domingo, 30 de abril de 2017

A IGREJA de São Miguel do CASTELO, Guimarães, Portugal:

Igreja de São Miguel do Castelo

A Igreja de São Miguel do Castelo está localizada entre o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques, no Monte Latito. Depois de visitarmos o castelo, marco da história portuguesa, Monumento Nacional, ligado direta e intimamente à história do país, foi para lá que seguimos. 

Igreja de São Miguel do Castelo
Igreja de São Miguel do Castelo

Igreja de São Miguel do Castelo
Igreja de São Miguel do Castelo: interior nu e pia batismal ao fundo
Pequenina, com seu interior completamente nu, salvo por um cristo crucificado, construída em pedra, a Igreja de São Miguel do Castelo possui estilo romântico, tendo sido erguida no século XIII. Ela casa lindamente com o Castelo de Guimarães.

Apaixonei-me por este pequeno templo cristão, onde, acreditam alguns, o rei Dom Afonso Henriques teria sido batizado. Em seu âmago, encontramos a suposta pia batismal utilizada na cerimônia.

Há controvérsias, contudo, como costumeiramente acontece com fatos acontecidos há tantos e tantos e tantos anos! O argumento mais forte que refuta tal sucedido é a data da construção da Igreja de São Miguel do Castelo: mais de 1 século depois do nascimento do primeiro rei de Portugal.

O acesso é gratuito.

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Igreja de São Miguel do Castelo

sábado, 29 de abril de 2017

O CASTELO de Guimarães, Portugal:

O Castelo  de Guimarães

Considerado Patrimônio Nacional, o Castelo de Guimarães foi construído por volta da segunda metade do século X. Depois de caminharmos bastante pelo Centro Histórico da cidade, descobrindo histórias antigas e velhas lendas, foi para o vetusto castelo que nos dirigimos em seguida. 

O Castelo  de Guimarães
Na Vila de Cima a caminho do Castelo de Guimarães
No local onde hoje está situado o Museu de Alberto Sampaio, a Condessa Mumadona Dias, dama muito rica e poderosa em seu tempo, mandou edificar um mosteiro em honra de Santa Maria, cujo entorno começou a abrigar aglomerados de pessoas dando origem então à Vila de Baixo.

Para proteger essa população, assim como os monges que viviam no Mosteiro, e sofriam frequentes ataques normandos e mouros, a Condessa ordenou a construção de um castelo numa colina próxima: o Castelo de Guimarães, no local que ficou conhecido posteriormente como Vila de Cima. 

Por conta da construção dessas duas edificações tão importantes para o início do povoamento da região, a Condessa Mumadona é considerada a fundadora da cidade de Guimarães.

O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães
Naturalmente, o Castelo de Guimarães sofreu diversas modificações ao longo dos séculos seguintes, tornando-se mais forte e sólido e claro, com estrutura distinta do castelo original. 

O primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henriques, teria nascido aqui e daqui ele teria partido para a reconquista das terras que estavam em mãos dos mouros, dando início à formação desse país sensacional chamado Portugal. 

Estas duas marcas históricas, o surgimento da Vila de Baixo e de Cima e a Reconquista, colocam o Castelo de Guimarães, em minha opinião, no patamar de joias do mundo, uma vez que está abarrotado de poderosa carga histórica. Poderíamos afirmar que este castelo é o marco zero, não só da construção de Guimarães (ao lado do Mosteiro) como do nascimento de Portugal.

Não à toa eu estava muito ansiosa para ver, perceber e principalmente para estar nesse antiquíssimo castelo, que não me decepcionou, inclusive porque seu formato me encaminhou aos tão escutados contos de fada cujas histórias de castelos, príncipes, princesas, honra e justiça, além de amores eternos, povoaram a minha infância.  

Depois que perdeu sua função de defesa, lá pelo século XV, o Castelo de Guimarães passou por anos de abandono, negligência e esquecimento, até que no século XX, alçado à condição de Monumento Nacional, passou por recauchutagem, para nossa sorte e regozijo. 

O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães

O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães

O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães

O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães

O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães

O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães
Encontramos no Castelo de Guimarães paredes sólidas ligando suas várias torres, todo feito de pedra. Seu interior é ainda mais atraente, embora, em seu núcleo tenhamos encontrado apenas ruínas. Não só isso, contudo!

Pontes, torres e a possibilidade de caminharmos ao longo das muralhas, tornam a visita ao Castelo de Guimarães divertida e apaixonante. Passamos quase 1 hora explorando o lugar, deixando nossas imaginações correrem soltas. Pessoas entraram, pessoas saíram, enquanto nos deixávamos ficar.

Se compararmos com outros castelos pelo mundo, sem dúvida que o Castelo de Guimarães é um modelo simples, singelo, despretensioso e talvez por isso mesmo, por estar encerrado em sua modéstia, ele seja tão encantador. Acredito, inclusive, que ele encarne a essência de Portugal: forte, interessante e desprovido de luxos e excessos. 

O Castelo  de Guimarães
Face interna do Castelo  de Guimarães

O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães e uma de suas faces

O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães e a ponte de acesso ao interior

O Castelo  de Guimarães
Brincando de cavaleiro

O Castelo  de Guimarães
Guimarães desde o Castelo

O Castelo  de Guimarães
Vista do Castelo de Guimarães

O Castelo  de Guimarães
O Castelo  de Guimarães
No centro do Castelo de Guimarães encontra-se a Torre da Condessa Mumadona, quadrada, firme, encorpada. É possível entrar e lá encontramos uma mostra cronológica que fala da trajetória do castelo e de seu personagem mais ilustre: Dom Afonso Henriques.

Sobre ele, o primeiro rei de Portugal: 


...foi um homem intrépido no combate, erudito na linguagem, 
prudentíssimo nas suas acções, de inteligência esclarecida, 
de belo aspecto e formoso de rosto, de olhar encantador, 
todo católico na fé de Cristo, respeitador 
e imensamente benévolo 
e devotado. Defendeu com a sua espada Portugal inteiro.” 

A supracitada torre é uma Torre de Menagem. Surgiu em Portugal no século XII, durante a Reconquista. É a estrutura central de um castelo, reduto de poder e muitas vezes servindo de moradia é o último refúgio de defesa em um castelo.

Para completar esta visita, que tocou para mim no compasso da magia, a vista desde o Castelo de Guimarães na antiga Vila de Cima é linda! Temos uma visão 360 graus da antiga Vila de Baixo, de belos e verdejantes jardins, da Igreja de São Miguel do Castelo e do Paço dos Duques, lugares que visitamos em seguida.

Custa 2 euros para atravessar as muralhas.

Horários: aberto todos os dias das 10.00 às 18.00, sendo a última admissão às 17.30.

Encerra nos seguintes feriados: 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1º de Maio e 25 de Dezembro. Livre todo primeiro domingo do mês.

Bilhete Conjunto: Paço dos Duques + Castelo de Guimarães: 6,00€ (minha sugestão). 

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Castelo de Guimarães

quinta-feira, 27 de abril de 2017

LARGOS do Centro HISTÓRICO de Guimarães, Portugal:

LARGOS do Centro HISTÓRICO de Guimarães

Depois de um par de horas caminhando por ruas medievais, conversando com o casario, descobrindo as histórias pretéritas de Guimarães e voltando ao seu passado nada mofado através dos Largos do Centro Histórico, eu posso afirmar sem nenhuma sombra de dúvida que vale muito à pena passear por suas ruas e vielas. E, por favor, sem pressa.

Tudo está muito bem preservado como se o tempo por ali não tivesse passado com sua fome voraz que a tudo estraga e desgasta. Não percebi cicatrizes históricas, ao contrário, vi muito prazer de viver, com pessoas andando para lá e para cá. Mas não havia multidões. 

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Casa Navarros de Andrade

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Um tanque e seus peixes

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Antigo lavadouro público
Saímos do Largo dos Laranjais em direção ao Largo Dr. João da Mota Prego, antigo Largo de São Bento. Aqui encontramos alguns exemplares interessantes do passado que buscávamos na cidade de Guimarães tão avidamente, como por exemplo, um belo casarão seiscentista, a Casa Navarros de Andrade, na flor da idade, onde hoje funciona o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta.

O outro, um tanque de onde jorra água da boca de dois peixes posicionados nas laterais. O local original do tanque não é aqui, mas em tempos idos funcionava como lavadouro público. Por essa função exercida, merece nossa atenção, apreciação e respeito. Hoje adorna e enfeita o Largo. 

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Casa das Rótulas

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Casa das Rótulas
Por fim, no Largo Dr. João da Mota Prego encontramos uma casa de arquitetura um tanto quanto peculiar que se destaca justamente por conta de sua aparência. Chamada de Casa das Rótulas acredita-se que tenha sido edificada lá pelos anos do século XVII.

Formada por varandas curiosas faz parte de uma época em que a malha urbana de Guimarães começa a sofrer profundas e significativas mudanças. Constituída por dois andares, a Casa das Rótulas mantém o piso inferior em pedra e o superior em tiras de madeira.

De formato curioso ela é atraente, dentro de sua inspiração mourisca, mas não necessariamente bonita, mas é uma das muitas relíquias históricas que encontramos na cidade.

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Fonte de granito do século XVIII

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Casario do Largo da Misericórdia

Largos do Centro Histórico de Guimarães
O Largo da Misericórdia

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Escultura curiosa de D. Afonso Henriques

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Largo da Misericórdia com a Igreja da Misericórdia ao fundo

Largos do Centro Histórico de Guimarães
A Igreja da Misericórdia e o casario vimaranense
Acessamos então o Largo da Misericórdia que é cheio de encanto com sua fonte de granito do século XVIII, adornada com duas bicas e o brasão de Portugal no topo. Nas margens desse largo está um belo casario com muitos e característicos alpendres.

Encontramos também uma escultura, curiosa por seu formato pouco usual, representando o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que nos remete rapidamente a muitos e muitos séculos atrás.

Neste Largo encontra-se ainda a Igreja da Misericórdia, datada do século XVI, cuja fachada abriga Nossa Senhora da Misericórdia. Dizem que por dentro ela é bonita com púlpitos do século XVIII e pinturas de amplas proporções. Ao que parece, é difícil encontra-la aberta.

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Porta da Vila de Baixo - antigo acesso à Guimarães através das muralhas

Largos do Centro Histórico de Guimarães
Antigo forte medieval
Há ainda outro elemento de atraimento no Largo da Misericórdia: a indicação, através do nome inscrito no pavimento, de uma das portas da antiga muralha que defendia Guimarães. Ela me deu a nítida sensação de estar entrando realmente na Vila de Baixo.

Atravessamos o Largo da Misericórdia, sem pressa alguma e viramos à esquerda, logo após o Monumento de João Franco, um político dos tempos do Rei D. Carlos, aonde vimos uma porta aberta.

Quem resiste a uma porta aberta?! Eu não consigo. Era um restaurante, que ainda estava vazio, que funciona em um antigo forte medieval e assim pudemos perambular por mais um fragmento desse passado português.

Fomos então almoçar, em outro lugar. Voltamos novamente pelo Largo da Misericórdia e entramos na Viela da Arrochela. Conto tudinho na próxima publicação. 

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Largos do Centro Histórico de Guimarães

terça-feira, 25 de abril de 2017

O LARGO da Câmara e o Largo dos LARANJAIS. Guimarães, Portugal:

O Largo da Câmara e o Largo dos Laranjais

A Rua de Santa Maria nos levou ao Largo Cônego José Maria Gomes, o nome oficial do Largo da Câmara, onde estão situados dois belos prédios: a Biblioteca Municipal Raul Brandão e a Câmara de Guimarães, construções dos séculos XIX e XVI, respectivamente.

A Biblioteca funciona neste edifício desde 1992, possui belíssima fachada com muitas janelas e alpendres, tão típicos neste país. O nome é uma homenagem ao escritor Raul Brandão que viveu entre os séculos XIX e XX, filho do Porto, conhecido pelo realismo de suas descrições, sem deixar de lado a poesia.

Dizia ele, no qual eu concordo plenamente, e explica minha atração por portas e janelas:

“Em todas as almas, como em todas as casas, além da fachada, há um interior escondido”.

O Largo da Câmara e o Largo dos Laranjais
Largo da Câmara: Câmara de Guimarães
Já a Câmara Municipal, que fica ao lado, é um edifício ainda mais bonito, com seu bordado. Antigo Convento de Santa Clara possui características barrocas, sofrendo sucessivas intervenções nos séculos seguintes. Foi, este, um dos conventos mais ricos da cidade.

Alojada em um nicho no portal de entrada encontramos a imagem da padroeira Santa Clara. Está aberto à visitação de segunda a sexta das 09:00 às 17:30. Como visitamos Guimarães em um sábado, estava fechada. Uma pena!

O Largo da Câmara e o Largo dos Laranjais
Viela Senhora Aninhas

O Largo da Câmara e o Largo dos Laranjais
Largo dos Laranjais
Continuamos, a partir do Largo da Câmara, a subir a Rua de Santa Maria, virando à esquerda na primeira viela, cujo nome é Senhora Aninhas (antiga Viela dos Laranjais), dama considerada a Madrinha dos Estudantes, chegando ao lindo Largo dos Laranjais.

A razão do nome do Largo me parece óbvia: o local está cheio de laranjeiras! Aqui encontramos ainda a Casa dos Laranjais, solar barroco do século XIV com uma torre que abriga uma gárgula representando um leão e portas em estilo manuelino.

Além disso, o Largo dos Laranjais é morada dum baixo-relevo homenageando Alberto Sampaio (historiador português que dá nome ao principal museu da cidade), um apaixonado por sua cidade e história. Assim como eu já estava!

Quanto à Senhora Aninhas, a história de sua existência é interessante. Embora não seja natural de Guimarães, adotou a cidade como sua. Viveu por aqui no inicio do século XX, era filha de um ferrador e de uma doméstica.

A moça casou-se, teve quatro filhos e quando enviuvou, tomou conta do negócio do marido que comercializava farinha. Assim, que era conhecida também como Aninhas Farinheira. Dizem que era mulher de bondades e gentilezas extremas.

A Senhora Aninhas adotou os estudantes do Liceu – os “Nicolinos”: dava colo e aconchego. Cuidava da alimentação deles e muitas vezes só recebia paga anos mais tarde: rabanadas, bolinhos de bacalhau e bolos caseiros eram algumas das iguarias servidas por ela.

Muitos desses estudantes viraram doutores e voltavam constantemente para ver a Senhora Aninhas, com flores, presentes e muita gratidão. Ela morreu em 1948 e seu enterro foi evento de grande comoção, movimentando a cidade-berço, já que gerações de estudantes foram acolhidas por ela. 

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O LARGO da Câmara e o Largo dos LARANJAIS. Guimarães

domingo, 23 de abril de 2017

MERCADOS na Renânia do Norte-VESTFÁLIA, Alemanha:

Mercados na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha

Sim, como a maioria das pessoas, eu também adoro perambular por mercados, mundo afora. As razões são variadas: às vezes, cansados de caminhar o dia inteiro, em vez de buscar um restaurante, vamos atrás de um mercado que nos ofereça comida pronta para comermos no conforto do hotel, com as perninhas fadigadas estendidas confortavelmente para o alto. 

Por vezes queremos apenas visualizar as cores, sentir os aromas, muitas vezes misturados, agradáveis ou não, enquanto caminhamos por corredores estreitos, nos misturando aos turistas e moradores. Nesses, eu gosto de ir cedinho, quando a cidade está acordando.

Aí tanto faz se funcionam ao ar livre ou se estão encerrados em alguma grande estrutura. Muitos deles têm origem na idade média, quando mercados eram também pontos de encontro. Alguns são mais gourmetizados, outros mais simples. Não importa! Todos eles me atraem.

Há ainda aqueles momentos em que gosto de perambular entre as gôndolas dos mercados mais tradicionais, de grandes redes. Não importa se são supermercados ou minis.

O que eu me encanta nesses casos é descobrir através de produtos, um pouco mais sobre a cultura local, sobre o que aquela população consome, tanto em termos alimentícios quanto de higiene, e coisas para casa, dentre outros itens.

Além disso, gosto de ver como ficam nomes, lay outs e design de marcas que vendem aqui no Brasil também e claro, ver se tem alguma novidade que ainda não aportou (algumas nunca chegam) em terras brasucas.

Enfim, mercados quase sempre estão em minha rota como turista e gasto quase sempre um par de horas fuçando, remexendo e algumas (raras) vezes comprando também. 

Mercados na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha
Unidade da DM em Bonn, Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha 
Assim que na Renânia do Norte-Vestfália (Alemanha), muitas vezes nos pegamos vagando pela DM Drogarie Market, que apesar do nome, não é farmácia no sentido que entendemos no Brasil, ou seja, não vende remédios.

A DM tem mais de 1.800 lojas na Alemanha em vários endereços. As lojas variavam de tamanho e estilo. Nas gôndolas encontramos comida: produtos gluten free, sem lactose, alimentos orgânicos, nutrição esportiva, apenas para citar alguns.

Achamos ainda material para casa e para higiene pessoal (itens masculinos e femininos), maquiagem, cosméticos, coisas para bebês e para pets dentre outras muitas coisas. A variedade é boa. 

Mercados na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha
Creme hidratante para o corpo: perfeito

Mercados na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha
Giletes: durou mais que algumas marcas compradas no Brasil
Além de vender marcas tradicionalíssimas como Nivea, L’Oreal Paris, Schwarzkopf (as ampolas de cremes para cabelo são bárbaras), Garnier, Maybelline, Max Factor e outras tantas, a DM ainda possui marca própria.

Eu me apaixonei pela Balea, com variedade grande de produtos, que são uma combinação excelente de qualidade e custo baixo (baixo de verdade!). Eu comprei alguns produtos Balea (hidratante corporal, gilete e ampola de creme para o cabelo) e não me arrependi! Além da qualidade, o preço estava ótimo, mesmo com o real desvalorizado em relação ao euro.

Inclusive sobre esse quesito, vários produtos de higiene pessoal básicos que, tanto eu como Léo, consumimos no Brasil e costumam ser caros por aqui (como nosso país está caro!), na Alemanha estavam com um valor significativamente inferior, o que valeu (e muito) a compra. Foram meses de economia na volta para casa.

Além disso, é possível encontrar na DM vários artigos em miniatura, o que é excelente para viajantes que gostam de malas compactas como eu. 

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MERCADOS na Renânia do Norte-VESTFÁLIA

sábado, 22 de abril de 2017

A Rua de Santa MARIA, Guimarães, Portugal:

A Rua de Santa Maria

Da Praça de Santiago Léo e eu continuamos nossa exploração pelas veias antigas do Centro Histórico de Guimarães, acessando a estreita e sombreada Rua de Santa Maria, a mais antiga da cidade. Em séculos pretéritos, esta rua era atravancada com sacadas e varandas.

De origem medieval, Santa Maria ligava a Vila de Baixo, onde estava situado o Mosteiro edificado por ordem da Condessa Mumadona, uma dama poderosa em sua época, e a Vila de Cima onde foi construído o Castelo de Guimarães. Atualmente a Rua de Santa Maria liga a Praça da Oliveira ao Largo da Câmara. 

A Rua de Santa Maria
A Rua de Santa Maria - belo prédio

A Rua de Santa Maria
A Rua de Santa Maria
Com a construção do Mosteiro, grupos de pessoas começaram a fixar-se em seu entorno, surgindo então a necessidade de defesa desses agrupamentos e por esse motivo a Condessa ordena a construção, em uma colina, a pouca distância da Vila de Baixo, o Castelo de Guimarães.

A Rua de Santa Maria à essa época era confusa, escura, suja e nem o sol ou o ar chegavam até aqui tornando-a meio sufocante.  Aqui acontecia o “água vai”, que na Espanha, onde eu descobri do que se tratava, chama-se "agua abajo".

Muito antigamente não havia banheiro nas casas, então todas as necessidades humanas de seus habitantes eram feitas em baldes e afins que precisavam, logicamente, ser descartadas. 

Assim, os moradores (pessoas abastadas tinhas empregados que executavam tal tarefa) abriam a janela e gritavam três vezes "Aqui vai água" e mandavam ver. Azar de quem porventura estivesse passando bem na hora. Não à toa a rua era imunda

Entretanto, a Rua de Santa Maria seguiu seu rumo história adentro e evoluiu, tornando-se morada de muitos ilustres e abastados cidadãos da cidade de Guimarães, sendo essa rua hoje testemunha de muitos e variados estilos arquitetônicos. Talvez a casa que mais chame nossa atenção seja a Casa do Arco.

A Rua de Santa Maria
A Casa do Arco
A Casa do Arco (num 52) é um solar construído no século XIII e possui um passadiço que cruza a Rua de Santa Maria. Várias famílias importantes e prestigiadas habitaram esta casa. Além disso, figuras da realeza aqui se hospedaram.

Dom Manuel I e Dom Miguel, filho de Dom João VI e irmão de Dom Pedro IV (o nosso Pedro I) foram alguns desses hóspedes importantes que passaram pela Casa do Arco.

Hotéis e lojas hoje ocupam os edifícios da rua que estão muito bem conservados a exemplo da antiga casa da Senhora Aninhas (num 57), onde funciona o Centro de Artes e Ofícios. Ana Joaquina de Magalhães Aguiar, que viveu entre os séculos XIX e XX, era considerada a Madrinha dos Estudantes.

Nós entramos na casa número 35, uma loja chamada Meia Tigela, que vende variados artigos com motivos portugueses, como esculturas, geleias, conservas, panos de prato, marcadores de livros, camisetas, especiarias, chaveiros, postais feitos à mão, enfim, objetos que de uma forma ou de outra contam a história do país. A visita vale muito pela possibilidade de entrarmos em uma casa antiga.  

Andejar pela Rua de Santa Maria é, portanto, se permitir uma ligeira volta ao passado, a olhar no presente a identidade passada de Guimarães, através das fachadas de suas casas, testemunhas e atores desse caminhar da cidade. Eu diria que isso é um luxo!