quinta-feira, 29 de setembro de 2016

CHEGAR em Munique, Alemanha - PRIMEIROS passos:

Estação de Trem de Munique
Estação de Trem de Munique

Estação de Trem e Posto de Informação Turística Munique
Estação de Trem de Munique e Posto de Informação Turística

Estação de trem de Munique
Caminhando para o hotel desde a estação de trem - Munique
Chegamos à Munique de trem, em um sábado pela manhã, depois de passarmos cinco dias incríveis em Nuremberg. Já na estação percebemos a diferença entre as duas cidades: nosso novo destino era mais movimentado e mais intenso.

Estava um dia esplêndido de verão, com céu de brigadeiro e temperatura nas alturas.  

O primeiro ponto de parada, como é costume nosso, foi o posto de informações turísticas, que fica do lado direito (de quem sai) da entrada principal do Hauptbahnhof, a estação central onde desembarcamos.

O senhor que nos atendeu, falava português e adorava uma piada: só ele achava graça, mas foi extremamente gentil e forneceu-nos algumas informações sobre Munique, cobrou 1 euro pelo mapa e nos deu a direção do Hotel Ibis, onde estaríamos hospedados. Fomos caminhando, uma linha reta e chegamos mais ou menos meia hora depois.

Fizemos check-in, deixamos as bagagens no quarto e seguimos para o centro da cidade para retirar o kit da meia maratona que Léo correria no dia seguinte.

Tram Munique
Ponto de tram

Tram Munique
O tram

Munique
Munique
Como não tínhamos tempo a perder, pois naquele dia visitaríamos o Campo de Concentração situado em Dachau, resolvemos pegar um tram: havia um ponto quase em frente ao Ibis.

Na recepção do hotel buscamos informações de como deveríamos proceder para pegá-lo: utilizem a linha 16 ou 17 que vai deixar vocês no Hauptbahnhof. Os bilhetes vocês compram nas máquinas que ficam dentro. Comprem o bilhete único (single ticket - short trip), para uma única viagem, até 4 paradas, no inner district (cidade de Munique apenas) que cobre a zona 1, onde está a maioria das atrações e custa 1,40 euros por pessoa.

O problema é que a recepcionista não nos avisou que as máquinas só aceitavam moedas e nós só tínhamos cédulas. Descobrimos isso apenas dentro do bonde elétrico e muito constrangidos, descemos na parada seguinte e fomos caminhando o resto do percurso.

Neuhauser Straße
Movimentação de domingo na Neuhauser St.
Os kits da meia maratona estavam sendo entregues na loja SportScheck (Neuhauser Str. 21) que estava bem movimentada, mas o atendimento aos corredores foi eficiente e rápido. Tinha bastante gente na rua, turistas e locais, andando de um lado a outro, tirando fotos, bebendo e fazendo compras nas inúmeras lojas situadas nesse calçadão como a Mango, H&M e Pimkie para citar algumas. 

De lá seguimos para o Hauptbahnhof para comprar os bilhetes de trem para Dachau. 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

CARURU de SÃO COSME e SÃO DAMIÃO, tradição da Bahia, Brasil:

São Cosme e São Damião Bahia
“Cosme e Damião
Vem comer seu caruru
Cosme e Damião
Vem que tem caruru pra tu
São Cosme mandou fazer
Duas camisinha azul
No dia da festa dele
São Cosme quer caruru
vadeia Cosme, vadeia
Tô vadiando na areia...”
Mariene de Castro

Eu nasci no dia de São Cosme e São Damião, 27 de Setembro de muitos anos atrás e por essa razão meu aniversário sempre foi um ritual. Desde meu primeiro ano de vida, minha mãe resolveu fazer o caruru de preceito (obrigação) que dura até hoje, com algumas adaptações. Os santos gêmeos fazem parte de minha história e de minha existência.

Caruru Bahia
São Cosme e São Damião
Os santos são católicos, mas o ritual é africano. Cosme e Damião nasceram no Oriente por volta do século III d.C. e praticaram a medicina caridosa em nome de Jesus Cristo, uma vez que eram cristãos convictos. Eles foram degolados por ordem do Imperador romano Diocleciano, que perseguia os fieis do messias.

A devoção aos santos foi trazida ao Brasil pelos portugueses, por volta de 1530, mas misturou-se às práticas dos escravos africanos e ao culto aos orixás meninos ou Ibeji, em um sincretismo religioso que confere identidade a essa Bahia tão rica, múltipla, complexa. 

Caruru de São Cosme e São Damião Bahia
Cortando quiabo 

Caruru de São Cosme e São Damião Bahia
As panelas vão para o fogão
O rito de meu aniversário começava uns dias antes com a compra dos ingredientes: galinha, camarão seco, amendoim, pipoca, feijão fradinho, farinha, quiabo e claro a estrela da gastronomia baiana: o azeite de dendê, responsável pelo colorido e sabor característico.

Minha irmã e eu ajudávamos a cortar os quiabos e depois de um tempo, com a mão cansada, recebíamos reclamação de nossa mãe: pequeno, vocês têm que cortar pequeno, estão cortando muito grande, não vai ficar bom. Para mim, a festa começava ali. Hoje essa tarefa é de minha irmã.

Panelas enormes ficavam sobre o fogão, o cheiro tomava conta da casa. Minha mãe orquestrava tudo com desenvoltura. Era a dona, a maestra e a mestra. Eu ficava peruando, junto com minha irmã, metendo a colher aqui e acolá e tomando bronca. 

Sincretismo religioso
Algumas partes que compõem o caruru
O caruru é composto do caruru em si, que é o prato feito com quiabo, do vatapá, da galinha, da farofa de dendê, do arroz branco, do feijão fradinho, da pipoca, do acarajé e do abará, da banana frita e da cana. Além, claro de muitas balas e no caso de meu aniversário, as melhores cocadas do mundo, preta e branca, preparadas por minha querida avó, que hoje mexe o doce em algum lugar no outro plano. 

A tradição diz para colocar sete quiabos inteiros, mais ou menos do mesmo tamanho. Quem pegasse algum deles teria que oferecer aos santos e amigos, a partir do ano seguinte o caruru. Coincidência ou não, um deles sempre aparecia em meu prato, para exclamação geral: não tem como escapar! Ano que vem teremos caruru de novo!

Nós só podíamos começar a comer depois que fossem tiradas as porções de Cosme e Damião, que eram colocadas em folhas específicas chamadas prato de São Cosme, cujo pé tínhamos no quintal de casa. Nessas folhas eram colocados um pouco de cada um dos componentes do caruru e os pratos eram ofertados e posicionados diante das imagens dos santos, que deveriam ficar ali por uma semana, com duas velas constantemente acesas. Ao cabo de tantos dias, a comida dos santos era jogada em uma área de mata.

Depois disso, sete crianças-meninos deveriam almoçar, em torno de uma mesa. Só então chegava a nossa vez de nos deliciarmos com tantas gostosuras. 

Morávamos em uma casa e meu dia era quase sempre uma festa. Depois que os meninos comiam, apareciam mais muitos deles, assim como adolescentes e meninas também querendo caruru. A casa estava aberta e durante o dia inteiro era gente entrando e saindo: amigos, primos e primas, tios, tias e muitos desconhecidos. Naquela época não havia violência! Nos últimos anos tivemos que fechar as portas.

Caruru
Caruru
Minha mãe é uma fada do dendê, faz um caruru dos melhores. Tem mão boa para comidas baianas e muitos amigos, além da imensa família, esperavam setembro com ansiedade, só para comer o caruru dela. Hoje privilégio apenas de meu pai, minha irmã, Léo (que é o santista com alma mais baiana que conheço) e eu, claro, a homenageada do dia junto com os santos.

A cana era meu presente de todo ano, de Ernestina, que me viu crescer e sempre aparecia para ajudar a cortar quiabo. O abará, ganhava de Rosa, filha de baiana do acarajé, que conhecia muito bem como nos comover com a iguaria. O vatapá até hoje é feito por uma de minhas tias que tem Graça no nome. Presentes mais que desejados, pessoas mais que queridas.

A tradição, a promessa de todo ano oferecer aos santos um caruru, assumida por minha mãe para mim vai durar enquanto ela for viva. Não darei continuidade. Não vejo problema nisso, porém, porque ela vai durar no mínimo, mais uns 200 anos!

domingo, 25 de setembro de 2016

ALBERT HEIJN, uma instituição holandesa:

Albert Heijn da Estação Central de Utrecht Holanda
O Albert Heijn da Estação Central de Utrecht
Antes de continuarmos nossa jornada pela belíssima Holanda, quero falar sobre uma de suas instituições: o Albert Heijn. A rede de supermercados tipicamente holandesa faz parte da paisagem do país e me atrevo a afirmar com muita convicção que é mais fácil nos depararmos com um Albert por lá do que com um moinho e se vacilar é até mais fácil estar diante de uma das unidades da marca do que estar na presença de um dos onipresentes canais que cortam as cidades.
O AH está por todo lado: em pontos turísticos, aeroporto, estações de trem, prédios antigos e históricos, enfim, em cada esquina de todo o território nacional.

Talvez a única certeza que tenhamos ao visitar a Holanda seja a de que vamos encontrar um Albert muitas e muitas vezes. Li, ou ouvi em algum lugar que a marca está presente em portos e aeroportos, além de estações de trem e ônibus, para que ao desembarcar os holandeses possam suspirar e dizer: estou em casa!

O ônibus em Utrecht com as compras do Albert Heijn to go
Esperando o ônibus em Utrecht segurando minhas compras do Albert Heijn nas mãos
Albert Heijn
Compras do Albert Heijn: amoras, camarões, pão e queijo
O Heijn fez parte de nossa temporada no país. Tomamos muitos cafés da manhã e jantares na rede. Passeamos pelos supermercados porque gosto muito de ver o dia a dia das pessoas, o que elas comem, compram, as marcas que são vendidas, os tipos de frutas disponíveis. Eu me perco em meio aos corredores como se estivesse em um museu.
No entanto, o meu xodó dessa vez foram as unidades to go do AH. Geralmente pequenos e movimentados, eles estão repletos de boas opções prontas e individuais de refeições: para todo paladar e bolso também.
Era costume, em um dia de muitas caminhadas, cansados, com o frio gelando os ossos, passarmos para comprar uma mini garrafa de vinho e uma deliciosa refeição.
Ou então, antes de começarmos a explorar um lugar passar no to go para um café e um sanduiche, além de algumas deliciosas frutas. 
Albert Heijn Holanda
Estação Central de Haarlem tomando café da manhã comprado no Albert Heijn

Albert Heijn, Holanda
Albert Heijn: amoras

Albert Heijn, Holanda
O charme do Albert Heijn to go: saco de papel

Albert Heijn, Holanda
Jantar no Albert Heijn to go: salada, massa e vinho orgânico
Eu adorava os nossos momentos to go. Em meio àquelas pessoas comprando café da manhã, a caminho do trabalho, eu me sentia um pouco fazendo parte da cidade. As compras eram colocadas em bags de papel, uma coisa muito lúdica (além de ambientalmente mais saudável, claro), pois me remetia à minha infância.
Por falar em meio ambiente, saudável e essas coisas que tanto discutimos atualmente eles tem uma linha de orgânicos que podemos identificar pelo nome biologisch. Eles ficam espalhados pela loja.
Outra coisa sobre o AH é que cada unidade tem, digamos assim, sua identidade, então pudemos variar o cardápio. Uma coisa, no entanto, todos pelos quais nós passamos (e foram muitos) tinham em comum: a gentileza e eficiência dos funcionários.
Importante em qualquer mercado: sempre, sempre olhe a data de validade. Especialmente em refeições prontas.
Mais duas coisinhas sobre meu querido AH: não aceitam cartões, pelo menos não os emitidos fora da Holanda. Devemos ser rápidos ao colocar e retirar nossas compras assim como ao efetuar o pagamento. Caso contrário, enfrentaremos caras feias. Não devemos ficar meia hora guardando o troco ou retirando as compras pagas do caixa.

Se estivermos no supermercado (isso vale para a maioria dos mercados na Europa) nunca, jamais, em tempo algum devemos misturar nossas compras com as do cliente à nossa frente. Temos que esperar que a atendente coloque o separador. Aqui também, devemos ser céleres. 

Nós visitamos a Holanda em Outubro de 2013

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

VOLENDAM, Holanda:

Na parada de ônibus esperando para ir à Voledam
O dia já começava a dizer tchau para nós em Edam, mas ainda havia luz no horizonte e então resolvemos parar em Volendam para ver o por do sol.

Para isso, usamos o mesmo bilhete que nos levou de Amsterdam até Edam e pegamos o mesmo ônibus na mesma parada. Ele não demorou a chegar. 

Volendam
Volendam

Volendam
Volendam

Volendam
As lindas casas de Volendam

Volendam
Para todo canto que olhemos, Volendam exala beleza

Volendam
Casas em Volendam que se debruçam sobre o canal

Volendam
Certa bagunça discreta em Volendam

Volendam
Volendam - Carrinho de sorvete

Volendam
Os barcos atracados no pier em Volendam

Volendam
Léo, eu e Volendam

Volendam
Calçadão que margeia o pier em Volendam

Volendam
O sol começa a se por em Volendam

Volendam
Vento, frio e beleza em Volendam

Volendam
Volendam em 180 graus

Um momento, por favor, para apreciar a beleza de Volendam
Volendam é uma antiga vila de pescadores, fundada no século XIV, situada 20 quilômetros, mais ou menos, ao norte da capital holandesa, na orelha do rio IJsselmeer. Não tivemos muito tempo para explorar a cidade, mas o pouco que vimos foi suficiente para comprovar a beleza da região.

Ela se mostrou um pouco mais colorida que Edam, com certa bagunça discreta. Ao desembarcar, seguimos direto para o pier e as cores estavam lindas. Lá encontramos barcos ancorados, pequenos e charmosos restaurantes, carrinho de sorvete e lojas.

Caminhamos ao longo do calçadão: havia vento e fazia muito frio. Poucas pessoas circulavam e alguns estabelecimentos estavam fechados. Fomos até o outro lado do dique sem nenhuma outra intenção além de apreciar a venustidade do cenário.

Volendam
Restaurant de Lunch em Volendam

Restaurant de Lunch em Volendam

Léo, uma pizza, uma cerveja e Volendam

Frio em Volendam: só descalcei as luvas para comer

Pizza em Volendam: deliciosa 

A natureza dá espetáculo em Volendam

Restaurant de Lunch em Volendam

Nos despedimos de Volendam com esse belo cenário
Paramos no Restaurant de Lunch (Haven 96, 1132) para um lanche. Pedimos pizza no balcão e sentamos para comer de frente para o pier, observando o horizonte e sua mudança sutil de cores, que nos oferecia um espetáculo de encher os olhos e deixar a alma em festa, enquanto comíamos (3,50 euros to go e 4,00 euros to eat in).

A pizza estava ótima e o local, mesmo frio (eu só tirei as luvas para comer e minhas mãos quase congelaram) estava aprazível, porque o visual à nossa frente valia muito enfrentar a temperatura baixa e o vento.

Minha ceia comprada no Albert Heijn to go

Schiphol Airport onde pegamos o shuttle para o hotel
Para voltarmos à Amsterdam, fizemos o mesmo caminho de volta: o mesmo ônibus, na mesma parada em Volendam para Amsterdam Centraal Station. Aqui compramos um bilhete de 3,90 euros com destino ao Schiphol Airport. 
No aeroporto compramos um lanche na rede de mercados Albert Heijn, que fez parte de toda nossa temporada no país: um iogurte grego mais uma salada pronta para ser consumida por 5,00 euros no total. 
No trem Estação Central de Amsterdam – Aeroporto nós tivemos que apresentar nossos bilhetes ao ferromoço. 

Em Schiphol, pegamos o shuttle for free para o Ibis. 
Nós visitamos a Holanda em Outubro de 2013.

sábado, 17 de setembro de 2016

EDAM, Holanda:


Eu me apaixonei pela Holanda através de Edam. Foi a primeira cidade que visitamos no país e foi amor à primeira vista. Era uma quinta-feira gelada de outono, em 2013, e lembro-me de ter pensando como uma cidade podia ser bonita de maneira tão óbvia e indiscutível. Não consegui enxergar defeitos nas curvas de Edam, só harmonia e perfeição.

Eu descobriria mais tarde, viajando pelo país que a beleza não era exclusividade da pequena Edam.

Canais de Edam

Edam e toda sua beleza

Edam - charme e encanto 

Edam - como deve ser morar em uma dessas casinhas?

Edam - para todo lado que olhava via beleza

Edam
Quando desembarcamos nessa cidade fundada no século XII, as ruas estavam quase desertas. Caminhamos sem rumo, enfrentando o vento frio. Assim como em Amsterdam, os canais adornam a cidade, cortando-a, transformando a paisagem em um misto de urbano com rural.

As ruas estavam cheias de folhas que caíam das árvores, iniciando a renovação, típica dessa estação do ano. As casas pareciam de brinquedo, com lindas portas e janelas baixas de vidro que me permitiram ter vislumbres de seu interior. Só para que eu me apaixonasse ainda mais.

Edam foi toda nossa por muitas horas, onde vimos poucos ou quase nenhum transeunte.

Edam - Food Lovers

Edam - almoço ao ar livre: isso não tem preço

Edam - almoçando com essa linda vista

Edam - Léo e seu almoço

Meu almoço - lanche
Fomos almoçar, ou melhor, fazer um lanche. Encontramos a Food Lovers, uma delicatessen onde eu comi uma espécie de empanada (1,95 euros) e tomei um cappuccino (1,00 euro), sentada em um banco, na rua, em frente ao canal, me sentindo nas nuvens de tão feliz.

Léo perguntou se era permitido beber na rua e a senhora que nos atendeu disse que sim, então ele comprou uma Heineken latão para acompanhar seu sanduíche. 

Edam - Kaaswaag

Edam - Kaaswaag
Após o almoço seguimos para o Kaaswaag – a casa de pesagem de queijos (Jan Nieuwenhuizenplein 5, 1135), um edifício de fins do século XVIII, com uma exposição permanente sobre o mais importante produto da região: o queijo; funciona de Abril a Setembro das 10:00 às 17:00, com entrada franca.

Durante a Idade Média o mercado de queijos – Kaasmarkt - era o coração de Edam, local onde os produtores de queijos levavam seus produtos para que fossem pesados e vendidos.

Atualmente, durante os meses de Julho e Agosto, das 10:30 às 12:30, às quartas-feiras, há uma simulação de como as coisas eram feitas nessa época e então é possível não só provar como também comprar os queijos produzidos na região.

O mercado foi fechado em 1922, quando passou a ser produzido nas fábricas.

Como estávamos em outubro só pudemos ver a fachada da casa de peso, que é bonita.

Edam Museum

Edam Museum

Edam Museum - a adega flutuante
Prosseguimos até o Edam Museum (Damplein 8, 1135) que está situado em dois edifícios, um em cada lado do mesmo canal, sendo este o museu mais antigo da Holanda do Norte.

Visitamos primeiro o mais estreito deles, uma casa construída no século XVI que pertencia a um comerciante. Ali dentro está representada a vida das pessoas daquela época e considero esta uma visita indispensável para quem adora, como eu, conhecer estilos de viver.

No andar inferior está a sala de estar e a cozinha com muitos artefatos típicos. No andar de cima, cujo acesso é possível através de uma estreita escada, está o quarto, com uma minúscula cama que nos mostra como os holandeses antigos possuíam baixa estatura. Além disso, eles costumavam dormir meio sentados, por medo de morrer durante o sono.

A casa está toda montada como se de fato pessoas ainda vivessem ali, mas talvez a parte mais interessante dela seja a adega flutuante, um recipiente de alvenaria impermeável flutuando sobre as águas subterrâneas que se move para cima e para baixo.

Ali eram armazenados cerveja, vinho, queijos, frutas e legumes. 

Edam Museum fachada

Edam Museum - janelas para o comércio e portas

Edam Museum entre belas casas

Edam Museum e sua linda fachada
Por dentro sem dúvida a casa é muito interessante, mas sua fachada não fica atrás em termos de atrativos. Possui um balcão onde mercadorias eram comercializadas e uma porta de duas partes. Foi a primeira casa de pedra de um comerciante na cidade.

As casas no país são estreitas e compridas, pois os impostos eram cobrados pela largura. Podemos ver, pelo lado de fora as chaminés, onde muitas vezes eles penduravam a carne para defumar.

Quem nos atendeu nesse museu, foi uma senhorinha muito simpática que não falava uma única palavra em inglês, mas a mímica foi suficiente. 

Edam Museum, o anexo

Edam Museum, o anexo
Depois nós fomos para a outra parte do museu. Quando lá chegamos, a senhorinha estava fechando. Antes do horário. Ela nos disse que como não havia ninguém e estava frio, havia resolvido ir para casa alguns minutos mais cedo, mas abriu tudo novamente e disse que podíamos ficar o tempo que quiséssemos.  

O anexo do museu não é tão interessante. Aqui funcionava a antiga Câmara Municipal constituída em 1737. A fachada foge do padrão estreito da maioria das casas holandesas. É menos charmosa, mas igualmente bonita.

No interior encontramos duas salas grandes com quadros de pessoas ilustres da cidade e mesas. Há exposições temporárias e uma loja ótima com artigos diversos. Comprei um adesivo para colocar em minha bagagem de mão por 0,70 cents de euro, com o brasão de Edam. 

Edam Museum ao fundo
Um único ingresso de 4 euros dá direito a visitar o museu e o anexo, mas porque chegamos à cidade de ônibus, pagamos apenas 2 euros cada.

Funciona de Terça a Sábado das 10:00 às 16:30 e aos Domingos das 13:00 às 16:30, de Abril a Outubro.

Edam: canal à esquerda e a torre da igreja no fim da rua

Edam - Grote Kerk

Edam - nos despedindo dessa linda e fofa cidade

Edam

Edam

Edam - casas que parecem de brinquedo
Passamos ainda em frente à Grote Kerk, a igreja, mas ela também estava fechada. Já começava a escurecer, então demos mais uma volta pela cidade e voltamos para o mesmo ponto de ônibus onde chegamos para pegar o busão para Voledam.