quinta-feira, 30 de março de 2017

A Feira da MARATONA e a primeira FRANCESINHA, Porto, Portugal:

O que fazer no Porto, Portugal

Uma das razões que nos levou ao Porto foi a 13° Maratona do Porto. Eu sou meia maratonista (temporariamente) aposentada, mas Léo segue firme e forte acumulando quilômetros e provas de longa distância. É comum, diria até frequente, viajarmos para que ele participe de provas de corrida de rua mundo afora.

Assim, naquele fim de sexta-feira, nosso segundo dia na cidade, nós fomos retirar o kit dele no Prédio da Alfândega e ver a feira dos expositores que acontece na maioria das maratonas. 

O que fazer no Porto, Portugal
A Feira da 13° Maratona do Porto

O que fazer no Porto, Portugal
Léo retirando o kit de maratonista

O que fazer no Porto, Portugal
A Feira da Maratona: boa para maratonistas e esportistas em geral
Corridas de rua são quase sempre uma grande festa cheia de alegria, vibração e expectativa. Uma maratona mexe com uma cidade, pois muitos quilômetros são fechados para a passagem dos corredores. Essa festa começa com a distribuição dos kits e da feira.

A Feira da Maratona do Porto é pequena, mas com marcas variadas vendendo seus produtos esportivos. Qualquer pessoa tem acesso à feira o que pode ser uma boa oportunidade para compra de tênis, bonés, suplementos, camisetas e afins, às vezes com preços atraentes.

Havia um stand dos Comboios de Portugal distribuindo bilhetes de trem entre os maratonistas e seus acompanhantes. O objetivo da ação era divulgar a malha ferroviária portuguesa e com isso incentivar as pessoas a viajarem pelo país de comboio.

Os bilhetes (3 pares) nos davam o direito de viajar para qualquer cidade próxima, como Aveiro, e foi assim que visitamos a cidade de Guimarães sem pagar pelo deslocamento. 

Léo e eu ficamos um tempão conversando com o casal que entregava os bilhetes de trem. A menina, cuja conversa estava tão boa que me esqueci de perguntar-lhe o nome, me disse que trabalhava com turismo.

Falamos sobre cultura de um modo geral, sobre as benesses de viajarmos, a respeito do Brasil e claro, de Porto, em uma troca rica em impressões e percepções. Ela afirmou o mesmo que o senhor no Centro de Fotografia Português já nos havia dito sobre o portuense ser mais amigável, gentil e solícito que o lisboeta. Eu comprovava tal simpatia a todo instante.

O que fazer no Porto, Portugal
Vila Nova de Gaia vista desde o Prédio da Alfândega

O que fazer no Porto, Portugal
O Prédio da Alfândega, a linha do trem e nossa recém comprada capa de chuva

O que fazer no Porto, Portugal
Porto debaixo de muita chuva

O que fazer no Porto, Portugal
Rua das Flores: muita chuva no Porto
Ficamos ainda um tempo a apreciar o correr suave e toda a beleza do Rio Douro que passa na parte de trás do Prédio da Alfândega. Estávamos ainda por ali, quando uma chuva torrencial desabou sobre Porto.

Tudo escureceu, relampejou e uma das meninas que trabalhava na feira nos disse que dificilmente a chuva cessaria naquela noite. Diante da situação, compramos então uma chamativa capa de chuva amarelo intenso e saímos para enfrentar a noite chuvosa da cidade.

As ruas pareciam rios com água vindo de todos os lados e mal conseguíamos manter os olhos abertos. Mesmo com a capa estávamos encharcados. Fomos margeando o Rio Douro, passamos pela Praça da Bolsa e entramos na Rua das Flores.

Buscávamos um lugar para jantar, mas a chuva estava dificultando tudo. Subimos a 31 de Janeiro, tentando alcançar a Rua de Santa Catarina, o que foi um erro porque ela é uma enorme ladeira que virou uma cachoeira. A Rua de Santa Catarina não estava melhor. 

Ensopados, desconfortáveis e com fome terminamos entrando no Via Catarina Shopping. Eu não gosto de shoppings, mas esta foi uma daquelas saídas de emergência.

Fomos para a praça de alimentação, que simula uma vila com casas coloridas, e encontramos um lugar especializado em Francesinhas, prato tradicionalíssimo da gastronomia Portuense, chamado O Pátio. 

O que fazer no Porto, Portugal
A Francesinha
A Francesinha é um mega sanduíche feito com pão de forma, carnes gordíssimas como linguiça, salsicha, embutidos, carne de vaca e coberto com queijo derretido. Ela é servida embebida em molho de tomate, cerveja e piri-piri (um tipo de pimenta).

Há variações, com carne de porco, por exemplo, ou vegetariana. O ovo e as batatas fritas como acompanhamento são opcionais.


A diversidade de Francesinhas no cardápio de O Pátio era grande, mas como seria nossa primeira experiência com a iguaria, pedimos a tradicional. Eu achei o sabor muito bom, embora seja um prato bem pesado, mas a textura do pão embebido no molho desagradou um pouco meu paladar.

Quando saímos do shopping a chuva continuava firme e forte. Por sorte havia ali próximo uma boca de metrô e assim, ainda encharcados, seguimos para o Ibis e encerramos mais um dia no Porto. 

terça-feira, 28 de março de 2017

O Prédio da ALFÂNDEGA, Porto, Portugal:

O que fazer em Porto, Portugal

Finalmente então, já no fim daquela tarde de sexta-feira, nós chegamos à Alfândega Nova, um grande edifício situado na Rua Nova da Alfândega, na beira do Rio Douro. Foi edificado no século XIX e implicou em significativas mudanças no mapa urbano da cidade.

Entre as transformações estão a abertura da rua onde ela está situada, além de uma ligação de ferro com a Estação Campanhã facilitando assim o transporte de mercadorias.

Desde 1990 o prédio abriga o Centro de Congressos, o Museu de Transportes e Comunicações e a sede da Associação Museu de Transportes e Comunicações (AMTC).

O que fazer no Porto, Portugal
Feira da Maratona do Porto
Foi aqui, no interior deste belo prédio que aconteceu a Feira da 13° Maratona do Porto e onde foi feita a retirada do kit de corrida pelos maratonistas: o lugar estava cheio de gente.

Por conta da feira não foi possível observar todos os detalhes internos do prédio, pois os inúmeros expositores tomaram conta do espaço. Contudo, algumas particularidades não passaram despercebidas aos meus olhos curiosos. 

O que fazer no Porto, Portugal
Malha férrea

O que fazer no Porto, Portugal
Cafeteria do Prédio da Alfândega
Percebi, por exemplo, que no corredor de acesso ao pavilhão da feira, havia trilhos que iam de uma ponta a outra: era a malha férrea que percorria 2.700 metros dentro e fora do edifício por onde circulavam pequenos vagonetes responsáveis pelo transporte de mercadorias.

O corredor em questão era o elo de ligação entre o cais, os locais de armazenagem de produtos e os setores administrativos. Havia dias que esse lugar fervilhava com o intenso tráfego de mercadorias e pessoas. Nesse mesmo corredor hoje, há uma cafeteria simples e funcional. 

O que fazer no Porto, Portugal
O Rio Douro e Vila Nova de Gaia - Parte dos fundos da Alfândega

O que fazer no Porto, Portugal
O Rio Douro e Vila Nova de Gaia - Parte dos fundos da Alfândega

O que fazer no Porto, Portugal
Parte dos fundos da Alfândega

O que fazer no Porto, Portugal
O Rio Douro e Vila Nova de Gaia - Parte dos fundos da Alfândega

O que fazer no Porto, Portugal
O Rio Douro e Vila Nova de Gaia - Parte dos fundos da Alfândega

O que fazer no Porto, Portugal
A chuva desaba sobre Porto
Além disso, através da parte de trás do prédio da Alfândega nós temos mais uma vista divina do Rio Douro nos colocando muito próximos enquanto ele corre suavemente entre Porto e Vila Nova de Gaia. Nos deixamos ficar por ali um tempo, apreciando a paisagem.

Enquanto estávamos na feira, o tempo virou completamente e o dia fresco e ensolarado deu lugar a um temporal que escureceu toda a cidade. Porto mudou de cara e o Douro ficou sombrio. Apesar do inconveniente de ter que caminhar debaixo daquela chuva torrencial, o tempo cinza e fechado deixou o cenário ainda mais bonito! 

domingo, 26 de março de 2017

A IGREJA de São JOÃO Novo e um ARMAZÉM/BAR Vintage: Porto, Portugal:

O que fazer em Porto, Portugal

Depois de flanarmos pelo entorno do Largo de São João Novo, lugar que descobrimos absolutamente sem querer, observando pessoas, movimento e arquitetura, entramos na igreja que leva o mesmo nome do largo.

Construída entre os séculos XII e XIII esta antiga igreja é pequenina, possui um belo teto carregado de formatos geométricos, um altar estilo rococó, elementos em ouro contrastando com tonalidades de cinza e rosa e é escura.
O que fazer em Porto, Portugal
Igreja de São João Novo

O que fazer em Porto, Portugal
Ruas do Porto
Sua fachada é bem típica com duas torres, sino e uma cruz no topo. Ela é sóbria e talvez o que a tire do lugar comum seja o fato de ser adornada por muitas janelas, compondo um conjunto interessante a meu ver.

Não nos demoramos muito na Igreja de São João Novo: saímos logo para a luz do dia, que seguia fresco, virando à esquerda e seguindo rumo ao Prédio da Alfândega, passando por mais e mais ruas charmosas.

Contudo, antes de chegarmos a nosso destino final naquela tarde, nós paramos mais uma vez: ao passarmos diante de um lugar chamado Armazém (Rua de Miragaia 93), eu não resisti e entramos. 

O que fazer em Porto, Portugal
O Armazém

O que fazer em Porto, Portugal
O Armazém

O que fazer em Porto, Portugal
O Armazém
O lugar foi outro de nossos achados no Porto: um enorme galpão (1500m²) repleto de objetos vintage, descolados, caros e maravilhosos. Arte urbana rude para todo lado. Para quem ama, como eu, coisas antigas com pegada mais rústica e pesada, esse lugar é um jardim das delícias para os olhos e sentidos.

Malas, portas, caixas de madeira, bancos, cadeiras e luminárias entre outros muitos objetos, pequenos e grandes, todos com cara de vô e vó, despertaram em mim várias memórias afetivas: eu adoro uma velharia!

Ele também tem um bar e mesas na área externa: roots e charmoso, eu queria muito tomar um café, comer um pastel de nata e mergulhar em pensamentos vazios, mas, infelizmente o relógio voltou a girar em seu ritmo normal e tínhamos que chegar ao Prédio da Alfândega.

Pensei comigo mesma: depois! Mas existe aquela máxima dos viajantes que diz que quando vir ou quiser fazer alguma coisa, faça, pois o depois pode não existir. Foi exatamente o que aconteceu!

Mais tarde caiu um temporal sobre Porto, onde o mundo inteiro parecia que desabaria sobre nossas cabeças e a cidade virou um rio com cachoeiras em diversos pontos. Resultado: nada de café ou pastel de nata no Armazém.

Eles também servem drinques e petiscos e há agenda de eventos culturais. O lugar é cool e muito legal!

O horário: segunda a quinta das 14:30 às 20:00, sexta das 14:30 às 23:00, sábado das 11:00 às 23:00 e domingo das 11:00 às 20:00.

O que fazer em Porto, Portugal
World of Discoveries
Mesmo com o horário apertado, antes de chegarmos na Alfândega nós ainda entramos no World of Discoveries (Museu Interativo dos Descobrimentos), mas apenas na loja.

Pela explicação do recepcionista, o lugar recria com tecnologia e artefatos os anos dourados da navegação portuguesa, época que até hoje enche de orgulho o povo português.

O bilhete custa 14 euros e o recorrido pelos séculos de glória dura cerca de 1 hora e meia e simula, entre outras coisas, como as naus eram construídas e um passeio por seu interior.

A loja é muito bacana e tem milhares de objetos modernos e atuais, mas com motivos de navegação: brinquedos, mapas, canetas, coisas desse tipo, além de marcadores livros com a origem de sobrenomes. Eu fiquei brinquedo com um moleque, não sei de que nacionalidade, pois apenas nossas espadas de pirata se comunicaram.

Então, depois de algumas horas, finalmente chegamos ao nosso destino final naquela tarde: o Prédio da Alfândega.  

sábado, 25 de março de 2017

Viajando de TREM pela RENÂNIA do Norte-Vestfália, Alemanha:

Como se deslocar na Alemanha

Roteiro definido: passaríamos 15 dias viajando pela Renânia do Norte-Vestfália na Alemanha e o deslocamento entre as cidades seria feito de trem. Acredito que enriquecemos muito uma viagem quando nos atemos a apenas uma região. Além disso, ganhamos tempo, pois as distâncias entre as localidades são mais curtas e o custo tende a ser mais barato. 

Como já tínhamos todas as datas definidas, compramos os bilhetes ainda no Brasil, diretamente pelo site da Bahn, a companhia ferroviária alemã (Deutsche Bahn – DB). O site tem a opção em inglês e o passo a passo foi simples.

Como se deslocar na Alemanha
Estação de trem de Frankfurt

Trem na Alemanha
Estação de trem de Frankfurt

Trem na Alemanha
Estação de Trem de Frankfurt - comendo enquanto esperamos o próximo trem
O nosso voo com a Condor pousava em Frankfurt, mas não visitaríamos a cidade, sendo Colônia nosso destino final. Em seguida viajaríamos para Münster, Düsseldorf e Bonn, encerrando a viagem. Entretanto, como nosso voo de volta partiria de Frankfurt, mais um trecho de trem foi incluído.

Apenas para o bate/volta que fizemos para Aachen desde Colônia compramos os bilhetes de trem na hora, na Estação Central de Colônia.

Na estação de trem Fernbahnhof, localizada ali mesmo onde pousamos, no aeroporto Frankfurt am Main, tomamos o trem para Colônia. Geralmente compramos os bilhetes com uma folga de três horas a partir da previsão de pouso do avião para evitar a perda do trem em caso de atraso.

Dessa vez nosso voo atrasou a saída do Brasil em mais de 4 horas por conta de uma suspeita de ataque terrorista no aeroporto de Frankfurt, fazendo com que perdêssemos os bilhetes originais. Entretanto a Condor honradamente nos deu novos tíquetes. 

Trem na Alemanha
Site da Bahn

Trem na Alemanha
Bilhetes comprados on line - devem ser impressos

Trem na Alemanha
Luminoso acima das poltronas indicando que o assento 31 está reservado no trecho entre Flugh e Colônia; o assento 33 entretanto, está livre
No ato da compra on line, decidimos por assentos lado a lado (opção open saloon), mas havia a opção open saloon with table que são as poltronas que compartilham uma mesa: dois de um lado e dois de outro, com um par viajando de costas.

Pagamos 4,50 euros cada um para podermos marcar os assentos, pois não sabíamos a lotação do trem e, com bagagem, não queríamos ficar mudando de poltrona a cada parada - que podem ser várias até o destino final.

Para quem prefere não marcar assento, deve atentar para o luminoso em cima de cada poltrona que mostra até que trecho aquele assento está marcado.

Nosso passaporte não é aceito como documento de identificação pelo site da Bahn; no momento em que o sistema o pede nós ignoramos e selecionamos o cartão de crédito que efetuará a compra.

Com o processo finalizado, os tickets online serão enviados por e-mail e basta imprimir.

Ninguém cobra os bilhetes na entrada do trem, mas, durante a viagem, o fiscal os solicita e devemos apresentá-los junto com o cartão de crédito que efetivamos a compra.


Outro item de fundamental importância no momento da compra de passagens de trem é saber exatamente o nome da estação de onde queremos partir e em qual queremos chegar, porque muitas cidades têm mais de uma estação de trem. 

Trem na Alemanha
Painel com informações sobre o trem: o que está parado na plataforma de número 714 com destino a Dortmund. Pegamos o de num 200 com destino a Colônia (Köln).  

Trem na Alemanha
Buscando informações sobre nosso trem

Trem na Alemanha
Informações sobre os trens: fica claro pela imagem a diferença dos tamanhos dos trens

Trem na Alemanha
Informações sobre os trens: fica claro pela imagem a diferença dos tamanhos dos trens
Nas estações encontramos expostos paineis com informações referentes ao trem, como o posicionamento na plataforma do carro em que viajaríamos (numero do vagão contido no bilhete) para que na hora que ele chegasse já estivéssemos posicionados, uma vez que a parada costuma ser rápida.

Aqui é preciso ficar atento a um detalhe: trens diferentes fazem a mesma rota no mesmo horário em dias da semana distintos.

Por exemplo: se vagão for de número 23, verifique sua posição no mapa no dia em questão. Ali está indicado que ele se posicionará na praça B porque na segunda-feira o trem é maior. O que fazia a mesma rota em outros dias da semana era menor e, portanto os posicionamentos dos vagões na plataforma eram outros.

É necessário observar as informações sobre seu trem nos mostradores que ficam posicionados nos alto: seu destino pode ser antes do ponto final, mas geralmente somente a última estação é mostrada. Por isso, é interessante atentar ao número do trem e não ao nome da estação onde vamos descer. 

Por exemplo: se o trem vai de Düsseldorf para Bonn e há uma parada em Colônia, o mostrador possivelmente exibirá Bonn ao lado do número do trem e não Colônia. 

Na mesma plataforma passam diversos trens. A informação sobre o que está parado naquele momento está disponível nesses mesmos painéis posicionados no alto. Muitas vezes trens para os mesmos destinos têm diferenças de poucos minutos. 

Os novos bilhetes que a Condor nos forneceu nos dava direito a viajar em qualquer trem para qualquer destino dentro do território alemão, o que significava que não tínhamos mais assentos marcados ou vagões determinados. Pudemos escolher onde sentar, respeitando os luminosos indicando os que estavam reservados. 

Trem na Alemanha
Apreciando a paisagem da Renânia do Norte-Vestfália

Trem na Alemanha
Bagageiros acima dos assentos

Trem na Alemanha
Trem da Bahn: confortável
Facilidades que encontramos nos confortáveis trens alemães: tomadas para carregarmos os celulares e bagageiros acima das poltronas. Aqui, uma ressalva para quem gosta de viajar com malas enormes: o espaço é limitado e o tempo entre subidas e descidas é rápido, o que requer agilidade.

Vimos duas japonesinhas passando sufoco e irritando os alemães com suas enormes bagagens que mais pareciam pequenos armários de tão grandes.

Há banheiros disponíveis nas extremidades dos vagões. Um funcionário da companhia passa vendendo café e lanches rápidos. Eu prefiro sempre comprar na estação e levar a bordo, pois os valores costumam ser melhores. 

Lembro ainda que os trens na Alemanha costumam ser pontuais.

Trem na Alemanha
Confortavelmente instalada

Trem na Alemanha
Uma manhã em que trens da Bahn tiveram problema

Trem na Alemanha
Viajando em pé - trem lotado

Trem na Alemanha
Outra opção para acomodação de bagagens: espaços na extremidades dos vagões. Podem ocorrer furtos por isso vi pessoas amarrando as bagagens com cadeados de bicicleta. Estão quase sempre cheios.
Reforçando que dependendo do horário e do trecho os trens podem variar de tamanho e formato, além de quantidade de pessoas viajando, portanto bagagens enormes podem dificultar, e muito, a vida de um viajante de trem alemão. 

Apesar de os trens serem a minha opção primeira e preferida de deslocamento sempre, problemas podem acontecer, a exemplo do dia que saímos de Düsseldof em direção a Bonn.
Devido a alguma coisa que não conseguimos identificar o que era, muitos trens não chegaram à estação, superlotando os que conseguiram entrar na plataforma. Inúmeros trabalhadores, estudantes e turistas, educadamente, se espremeram para entrar nos trens. Léo e eu tivemos que viajar em pé e acomodar nossas bagagens em um cantinho.
A razão disso foi que na véspera, devolvemos nossos bilhetes comprados no Brasil, recebemos reembolso e compramos novas passagens ligeiramente mais caras, pois mudamos de ideia a respeito do horário de saída de Düsseldorf. Não tínhamos, portanto, assentos marcados.
Esse, como a maioria dos trens que pegamos estava com quase todos os assentos ocupados e reservados, obrigando muitos passageiros a viajar de pé, o que não considero um problema se a viagem é curta.
Nesse dia, a maioria das pessoas desceu em Colônia, onde havia uma parada. Nós então sentamos em um par de poltronas cujo sinal luminoso estava apagado. Logo subiu um grupo de alemães, donos dos assentos. Apontamos o luminoso que indicava que não estavam reservados.
Ficamos sabendo, então, que eles não estavam funcionando e notamos que, de fato, naquele vagão não havia nenhum aceso. 
Cedemos os lugares, claro, e ouvimos de um dos senhores do grupo: não se preocupem, a Alemanha funciona muito mal. Eu dei risada e quase o convido a visitar o Brasil para ele entender o que é funcionar mal de verdade. 

quinta-feira, 23 de março de 2017

O LARGO de São JOÃO Novo e ARREDORES, Porto, Portugal:

O que fazer no Porto, Portugal

Naquela tarde de sexta-feira, nosso segundo dia de visita ao Porto, já havíamos visto muita coisa e nos apaixonado vezes sem conta pela cidade. Havíamos almoçado no Restaurante Árvore, apreciado a vista do Rio Douro desde o Passeio das Virtudes e o objetivo agora era descermos até o Prédio da Alfândega.

Contudo, Porto é uma cidade tão atraente que a cada esquina nossos passos eram retidos por algum cenário, alguma cena cotidiana, uma bela vista, rua charmosa ou arquitetura singular.

Caminhamos então a esmo, sem uma rota definida, entrando e saindo de todo lugar que chamava a nossa atenção. Alargamos o tempo: o relógio passou a girar diferente, lentamente. Além disso, estava um lindo dia de sol e de temperatura agradável.

Foi assim, perambulando como andarilhos, sentindo a cidade sem pressa que caímos no Largo de São João Novo onde estão situados a Igreja de São João, erigida entre os séculos XII e XIII e o Palácio de mesmo nome, construído no século XVIII. 

O que fazer no Porto, Portugal
Palácio de São João Novo
O Palácio de São João Novo, construído em fins do século XVIII, foi residência do fidalgo Pedro da Costa Lima personalidade que exerceu diversas atividades importantes na administração do Porto. Após sua morte, outras famílias abastadas habitaram a casa.

Durante as invasões francesas, no início do seculo XIX, quando a família real portuguesa fugiu (a bem dizer, não era bem uma fuga, uma vez que o Brasil também era Portugal) para o Brasil, as tropas de Napoleão Bonaparte ocuparam o casarão que serviu ainda de hospital militar durante o Cerco do Porto, anos depois.

A parte inferior do casarão está gasto, descascado, mas sua fachada larga continua a despertar e prender a atenção dos que por aqui passam, com suas múltiplas janelas e portas. Em 1984 sofreu com um incêndio e em 1992  foi cerrado. Uma pena! Ele deve ser divino por dentro.

A igreja estava fechada, mas nos informaram que ela estaria aberta em mais ou menos 15 minutos. Resolvemos explorar o entorno do Largo e observar a vida que transcorria naquela parte da cidade, enquanto esperávamos para entrar na igreja. 

O que fazer no Porto, Portugal
A beleza no entorno do Largo de São João Novo

O que fazer no Porto, Portugal
Iniciando a subida da Escadaria Fernandina

O que fazer no Porto, Portugal
Escadaria Fernandina

O que fazer no Porto, Portugal
O topo da Escadaria Fernandina com o casal de italianos ao fundo

O que fazer no Porto, Portugal
Rua Francisco da Rocha Soares
Descemos até o Rio Douro pela Rua do Comércio do Porto – como esse rio me fascinou! – até as proximidades do que restou da antiga Muralha Fernandina. Essa parte do Porto já tem outra energia, outra cara.

Encontramos uma longa escadaria, a Escadaria Fernandina, que não sabíamos onde ia dar, mas a curiosidade nos guiou e a subimos. Ou melhor, foi quase uma escalada! No topo encontramos um casal de italianos sentados na calçada tentando se entender tanto com o português quanto com o traçado incomum do Porto.

Aliás, o desenho do Porto com suas ladeiras e escadarias, ruelas e ruas parecendo torcido e esticado é totalmente sem sentido para uma pessoa que nasceu sem GPS como eu. Ao mesmo tempo esse mapa aparentemente desconexo em que ruas nascem e se encerram em todas as direções, me pegou de jeito pelo pé, braço, alma diante de tantas possibilidades de rotas.

Chegar a um largo qualquer, girar em torno de mim mesma e escolher dentre tantos caminhos mexeram com meu coração nômade e desapegado, enchendo o pobre de júbilo e euforia. Ainda bem que Léo existe para me trazer de volta à realidade e me colocar no prumo.

O que fazer no Porto, Portugal
Senhora na janela

O que fazer no Porto, Portugal
Senhorinha pendurando roupas
Vimos muitos velhinhos e velhinhas pelas ruas, em grupos, jogando conversa fora. Vimos senhoras penduradas nas janelas vendo a vida passar ou desembaraçando as tarefas habituais e aquilo me deu forte sensação do tão comentado e discutido “envelhecer bem”.

De maneira geral as ruas estavam tranquilas, com poucos transeuntes e além de nós e dos italianos, nadica de nada de turista. Vida cotidiana que se descortinava para nós e como espectadores em um teatro, assistimos ávidos de conhecimento.

Finalmente a Igreja de São João Novo abriu e entramos. Conto sobre ela muito em breve!