terça-feira, 11 de julho de 2017

O ESPIANDO PELO MUNDO mudou de endereço!


O Espiando Pelo Mundo mudou de endereço e de cara também. Está tão bonito!!! Venham conhecer, navegar! E não deixe um recadinho por lá!

Continuamos com pé na estrada! 

www.espiandopelomundo.com.br

domingo, 23 de abril de 2017

MERCADOS na Renânia do Norte-VESTFÁLIA, Alemanha:

Mercados na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha

Sim, como a maioria das pessoas, eu também adoro perambular por mercados, mundo afora. As razões são variadas: às vezes, cansados de caminhar o dia inteiro, em vez de buscar um restaurante, vamos atrás de um mercado que nos ofereça comida pronta para comermos no conforto do hotel, com as perninhas fadigadas estendidas confortavelmente para o alto. 

Por vezes queremos apenas visualizar as cores, sentir os aromas, muitas vezes misturados, agradáveis ou não, enquanto caminhamos por corredores estreitos, nos misturando aos turistas e moradores. Nesses, eu gosto de ir cedinho, quando a cidade está acordando.

Aí tanto faz se funcionam ao ar livre ou se estão encerrados em alguma grande estrutura. Muitos deles têm origem na idade média, quando mercados eram também pontos de encontro. Alguns são mais gourmetizados, outros mais simples. Não importa! Todos eles me atraem.

Há ainda aqueles momentos em que gosto de perambular entre as gôndolas dos mercados mais tradicionais, de grandes redes. Não importa se são supermercados ou minis.

O que eu me encanta nesses casos é descobrir através de produtos, um pouco mais sobre a cultura local, sobre o que aquela população consome, tanto em termos alimentícios quanto de higiene, e coisas para casa, dentre outros itens.

Além disso, gosto de ver como ficam nomes, lay outs e design de marcas que vendem aqui no Brasil também e claro, ver se tem alguma novidade que ainda não aportou (algumas nunca chegam) em terras brasucas.

Enfim, mercados quase sempre estão em minha rota como turista e gasto quase sempre um par de horas fuçando, remexendo e algumas (raras) vezes comprando também. 

Mercados na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha
Unidade da DM em Bonn, Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha 
Assim que na Renânia do Norte-Vestfália (Alemanha), muitas vezes nos pegamos vagando pela DM Drogarie Market, que apesar do nome, não é farmácia no sentido que entendemos no Brasil, ou seja, não vende remédios.

A DM tem mais de 1.800 lojas na Alemanha em vários endereços. As lojas variavam de tamanho e estilo. Nas gôndolas encontramos comida: produtos gluten free, sem lactose, alimentos orgânicos, nutrição esportiva, apenas para citar alguns.

Achamos ainda material para casa e para higiene pessoal (itens masculinos e femininos), maquiagem, cosméticos, coisas para bebês e para pets dentre outras muitas coisas. A variedade é boa. 

Mercados na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha
Creme hidratante para o corpo: perfeito

Mercados na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha
Giletes: durou mais que algumas marcas compradas no Brasil
Além de vender marcas tradicionalíssimas como Nivea, L’Oreal Paris, Schwarzkopf (as ampolas de cremes para cabelo são bárbaras), Garnier, Maybelline, Max Factor e outras tantas, a DM ainda possui marca própria.

Eu me apaixonei pela Balea, com variedade grande de produtos, que são uma combinação excelente de qualidade e custo baixo (baixo de verdade!). Eu comprei alguns produtos Balea (hidratante corporal, gilete e ampola de creme para o cabelo) e não me arrependi! Além da qualidade, o preço estava ótimo, mesmo com o real desvalorizado em relação ao euro.

Inclusive sobre esse quesito, vários produtos de higiene pessoal básicos que, tanto eu como Léo, consumimos no Brasil e costumam ser caros por aqui (como nosso país está caro!), na Alemanha estavam com um valor significativamente inferior, o que valeu (e muito) a compra. Foram meses de economia na volta para casa.

Além disso, é possível encontrar na DM vários artigos em miniatura, o que é excelente para viajantes que gostam de malas compactas como eu. 

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MERCADOS na Renânia do Norte-VESTFÁLIA

sábado, 11 de março de 2017

VENEZA em Poucas PALAVRAS:

O que ver em Veneza

Fundada no século V, Veneza é, sem dúvida alguma, uma das cidades mais interessantes do mundo. Até seu formato é incomum: vista de cima, ela tem a aparência de um peixe, com a calda voltada para leste.
Veneza nasceu graças aos bárbaros invasores que a tudo destruíam por onde passavam, séculos e séculos atrás. O povo do Vêneto então fugiu em busca de um refúgio seguro, chegando à região que hoje conhecemos como Veneza.
Contudo, esta não era uma região muito fácil de ser habitada por conta de sua formação: um conjunto de pequenas ilhas que se erguiam nas regiões pantanosas da costa.
O que ver em Veneza


O que ver em Veneza
As pessoas começaram então a construir palafitas e assim foi surgindo Veneza, constituída por ilhas, pontes e canais. 

São 118 pequenas ilhas ligadas por 416 pontes, sendo 300 construídas em pedra e as outras em ferro ou madeira e divididas por 177 canais grandes e pequenos.

Veneza possui 6 distritos, 3 em cada margem do Gran Canale: Castello, San Marco e Cannaregio de um lado e San Polo, Santa Croce e Dorsoduro do outro.

Com o passar do tempo, Veneza tornou-se forte e poderosa, dominando os mares do mundo com suas naus, comercializando com muitos países, próximos e mais distantes.

Quem administrava Veneza era o Doge, governador e comandante do exército de navios. Ele derrotou piratas e conquistou novas terras e riquezas transformando-as em magníficos palácios, pontes e igrejas.

O leão alado é o símbolo da cidade e representa São Marcos, padroeiro de Veneza. Ele é onipresente e pode ser encontrado em esculturas, bandeiras, emblemas e moedas. 


Deslocamento em Veneza:

Obviamente por aqui não passa carro e os meios mais comuns de deslocamento são: nossos preciosos pés e os vaporettos: o busão de Veneza.

Para quem desembarca na estação de trem Santa Lucia, verá próximo à saída um Posto de Informação Turística. É bom passar lá para saber um pouco sobre o funcionamento dessa inusitada cidade e dos vaporettos, além de qualquer outra informação útil.

Aproveite para comprar o bilhete do vaporetto que vai te levar ao seu hotel, caso ele não esteja nas proximidades da estação, além de perguntar em que ponto deve saltar. 

Ao entrar na embarcação, muito cuidado com as malas: ela costuma seguir lotada e todo cuidado é pouco para não incomodar os outros passageiros, muitos deles a caminho dos seus afazeres do dia a dia.

O bilhete simples, em sentido único, válido por 1 hora custa 7,50 euros e permite desembarcar e reembarcar quantas vezes quiser dentro do tempo de 60 minutos. Há também bilhetes de 24, 48 e 72 horas. É necessário validar o tíquete antes de todo embarque.


As linhas normais funcionam de 5 AM até meia – noite, mas há linhas que funcionam na madrugada, espaçadamente. 

Algumas joias de Veneza:

Gran Canale: a primeira vista de Veneza
Gran Canale: 

Chegar em Veneza de trem, na estação Santa Lucia, é uma dessas experiências estupendas, marcantes. 


Saímos da estação, atravessamos a estrutura que a limita e damos de cara com o Gran Canale: é para perder o fôlego diante daquele cenário.
Estação Santa Lucia  e o Gran Canale em Veneza

O Canal Grande é a via principal de Veneza e por ele passam vaporettos, barcos e gôndolas transportando pessoas e mercadorias. 

O canal tem a forma de um “S” invertido com 3,8 quilômetros de comprimento e apenas 5 metros de profundidade.

Quatro pontes o atravessam: Constituzione (Constituiçao), novinha em folha, construída em 2008, Scalzi (Descalços), localizada perto da estação de trem, Rialto, a mais antiga e talvez a mais charmosa e famosa da cidade e por fim, dell´Accademia, erigida no século XIX.


A Piazza San Marco: aqui bate o coração de Veneza


Piazza San Marco: 

definitivamente aqui bate o coração de Veneza! 

Muitos pombos e turistas disputam cada centímetro dessa praça que está quase sempre muito movimentada. A Piazza San Marco é margeada por elegantes cafés e restaurantes, além de lojas. 

É o centro da vida na cidade, desde sempre, e o local onde tudo acontece: festa, procissão...  

Ademais essa praça, símbolo e cartão postal de Veneza, abriga prédios importantes e imponentes da cidade como a Basilica di San Marco, il Palazzo Ducale, il Campanile e la Torre dell´Orologio

Basílica São Marcos
Basílica di San Marco:

A influência bizantina confere a essa igreja uma aparência muito particular e encantadora.

A Basílica de São Marcos começou a ser construída no século XI, sendo que neste local outras igrejas, destruídas ou queimadas, já haviam sido erguidas em séculos anteriores.

No curso dos anos, décadas e séculos a Basílica foi sendo reformada, ajustada e ornada com impressionantes objetos preciosos e obras de arte.

O altar-mor, supostamente, abriga os restos mortais de San Marco, martirizado no Egito e levado a Veneza por mercadores desde Alexandria lá pelo século IX. 

Seu formato é de uma cruz grega e é composta por cinco cúpulas, colunas e colunatas, mármores, mosaicos, estátuas, detalhes em bronze e dourado, quatro cavalos e acima dos cavalos, todo em ouro, o Leão de São Marcos, o símbolo da cidade. 

Os cavalos que adornam a fachada da Basílica são réplicas dos originais que foram trazidos para Veneza como espólio da guerra contra Constantinopla. Os verdadeiros podem ser vistos no Museo della Basilica. 

Sugestão: chegue cedo, no primeiro horário para visitar a basílica, cujo acesso é gratuito. Ao longo do dia, pessoas e mais pessoas chegam para passar o dia em Veneza e essa parte da cidade fica lotada, o que se traduz em uma fila gigantesca para entrar em San Marco. Abre diariamente das 09:45 às 17:00.

Palazzo Ducale:


Palazzo Ducale em toda a sua glória
Sede do governo de Veneza e onde vivia o Doge, governador da cidade. Quando ele foi construído, lá pelo século VIII, parecia mesmo um palácio, com torres e até um fosso.

Só que uns 700 anos atrás mais ou menos, ele pegou fogo e foi então reconstruído com a cara (linda) que vemos hoje, que não lembra muito um castelo. 


O que fazer em Veneza
O interior do Palazzo Ducale
O Palazzo Ducale é extraordinário, tanto por fora, branco com seus inúmeros arcos, quanto por dentro, cujo interior abriga obras de arte magníficas. 


O intuito do Ducale era justamente mostrar ao resto do mundo o quanto Veneza era poderosa e rica.


Uma vez dentro do Palazzo, temos acesso a belezas atemporais como as Escadas do Gigante, Escadarias de Ouro, Apartamentos do Doge, Sala do Mapa e do Escudo e a Sala do Conselho, distribuídos em dois andares.

O que fazer em Veneza
No alto o Palazzo Ducale à esquerda e o Gran Canale à direita e abaixo a Ponte dos Suspiros
Mas não é só isso. Aqui estão os ambientes judiciários e as prisões subterrâneas (pozzi – poços) do palácio colocadas abaixo do nível das águas e, portanto um local úmido e insalubre, que eram destinados aos presos de condição inferior.


Sob o teto estavam o Piombi, Chumbos, menos insalubres por ficarem mais distantes dos canais, reservados aos prisioneiros de classes mais abastadas como aqueles vindos do clero, os nobres e ricos. 
Do lado externo do Ducale, em frente ao Gran Canale, podemos ver a famosíssima Ponte dos Suspiros, que nada tem a ver com suspiros poéticos entre amantes apaixonados e sim com os gemidos e sussurros dos prisioneiros que deixavam para trás a liberdade.

Costuma ter filas, mas vale muito enfrenta-la: horário: abre diariamente: 8h30/19h (abril a outubro); 8h30/17h30 (novembro a março). 16 euros o bilhete.

La Torre dell´Orologio:

A Torre do Relógio, ao funco na Piazza San Marco
A Torre do Relógio fica na Piazza San Marco, foi construída há mais de 500 anos e é também conhecida como Torre dos Mouros. 

É formada por cinco pisos e duas laterais mais baixas: mais uma representação da glória de Veneza.

Por mais de cinco séculos, esse exemplo de engenharia complexa de fins do século XV, regulou a passagem do tempo na cidade e consequentemente conduziu a vida dos moradores.

Os mouros são dois pastores, no topo da torre, um velho, de barba e outro, jovem que batem no grande sino (ele é original) fazendo-o soar: o velho bate um pouco antes (o passado) do que o jovem (o futuro).

Abaixo deles encontramos o leão alado símbolo de Veneza, com o livro de São Marcos Evangelista aberto, à frente do fundo azul e estrelado de Veneza.
Conseguimos ver um pedaço da Torre do Relógio acima dos telhados de Veneza

No andar de baixo encontramos os Reis Magos e o Anjo Gabriel que entram e saem apenas duas vezes ao ano (Dia de Reis e dia da Ascenção) para reverenciar Maria e o menino Jesus.

Por fim, o piso onde está o extraordinário relógio, todo feito em ouro e mármore, com os ponteiros mostrando as 24 horas do dia em algarismos romanos, além das estações do ano, fases da lua e os cinco planetas conhecidos à época: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

Il Campanile:

O campanário visto de diversos pontos de Veneza
Chegamos então ao Anfitrião de Veneza ou Il Padrone di Casa, como os venezianos chamam carinhosamente o campanário. Ele se estende em direção ao céu por cerca de 99 metros e é constantemente utilizado como ponto de referência pelos navegadores.

Sua construção deu-se inicio no século XI e ao longo dos anos seguintes sofreu diversas intervenções para reparar danos causados por terremotos e raios. Assim, o campanário foi resistindo ao passar do tempo.

Até que, em 1902 sem aviso prévio, ele desmoronou. Somente dez anos depois foi finalizado o novo Campanile, “dov´era e com´era” – onde estava e como era.

É possível subir até o topo e ter uma vista de 360 graus de Veneza. Não há escadas e sim elevador. As filas costumam ser enormes e o bilhete para subir custa 8 euros. 

Rialto:


O que ver em Veneza
Rialto vista de sua ponte
Há séculos essa é uma das zonas mais alegres, animadas, intensas e até caóticas da velha Veneza, talvez por ser o centro do comércio.

Apesar da agonia que é andar por esses lados, Rialto tornou-se um de meus lugares favoritos na cidade. 

Aqui, inclusive, acontece o mercado de Veneza, que não é muito grande, mas é um dos mais coloridos que já visitei. O mercado do peixe funciona de terça a sábado, das 7h30 às 12h e o mercado de fruta e verdura abre de segunda a sábado, das 7h30 às 13h30. 
O que ver em Veneza
Rialto

Também nessa área está uma das pontes mais famosas da cidade e a mais antiga: a Ponte de Rialto. 

Toda branquinha, com um design incomum, durante muito tempo ela foi a única que ligava as duas margens do Gran Canale. 


O que ver em Veneza
A ponte Rialto ao fundo


A sensação que experimentei em todas as vezes que estive em Rialto e arredores foi de que o tempo ali estava alargado, parado em algum século distante. É como se Rialto fosse uma janela para o pretérito.

A ponte Fleischbrücke, em Nuremberg, Alemanha, foi influenciada pela Ponte de Rialto e seus desenhos são similares, embora a de Veneza seja mais exibida, bela e poderosa!

Por 200 anos a Ponte de Rialto era de madeira e por qualquer razão – incêndio, inundações ou o peso dos transeuntes - ela era destruída. Somente há mais ou menos 400 anos ela foi reconstruída em pedra, com a linda aparência que vemos hoje.

O Corcunda de Rialto é um personagem que toda gente conhece. Este anão está localizado em frente à Igreja de Giacomo, envergado, com um joelho apoiado no chão, sustentado a pedra do aviso.

Assim é chamada, pois era daqui que o mensageiro do Estado lia em voz alta as novas leis ou anunciava as sentenças criminais. As leituras eram precedidas pelo rufar dos tambores e era acompanhada por uma patrulha de soldados. 

Ponte dell´Accademia:

O que ver em Veneza
A Ponte dell´Accademia e a Gallerie dell Áccademia
A ponte dell´Accademia fica próxima ao Gallerie della´Accademia, especializada em arte italiana do século XIX abrigando inclusive da Vinci. O bilhete custa 12 euros e tem um bom acervo.

Horário: Segunda-feira: das 8:15 às 13:00; Terça-feira a domingo: das 8:15 às 18:15; 


Venda de ingressos termina 45 minutos antes do fechamento.

A ponte data do século XIX e é comum estar lotada de gente tirando fotos, especialmente no fim do dia. Essa é uma das quatro pontes que atravessa o Gran Canale, ligando San Marco ao Dorsoduro. 

Santa Maria della Salute:

O que ver em Veneza
Santa Maria della Salute e Dorsoduro
No século XVII a peste matou cerca de 80.000 pessoas em Veneza. Para comemorar e agradecer o fim da doença foi construída a Chiesa di Santa Maria della Salute, em estilo barroco e é uma pequena joia, localizada próxima à porta da alfândega (Dogana).

O fim de tarde neste local é um dos mais bonitos de Veneza e é uma delícia passear por aí neste horário, pois quase não há pessoas circulando e as que ai estão, buscam silêncio e contemplação.

Andando para a direita (para quem está de frente para o canal) é um passeio deslumbrante porque conseguimos apreciar todo o esplendor de Veneza, longe do burburinho.

Este bairro, o Dordoduro, é um dos mais agradáveis da cidade. Sugestão: escolha um dos muitos restaurantes que aí estão e jante olhando para essa estonteante cidade.

Gôndola X Vaporetto X Traghetto:


O que ver em Veneza
Gôndola X Vaporetto X Traghetto
As gôndolas são símbolo de Veneza, com seus gondoleiros e turistas passeando pelos canais da cidade. Há quem ache romântico e pague os 80 euros pelo passeio.

Eu, contudo, acho entediante, ficar sentada ali enquanto a cidade passa sob meus olhos, sem poder determinar o ritmo, parando, caminhando, mudando de rumo, ao meu bem prazer.

Para passear pelos canais de Veneza e sentir a cidade sob outra perspectiva, eu recomendo usar o vaporetto e o traghetto. Os traghetti (plural de traghetto) são gôndolas que fazem a travessia de um lado a outro do Gran Canale, em um tempo inferior a 5 minutos.

Eles geralmente são usados por moradores que pagam menos de 1 euro para ir de uma margem a outra, enquanto nós turistas temos que desembolsar 2 euros. Foi uma jornada sob medida.

Outra sugestão: os vaporettos. Durante o dia eles costumam ficar lotados, pois, fora os nossos pés, ele é a alternativa de locomoção na cidade: o busão de Veneza. À noite, porém, depois do horário do rush, ele costuma navegar pelo canal, quase vazio.


Compre um bilhete e pegue um vaporetto à noite, qualquer um. Sente-se na área aberta e passe um tempo apreciando Veneza levemente iluminada e silenciosa. Ela é majestosa! 

Com um passe 24 horas é possível visitar Murano/Burano, passear de vaporetto à noite e pegar o mesmo para chegar a estação Santa Lucia no dia de deixar Veneza. Há apenas que ficar atento ao tempo: ele começa a girar quando o bilhete for validado a primeira vez. Informe-se no Posto de Informações Turísticas.

Veneza em Poucas Palavras:

O que ver em Veneza
Perdendo me em Veneza
Veneza é velha e suas rugas, suas feridas, seus traços gastos causados pela ação implacável do tempo estão expostos, marcados e podem ser vistos por todos os lados.

Veneza tem uma energia muito particular que não é possível ser sentida durante o dia, com hordas de pessoas chegando e saindo a todo instante. Para sentir o peso dessa cidade, é preciso aproveitar o silêncio do início da manhã ou do meio da noite. Nesses momentos de mutismo conseguimos escutar os sussurros dos milhares de fantasmas que habitam Veneza.

Um clichê sobre ela é: perca-se pelas ruelas. Isso é uma dessas quase unanimidades, propagadas de boca em boca, de guia em guia, de blog em blog. É que é a mais pura verdade! Querendo ou não, perder-se em Veneza é uma máxima.

Por isso não se apoquente pensando em destinos, em chegar, ao contrário, se entregue a essa cidade, caminhe sem rumo, sem objetivo, sem direção. Será como comer sem culpa, beber sem limites, pecar sem medo de ir para o inferno ou umbral. Perder-se em Veneza é puro, vivo e profundo prazer.