather e o yr.no.

Como minha mala costuma ser muito compacta, muito leve, pois levo bem poucas coisas, eu geralmente arrumo a bagagem no dia da viagem, já que os voos costumam decolar à noite. Não tenho muito stress com roupa e só levo o indispensável.

Passo 10: embarcar e ser feliz!



O recomendado para voos internacionais é chegar 2 horas antes, mas o ideal atualmente é chegar com 3 horas de antecedência para não correr riscos, pois as filas têm estado longas, mesmo as que são apenas para baggage drop-off, mas isso definitivamente não faz parte de minha vida de viajante.

Meu parceiro de viagem, amado, nunca, jamais, em tempo algum conseguiu chegar ao aeroporto com tanto tempo de antecedência. Sempre chegamos esbaforidos (ou pelo menos eu chego assim, porque ele sempre mantém a calma) e por milagre, e apenas por isso, nunca perdemos um voo. 

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Até QUALQUER HORA, Itália:

Estação de trem Roma Termini
Esperando o trem na Roma Termini com destino ao Aeroporto Fiumicino
No Leonardo da Vinci Express a saudade já era grande!
O Leonardo da Vinci Express

Chegamos ao Aeroporto Fiumicino
Depois de quase duas semanas na Toscana, era hora de voltar ao Brasil. Nosso voo saía de Roma (aeroporto Fiumicino) às 10:30 AM, com destino ao Brasil, com uma conexão de 2 horas em Madri, Espanha.

Tomamos um trem, o Leonardo da Vinci Express, cujos bilhetes compramos na hora, na estação de trem Roma Termini para o Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci, também conhecido como Fiumicino. 

Sem assentos marcados ou bagageiros, colocamos as mochilas no corredor como vimos muitos outros viajantes fazerem. Há que se ter paciência para a todo instante tirar e colocar as mochilas para dar passagens às pessoas.

Apesar disso, e de o trem estar cheio, não presenciamos nenhum tipo de stress.

Desde a origem até o destino final voamos de Air Europa. Só retiramos as bagagens no Brasil. O trecho Roma – Madri foi cheio, mas foi tranquilo e durou 2,5 horas.

O voo Espanha – Brasil atrasou um pouco e saiu cheio, mas não lotado: havia poltronas vazias. Foi um dos piores voos de minha vida. Eu particularmente não gosto de voos diurnos, pois as pessoas ficam acordadas, mais barulhentas e à medida que vai passando o tempo, vão ficando mais inquietas e esquecem, ou fazem questão de ignorar, que estão em um espaço diminuto com muitas outras pessoas.

Assim, no supracitado voo, crianças corriam sem parar pelos corredores, gritando descontroladas. Pessoas conversavam em pé por todos os lados em tons de voz nada razoáveis.

Uma mãe achou que todos nós gostaríamos de compartilhar com seu filho vídeos da Galinha Pintadinha, (sejamos justos: só quem ama a famigerada galinha é quem tem filhos pequenos em casa), pois os colocou no tablet em altura máxima.

A tripulação conversava animadamente no fundo do avião.

As horas demoravam a passar, se arrastavam! Eu não conseguia ler com tamanho alvoroço e não havia entretenimento disponível.

A única coisa que valeu do voo foi que chegamos sãos e salvos em nosso destino final, com as bagagens carregadas de lembranças deliciosas. 

Mal pousei e confesso que já estava pensando quando ia colocar o pé na estrada novamente!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

FLORENÇA em poucas PALAVRAS:


Florença é magnífica e merece todos os superlativos a ela atribuídos. A cidade mostrou-se muito mais interessante do que eu poderia imaginar: tem história, tem arte, tem arquitetura, tem gastronomia boa e despretensiosa e ainda tem luzes mágicas. Florença não vive de passado, mas não abandonou este passado: hoje muitas épocas se confundem e se misturam contribuindo para seu magnetismo.

A seguir um resumo da capital da Toscana: um pouco do que ver, fazer, comer e onde se hospedar.

Museus: 


                                                                     



Galleria degli Uffizi: é o principal museu de Florença e o maior museu de arte da Itália. O prédio foi construído por Vasari e é belíssimo, com janelas que o circundam, nos proporcionando lindas vistas do rio Arno e a Ponte Vecchio.

O acervo é enorme, composto por esculturas e pinturas de artistas famosos como Botticelli e seu Nascimento de Vênus. O museu costuma ter longas filas (podendo chegar a duas horas) e por isso é aconselhável comprar os bilhetes pela internet, com hora marcada.

No primeiro andar há uma cafeteria com bom café e opções de lanches, que ficam muito mais caros para quem abre mão de comer em pé e prefere sentar em alguma das mesas disponíveis. 

Pagamos 8 euros pelo bilhete + o IOF do cartão de crédito. 



Galleria dell´Accademia: tem um acervo muito menor que o exposto na Uffizi, mas tem quadros muito interessantes, (distribuídos em dois andares)  e uma sala abarrotada de esculturas de artista variados, mas definitivamente, a menina dos olhos desse museu é o colossal Davi de Michelangelo (muito mais impressionante que suas réplicas: da Piazzale Michelangelo e da Piazza della Signoria).

Também aqui as filas podem ser enormes e também vale a pena comprar os ingressos com hora marcada pela internet

Pagamos 8 euros pelo bilhete + o IOF do cartão de crédito.




Palazzo Pitti: este é o segundo museu, em importância, de Florença, com um maravilhoso acervo que engloba pinturas de diversos séculos, desde a época renascentista até princípios do século XX, esculturas, vestuários, ambientes luxuosos e arte em prata, distribuídos em cinco museus distintos: Galleria Palatina (possui onze salas), Appartamenti Reali (os aposentos reais), Galeria d´Arte Moderna (um grupo de toscanos do século XIX com estilo semelhante aos impressionistas franceses), Museo degli Argenti (museu da prata) e a Galleria del Costume, além do Jardim de Boboli, um jardim renascentista, muito extenso e cheio de cor e beleza.

Entre os artistas mais famosos podemos encontrar quadros de Rubens, Tiziano, Caravaggio e Rafaello.

Não é necessário comprar com antecedência, mas é bom chegar cedo, pois as salas costumam ficar lotadas. No primeiro domingo do mês o acesso é gratuito. Nos outros dias os valores variam de acordo com a quantidade de museus visitados. 


Palazzo Davanzati: casa museu do século XIV utiliza moveis e utensílios para recriar os diversos ambientes de uma antiga casa de uma família abastada de Florença. Sua arquitetura é sensacional.


Para quem não ama obras de arte, essa visita é perfeita! O ingresso custa 2 euros, não é preciso comprar com antecedência, mas é necessário reservar antes, no próprios local uns 2 ou 3 dias antes.

Palazzo Vecchio – um dos símbolos de Florença, ainda hoje a prefeitura funciona aqui. Além do Salão dos Quinhentos, há muitos outros ambientes montados, como o quarto de Eleonora de Toledo, esposa de Cosimo I, para visitarmos.

Sugiro além da visita tradicional, fazer a visita guiada pelos caminhos secretos do Palazzo Vecchio. Bárbaro! Basta reservar uns dias antes do dia pretendido para a visita, no próprio local.


Em frente ao palazzo encontramos uma réplica do Davi de Michelangelo, Poseidon com suas ninfas além de Hércules e Caco.

Pagamos para entrar no Palazzo Vecchio 10 euros + 4 euros pela visita guiada aos caminhos secretos do palazzo




Il Bargello – Museu repleto de esculturas de artistas como Donatelo e Giambologna, além de objetos do dia a dia, como porcelanas.

O acervo é muito bacana, mas talvez o mais interessante seja o prédio em forma de fortaleza que já foi inclusive uma prisão. Por isso minha sugestão aqui é visita-lo à noite para mergulhar em uma atmosfera mágica.

Não é necessário comprar os ingressos com antecedência. Pagamos 4 euros pela entrada.


Em determinadas épocas a Uffizi, Accademia e Il Bargello tem Late Openings. Conseguimos essas informações no posto de informação turística, onde nos entregaram uma time table dos museus.

O Bargello por exemplo do dia 01/08 até 19/12 de 2015 abriria todo sábado das 08:15 às 13:50 e depois das 19:00 às 23:00. Sônia, uma brasileira que nos atendeu no posto de informação turística, nos recomendou visitar o Bargello à noite e foi sensacional, como voltar ao passado em uma atmosfera mágica.


Lembrando que os horários podem mudar. A Uffizi e Accademia, segundo a time table abriria de 27/06 a 19/12/2015 das 08:15 às 23:00, aos sábados. 


Museu Santa Reparata – esse museu é ótimo para quem gosta de ruínas. Para quem não gosta vale dar uma passadinha também. Ele é pequenino e fica no subsolo do Duomo:  é o esqueleto da antiga e primeira catedral da cidade, a Santa Reparata.

Os restos da Catedral de Santa Reparata, encontrados durante escavações no fim dos anos 60 do século passado, mostram rasgos e evidencias da era cristã primitiva em Florença.

 O acesso é possível com o mesmo ingresso do Complexo do Duomo. 


Museu dell´Opera del Duomo – Esse museu tem um acervo enorme, distribuídos em 25 salas e 3 andares, referente à Santa Maria del Fiori, o Duomo de Florença. Aqui encontramos os famosos Portões do Paraíso (os originais, que ficavam no Batistério), feitos em bronze por Lorenzo Ghiberti, no século XV, encomendados para comemorar o fim da peste.

Além disso, encontramos esculturas interessantíssimas com a Maria Madalena arrependida de Donatello.  Essa escultura me impressionou por que seu corpo e rosto eram puro sofrimento. Foi intenso.

Assim como em Santa Reparata, o bilhete de acesso é o mesmo do Complexo do Duomo. 

Igrejas:

Florença tem muitas igrejas (chiesas) para serem visitadas: algumas são gratuitas e outras são pagas. A seguir, algumas delas:



A Catedral Santa Maria del Fiori, o Duomo de Florença – um dos símbolos mais famosos de Florença, a igreja é a quarta maior da Europa, tem uma fachada belíssima onde a cúpula de Brunelleschi com suas telhas laranjas se destaca. Aliás, subir até a cúpula é uma dessas atrações imperdíveis de uma cidade.

Santa Maria del Fiori, tem 155 m de comprimento, 90 de largura e consegue abrigar cerca de 30.000 pessoas. Suas dimensões e mistura de estilos a torna uma igreja grandiosa. Ela é mais clara do que a maioria das catedrais que já visitei. 

O acesso ao seu interior é gratuito. No entanto para subir até a cúpula e ter a oportunidade de estar a poucos metros da espetacular obra de Vasari representando o Juízo Final e de estar diante da vista sensacional dos telhados de Florença, tem que pagar. 

A minha sugestão aqui é chegar cedo, poucos minutos antes de abrir a bilheteria para evitar o tumulto, pois o espaço é diminuto e pessoas demais atrapalham. 

Para subir à cúpula é preciso certo esforço físico, pois são muitos degraus, com alguns trechos longos e íngremes.  














O Duomo de Florença, junto com o Campanário de Giotto e o Batistério de São João Batista formam o Complexo do Duomo. É possível comprar o ingresso casado que nos permite subir à cúpula, visitar o Batistério e o Campanário, além dos museus Santa Reparata e Museu dell´Opera del Duomo. Recomendo fortemente essa visita. Pagamos 15 euros para visitar todo o Complexo.



Santa Croche – É uma bela basílica franciscana onde estão enterrados Michelangelo, Galileu e Maquiavel: só os mestres. Há um túmulo de Dante, mas é só uma homenagem, uma vez que exilado da cidade, nunca mais voltou à sua amada terra natal e não está enterrado ali.

Eu achei o interior de Santa Croche mais bonito que o Duomo, embora mais escura. Aqui é preciso pagar para visitar (8 euros). Em frente à igreja há uma estátua de Dante Aliguieri.  


San Miniato al Monte – minha igreja preferida em Florença. Ela é pequena, tem mais de oito séculos de existência e nos proporciona uma vista belíssima da cidade. Além disso, às 17:00 a missa é acompanhada por cantos gregorianos. É mágico! Em minha opinião vale uma visita durante o dia e durante a missa: acesso gratuito.


OrsanmicheleSeu nome vem do Orto di San Michele - jardim monástico desaparecido há muito tempo): pequenina, com afrescos no teto, possui ao fundo um bonito tabernáculo gótico esculpido em alto relevo. Acesso gratuito. 

Praças:


Algumas piazzas da cidade são icônicas como a Piazza della Signoria, o coração de Florença, onde fica o Palazzo Vecchio e a Loggia dei Lanzi repleta de esculturas maravilhosas como O Rapto das Sabinas de Giambologna, minha preferida. 


Piazzale Michelangelo – lugar perfeito para ver o por do sol. Melhor chegar um pouquinho antes, com o sol ainda brilhando para ter oportunidade de ver as luzes de Florença irem mudando e o efeito sobre a cidade: tem algo de muito especial nisso.  

Há duas maneiras de chegar lá: pegar o ônibus 12 ou 13 na Estação Santa Maria Novella ou ir caminhando. Nós subimos de ônibus (demorou muito pois era hora do rush) e descemos andando. 

Compramos os bilhetes na tabacaria e custou 1,20 euros. 


Piazza della Republica - local do antigo fórum romano que séculos depois abrigou o mercado da cidade, até fins do século XIX. A praça também já foi um gueto até que na época do Renascimento sofreu uma revitalização onde avenidas e bulevares foram criados. Aqui nós paramos para tomar um café. O Hard Rock fica nesta praça. 

Piazza della Santissima Annuziata – esta é uma praça que não tem nada demais e, no entanto a achei uma das mais interessantes de Florença, talvez por ver nela a sua antiguidade. 

Aqui está o Ospedale degli Innocenti o primeiro orfanato da Europa, inaugurado na primeira metade do século XV e tem esse nome em uma referência ao Massacre dos Inocentes de Herodes. É uma obra arquitetônica de Filippo Brunelleschi.

Mais uma ou outra coisinha que merece nossa atenção, sem dúvida:


Ponte Vecchio – o clássico dos clássicos da cidade. Passamos por elas inúmeras vezes: não só porque estava constantemente em nosso caminho para muitos de nossos destinos, como porque ela nos oferece belas vistas de Florença. A cada hora do dia ela se torna diferente e merece ter sua beleza apreciada de muito ângulos distintos. 


Officina Profumo Farmaceutica di Santa Maria NovellaA Officina Profumo – Farmaceutica di Santa Maria Novella iniciou seu funcionamento em 1612 e logo a farmácia ficou famosa em toda a Europa por vender elixires, bálsamos e essências que prometiam curar um par de doenças como a histeria.

Ela cheiro de incenso, sabonetes, lavandas, aromatizadores de ambientes, águas de cheiro e muitos outros perfumes que despertam os nossos sentidos. Todos estes olores estão à venda. 

Possui diversos ambientes, cada um vendendo um grupo de produtos, além de uma linda tea room e a Capela di San Niccolò.


Fiseole – a cidade dista apenas 8 quilômetros de Florença e vale uma visita de um dia, pois apesar da proximidade entre as duas cidades, Fiesole tem muita identidade. Visitamos o sítio arqueológico e a Chiesa di San Francesco e almoçamos na cidade.

Para chegar à Fiesole pegamos o ônibus 7 na Piazza San Marco. Compramos os bilhetes na tabacaria (elas ficam espalhadas por Florença).

Onde Comer:

O aperitivo é uma tradição iniciada lá pelo século XIX e praticada atualmente em algumas cidades italianas, para o happy hour, onde pedimos uma bebida alcoólica e podemos desfrutar do buffet oferecido pelo local, que varia muito de lugar para lugar. Em alguns deles, no entanto, a comida vem à mesa e não é possível repetir.

Confesso que nós adoramos esta tradição, mesmo nas cafeterias/restaurantes mais modestos, e usufruímos dela algumas vezes. Muitas vezes o aperitivo foi nosso jantar, apesar de os italianos geralmente jantarem depois. 

Os lugares que servem aperitivo indicam isso com cartazes na porta, com o horário que se inicia e o horário em que ele é encerrado.

Atualmente eu sou adepta ao “passei, gostei, entrei” em relação a escolher de lugares para comer. Mesmo assim, vou listar alguns lugares em Florença que, por uma razão ou outra, deixaram boas lembranças:




Mercado Central – no térreo funciona o mercado de frutas, carnes e especiarias: é colorido e perfumado. No andar superior funcionam restaurantes diversos, para todo gosto e todo bolso. Está quase sempre muito movimentado e as mesas são compartilhadas. 

Jantamos lá duas vezes e na última noite em Florença, passamos para tomar uma taça de vinho. Foi nossa despedida da cidade.


Black Bar – Em frente ao Complexo do Duomo, é um pequeno corredor que fica lotado de gente. Embora tenha outros andares todo mundo parecia preferir o burburinho do térreo, que podia irritar e, no entanto fazem do lugar um charme.

Nós também preferimos ficar no térreo olhando o movimento.  Foi melhor pizza que comi em Florença e melhor ainda: barata. O café é delicioso. 

Caffè Amerini (Via dela Vigna Nuova, 63-r, 50123) aqui o sistema era de  buffet quase praticamente de mini sanduíches, com recheios variados, mas havia outras coisas, como azeitonas e batata frita: todas as opções estavam dispostas sobre o balcão. 

Muitos italianos entraram, possivelmente depois de um dia de trabalho, tomaram uma taça de vinho ou outro drinque qualquer, se serviram dos sanduíches e seguiram seus caminhos.

Escolhemos vinho branco sugerido pela garçonete. 


Restaurante Tira... baralla Uma garçonete jovem e sorridente nos atendeu. Como estávamos famintos, cada um pediu uma bisteca e eu me assustei com o tamanho do prato quando ele chegou à mesa. Comemos todo, mas foi tanta comida que naquele dia nós nem jantamos porque ainda teve a entrada com pães. Para acompanhar, pedimos meia garrafa de vinho tinto.

Admito que a bisteca não me encheu de amores. Para o meu paladar, que prefere comidas mais leves e saudáveis, era um prato muito gorduroso e pesado. Apaixonei-me mais pela salada e pela batata que pela carne, mas valeu sim a experiência, afinal passear pelos sabores locais faz parte de minha diversão como turista.



La Grotta Guelfa (Via Pellicceria, 5) - sentamos na varanda, mesmo correndo o risco de aparecer algum fumante. Demos sorte: não apareceu. O garçom que nos atendeu foi, como eu poderia dizer? Muito italiano: piadista, agitado, simpático. Nos ajudou com sugestões. 

Escolhi um penne all´arrabbiata como primeiro prato e porco como segundo prato: ambos estavam divinos. Foi uma refeição excelente!

Estava cheio.


Caffè Il Sole –  (Via Guelfa, 25) - um dos meus lugares preferidos. Foi um almoço simples e esplêndido. Sentamos na apertadíssima varanda, pedimos vinho, uma lasanha de carne e um tiramisù de sobremesa. 

O atendimento foi eficiente e simpático. 

Sei Divino (Borgo Ognissanti, 42r) - nos despedimos de Florença com esse aperitivo que, diferente de outros lugares, a comida vem à mesa e não podemos repetir. Estava tudo muito gostoso. 

O lugar é aconchegante e a garçonete me ajudou a escolher a taça de vinho. Não estava cheio. 

Hospedagem:


Best Western Hotel Palazzo Ognissanti – foi uma excelente escolha. Muito bem localizado, perto dos principais pontos turísticos da cidade e da Estação Santa Maria Novella. 

Havia restaurantes, mercadinhos e tabacaria no entorno. 

O quarto amplo e limpo, assim como o banheiro. Atendimento ótimo, tanto na recepção quando no café da manhã, que aliás era maravilhoso: gostoso, variado e farto.

Informações gerais:

A maioria das cidades do mundo é muito viva, o que significa estar em constante movimento e mudança, mesmo uma cidade como Florença, que tem séculos de história preservada e monumentos que superaram a ação do tempo e a destruição do homem e suas guerras.

Há sempre alguma coisa nova acontecendo como peças de teatro e mostras temporárias. Nós fomos a duas: La Belleza Divina no Palazzo Strozzi e Si Fece Carne na Basilica de San Lorenzo. 

Por isso, sugiro passar o olho no jornal local e visitar o posto de informação turística em busca de indicações.

O deslocamento em Florença é muito fácil: na maior parte do tempo usamos nossos pés. Para sair da cidade, os trens e ônibus funcionam muito bem e não é necessário comprar com antecedência os trechos. Os bilhetes podem ser comprados nas máquinas distribuídas na Estação Santa Maria Novela. Os ônibus, na estação que fica próxima à Santa Maria.

Fomos de ônibus para Siena e de trem para Pisa e Lucca

Os ônibus internos nós compramos nas tabacarias: 1,20. É possível comprar dentro dos ônibus, mas eu não aconselho pois além de ser mais caro, podem acabar.

O mais importante é não nos esquecermos de validarmos os bilhetes: tanto nos ônibus quanto nos trens.

Muitas pessoas fazem apenas bate/volta desde Roma para essa cidade magnífica. Eu acho que ela merece mais, muito mais que isso. 

Eu viajei no fim do outono e início do inverno e foi uma época ótima, pois a cidade não estava lotada de turistas. Nos fins de semana, no entanto, havia muito movimento. 

Muita coisa ficou por ver na cidade, mas tudo o que vi me deixou muito feliz e satisfeita. Para finalizar quero dizer que não foi nada fácil resumir Florença!